Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

A cenoura

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O cómico do luís Filipe Menezes, veio colocar uma cenoura à frente do Pinto Balsemão ao afirmar que se for Primeiro-ministro (vêm porque é que eu digo que ele é um cómico), acaba com publicidade na RTP. Nessa entrevista na SIC a compensação à RTP pelo fim da publicidade pagava-se com uns quilómetros de auto-estradas, já na de hoje, não havia necessidade de pagar nem com uns metros de estrada municipal. Duvido muito que o Balsemão se deixe seduzir por esta miragem, não por não lhe ser apetitosa, mas por ser miragem. Mesmo assim o Gaiato já vai em duas entrevistas na SIC e mais uma não sei em que canal, ou seja três entrevistas em televisões numa só semana. Para quem se queixava de o Socretino ter dado uma não é mau. Ou melhor, é mau para ele, Menezes, que sempre que fala perde votos e faz aparecer sempre mais um correligionário do seu partido a desancá-lo. Como todos sabemos que o Balsemão até se baba por publicidade, quem não se lembra do ultimato do BES de lhe retirar toda a sua publicidade dos seus órgãos de informação se continuasse a dar noticias dos escândalos e a mostrar que era sempre o BES o banco por detrás das trafulhices, e de como agora basta abrir o Expresso para ver diversos anúncios ao banco de página inteira. Todos sabem que a melhor forma de o conquistar é com a cenoura da publicidade, mas brevemente deveremos poder tirar todas as dúvidas. Quando for a realização de mais uma reunião dos Bilderberg logo veremos quem convida o Balsemão para estar presente. Em 2007 quem esteve por lá foi o Lider Parlamentar do PS, Augusto Santos Silva.

PS: Quem desejar aqui fica um decomentário EndGame de Alex Jones (link gentilmente enviado pelo amigo Fly do Blog " O Marafado) sobre os sinistro Bilderberg.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Grande Europa

Milhões para galifões

«O Parlamento Europeu está a ser abalado por um escândalo que envolve pagamentos fictícios, fugas à segurança social e transferências ilegais para partidos políticos.
Segundo uma auditoria de 2006, foram gastos 140 milhões de euros em operações indevidas, um documento que alguns eurodeputados não querem ver publicado. »
in Tsf
«O porta-voz dos eurodeputados socialistas portugueses, Paulo Casaca, já lamentou a denúncia feito pelo eurodeputado britânico: "Aquilo que fez o meu colega britânico, que veio para imprensa dizer que há colegas seus que deveriam ir para a prisão, armando-se em investigador, procurador e juiz" é "lamentável", ainda mais porque faz acusações sem dar oportunidade aos acusados de se defenderem, fazendo uma "justiça popular instantânea"».
in Tsf

Pois é, e isto parece que origem numa auditoria que investigou as contas de 160 eurodeputados tirados à sorte. Se pensarmos que são mais de 700 e se mantiver a média a coisa vai muito para cima dos 500 milhões. Curioso que este parlamento necessite de dois meses para estudar a auditoria para só depois decidir se deve ou não ser aberto um inquérito. Até lá nós, aqueles que eles dizem representar, não devemos saber de que aldrabices são aquelas gentes acusadas. Já a minha avó me dizia que quem não deve não teme, pelo que esta vontade de secretismo não deixa de ser estranha, ou talvez não. Lá como cá, parece que o monstro burocrático está instalado para atirar para labirintos infinitos aquilo que se quer silenciado. Será que fomos nós que lhes transmitimos o vírus da impunidade ou é doença que sempre reinou na bela Europa?
Há muito que não me revejo nas políticas e nas posições deste governo e mesmo deste Estado que é Portugal, mas nasci cá, é a minha terra, onde está a minha língua, a minha história e a minha gente pelo que não posso desistir dela, mas à Europa não devo nada porque nunca lhe pedi nada. Não tenho de aturar a sua autoridade, as suas directrizes nem o seu capitalismo. Se esta é a Europa que têm para partilhar então não a quero. Basta ver que uma União em que nomeia o Durão Barroso como Marioneta de Presidente da Comissão Europeia, diz tudo.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Quem se mete com certos "Playboys", leva

A porta do Coelhinho

Ana Gomes publicou no blog "Causa Nossa" um texto sobre a promiscuidade entre um certo PS e Paulo Portas. Sem querer defender o Jaime Silva que me parece ser tão mau Ministro da Agricultura como o é das pescas, é importante mostrar que há muita coisa escondida debaixo do tapete. A fortuita passagem por esquadra de bairro e quem se mete com o Paulo Portas (e com o PS do Jorge Coelho), leva, mostra bem de que PS estamos a falar.

«Olha, olha! Uma espécie rara: um ministro de um Governo PS sem medo de denunciar de forma contundente a impunidade - política e criminal - de que há muito tempo, escandalosamente, vem beneficiando o Dr. Paulo Portas!

O ministro Jaime Silva tem o meu apoio e aplauso. Mas vai precisar de muito mais do que isso. É que no PS há gente com velhas e enraizada cumplicidades com o Dr. Paulo Portas, como se percebeu no derrube da direcção Ferro Rodrigues/Paulo Pedroso. Como se percebe nas escutas do processo Portucale - que agora o novo Código de Processo Penal, muito oportunamente, impede a imprensa de transcrever. Gente que quando vê Paulo Portas em apuros, seja no tribunal da Moderna, nas investigações do Portucale, ou de fortuita passagem por alguma esquadra de bairro, sempre dá um jeito, discreto, de lhe estender a mão.
Para não falar de quem assistiu, impávido, sem mexer um dedo, à gestão ruinosa de Paulo Portas no Ministério da Defesa, deitando-nos abaixo os aviões A400-M, levando-nos ao fundo nos submarinos e arranjando-nos um inferno às ordens de Rumsfeld - que hoje persiste no esforço de encobrimento dos "voos da tortura". E de quem, com altas responsabilidades estatais, hoje guarda silêncio e nada faz diante das notícias do frenético fotocopianço das horas da despedida de Paulo Portas pelo Restelo, em despudorada violação das mais elementares normas de segurança do Estado.
Ministro Jaime Silva, olhe que quem se mete com o Dr. Paulo Portas, tal como com um certo PS, leva. Costuma levar. Mais tarde ou mais cedo. Eu, se fosse a si, começava a cuidar da retaguarda.»

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

Cromos - Tan.Tan e Milu

Tan-Tan e Milu

Só porque Milu é nome de Ministra e porque me apeteceu.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Os amores de um Socretino mas não só

Adorador de Professores

«José Sócrates, que falava no encerramento das jornadas parlamentares do PS, que decorreram na Guarda, aproveitou para deixar alguns elogios aos professores, nomeadamente a "vitória" dos docentes em levar mais alunos para o ensino básico e secundário. "Pela primeira vez nos últimos dez anos, temos mais alunos no ensino básico e secundário", "esta foi talvez a maior vitória da escola pública e dos professores que conseguiram atrair pessoas para as escolas". "Apesar da controvérsia, estes são os números e devem-se ao esforço dos professores e da escola pública", sublinhou. Além disso, continuou o primeiro-ministro, "nos últimos anos registou-se uma redução do insucesso escolar, também devido ao esforço dos professores e das escolas. »
in “
RTP

Afinal o Sócrates gosta imenso dos professores e nós não sabíamos. Quem se lembra de como esta Ministra arrastou pela lama os professores, deve pensar que o Engenheiro andou tão distraído que nem viu o que a Sinistra disse e fez com aquela que considero ser uma das mais nobres profissões que existe, (posso dizer isto porque não sou professor nem tenho familiares que o sejam). Afinal o Engenheiro adora os professores e admira-os imenso. Claro que neste país somos um povo muito maldoso e que estamos sempre a pensar que todos nos querem enganar. Já estou a ver toda a gente a pensar que ele não está a falar do fundo do coração, a dizer que este não é um amor sincero. Muitas vozes maldosas vão dizer que só esteve uma hora a falar de educação e a passar a mão pelo pelo dos professores, porque anda preocupado com o volume de manifestações e protestos que estão a ocorrer um pouco por todo o país. Muitos vão dizer que ele teme que, após a vitória dos protestos contra o Correia de Campos no caso das Urgências, uma nova vitória dos protestos dos professores possa mostrar ao povinho que vale a pena lutarmos por aquilo que consideramos ser justo, que têm força suficiente para vergar governos, mesmo que à sua frente esteja um Engenheiro arrogante, teimoso e que não olha a meios nem a hipocrisias para impor as suas ideias. Muitos vão descobrir que afinal não vivem num mundo de inevitabilidades, que afinal o nosso fado é só uma música e não um destino traçado. Acreditar que é possível lutar por um futuro melhor. Mesmo assim lanço aqui um desafio ao Engenheiro, se quer que acreditemos nele, demita a Sinistra Ministra e pare as reformas que está a fazer, até ouvir os professores. Todos queremos um ensino melhor, então oiçam-se todos para que a escola pública possa ser um local de educação e não uma fábrica de mão-de-obra barata.

PS: Quem sabe não devemos começar por exigir já um referendo ao Tratado Europeu?

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Gaiato, O revolucionário

O gaiato revolucionário

«Luís Filipe Menezes defendeu hoje, após um encontro com a Fenprof, a suspensão da avaliação dos professores, considerando "uma questão nuclear" que o sistema proposto pelo Ministério da Educação seja corrigido para que fique "fora da tutela governativa".
Luís Filipe Menezes alerta que "se fosse por diante" o sistema de avaliação projectado pelo Executivo "milhares de portugueses que hoje são livres passariam a depender de uma forma determinante da vontade dos governantes de circunstância".»
in "Publico"

Que o Menezes estivesse contra as medidas da Sinistra Ministra, seria bom, mas não vale a pena chamar-nos de estúpidos. Todos sabemos que o Luís Filipe Menezes e o PSD se estão nas tintas para a Fenprof e já agora para todos os professores. O Menezes o que quer é poder e aceita fazer pactos e até aceita apertar a mão ao diabo para o ter. Até hoje não vi o PSD apresentar nenhuma alternativa a políticas do governo que não seja em colagem a protestos da opinião pública. E, nem aí mostra alternativas, só se junta ás vozes dos que já protestam sem apresentar qualquer ideia alternativa. Num dia diz que destrói o estado em seis meses, para logo a seguir dizer que não fecharia nenhum serviço público.
Todos sabemos que estas medidas que estão a ser tomadas por esta Ministra são a ruína do sistema de ensino e vão hipotecar o futuro de muitas gerações deste país, todos temos de nos congratular todos os apoios que surjam neste combate, mas todos temos de ter cuidado que essas ajudas não se venham a ser mais prejudiciais que úteis e este pode ser um desses casos.

PS:Proponho uma nova sigla para os laranjinhas. PSD-ML (Partido Social Democrata - Marxista Leninistas

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Há porrada no beco

Porrada no beco

Estes dois resolveram agora nadar à porrada. Um diz que o outro é incompetente e que não paga a tempo, o outro relembra as trafulhices dos últimos dias de governo CDS. Não entendo porque se zangam, afinal ambas as coisas são verdades, não são? Como, pelos vistos, nesta zanga de comadres só dizem verdades que já conhecemos, bem podiam deixar de nos chatear e ir resolver isso ao estalo para um qualquer largo das Caldas. Até podia ser transmitido em directo pelas televisões. Ia ser um sucesso e eu não perdia isso por nada.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Alternativas precisam-se

Pantera cor de laranla

Este homem deu uma entrevista à SIC. Impossível definir qual dos momentos ou qual das afirmações que fez se pode evidenciar. Não por não haver nenhuma, mas por ser uma tal sequência que é impossível decidir. Cheguei a ter pena do personagem, da sua inabilidade, da sua incapacidade para esclarecer as contradições e os zig-zags das suas politicas e afirmações. A arrogância do líder parlamentar do PS, Augusto Santos Silva, quando nos chantageou com: ou aceitação das “reformas” que andam a fazer ou então condenam-nos a sermos entregues nas mãos do Luís Filipe Menezes e do “seu” PSD.
Já agora aproveito para realçar a necessidade de pensarmos que alternativa temos nós para isto e quais teremos quando chegar ao momento das eleições? A condenação, a denuncia e a contestação não podem parar, mas também é importante saber para onde vamos. Do mesmo feito por outros ou algo completamente diferente? Neste caso, o quê? Ideias e uma discussão sobre o assunto seria útil. A blogosfera pode ajudar essa discussão.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Engenharia sanitária

Grande cagada

Como acontece com alguma frequência, há momentos em que me sinto cansado e farto de tudo isto. Já nem sinto vontade de falar e muito menos de escrever. Nestes momentos só me apetece fazer os “bonecos” desta gente que, em nome do nosso bem-estar e de um futuro melhor, nos vai lixando e atolando cada vez mais no pântano dos Bilderberg. Aqui fica a minha visão da “cagada” que considero que o dito Engenheiro Sanitário ou de sanitários, não sei bem, tem feito. Quem desejar escrever sobre o assunto que o faça, os comentários estão sempre abertos.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

Este país não é para velhos

Há Futuro?

Após uma noite de Oscares não podia deixar de assinalar aqui a vitória do filme dos irmãos Coen, "No Country for old men". Claro está que aqui apresento a versão "Kaos", como não podia deixar de ser.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A paixão da educação

Afinal sempre é loira

Não vi, nem ouvi com atenção a Ministra a debitar as velhas máximas os sucessos do seu reinado na educação, nem as suas justificações falaciosas sobre o ensino, gestão escolar ou sobre a avaliação dos “professorzecos”, (forma como trata os dignos profissionais a quem confiamos os nossos filhos, quando fala com os deputados do seu partido). Não há paciência. Mesmo assim ainda fui ouvindo uma ou outra afirmação, sons difusos de um amanhã hipotecado nas mãos desta ministra. Não posso por isso reproduzir o diálogo na precisão, mas em resposta a uma professora, por sinal loira mas nem por isso menos inteligente, que afirmava a necessidade de qualificações para se ser professor e de, para Ministro da Educação poder ir qualquer um, mesmo que não tivesse qualquer prática educativa. A resposta da Ministra foi elucidativa, “Não me diga que também tem de ser loira?” Se estivesse na sala de aulas esta era daquelas vezes em que levantava a mão porque sabia a resposta. Não é necessário ser loira, mas é necessário ser inteligente, honesto e consciente para entender que, o que está a fazer à educação deste país é um mal que infelizmente terá repercussões demasiado duradoiras e que vão hipotecar a esperança desta e das próximas gerações durante muitos e muitos anos. Essa é a minha convicção, não como professor que não sou, mas como pai preocupado com o futuro dos meus filhos.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Um Governo Económico para a Europa

 Dios economicus

Já tinha este post escrito há já alguns dias, mas só hoje surgiu a oportunidade de o publicar. Mais vale tarde que nunca.

Estava eu aqui muito descansadinho sem fazer mal a ninguém, quando de repente dou comigo a ouvir o Oliveira Martins, Presidente do Tribunal de Contas, a defender um Governo Económico para a Europa. Governo Económico, que seria isso? Ele explicou, um governo em que a economia fosse Deus e nada se faria sem ter como objectivo o lucro económico. Este governo económico sobrepor-se-ia às próprias finanças e a garantia que isso não representaria uma escalada na inflação estava em que toda a politica económica de cada governo deveria ser investir todo o seu dinheiro na economia e reduzir ao mínimo os gastos com as administrações publicas.
Só me pergunto se um governo, europeu, nacional, regional, local, seja ele qual for, não deverá ser por principio um governo de cidadãos? Um governo cujo principal objectivo sejam os cidadãos, as pessoas, o seu bem-estar e a resolução dos seus problemas? Cada dia mais estou farto destes teóricos, destes servos dos Bilderberg, desta gente para quem o lucro de um euro vale mais que as pessoas, o planeta, a decência ou a justiça. Só saber que há quem pense assim deixa-me arrepiado e triste.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

À bomba

Bombistas laranjas

"Se querem que eu saia, terão de tirar-me à bomba."
Luís Filipe Meneses

Quer me parecer que o PSD se vai começar a assemelhar-se muito com o Hamas, pois candidatos para colocar a bomba não devem faltar. Falta saber a hora que marcaram no relógio ou quem vai carregar no botão.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Vamos todos mudar esta merda

Ratos e policias

«Os professores voltaram ontem a sair à rua em protesto com as políticas de Maria de Lurdes Rodrigues. No Porto, na Praça General Humberto Delgado, estiveram cerca de 400 professores que, empunhando lenços brancos, pediram a demissão da ministra da Educação. "Chega de humilhação, com esta ministra não", foi a palavra de ordem mais ouvida. A manifestação foi convocada por sms, e-mails e blogues. Nenhuma estrutura sindical esteve oficialmente ligada ao protesto, que surgiu de forma espontânea. Por isso, a PSP identificou alguns dos professores que participaram na manifestação, o que gerou descontentamento junto dos manifestantes. Fonte da PSP do Porto explicou que "o procedimento foi normal". Como não foi pedida autorização ao governo civil, os agentes "identificaram pessoas que seriam os organizadores" para fazer um relatório a enviar ao Governo Civil. "Tudo normal, sem quaisquer incidentes", disse a fonte.»

É a lei, dizem. Claro que é a lei, também as Bolas de Berlim e as colheres de pau são a lei. Que se cumpra a lei, pura e dura, que se condenem “exemplementarmente” (implementar de forma exemplar), e se penalizem os autores de tão horrendos crimes. Já se sabia que assim seria, os documentos de Bilderberg preconizam-no. Mas neste caso, como já tinha acontecido em Guimarães, ou na pena de 75 dias a João Serpa, sindicalista, por se ter manifestado junto da empresa onde trabalhava por existirem graves problemas de salários em atraso, o que se procura é calar o som dos protestos, um som que o descontentamento generalizado pode amplificar. Um perigo que tentam evitar e que por isso nós devemos potenciar. Eles receiam as consequências, nós temos de estar decididos a assustá-los ainda mais. Claro que quanto mais acossados se sentirem, mais violentamente vão reagir. Quase que aposto que se estas manifestações continuarem e aumentarem de volume, vamos ver acontecer, surgirem do nada, uns actos mais violentos, uma montra partida, um caixote a arder, uma pedra atirada, e a policia “vai ter de” carregar sobre os manifestantes e fazer uma ou duas detenções. Quando não há motivo, cria-se o motivo, já o vi acontecer e vou certamente ver de novo. A livre manifestação, o direito à indignação, ao protesto, são formas de cidadania, de participação popular, de democracia e de celebração da liberdade. São direitos que não podemos deixar que nos tirem e por isso temos de lutar por eles sempre que seja necessário. Não podemos ceder ao medo que nos querem criar, nem à preguiça da “abovinada” vida quotidiana que nos oferecem, nem à hipnótica televisão. Há gente a sair para a rua em defesa daquilo que considera ser justo. Há muito que todos nós já lá devíamos andar porque razões não nos faltam. Está na hora deste povo acordar, e todos nós somos parte desse povo.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Uma questão de opções

Clones da educação

No meu post “A Educação e o futuro” que coloquei ontem, falei dos nossos filhos e daquilo em que os estaremos a transformar ao fechá-los numa escola durante 11 horas por dia sob o olhar de vigilantes e de câmaras big-brotherianas. Defendi que a sociedade deveria permitir aos pais que acompanhassem o crescimento e a educação dos seus filhos para que eles possam crescer como homens saudáveis e livres. Um dos comentários, de um anónimo para variar, rezava assim:

Anónimo disse...
Pois. E já agora um emprego ao pé da porta, que, por sua vez tem de ser ao pé da escola.
Sim, não se vê como, de outro modo, conseguiria ir pôr, como no regime actual, uma criança à escola para começar as aulas às 8.20h e estar à porta quando sai quase todos os dias às 13.15h.

Pois é caro anónimo, temos aqui um problema, a questão do “sol na eira e chuva no nabal”. Como referi no post, esta medida resolve os problemas dos pais e dos patrões, mas será que também resolve o das crianças? Para um pai essa devia ser a primeira pergunta e a mais importante de todas. Também para um estado de gente humana e decente essa devia ser a principal prioridade; as crianças.
Compreendo que há uma incompatibilidade entre esta sociedade do capitalismo global e os valores do humanismo e da existência de uma vida natural de todos nós. Compreendo isso e é também por isso que a tenho de questionar. Serão mais importantes os valores da economia, da produtividade, da competitividade ou as pessoas? Será que ter uma nova televisão de alta definição para colocar na casa de banho, o telemóvel com GPS e televisão, o carro com DVD individuais para cada passageiro, o poder ir às Caraíbas, à Tailândia ou ao Brasil nas férias é mais importante que a saúde mental dos nossos filhos? Não estará esta sociedade a seguir por um caminho antinatural, uma via da desumanização do homem? Será este o caminho que desejamos? Eu digo ao anónimo que não é o que eu quero para mim e para os meus filhos. Prefiro ter tempo para lhes falar da vida do avô, para lhes mostrar as estrelas no céu, onde as luzes do modernismo e do sucesso ainda o permitem, para lhes falar dos velhos filósofos e do valor do pensamento, da história e das consequências da loucura de alguns, das guerras e das lutas pela liberdade, de como muitas vezes os valores se devem sobrepor ao materialismo. Se esta sociedade não nos permite a sua defesa, então é a sociedade que está errada e é esta sociedade que devemos mudar. Aceitar o mal como algo inevitável é a negação do futuro e da própria espécie humana.
Proponho ao anónimo que leia livros como o “1984” de George Orwell ou o “Admirável mundo novo” do Aldous Huxley e talvez entenda daquilo que estou a falar. Se mesmo assim lhe ficarem duvidas, pode sempre ir ler as estratégias dos Bilderberg [Aqui]. É que o verdadeiro cego não é aquele que não vê, mas sim aquele que não quer ver.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LH

Domingo, Fevereiro 24, 2008

História de uma imagem

Poderes

Nas minhas deambulações pela blogosfera em busca de imagens que possam ilustrar uma qualquer ideia, surgem sempre algumas que têm autonomia própria. São elas que se insinuam perante mim pedindo para que eu as modifique. Muitas estão esquecidas em pastas onde aguardam a seu redescoberta ou recordação. Outras querem ser feitas logo no momento, mas não dizem como. Esta, por exemplo queria ser alguma coisa sem ser nada. A Sócretina tinha lugar marcado, o Sr. Silva também rapidamente ganhou o seu lugar. Que outros poderes aqui caberiam? As finanças, que nos apertam o cinto, a força e a Justiça que mantêm a tranquilidade ao sistema vigiando e controlando aqueles que o contestam, a economia que se transformou, não num meio para atingir um fim, mas no própria meta a atingir e finalmente a Comunicação social que adormece todos aqueles que tinham, e têm, todas as razões para lutar contra tudo isto. Afinal há imagem que acabam por se construir a si próprias.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Reflexões de um reflexo

Reflexos e reflexões

“Basta olhar à nossa volta para reconhecer quem pelo contrário se distingue pelo tremendismo, pela desorientação, pelo ziguezague e pelo descrédito. Que não hesita em faltar à palavra dada”

Sabem quem disse isto?

O nosso Engenheiro no Fórum Novas Fronteiras. Lata não lhe falta…oposição sim.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

A Educação e o futuro

A admirável nova educação

A semana passada foi com algum horror que tomei conhecimento da intenção de alterar os horários dos alunos do 1º, 2º e 3º ciclos, de forma a que passem a entrar na escola às 8.30h da manhã para saírem às 19.30h. São 11 horas de escola por dia o que dá uma coisa como 55 horas semanais de aulas.
Quando coloquei aqui um post sobre o assunto, pareceu mais importante discutir-se se a posição expressa pelo sindicato, (não sei qual deles), era aquela que os professores defendiam, do que as funestas consequências da medida governamental.
Durante esta semana coloquei esta questão a diversos colegas e amigos meus e a resposta mais frequente também teve pouco a ver com os nossos filhos e muito mais com a resolução dos seus problemas pessoais. Quase todos concordavam com a medida. Assim não têm de encontrar (e pagar) um OTL para colocar as crianças, estão melhor na escola do que na rua ou sozinhos em casa. Verdades, é certo, mas talvez seja olhar para o problema pelo lado errado. Primeiro porque é uma falsa solução, pois com a nova legislação laboral que para aí vem, nada nos garante que o patrão não nos faça ficar a trabalhar até às horas que ele desejar, mas a principal razão tem de ser as crianças, os nossos filhos. Eles são o mais importante mas parece que são esquecidos neste assunto. Não sou psicólogo, médico, pedagogo, professor nem engenheiro de nada, mas consigo entender que fechar crianças num local durante 11 horas, com regras, disciplina, vigiados por seguranças e câmaras de televisão, sem espaço para fazer aquilo que é natural na sua idade, brincar, correr, serem crianças, não é bom para um desenvolvimento saudável. Que tipo de homens, estaremos a criar com este tipo de educação? Como podemos nós pais aceitar, por falta de tempo, retirar-nos da educação dos nossos filhos? Quando poderemos conversar com os nossos filhos, transmitir-lhes os nossos valores, os princípios de vida, a nossa cultura, a história da família e a sua vivência? Não é isso fundamental no desenvolvimento saudável de uma criança? Admiram-se depois que quando crescem não tenham quaisquer laços familiares fortes e acabem a despejar os seus “velhos” num qualquer asilo.
Está tudo errado e é grave que nós pais aceitemos isso pacificamente. A solução que nos oferecem para o problema é errada e perigosa. Temos de colocar as crianças como o eixo principal da solução e não a produtividade e a competitividade das empresas, como está a ser feito. Sei que o Clube de Bilderberg defende que seja o Estado a tratar da educação das crianças e a sua separação da instituição familira, mas isso não torna obrigatório que lhes façamos a vontade. Quem tem filhos em idade escolar deveria poder estar à porta da escola à hora da sua saída. A lei deveria dar-lhes esse direito e nós devíamos exigi-lo, afinal é dos nossos filhos e do seu futuro que estamos a falar.

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Sábado, Fevereiro 23, 2008

POR VIA AÉREA

Pombo Correio

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje não haver razões para suspeitar que tenha ocorrido em Portugal um caso idêntico ao britânico sobre voos da CIA com transporte de prisioneiros suspeitos de terrorismo, porque «isso seria lamentável». «Esperamos que a situação que se registou no Reino Unido não tenha acontecido em Portugal, porque isso seria absolutamente lamentável», declarou. Segundo José Sócrates, ao contrário do que aconteceu agora com o Reino Unido, o Governo português «nunca foi informado nem tem conhecimento de qualquer voo com passageiros que tenha aterrado em Portugal e que não tivesse cumprido as normas portuguesas».
In “Diário Digital”

Como não tem razões para suspeitar? Custa é a acreditar que ainda possa haver quem tenha razões para duvidar. Felizmente o Engenheiro já espera que a situação que se passou no o Reino Unido não tenha acontecido em Portugal, o que já demonstra que considera que isso é possível. Posso até fingir que acredito que nunca foi informado, que não tem conhecimento, mas então como posso compreender as constantes recusas em deixar que se investigue o caso? Já agora, onde está a investigação da Procuradoria-geral da Republica que estava mesmo para sair? Parto difícil, este.

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Um mal-estar difuso

 Tarot La Muerte

Ontem o grupo de reflexão “Sedes” publicou um documento bastante interessante.Sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal-estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional”. Neste diagnóstico do estado, a justiça, a corrupção, a desonestidade e a partidarização, quer do público como do privado, são mostrados como os grandes responsáveis pelo estado das coisas. Depois de ler todo o documento não pude deixar de reconhecer que, quer os sintomas quer as causas, são coincidentes com a estratégia, há muito preconizada pelo Clube de Bilderberg. Se olharmos para os objectivos e o tipo de sociedade escravizante e repressiva que defendem não podemos deixar de ficar preocupados com o caminho que seguimos.
Questionado sobre o conteúdo deste documento, Cavaco Silva deu a seguinte receita:
Convido os portugueses a trabalhar para vencer as dificuldades”.
Se é esta a solução que tem para nos dar para os problemas levantados no documento da “Sedes”, agradeço ao Sr. Silva o conselho, mas trabalhar já é aquilo que a maioria dos portugueses fazem, sem verem isso representar uma melhoria nas suas condições de vida nem uma maior esperança no futuro. Esta só pode existir se tivermos a coragem de corremos com os “vendilhões do templo” e assumirmos o futuro nas nossas mãos.

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Sobe sobe balão sobe

 Cabeça de balão

«O ministro das Finanças afirmou que quer a economia a crescer não como um foguete que “sobe e cai de imediato”, mas mais “ao estilo dos balões de São João que ficam lá em cima mais tempo”.»
in "Correio da manhã"

Não vou ser hipócrita e dizer que acreditava na política económica do Teixeira dos Santos porque não seria verdade mas, lá bem no fundo, há sempre aquela esperança de que o desastre que se pressente estar sempre eminente, possa desaparecer como por milagre. Agora que ouvi o ministro já não posso ter qualquer dúvida que o seu balãozinho vai rebentar como uma castanha. Não vivemos numa república, mas sim num arraial e não há Santos, quer se chamem João, António ou Teixeira que nos salve.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LH

Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008

Persona

 Persona

«Aconteceu na Suécia. Poucos dias após a tomada de posse, em Outubro de 2006, o primeiro-ministro de centro-direita Fredrik Reinfeldt foi obrigado a substituir duas ministras do seu governo na sequência de pequenos "escândalos" relatados pela imprensa. Maria Borelius, com a pasta do Comércio Externo, saiu passados oito dias e Marie Cecilia Chilò só durou mais dois dias como ministra da Cultura.
Quais foram, afinal, os pecados que levaram a este desfecho precoce e radical? Tinham, anos antes, contratado e pago a empregadas para tomar conta das suas crianças em casa sem fazerem os descontos obrigatórios para a Segurança Social, como vieram a admitir. Sobre Borelius havia uma segunda acusação: há 15 anos que não pagava a taxa de televisão.»
in [Público ] Inicio do editorial do Público (de Paulo Ferreira)

Faço aqui um desafio a quem aqui veio ler isto. Que tentem imaginar como nos verá um Sueco, o que lhe passará pela cabeça quando olha para a política em Portugal.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O Lavatório de Pilatos

 Pilatos

«O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, demarcou hoje a sua liderança da ilegalidade financeira cometida em 2001, quando Durão Barroso estava à frente do partido, que resultou agora numa coima de 35 mil euros. "Independentemente de o PSD ser só um, este meu PSD não tem nada a ver com isso", declarou Luís Filipe Menezes que pediu à comunicação social que divulgasse esta declaração, escusando-se a falar mais sobre o assunto.»

Claro que não tem. Quem poderia pensar uma coisa dessas? Claro que o seu nr.2 (ou será o nr.1), Santana Lopes, também era o nr. 2 do Durão Barroso nessa altura, claro que os por ai andam agora são os mesmos que andavam na altura, mas isso não quer dizer nada. Ou será que quer?

E, a maior diferença é que agora é o Menezes o líder do partido, um homem com a capacidade de dizer hoje o contrário do que disse ontem e do que dirá amanhã. Um homem que entende a política como uma coutada de dois partidos de alterne e de negociatas de bastidores na divisão dos cargos nas administrações publicas. Um homem que já mostrou andar completamente à deriva e que corre um sério risco de vir a ser considerado como o pior líder de sempre do PSD, coisa que não é fácil num partido que teve lideres como o Marques Mendes ou o Santana Lopes.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

O tirar da máscra

 Voos da CIA

«O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros confirmou, esta quinta-feira, que a CIA utilizou o território britânico de Diego Garcia, no Oceano Índico, para transferir secretamente dois suspeitos de terrorismo. Gordon Brown já disse que se trata de uma revelação “muito grave”. "Os EUA disseram que lamentam o ocorrido. Nós compartilhamos o sentimento de decepção de que todo o mundo pode ter por estes fatos", disse o primeiro-ministro.
Em Junho de 2007, um inquérito da polícia britânica tinha concluído que a CIA não tinha utilizado aeroportos britânicos para “transportar suspeitos para locais de tortura em outros países”.»

Por cá, os nossos políticos também já fizeram inquéritos e só conseguimos chegar às mesmas conclusões que a Policia Britânica. Não houve voos da CIA em Portugal. Não sei até quando vão manter esta posição de cegos e surdos a uma evidência que já não pode ser escondida. Como esperam ter alguma credibilidade quando teimam em negar aquilo que já é uma certeza.
Neste momento colocam-se duas alternativas, ou os EUA nada disseram a Portugal sobre a utilização do território português para fazer passar os voos com prisioneiros ilegais, ou o governo do Durão Barroso sabia de tudo e só andam a tentar fugir com o rabo à seringa. A condecoração que os EUA ofereceram a Paulo Portas é como um dedo apontado à sua responsabilidade, colaboração e culpa. O PS também deve ter sido informado daquilo que se passava e dado o seu “amen”, pois só assim se justifica esta paranóia em teimosamente negar a evidência. Ando farto de mentiras e de mentirosos.

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Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008

A Galinha Socretina

 A Galinha Socretina

«Estrasburgo, França, 20 Fev (Lusa) - O Parlamento Europeu "aprovou" hoje por larga maioria o Tratado de Lisboa, ao adoptar um relatório que salienta as vantagens da nova "lei fundamental" da União Europeia e a necessidade de o processo de ratificação ser concluído até final do ano.
A votação seguiu-se a um debate ao qual alguns deputados "eurocépticos" britânicos compareceram "mascarados" de galinhas (em inglês "chicken", também sinónimo de cobarde), para desse modo criticar o que classificam como o "medo" dos governos europeus em realizar referendos ao Tratado, que substitui o projecto fracassado de Constituição Europeia (inviabilizado após resultados negativos em consultas populares na França e Holanda, em 2005).»
In “RTP

Não sou eu que lhe chamo galináceo, são euro deputados britânicos, mas tenho de concordar com eles. Pessoalmente, acrescentava-lhe um nariz bem comprido e um crachá dos Bilderberg.

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Zona J

 Zona de disparates

Lisboa, 20 Fev (Lusa) - O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, visitou hoje a Zona J de Chelas, em Lisboa, para mostrar o que considera ser o país real três anos depois de José Sócrates ter ganho as legislativas.
In “RTP
"Os senhores vereadores do PSD têm que vir ver isto e depois suscitar questões. É isso que têm que fazer", comentou Luís Filipe Menezes para a comitiva que o acompanhava, que não incluía nenhum vereador de Lisboa.
In “RTP

Depois de o Santana Lopes ter mostrado a sua surpresa com a descoberta daquilo a que chamou de “o país real” numa viagem ao interior de Portugal, foi a vez do Luís Filipe Menezes fazer o mesmo, só que na Zona J de Chelas. Primeiro o Santana e agora o Gaioato mostram uma tal admiração por aquilo que viram, que só demonstram que não entendem nada do que realmente é o país real. Vivem noutro mundo, longe do comum dos mortais, do fim do mês, dos transportes públicos, de tudo. Mais grave ainda é que nos tenha dito que os vereadores do PSD na Câmara de Lisboa também nunca viram a Zona J, nem em filme, e que lhes que lhes convinha que fossem lá ver aquilo para depois poderem fazer umas perguntas na Câmara. Sim, porque não têm, nem se imagina que possam vira a ter, nenhuma resposta para os problemas.

E quer este homem ser primeiro-ministro, que os Deuses, se os houver, nos protejam disso, se não houver que sejamos nós a garantir que nunca lá chega. Chiça, penico, chapéu de coco, como dizia o meu avô.

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3 Anos de Socretinos

 3 anos de socretinos

Passaram três anos do funesto dia em que este ingénuo povo português, acreditou que havia um Engenheiro socialista, que prometia baixar os impostos, criar 150 novos mil empregos e fazer um referendo sobre o novo tratado Europeu, chamado Sócrates. Afinal temos um embusteiro, que diz ser engenheiro e cuja obra são uns supostos mamarrachos na Guarda, que subiu os impostos, fez aumentar o desemprego e que, nas nossas costas, nos vendeu à Europa dos Bilderberg. Isto para não falar da vergonhosa apropriação da palavra socialista, à sombra da qual tem vindo a destruir o estado social em todas as áreas onde ele ainda existia; saúde e educação. Arrogante e com mau feitio fez-nos regressar aos tempos da bufaria e do medo da palavra dita. Voltou a perseguição, feita por medíocres lambe botas que ocupam pequenos cargos de poder em chefias de repartições ou serviços públicos, a todos aqueles que contestam. Pela primeira vez, desde o 25 de Abril, assistimos a policias a entrar em sindicatos e trabalhadores serem condenados à prisão pela simples razão de se manifestarem. Uma personagem que se preocupa mais com uma manifestação de 20 pessoas que o apupem do que com uma de 200 mil que contestem as suas politicas, mostra bem qual a importância que dá à palavra democracia. Despreza os sindicatos e as opiniões dos outros e só se ouve a si próprio.
Quando comecei a escrever este texto tinha a ideia de fazer uma lista com aquilo que fez de bom e mau durante este tempo. Para colocar no lado do bom só a demissão do gato-pingado Correia de Campos e da inconcebível Isabel Pires de Lima. Pelo contrário a lista do lado do mau é tão grande que desisti.
Ainda vamos ter mais um ano e meio de Socretinos, agora em versão light até às eleições. Sei que as alternativas são tão más ou ainda piores, mas devíamos aproveitar este tempo na busca de uma solução, ou então vamos acabar a sofrer mais do mesmo. Aceitam-se sugestões.

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Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008

Sem crédito

 Falido

O Tribunal de Contas (TC) chumbou ontem o pedido de empréstimo de 360 milhões de euros solicitado pela Câmara de Lisboa. O montante destinava--se a pagar aos fornecedores e sem este crédito a dívida aumenta 1,8 milhões de euros por mês.
Na base desta decisão está o facto de o TC considerar que o plano de saneamento financeiro apresentado “peca por defeito, sendo mais aproximado de um plano de intenções do que, verdadeiramente, de um documento financeiro perspectivado para mostrar, com segurança e confiança, os objectivos propostos”, pode ler-se no acórdão. António Costa desabafou que “foi mais fácil contrair dívidas do que pagá-las”.

A conclusão a que se chega é que, mais uma vez os grandes prejudicados de tudo isto são aqueles que forneceram produtos ou serviços ao estado. Podemos no entanto colocar a pergunta de como chegámos aqui. Houve gente que esteve à frente desta autarquia, (como acontece em muitas outras), que geriu mal os dinheiros públicos, contraiu dívidas para as quais não tinha recursos para pagar e hoje faz a sua vidinha sem que ninguém lhe peça que preste contas. Não deveriam, todos aqueles que gerem o bem público ser responsabilizados sempre que se provasse que fizeram gestão danosa da coisa pública? Todos gostam de ser eleitos (ou nomeados), todos gostam do poder e das mordomias associadas, mas ninguém é chamado à responsabilidade quando terminam os seus mandatos. Só o perder eleições não é castigo suficiente.
Quando olho para a Câmara de Lisboa vejo um serviço do estado, pelo que me custa a entender que tenha de ser feito um empréstimo á banca para pagar as dívidas. O estado tem de ser responsável pelas dívidas de todas as partes que o constituem, sejam elas câmaras, tribunais, escolas públicas ou outro qualquer serviço público. A forma como depois internamente tratariam do assunto, como seriam responsabilizados aqueles que não cumprissem as regras, isso é outro assunto. Aí, deveriam haver normas que o regulassem, regras a serem cumpridas e punições para quem o merecesse. Não podem, porque não é justo, serem aqueles que prestam serviços ao estado a acabar por pagar o preço da má gestão de quem está no poder.

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Desleixo ou corrupção activa?

 A Marionete dos Bilderberg

O Tribunal Constitucional condenou o PSD a pagar uma coima de 35 mil euros por ter recebido ilegalmente da construtora Somague um donativo indirecto de 233.415 euros, valor que terá que entregar ao Estado. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considera que a decisão do Tribunal Constitucional de condenar o PSD e a Somague não merece uma reacção da sua parte, remetendo a sua posição para declarações feitas em Agosto passado. Nesse dia, Durão Barroso escreveu ao presidente do Parlamento Europeu a esclarecer que não teve qualquer «conhecimento» ou «intervenção» no caso Somague, uma irregularidade no financiamento do PSD, em 2001, no âmbito das eleições autárquicas, quando era presidente do partido. «De facto, não tive qualquer conhecimento, nem evidentemente qualquer intervenção neste caso, nem em qualquer situação especificamente ligada ao financiamento do partido». Barroso explicou que «nos termos legais e estatutários vigentes em Portugal - na altura dos factos e actualmente - não é da competência do Presidente do Partido, mas sim do Secretário-Geral, e do Secretário-Geral Adjunto se lhe tiverem sido delegados poderes, o tratamento das questões de natureza financeira».
in "
Diário Digital"


Mais um, uma vez mais a fazer-se de Pilatos. Muito gosta esta gente de passar as culpas para os outros. Não teve culpa no caso da guerra do Iraque, no caso dos casinos, no caso Somague, em nada. Se calhar até é verdade, pois vendo bem sempre ocupou cargos onde foi “plantado” para fazer figura de marioneta nos interesses de terceiros. É uma das personagens mais cinzentas e mais incapazes que este país pariu. Já o Ribau Esteves afirmou que «pese embora não tenha havido dolo ou má fé dos responsáveis do PSD de então, houve desleixo, que motivou esta situação desagradável». Esta do desleixo é nova, mas como pode um partido que quer chegar ao poder ser tão desleixado com tanto dinheiro? Desleixo? Não será antes um caso de corrupção, compadrio, tráfico de influências para não falar em suborno? Não estariam já definidas as contrapartidas para tanta simpatia por parte de uma empresa de construção? Será que pagar o que receberam e 35 mil euros é castigo suficiente? Não deveria haver aqui uma condenação por tentativa de corrupção? Quem souber que responda.

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O Camelo

 O Camelo e o Cavaco

«Em Petra, o Presidente da República quis fazer uma festa na cabeça de um dos camelos que ali estavam para passeios turísticos, mas a sua segurança foi peremptória: Não, não toque no camelo”.»
In “Correio da manhã

Talvez esteja na altura de revermos muitas das idéias feitas sobre o que são e o que pensam os povos árabes. Pelos vistos gostam mais dos seus animais que muitos de nós dos filhos, netos ou sobrinhos. Basta ver que pouparam o camelo de ser "acariciado" pelo Sr. Silva enquanto por cá muitos levam criancinhas para serem beijadas por ele. Quando verei alguém por cá a dizer-lhe: "Não, não toque na criança".

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Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

Eu nego, tu negas ele nega

 3 amigos da onça

Ontem abri a página da TSF e encontrei lá esta sequência de notícias.

CASINO LISBOA
Durão nega conhecer favorecimentos no seu executivo

- CASINO Santana nega ter beneficiado Estoril Sol
- CASINO LISBOA Telmo Correia nega ter favorecido a Estoril-Sol
- CASINO LISBOA Estoril Sol esclarece negócio

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A Entrevista do Engenheiro

 A Entrevista

Ontem lá perdi mais algum tempo a ouvir o Engenheiro dar uma entrevista na SIC. Ainda pensei em comentar algumas palavras que disse, mas quando aqui cheguei só me lembrava da imagem que vi na televisão, pelo que foi a única coisa que aqui consegui reproduzir. Também me parece que não disse nada de novo.

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Um banho de políticos

 Lavar as mãos

Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia, essa figura cinzenta que nunca ninguém vê porque nada parece fazer, hoje lá teve de falar das cheias. Como está na moda, fez como Pilatos e lavou as mãos das responsabilidades e atirou-as para as câmaras municipais. Por seu lado o Vice-presidente da Câmara de Lisboa resolveu fazer o mesmo, lavar as mãos das culpas e atirou-as para os anteriores Presidentes da autarquia. Como cada vez mais acontece em Portugal, a culpa é de todos e a culpa não é de ninguém. É só consequência do nosso fado de sermos portugueses.

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Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008

Os passeios do Cavaco

 Cavacos na Jordania

Sempre que o nosso Sr. Silva parte em viagem pelo exotismo deste mundo, gosto de deixar aqui uma imagem que assinale a ocasião. Desta vez foi a Jordânia, numa viajem atribulada, com uma aterragem de emergência e uma visita surpresa aos soldados portugueses no sul do Líbano. Como muitos o gostam de transformar num herói português, um D. Sebastião do século XXI, embora para mim seja mais um político medíocre e a quem deveriam ser apontadas as responsabilidades e de muitos dos males estruturais de que sofre a sociedade portuguesa actua lamente, aqui o deixo no papel de Indiana Jones às portas do Templo de Petra. Não acredito que vá descobrir o Cálice Sagrado nem acabe por contribuir para ajudar a encerrar a Arca de Pandora, da corrupção, do compadrio, do grande capital, dos Bancos todos poderosos e das negociatas milionárias, que ajudou a abrir em Portugal.

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Santana, o artista

Santana has just left the building

Santana Lopes garantiu ontem ao País que quem negociou o acordo com a Estoril-Sol para um casino em Lisboa foi o Governo de Durão Barroso e apontou o nome de José Luís Arnaut como um dos interlocutores do processo. “O dr. José Luís Arnaut sabia
Apesar de tudo, o ex-primeiro-ministro elogiou o processo. “Fizeram um bom acordo para Lisboa e Portugal.” Mais à frente, defendeu que a Lei do Jogo aprovada pelo seu Executivo, em Dezembro de 2004, e promulgada pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, “não tem efeitos retroactivos”. Segundo adiantou, a lei em causa dizia que os casinos “continuam a ser propriedade do Estado se o decreto-lei que os autoriza assim o determinar”.
Por fim, Santana questionou-se: “Acham que íamos dar um casino a quem não tem sítio para guardar o dinheiro? [...] Não tenho pena deles”, afirmou Santana Lopes, reiterando que a lei que aprovou “é geral e abstracta”.
in “Correio da Manhã

Lembro que na carta escrita pela empresa Estoril-Sol dizia-se
"também totalmente imperceptível quer pela simultaneidade da sua publicação com as demais alterações de artigos do mesmo Decreto-lei, quer pela sua formulação genérica e abstracta, insusceptível de ser interpretada como relacionável com a clarificação da situação concreta".
Fantástica a semelhança de argumentos e palavras utilizados quer pelo Santana, quer pela carta da Estoril-Sol. A coisa é abstracta e passa bem na confusão porque tudo fica na mesma, com a excepção do Casino Lisboa que passa do Estado para as mãos privadas.
Mesmo defendendo o Decreto-lei o Santaninha não deixa de lavar as mãos e passar a responsabilidade para o governo do Durão Barroso e para o Arnaut, não vá o diabo tece-las.

PS: Não vi, mas ouvi dizer que o Santana repetiu a saída de virgem ofendida
a meio da entrevista na Sic Notícias quando lhe fizeram perguntas que não gostou. Só que desta vez razão foi mais simples, não ter respostas para as perguntas.

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O que valem as notícias?

 José António Saraiva

«Paulo Teixeira Pinto dizia por estes dias, de forma lapidar, que os portugueses falam hoje muito do que não sabem e discutem coisas que não interessam nada. De facto, somos capazes de passar horas e horas a discutir o diploma de engenheiro que Sócrates tirou ou não tirou. Mas temos pouca paciência, por exemplo, para ouvir falar da natalidade. Somos capazes de levar tardes inteiras no Parlamento a debater o problema dos aviões da CIA que terão ou não sobrevoado território português. Mas ainda não fizemos um debate a sério sobre o ensino. Ocupamos serões em casa e nas estações de televisão a discutir uma frase sobre o ‘caso Maddie’ que o director da PJ deixou cair numa entrevista. Mas não dedicamos uma hora seguida a debater o problema do primeiro emprego. Divertimo-nos a parodiar os projectos de engenharia que terão sido indevidamente ou não assinados por Sócrates há 20 anos. Mas temos pouco interesse em falar do despovoamento. Discute-se com calor a eventual passagem do edifício do Casino Lisboa para a Estoril-Sol daqui a 20 anos. Mas a ninguém ocorre falar da solidão urbana. Andamos entretidos num jogo de ilusão em que todos os dias é necessário criar factos políticos e escândalos forçados para alimentar o monstro mediático; e depois, sobre estes factos e estes escândalos, construímos enredos, exigimos a demissão de ministros e outros responsáveis políticos, quando não do Governo inteiro. Numa ditadura, isto resolvia-se facilmente. Em democracia exige tempo e nervos de aço. Uma coisa é certa: discutir as casas que Sócrates projectou ou os aviões da CIA pode ser muito divertido – mas não nos levará a lado nenhum.» José António Saraiva no “Sol

Pode ter razão o Paulo Teixeira Pinto quando diz que falamos daquilo que não sabemos, mas a culpa disso é dele e dos da sua laia que, nos corredores do poder e nos gabinetes do grande capital, conspiram em silencio a melhor forma de usurparem os nossos direitos, contornarem ou criarem leis à sua medida e de como enriquecerem passando por cima de tudo e de todos. Perante isto só podemos falar dos pequenos sinais que vamos vislumbrando e esses, são demasiado graves para que não lhes prestemos atenção.
O JAS vem concordar e dizer-nos que sabermos se o Primeiro-ministro, para além de não ter estética também não tem ética é um caso menor. Sermos governados por quem subiu na vida com aldrabices, compadrios e mentiras não tem a menor importância. Também o sermos cúmplices em crimes contra o direito internacional, contra os direitos humanos, ao silenciarmos as responsabilidades nos voos da Cia é irrelevante. Os casos de corrupção são pormenores a que não devemos dar grande atenção. Devemos deixar que ladrões ocupem cargos públicos e deles retirem benefícios tanto para si como para os amigos. O jeito que o silencio sobre estes assuntos davam a muita gente.
Claro que o aumento da natalidade, o ensino, a desertificação do interior e muitos outros assuntos são importantíssimos e só são falados em cinzentos debates perdidos nas horas mortas das televisões, mas aí a culpa de uma comunicação social onde contam mais as audiências que os problemas do país. Seja como for, esses são problemas que o estado não coloca como prioridades, nunca nenhum colocou, pelo que quanto maior for o silencio melhor. Basta ver que cada medida que tomam sobre estes assuntos só os agrava, como aconteceu com as urgências.
Aproveito para dizer ao senhor JAS que ele é director de um jornal, que faz a capa da sua última edição com um caso de corrupção de um autarca na Figueira da Foz. Acabei de desfolhar o jornal e só encontro escândalos e notícias sensacionalistas e nenhum artigo a discutir os assuntos que diz serem tão importantes. Porque não começa o seu jornal a dar o exemplo?

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As inquietações de Luis Filipe Menezes

 As preocupações do gaiato

«"Sou a única pessoa nesta dialéctica de confronto político democrático em Portugal que não esteve no Governo nos últimos dez anos" mas "sou solidário" com os alvos das suspeições, afirmou Luís Filipe Menezes. "Confio muito na justiça portuguesa", disse, estranhando as suspeitas que têm sido levantadas sobre matérias como a "adjudicação do SIRESP, os casos Portucale, Casino Lisboa, submarinos e sobreiros cortados aqui e acolá". No último ano e meio, "ouvi falar de histórias retroactivamente de um período circunscrito da democracia portuguesa" mas "até agora não vi nenhum membro desses Governos do PSD, apesar de todas essas notícias, ser constituído arguido ou levado a tribunal". Na sua maioria, estas suspeitas não passam da "fase incipiente de inquérito" mas "são demasiados inquéritos em cima de Governos do PSD", estranhou Menezes.»
In “RTP

É o que acontece quando o líder do PSD tenta pensar, fica muito confuso. Pior mesmo é depois quando fala e nos delicia as conclusões desses pensamentos. Porque será que há tantos inquéritos sobre gente que participou no governo dos Santana Lopes? Não será porque aquilo foi um regabofe em que era ver quem comia a melhor fatia do bolo? Então os elementos do CDS foram uma coisa linda. O Gaiato Menezes “confia muito na Justiça portuguesa”, certamente muito mais que os próprios portugueses que compreendem perfeitamente porque não está essa gente toda na barra do tribunal. Não estão acusados porque neste país, as leis, os buracos nas leis, as investigações, os constantes erros processuais, os intermináveis julgamentos, tudo isto contribui para que a culpa morra sempre solteira. Já alguma vez se viu um politico ser acusado e condenado por trafulhices num governo?
O Engenheiro afirma estar a ser perseguido por um jornal, o Gaiato, pelos visto, por tudo e por todos.

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Domingo, Fevereiro 17, 2008

Uma questão interessante

 O Engenheiro Independente

O amigo “a desenhar”, a quem aproveito para deixar aqui uma palavra de admiração pelo seu belo blog, enviou-me um mail em que coloca muito bem a questão de como é possível o Sócrates assinar projectos se não está inscrito na Ordem dos Engenheiros. Na sua memória e também na minha, quando estalou a polémica sobre a licenciatura do Sócrates, ele afirmou não estar inscrito na Ordem dos Engenheiros porque não exercia as funções de engenheiro. Penso que para se poder assinar projectos de engenharia é necessário estar-se inscrito na Ordem e, se assim é, como é possível que o Sócrates tenha assinado os projectos daqueles abortos construídos Guarda? Se houver por aí um engenheiro que possa esclarecer esta dúvida, agradecia.

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Independência do Kosovo

 Independência do Kosovo

Hoje nasceu um novo país, o Kosovo declarou unilateralmente a sua independência relativamente à Sérvia. Só fiz este post porque me pareceu significativo o “design” das letras, “Free Kosova” por detrás da menina e s sua semelhança com o “letring” da Coca Cola, símbolo do capitalismo para muitos, mas que, para aquela gente talvez ainda seja visto como um símbolo do que imaginam ser a liberdade. Realmente só vão poder tomar esta posição de declaração de independência unilateral porque sentem as costas quentes pelo apoio da América, ficando no ar a duvida de qual será a sua posição se outros independentistas, como sejam os Bascos, os Corsos, os Irlandeses e muitos outros espalhados por todo o mundo, aproveitarem para fazer o mesmo. Sempre fui a favor da independência e liberdade dos povos que o desejem, mas ainda falta saber quais poderão ser as consequências que daqui poderão advir, nomeadamente se algumas repúblicas russas seguirem o mesmo caminho. Estarão os Estados Unidos prontos a assumir um confronto com a Rússia se esta reagir violentamente contra esses independentistas como já aconteceu no passado?

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Cortina de Fumo

 Cortina de fumo

Todos vimos o rapidíssimo romance entre o Sinistro Sarkozy e a modelo Carla Bruni e eu não pude deixar de me lembrar do concurso " A Bela e o Mestre" que há uns tempos poluiu a nossa televisão. Foram capas de todos os jornais durante semanas e casaram há poucos dias no Eliseu, sob o olhar de todas as câmaras. Em paralelo a este romance, um outro se desenrolou, o da ratificação do Tratado de Lisboa no Parlamento Francês. Num país que já uma vez tinha dito não a este mesmo tratado só com um nome diferente, embalado pelos sonhos do amor presidencial, ninguém se levantou em protesto contra esta atitude totalmente antidemocrática de não respeitar aquela que tinha sido a vontade popular. Sob a cortina de fumo do seu casamento fez calmamente passar uma medida que, noutra situação, poderia criar grandes problemas e protestos. Foi realmente um mestre e os seus patrões do Clube Bilderberg devem estar satisfeitíssimos com a sua habilidade. Agora, todos já fazem apostas de qual será a sua próxima magia quando for necessário passar leis antipopulares como a da segurança social, diminuição de pensões ou aumento da idade de reforma. Para um vão ser a transmissões em directo da cama do casal, para outros um novo divórcio e o regresso aos braços da ex-mulher.

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Sábado, Fevereiro 16, 2008

Porreiro pá

 Porreiro Pá

«Três juristas e os dois directores dos departamentos Administrativo e de Planeamento e Urbanismo da Câmara da Guarda estão encarregados de averiguar a legalidade das situações relatadas na polémica dos projectos de engenharia assinados pelo actual primeiro-ministro, na década de 1980, cuja autoria não seria, alegadamente, de José Sócrates. A criação desta comissão de inquérito foi proposta, ontem, ao Executivo pelo presidente da Autarquia com o argumento da "defesa da verdade". Joaquim Valente (PS) considera que a notícia do jornal "Público" contém "inverdades e é caluniosa nalguns considerandos". O antigo colega de Sócrates no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, também visado na investigação do diário sublinhou "Queremos esclarecer tudo, porque, neste momento, há pessoas que estão a ser acusadas infundadamente na praça pública".»
In “JN

Hmm, qual será o resultado desta investigação pedida pela Câmara da Guarda sobre as assinaturas em projectos feitas pelo Engenheiro Sócrates? Uma pergunta difícil de responder, mas aposto que vai mostrar que está tudo legal, tudo certo. Não por a investigação ter sido pedida pelo autarca, também ele visado no assunto, ser do PS, ser amigo e ex-colega do Engenheiro ou por ele já ter dado o veredicto de tudo não passar de inverdades e calúnias. Não, vai ser provado que aqueles mamarrachos são mesmo obra do Engenheiro porque, como aconteceu no caso da sua licenciatura na Independente, vão aparecer documentos e certificados que baste. Só espero que desta vez sejam mais cuidadosos com as discrepâncias de datas, indicativos de números de telefones e de códigos postais. Tenho a certeza que no fim de tudo isto vão poder dar um grande abraço e dizer “Porreiro pá”.

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Batota

 Jogo desleal

«Em Agosto de 2004, a Estoril-Sol enviou um extenso documento ao então ministro do Turismo, Telmo Correia, no qual sugeriu uma alteração cirúrgica ao artigo 27 da Lei do Jogo que regulava a reversibilidade obrigatória dos edifícios e equipamentos dos casinos para o Estado. Segundo o documento, a que o Expresso teve acesso a empresa considerou que a tal alteração seria inócua às demais concessões e "também totalmente imperceptível quer pela simultaneidade da sua publicação com as demais alterações de artigos do mesmo Decreto-lei, quer pela sua formulação genérica e abstracta, insusceptível de ser interpretada como relacionável com a clarificação da situação concreta". Ou seja, o Casino de Lisboa. A filosofia da proposta acabou por ser acolhida em Dezembro de 2004, quando o governo de Santana Lopes aprovou uma alteração à Lei do Jogo. Recorde-se que, de acordo com a lei anterior, os edifícios e equipamentos dos casinos revertiam para o Estado no final do contrato, mesmo que tivessem sido adquiridos pelo concessionário.» PDF do documento [AQUI]. In “Expresso

Não fico espantado com a notícia. Pelo lado dos casinos todos ouvimos o Assis Ferreira afirmar em directo na televisão, na presença de uma sala cheia e na cara do fundamentalista Director Geral da Saúde que não ia cumprir a lei do tabaco e que não tinha medo de ninguém. Pelos vistos está habituado a fazer as suas próprias leis da forma que mais lhes convenha. Se falarmos do Governo do Santana Lopes, então nada mais natural, sobretudo quando falamos de ministros da área CDS. Cada tiro cada melro, cada cavadela sua minhoca parece ser o resultados dos meses que passaram sentados nos ministérios. Sob a capa da honestidade, da rectidão, da eficiência, da bondade, dos convictos discursos do Paulo Porta, está uma lama fétida de corrupção, compadrios e negociatas. Fica o recorde, ainda não foi homologado e publicado pelo Livro Guinness dos Recordes, do Partido que, com menos pastas e tempo, conseguiu fazer mais aldrabices, num governo.
Um pouco mais a sério, se propor a redacção para o texto de uma lei para benefício próprio, tendo a lata de explicar as razões pelas quais ninguém vai descobrir as verdadeiras intenção dela, de como o golpe as dissimula na perfeição, não é prova suficiente para condenar alguém por trafico de influencias, o que será?

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Crianças enjauladas

 Maria Lurdes Rodrigues

«Alunos poderão passar 11 horas diárias na escola.
Actualmente, um estudante do 6.º ano com um horário normal passa cerca de 39 horas semanais na escola, hora de almoço incluída. No futuro, o volume deverá subir até às 55 horas semanais. Um acréscimo de 16 horas por semana que se fica a dever à disseminação de actividades de enriquecimento curricular (AEC) pela segunda parte do dia e à promessa de que, após o dia de aulas, das 08.30 às 17.30, a escola poderá assegurar o "apoio à família" por mais duas horas, tal como sucede no 1.º ciclo.
Os sindicatos de professores, apesar de genericamente favoráveis à medida, temem que se repitam as situações de "contratação precária" de docentes, a recibo verde, para preencher algumas horas do dia.
Já Albino Almeida, da Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap), concorda com o conceito, que vem ao encontro das necessidades dos pais que trabalham e desejam que os filhos continuem na escola para além do horário das aulas, ao mesmo tempo que juntam às matérias curriculares outras actividades.
A Confap defende a medida, "por as escolas passarem a oferecer uma formação educativa mais alargada, numa lógica de enriquecimento curricular e cultural mais forte e diferente de escola para escola, o que a torna mais rica".»
in "DN"

Pois é, está tudo de acordo. O ministério em fechar os putos num local para os controlar e fazer as cabecinhas jovens nas novas filosofias do liberalismo dos Bilderberg, os professores não sei muito bem porquê e só se mostram preocupados com o pilim, e os pais porque se livram da responsabilidade de educarem os pestinhas, resultado de umas trancadinhas de umas eventuais noites de prazer. (Quem deu à Confap, corja em que, como pai, não me revejo nem com quem quero qualquer associação ou proximidade, o poder de falar em nome dos pais?)
Tanto o ministério, que se deveria preocupar em fazer politicas de ensino garantindo o desenvolvimento saudável das crianças, os professores que deveriam estar preocupados com uma pedagogia eficaz e saudável das crianças e os pais que deveriam exigir uma ensino e uma pedagogia saudável para as suas crianças, pensam em tudo menos nos putos. Se a qualquer uma destas pessoas, trabalhem no ministério, sejam professores numa escola ou pais a exercer qualquer outra profissão, nunca aceitariam que lhes fosse exigido que passassem 11 horas no local de trabalho (mas mais cedo ou mais tarde vai ser, preparem-se).
Este é o resultado do caminho em direcção à sociedade dos Bilderberg, em que se procura condicionar as crianças desde pequenas na necessidade de trabalharem de sol a sol, da obediência, de aceitarem o controlo constante daquilo que fazem, com cartões de acesso, câmaras de vigilância e por professores transformados, não em agentes de ensino, mas de guardas (mais tarde os professores serão substituídos por patrões capatazes e eles já nem vão estranhar). Os papás, a esses já vão poder ser exigido que, também eles, não tenham horários nos seus empregos pois o estado “guarda-lhes” os filhos na filosofia do “trabalhinho”, da resignação e da aceitação silenciosa.
Em que raio de gente estamos nós a transformar os nossos filhos?
Que raio de mundo estamos nós a criar?
Eu por mim sinto a necessidade de passar algum tempo todos os dias com os meus filhos, para lhes transmitir valores e ideias. Que pelo menos eles não se tornem em zombies do sistema e aprendam a pensar pelas suas cabeças, por mais problemas que isso lhes possa vir a criar.

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Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008

O Diabo veste Millenium BCP

 Jardim Gonçalves

Desculpem lá voltar a colocar um "boneco" com o mesmo tema, mas a revolta que sinto por esta gente não me deixou fazer mais nada. Por mim estou-me bem nas tintas para o dinheiro deles, que se roubem e que se matem uns aos outros, o que não posso aceitar é que depois sejam os mesmos que exigem poder tratar os seus trabalhadores como descartáveis e andem a pregar os ordenados baixos, o fim da saúde e escolas publicas e ainda mais sacrifícios para aqueles que menos têm. É esta gente, metida em seitas, que se fazem muito de católicos e tementes de um Deus que depois não tem escrúpulos nem vergonha de aparecer em publico a pregar os “Compromisso Portugal”do Beato, sob a bênção dos Senhores Silva deste país. Metem-me nojo.

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Em exibição nesta merda de país

 Jardim Gonçalves

«Santos Ferreira apanha mais prejuízos de Jardim Gonçalves. As surpresas continuam. Os buracos também. A nova administração do BCP passou a pente fino as contas do banco e descobriu que, afinal, os prejuízos escondidos pelas anteriores administrações através dos ‘off-shores’ ainda não foram assumidos. As perdas deverão rondar os 350 milhões de euros.»
In “Diário Econónico

Pois é, esta gente continua à solta, a viver à larga, a receber reformas de milhões, a usufruir de todas as regalias (até a de utilizar o avião do BCP para viagens particulares) enquanto um trabalhador que participou numa manifestação para defender o seu emprego e pedir que lhe pagassem ordenados em atraso, que tinha ganho com o suor do seu trabalho, apanha 75 dias de prisão. Nem vou dizer mais nada que só me vêm à cabeça palavrões trazidos pela raiva que sinto. País de merda que aceita isto como se não fosse nada de revoltante e indigno. Puta que os pariu a todos.

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Herois do défice

 Joaquin Almunia

«O comissário europeu Joaquín Almunia, responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários louvou a actuação do Governo português por ter conseguido reduzir o défice para os 3% em 2007, um ano antes do prazo. Mas Bruxelas advertiu para a necessidade de «medidas suplementares» para o equilíbrio das contas se a economia crescer baixo do esperado.»
In “Agencia Financeira

Estou certo que todos nós, os portugueses, estamos muito satisfeitos com o défice de 3%. A maioria nem sabe muito bem o que isso quer dizer, estão desempregados, passam fome ou já não têm mais buracos no cinto para apertar, pobres mas honrados. Para atingirmos este sucesso, epopéia que nem um Camões teria engenho e arte para cantar, não vi um poderoso que fosse abdicar de um direito ou de uma regalia, antes pelo contrário, vi-os enriquecer e prosperar como nunca. Ervas daninhas que se dão bem num solo em crise. Já estamos de tanga, mas a UE na voz do Almunia já nos vem avisar que provavelmente teremos de sofrer ainda mais, que teremos de pagar a crise do capitalismo, a crise dos ricos, a crise dos outros. Alegre-se o grande capital que aí vêem mais aeroportos, pontes e TGV's para lhes encher o bolso enquanto nós, faremos os sacrifícios de tudo continuar a pagar.

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Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008

Dia dos Namorados II

 Dia dos namorados

Para estes basta "amor e uma cabana"...ou talvez não

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Dia de namorados

 Dia dos namorados

Os pombinhos do ano

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Acordar tarde

Vens tarde

«"Impressionante" foi como o líder parlamentar do PSD, Pedro Santana Lopes, classificou os desequilíbrios do país, visíveis durante a visita que realizou ontem ao distrito de Castelo Branco. "Ouvir e conhecer" a realidade local para "preparar decisões e posições que temos que tomar" foi o objectivo da jornada. »
in [Diário de Notícias]

“Da ah”, onde é que andavas meu. Há anos que anda para tudo para aí a berrar com os enormes desequilíbrios no país e tu só agora é que notaste? É o que se chama acordar tarde. Todos compreendemos que de dentro das discotecas e bares se notam pouco esses desequilíbrios, mas tu já cá nadas há muitos anos e até já foste primeiro-ministro. Tinhas obrigação de saber um bocadinho mais. Nem quero imaginar como esta descoberta te deve ter abalado, mas não te preocupes, umas voltinhas na noite de Lisboa, uns whisky’s e uma amigas e vai ver que não chegas a perder o sono.

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Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008

Auto-Retrato

 Antonio ASAE Nunes

«O presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) é um dos 12 titulares de cargos políticos que solicitaram ao Tribunal Constitucional, ao abrigo da lei que estabelece o controlo da riqueza dos titulares de cargos políticos, a ocultação parcial da sua declaração de rendimentos. Por força das funções desempenhadas na ASAE, organismo que tem estado no centro da polémica por causa do alegado excesso de zelo na fiscalização, António Nunes pediu, em Maio de 2006, à instituição então presidida por Artur Maurício para manter secreta a morada da sua residência e a viatura. E o pedido foi deferido.» in [Correio da Manhã]

Fizeste bem António, não fosse uma ASAE qualquer lembrar-se de meter o nariz nas tuas coisas ou entrar-te pela casa dentro. Ainda descobriam para lá um galheteiro com azeite comprado ao produtor ou um queijo da serra demasiado perto dos chouriços.

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O direito à indignação

 Repressão

«João Serpa, sindicalista, foi condenado no passado dia 17 de Janeiro a 75 dias de prisão. É a primeira sentença de prisão por manifestação ilegal em Portugal a seguir ao 25 de Abril.
Em Janeiro de 2005 um plenário de trabalhadores da construtora Pereira da Costa decidiu manifestar-se junto da empresa onde trabalhava o administrador judicial da construtora então com graves problemas de salários em atraso.
Decidida em plenário, a manifestação espontânea não cumpriu os princípios legais de comunicação com dois dias de antecedência ao Governo Civil. Naquele dia o administrador judicial da Pereira da Costa até nem estava no local onde os trabalhadores o procuravam. E todos dispersaram sem distúrbios, conta João Serpa que acabou por ser identificado pela PSP no local.
Já em Janeiro deste ano o sindicalista conta como foi informado na véspera, pelo Sindicato da Construção Civil do Sul, que tinha audiência no Tribunal de Oeiras dia 17. João Serpa defende que nunca foi notificado do julgamento. Sem advogado ou testemunhas constituídas, apenas com defesa oficiosa, foi condenado a 75 dias de prisão, sentença lida no dia 24.»
in "Publico"

Grandes filhos da puta, andamos nós a ver gente fazer as maiores trafulhices, cometer crimes à vista de todos, a roubar o país, a corromper, a enriquecer ilicitamente e não há um tribunal que prenda ninguém. Já um trabalhador que luta pelos seus direitos é preso durante 75 dias por se manifestar. Cabrões de merda que procuram calar a indignação, os protestos e as lutas por direitos, com o medo e a prisão. Não é nada que não fosse previsível, já os documentos do Clube de Bilderberg defendem este tipo de actuações. Democracia de merda esta que procura calar a voz do povo. É a lei, podem argumentar, mas não há lei que justifique a prisão a quem manifesta a sua opinião ou revolta, e se há, não devia e tem de acabar agora mesmo. A mim não me assustam com tanta facilidade, não é pelo medo que ma vão calar, que me vão impedir de me manifestar sempre que o desejar. Já nem vou falar aqui dos princípios, dos direitos, das liberdades de Abril, que isso é coisa que já não existe. Falo só da nossa vontade de defender o direito à indignação, o direito de não aceitar a injustiça e a roubalheira que por aí vai. Meus amigos, que mais provam necessitam que este país e a nossa liberdade já bateram no fundo? O que mais é necessário para todos irmos para a rua manifestar o nosso descontentamento, para mostrarmos a esta gente que não aceitamos o que está a acontecer? Somo assim tão burros que nos calemos e, quando nos pedirem, ainda lá vamos colocar o voto num dos partidos do sistema para lhes legitimar as grilhetas que nos vão colocando todos os dias? Eu não, não me vou calar e estou pronto a lutar pela minha liberdade até ao fim.

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O Regresso ao passado

 Narciso Miranda

Encontrei este comentário num post.

«Será que eu podia pedir um grande favor?
Em Matosinhos temos novamente o Narciso Miranda à perna para tentar ganhar a Câmara. Depois de 28 anos a arquivar o nosso pilim ele quer continuar. Gostava muito, sei que isto não sai a pedido, de um "retrato" desta vil criatura.
Acredite ficava grata para sempre.
Beijo, Isaurinha.
Nota: Parte de nós, anti-narcisos, estamos no blogue "O Porto de Leixões", sim porque parte desse blogue é narcisista, mas serve o mesmo para ver o clima que se vive em Matosinhos.
Seja como for muito obrigada.»

Já nem me lembrava que existia tal personagem e à memória só me vem a peixeirada da Lota de Matosinhos e a morte do Sousa Franco. Mesmo assim, nunca gostei muito dos autarcas que fazem muita obra muito rapidamente, que deixam a construção alastrar e que se mantêm agarrados ao poder indefinidamente (dá-me sempre a impressão que estão metidos em negociatas com empreiteiros e têm de manter o lugar para manter o sistema a trabalhar). Por isso e porque não podia recusar um pedido tão simpático fiz este boneco do personagem. Pode não ser o ideal, mas assim mais à pressa procurei colocar as rosas para identificar o partido, as pombas da paz para relembrar a porrada na lota, um dragão/cobra como o fundo onde se move, as estrelinhas da Europa, o loiro esbranquiçado para representar o tempo e o rotulo “O regresso” porque é disso que se trata. Se me surgir uma ideia melhor ou a imagem certa farei um novo boneco.

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Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

O Feiticeiro de KaOz

 feiticeiro de Oz

Quando ouvi que o Sr. Silva andava de passeio pelo Reino de Leão e pensei logo em arranjar uma juba que lhe assentasse bem. Lembrei-me do Leão do "Feiticeiro de OZ", um cobardolas em busca de coragem. Dai até aparecer um Portas-homem-de-lata-sem-coração e um Menezes- espantalho-sem-cérebro foi um instante. Claro faltava a Socretina que só podia ser a irritante Doroteia sempre muito convencida e arrogante. Olhei para a imagem mas faltava ainda ali alguma coisa e lembrei-me, a Sinistra Bruxa-má-do oeste. Essa teve de ficar à parte.

 Maria Lurdes Rodrigues

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Nem Prós nem Contras

 Fatica Campos Correia

Ontem ouvi o Prós e Contras onde se dizia que se iria falar de corrupção. Comecei por ficar irritado com tudo aquilo, quando só ouvia falar se o Director da PJ podia ou não podia ter dito o que disse sobre o caso Madie. O boneco acima foi feito durante esse tempo, perante o meu desespero por toda aquela discussão sem qualquer interesse. Depois veio o caso do arquivamento da agressão ao Ricardo Bexiga, e as limitações ou melhor a impotência e a incompetência da lei. Tudo morno, tudo desinteressante. Felizmente, depois acabou por falar o Ex-Presidente da câmara do Porto, Paulo Morais, que finalmente chamou o Bois pelos nomes. Demonstrou como se fazia o compadrio e de como os interesses imobiliários geram lucros de milhões e de como esse negócio só se compara, em volume de dinheiro, ao do trafego de droga. Mas, não se ficou por aí e apontou o dedo aos aos advogados dos poderosos que fazem as leis, aos deputados que as aprovam e a todo o sistema que delas vive, com os seus esquemas escondidos e as suas portas das traseiras por onde podem sempre fugir se a justiça se aproximar. Como bem disse, neste caso já nem é a ocasião que faz o ladrão, mas o ladrão que cria a ocasião. Quanto á justiça, só ficou demonstrada a sua incapacidade e impotência contra tudo isto. O Prós e Contras acabou como sempre acontece, sem que de lá saia uma idéia de mudança, um solução. Gostava que nem sempre fosse assim e por isso peço a todos que se inicie um corrente de indignação, um não calar as nossas vozes aqui, na rua, em todo o lado onde seja necessário. Temos que lhes mostrar que ou eles mudam isto (o que não acredito), ou temos de ser nós a ir lá e correr com eles (parece-me cada dia mais urgente). Assim as coisas não podem continuar.

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A Reserva Natural da Corrupção

 O Engenheiro

A Reserva Ecológica Nacional (REN) foi criada com o objectivo principal de salvaguardar áreas importantes em termos ecológicos, de protecção dos recursos hídricos e dos solos, e como forma de redução de um conjunto de riscos nomeadamente de erosão, deslizamento de terras e cheias. Ao longo dos últimos anos esta legislação tem permitido salvaguardar grande parte da paisagem natural do país, principalmente encostas com declive acentuado, a recarga de aquíferos essenciais para o abastecimento público e muitos locais que asseguram objectivos de conservação da natureza. À escala nacional, só não temos um país completamente preenchido com construção dispersa com as inerentes implicações em termos de ordenamento deve-se a este instrumento inovador e precursor pensado pelo Arquitecto Ribeiro Telles.
Câmaras passam a ser as exclusivas responsáveis por delimitar REN: construção onde se quiser e também para os grandes grupos económicos.
A delimitação da REN vai ser efectuada e aprovada a nível municipal pelas próprias câmaras podendo-se excluir as áreas de construção já licenciada ou autorizada (mesmo que tal tenha ido contra a lei por estar em zona actualmente de REN), podendo ficar de fora da REN as áreas “destinadas à satisfação das carências existentes em termos de habitação, actividades económicas, equipamentos e infra-estruturas” (artigo 39º). Tal significa obviamente uma aplicação completamente discricionária e ampla em cada um dos municípios, não permitindo assim proteger os valores e promover a redução dos riscos associados ao regime da REN. Apesar deste último princípio já estar de certa forma contemplado na actual legislação, o facto de a aprovação ser efectuada pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) tem limitado as intenções expansionistas em termos de construção das autarquias, o que agora é ultrapassado.
O regime excepcional (artigo 51º) revela numa das alíneas um dos verdadeiros objectivos do diploma – a realização de acções de relevante interesse público (onde claramente se incluem os PIN – Projectos Potencial Interesse Nacional) pode ser feita em REN, apesar de se afirmar que tal só é possível efectuar se não houver alternativa fora da REN (a justificação de que não há alternativa quando efectivamente existe tem sido utilizada frequentemente em áreas de Rede Natura, pelo que certamente tal será também o caso da REN).
In “Naturlink

Resumindo, a classificação daquilo que fica e daquilo que sai da Reserva Ecológica Nacional passa para a responsabilidade das câmaras Municipais. Sabendo nós como as coisas se passam por aí, a pressão imobiliária e o compadrio que se passa em muitos Municípios deste país, já consigo imaginar o aumento de construção que vai aparecer por aí. Dizem que as CCDR podem não aprovar que certas áreas sejam retiradas na REN, mas a nova lei também diz que, se não o fizerem num curto prazo que lhes é dado, a autorização é automática. Quem não se lembra das autorizações especiais que foram dadas em nome do “Projectos Interesse Nacional e que depois se vieram a descobrir entrarem na área da corrupção e dos interesses (embora nenhum tenha sido condenado por isso). Essas assinaturas ainda os podiam incriminar, agora nem vai haver um responsável, basta não dizer não para se estar a dizer sim.
Cada vez mais vemos leis serem criadas e que, em vez de combaterem a corrupção lhes facilita a vida. Porque são feitas, é algo que devíamos perguntar a quem as aprova. Este país está a saque, cada vez menos podemos confiar no próprio estado e na capacidade da justiça.
Sempre gostei deste país, do seu sol, da sua comida, do seu vinho, das suas gentes e da sua beleza. Sempre disse que era aqui que queria viver e nunca pensei na possibilidade de daqui sair. Hoje, não sei se quero que os meus filhos cresçam e vivam numa tal podridão e onde o maior corrupto é o próprio estado. Um país onde muitos vivem numa Reserva Natural de Corrupção. Puta que os pariu.

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Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

Contestação à "arrogância" do Governo cresce no PS.

 A Sinistra Ministra

«Para uns, foi a reunião "mais complicada" dos últimos tempos; para outros, apenas uma reunião "viva e participada", como "é timbre do PS". Certo é que no grupo parlamentar socialista ouviram-se ontem fortes críticas à actuação do Governo, ou pelo menos de alguns sectores do executivo. A crítica é recorrente e prende-se com a acusação de falta de diálogo entre ministros e o grupo parlamentar sobre políticas difíceis e de grande impacto público. Mas ontem, subiu de tom, com os ministros da educação e da saúde a serem acusados de falta de espírito democrático e de arrogância pela forma como lidam com os deputados e os cidadãos. Dois dos protagonistas foram Luís Fagundes Duarte e Teresa Portugal, ambos da comissão parlamentar de educação, que na véspera tinha reunido com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues. A reunião prendia-se com a análise de dois decretos-leis que, como instrumento legislativo do Governo, não passaram pelo Parlamento: o da avaliação dos professores (publicado) e o da gestão das escolas (em discussão pública). Os deputados quiseram, ainda assim, analisar os dois, na medida em que têm recebido muitas contribuições e queixas de cidadãos e professores. Mas a reunião não terá corrido bem e acabou com acusações mútuas: a equipa do ministério considerou que os deputados estavam a dar voz a "professorzecos", enquanto estes lembraram os governantes de que só estavam no Governo porque existia a maioria parlamentar. O mal-estar transbordou para a reunião da bancada depois de um vice-presidente ter feito um reparo quanto ao elevado número de declarações de voto entre os socialistas na votação da lei eleitoral autárquica. E depois de Maria de Belém ter levantado a voz contra a falta de consideração do ministro Correia de Campos pelos parlamentares. Mas também se ouviram vozes apaziguadoras. E o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, acabou por ser elogiado como um bom exemplo de articulação entre o Governo e o grupo parlamentar.
Um texto de Leonete Botelho no público de 25.01.2008.

Quero agradecer à Elsa A. o mail que me enviou com esta Noticia. Já a tinha lido na altura em que foi publicada, tinha tirado notas para a referir aqui no blog, mas perdi o papel onde as tinha.
Vergonhoso o desprezo como a Ministra se refere à classe profissional com quem mais devia trabalhar e colaborar, os “professorzecos”, ou ao que denota pelos deputados e pelo sistema democrático que lhe permite estar a executar o seu trabalho de destruição da Escola Pública. Esta notícia devia ser mais que suficiente para que a Sinistra fosse imediatamente demitida, mas se o Engenheiro não se deu a esse trabalho na remodelação governamental, deviam ser os deputados a exigi-lo. Como pelos vistos, embora haja deputados da maioria que já tenham entendido o mal que esta Ministra está a fazer ao ensino e o desrespeito com que os trata e mesmo assim não parecem ter a coragem de afrontar o governo, cabe aos professores, mas também a todos nós que defendemos a existência de uma escola publica com qualidade, correr com ela. Quem fala como ela o faz, quem não respeita uma profissão tão honrada e útil como a dos professores, assim como as instituições democráticas do país, também não merece, da parte de todos nós, o mínimo respeito. Todas as formas que encontrarmos de o demonstrar passam, por isso a ser legítimas. A Sinistra para a rua e já.

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É só saúde

 Sexo é bom

«O Serviço Nacional de Saúde (SNS) do Reino Unido lançou uma campanha, que tem como objectivo promover o sexo como alternativa ao ginásio, uma vez que acredita uma arma na luta contra a obesidade e como remédio para problemas cardíacos. A ideia, disponível no site do SNS, incentiva os britânicos a terem mais actividade física, principalmente aqueles que dizer não ter tempo para ir ao ginásio. «A solução», diz a página, «está em casa, debaixo dos lençóis». As relações sexuais levam o organismo a produzir endorfinas, uma substância natural que tem efeitos benéficos a nível da prevenção dos problemas do coração, assim como para a pele, os músculos e até para o cabelo. De acordo com o jornal britânico The Guardian, especialistas defendem que tais conclusões não têm fundamento científico. Contudo, o SNS garante que o sexo é vantajoso até para dores de cabeça e constipações.»
in "Diário Digital"

Para aqueles que só dou más notícias e só digo mal aqui deixo o exemplo de algo de positivo. Poupa-se nos ginásios e ganha-se no prazer. O pior é que quando encontrarmos alguém que esteja constipado ou que se queixe de uma dor de cabeça, imaginaremos logo que anda com problemas de cama. Fica também a duvida se quem necessitar pode ir às urgências solicitar tratamento?

PS: A imagem só a fiz, não porque conheça as tendências sexuais das personagens, mas porque não gosto de nenhuma delas. Merecem-se um ao outro

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Governo promove crianças em leasing

 O Bebe negáocio

Encontrei no blog " O Pafuncio", um post da amiga Kaotica onde descobri este texto sobre as novas regras para as familias de acolhimento. Parece que nasceu um novo negócio.

«Foi noticiado, com grande pompa, o novo decreto-lei que regulamenta as Famílias de Acolhimento. Depois de o ler, fiquei com a sensação de que o Estado promove uma mega operação de leasing de crianças, mas em versão mesquinha. Porque no leasing, pelo menos, há no final uma opção de «retoma», enquanto que esta lei deixa bem claro que a família de acolhimento é paga para prestar um serviço (chamam-lhe mesmo «Contrato de Prestação de Serviço»), e que no dia em que o Estado revoga o acordo, ponto final. A ilusão (se é que existe) de que com estas regras se pode ajudar uma criança a crescer e a confiar no mundo, é de fazer chorar. Será que não é mais do que uma forma demagógica do Governo «cumprir» a sua promessa de tirar 25% das 12 mil crianças institucionalizadas de lá, sem olhar a meios?
A família de acolhimento só faz sentido numa emergência, necessariamente temporária, e em circunstância alguma para crianças pequeninas. Ao contrário do que a nova lei estipula, para este efeito, deveria procurar-se idealmente alguém que já conheça a criança e tenha com ela uma ligação afectiva. Mas este decreto-lei deixa bem claro precisamente o contrário: os candidatos não podem conhecer a família natural. Outro requisito, constantemente martelado: não podem ser candidatos à adopção, não venha o diabo tecê-las e desejarem, imagine-se, «querê-la para si». Devem, no entanto, estar dispostos a trabalhar com os pais da criança que fica a seu cargo, ao ponto de lhe terem que comunicar alterações aos períodos de férias!

Confesso que entrei em estado de choque por alturas do artigo 14.º, em que o Estado, zeloso, frisa que o acolhimento deve ser preferencialmente exercido a título de actividade profissional exclusiva. Ou seja, a mãe de acolhimento não pode trabalhar como uma mãe «normal», porque tratar daquelas crianças não é uma missão, um prazer, mas um emprego. Ao estilo daqueles que vemos em autocolantes nas caixas Multibanco, e que dizem, «Ganhe dinheiro sem sair de casa!». Será que ninguém se perguntou qual é a criança que se liga a adultos que não são mais do que baby-sitters pagos à hora, e que podem ser despedidos ou substituídos por outros por vontade de um técnico armado em Deus ou do capricho de uns pais que «delegaram» a sua função? Percebe-se, rapidamente, que as crianças continuam a ser vistas como uma propriedade. E as famílias de acolhimento como uma caixa forte, onde se guardam as jóias para o dia em que o «dono» lhe der na cabeça as vir buscar. Tendo em conta que há 6 mil crianças em situação de acolhimento, e que em média permanecem seis anos na família, talvez entenda porque fiquei com os cabelos eriçados quando cheguei ao artigo 33.º, intitulado «Preparação para a saída». Esta preparação, diz a lei, deve «efectuar-se com a antecedência adequada, em regra, não inferior a um mês». Depois de ali estar toda, metade ou um terço da sua vida (divisões em base 18, idade da maioridade), considera-se perfeitamente «adequado» obrigá-la a saltar dali, no espaço de um mês, ou menos. A loucura continua. Após termo da medida», diz a lei, a família de acolhimento poderá «continuar a relacionar-se com a criança, sempre que a equipa técnica o tiver por conveniente e a família natural a tal não se oponha!». É como se nada tivesse acontecido entre acolhedores e acolhidos, que todas as partes estavam avisadas que «aquilo» não passava de um serviço. Decididamente, a moral desta lei só pode ser uma: «Se foi apurado, é a última pessoa a quem uma criança deve ser entregue». Quanto ao decreto em si, proponho a incineração imediata.»
Isabel Stilwell no
Destak

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Domingo, Fevereiro 10, 2008

Chamar os bois pelo nomes

 Miguel Sousa Tavares

Como infelizmente a crónica semanal do Miguel Sousa Tavares no Jornal Expresso ainda só está disponível On-line para os assinantes, e me parecer que diz tudo o que há para dizer, aqui reproduzo o texto publicado e que roubei no blog o “Jumento”, sem mais comentários.

«O general Garcia Leandro publicou aqui no Expresso, no sábado passado, uma espécie de protopronunciamento militar deveras interessante. Em substância, o general diz que o país está minado pela corrupção e pelo mau governo dos políticos e que só não avança para encabeçar um 'movimento de indignação', conforme muito solicitado, porque vivemos hoje na União Europeia - onde estas aventuras 'venezuelanas' deixaram há muito de ter viabilidade. Mas essa não é, em boa verdade, a única razão que trava o general nas suas generosas intenções, se é que ele não o sabe: a outra razão é porque o país acolheria hoje com uma gargalhada devastadora qualquer ridícula tentativa de pronunciamento militar. Com a extinção do Conselho da Revolução, algures na década de 80, livrámo-nos de vez da tutela militar e já ninguém, nem a novíssima geração, leva a sério um militar que queira salvar a pátria. Aliás, o próprio texto do general Garcia Leandro - confirmando que os textos de justificação dos pronunciamentos militares jamais ficarão para a história da literatura universal - é, em si mesmo, incapaz de arregimentar até um quartel de bombeiros, tão frouxas e tão confusas são as razões aduzidas.
A corrupção é, de facto, um problema - aqui e em muitos outros lugares. Infelizmente, como o general deve saber, entre nós, nem os militares lhe escapam. Temos um alto oficial da Armada, durante anos responsável técnico pelas compras do material de guerra do ramo, preso sob suspeita de corrupção. E, da compra dos aviões A-7 até à dos submarinos, não há razão alguma para acreditar que, se corrupção houve, os militares envolvidos nos negócios não molharam também a mão na massa. No que toca a gastos de dinheiros públicos injustificados, os militares têm muitas contas a prestar ao país. Todavia, o que diz o general Garcia Leandro é aquilo que muitos pensam, e não apenas 'a rua'. O facto de ser general não o torna mais qualificado do que qualquer outro nos seus julgamentos nem lhe dá o direito a querer encabeçar um 'movimento de indignação', seja isso o que for. Restam as causas de indignação, que, essas sim, são reais e poderosas.
Recentemente, também o novo bastonário dos advogados veio agitar as águas turvas do regime denunciando alto e bom som coisas que todos sabemos serem rigorosamente verdadeiras: que há advogados que fazem política no Parlamento e negócios com coisa pública cá fora; que há ex-governantes que saltam do Estado directamente para empresas com que antes negociaram em nome do interesse público; que há uma justiça para ricos e outra para pobres e por isso é que não há um único poderoso atrás das grades, embora não faltem motivos para tal. Caíram todos em cima do dr. Marinho e Pinto, chamando-lhe demagogo, vendedor de feira e acusando-o de denunciar a corrupção sem apresentar 'provas'. Num gesto inédito de insubordinação estatutária, o presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados veio ameaçar o próprio bastonário com um processo disciplinar se não se calasse.
Todos fingiram entender que ele falava da corrupção - um mal universal, que não afecta apenas Portugal. Piedosa mentira. O que o dr. Marinho e Pinto denunciou foi o descarado tráfico de influências entre o político e o económico, o público e o privado, que, essa sim, é uma imagem de marca nossa. Meia dúzia de ministros de qualquer Governo, de empresários privados, de gestores públicos e de poderosos escritórios de advocacia decidem entre si como é que o Estado vai gastar os milhões que gasta em obras públicas, como é que vai pagar os seus fornecimentos, como é que vai privatizar as suas empresas, em que termos vai negociar contratos de concessão, que excepções vai abrir para conceder direitos de construção em zonas de paisagem protegida.
Desde a gestão privada de hospitais públicos à concessão da exploração de pontes, passando pela construção do que quer que seja ou pela compra de armamento militar, não há orçamento que não derrape largamente, não há negócio que não termine com lucros muito além dos previstos para os privados e total impunidade para os gestores públicos que lhes deram causa. Contratar com o Estado português é sinónimo de lucro disparatado e risco nulo. E isso não significa necessariamente que, algures no circuito, tenha havido alguém a deixar-se corromper para que a factura subisse. Esse tipo de corrupção existe, mas a um nível menor, ao nível autárquico, por exemplo. Aqui, do que se trata é da troca de favores e influências entre uma casta que controla os grandes negócios com o Estado. Hoje, A faz um favor a B - entrega-lhe uma empreitada que vale milhões - e amanhã é a vez de B retribuir, contratando A para os seus quadros ou entregando-lhe por sua vez uma empreitada em que ele esteja interessado. E no meio estão C e D, que funcionam como advogados e jurisconsultos de ambos os lados: tão depressa negoceiam em nome do Estado como em nome de clientes privados com o Estado, tão depressa dão pareceres a um como a outro e, não raras vezes, estão dos dois lados simultaneamente, em processos diferentes. Necessidade obrigando, chegam a produzir doutos pareceres de sentido oposto em casos rigorosamente idênticos, em que só mudou o cliente que servem. Não me admira nada que o dr. Marinho e Pinto tenha vindo desinquietar toda esta gente - ainda por cima se não se esquece de denunciar uma justiça que, pela inércia e pelo facilitismo, pactua com aqueles que têm a possibilidade material de fazer arrastar os processos em tribunal até que eles morram de podridão e esquecimento.
O mal causado não consiste apenas no desperdício de dinheiros públicos ou na instalação de uma cultura de impunidade e batota, que desmoraliza o país são. Uma das maiores causas para o atraso endémico de Portugal é esta chamada iniciativa privada que domina os negócios de milhões mas que não sabe sobreviver sem os seus três factores de êxito: salários baixos, "offshores" para tratar do Fisco e negócios garantidos com o Estado. Temo só de pensar que vem aí o TGV e um novo aeroporto, onde um país pobre e economicamente estagnado, um país a quem tantos sacrifícios têm sido pedidos em nome do combate ao défice vai atirar pela janela milhões e milhões em trabalhos extra, comissões a intermediários, honorários de consultadoria externa e de pareceres e todas as demais alcavalas que sempre acompanham cada empreitada pública. Foi assim com o CCB, a Ponte Vasco da Gama, o Túnel do Marquês, o Hospital Amadora-Sintra, o Casino de Lisboa oferecido ao sr. Stanley Ho (edifício incluído!) e tudo o mais, tudo rigorosamente, a que o Estado deitou mãos.
Farto de assistir a este espectáculo decadente e impune, legitimado pelo exemplo que vem de cima, grande parte do país já percebeu que a regra é exigir do Estado privilégios e dinheiro fácil. A outra parte, se não acredita nem deseja militares salvadores, só lhe resta isto: indignar-se e chamar os bois pelos nomes.»

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Referendo na Irlanda

Não foi a primeira vez e, certamente não será a ultima, em que procuro a imagem que imaginei para fazer um boneco e, ou simplesmente não a encontro e tenho de mudar de ideias, ou encontro várias que não são o que deviam ser mas que se aproximam. Muitas vezes acaba por se mostrar difícil escolher entre elas, sobretudo antes de fazer as montagens. Este foi um desses casos e, como mesmo após estarem todas feitas, não me consegui decidir aqui deixo as outras imagens criadas para o post anterior. Afinal não saíram assim tão mal que não as possa aqui colocar.

Referendo na Irlanda

Referendo na Irlanda


Referendo na Irlanda

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A Ultima esperança da Europa

Referendo na Irlanda

O referendo irlandês ao Tratado de Lisboa da UE continua sem data, mas já está envolvido em polémicas, designadamente depois de uma deputada acusar o governo de usar fundos públicos para a campanha do 'sim', noticiou a imprensa irlandesa.
As acusações ao governo partiram da deputada do Movimento do Povo, Patricia McKenna, e prendem-se com a publicação de um folheto pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros irlandês, que a deputada considerou promover o 'sim'.
Em causa está uma decisão da justiça irlandesa de 1995, em resposta a uma queixa apresentada pela mesma deputada, então dos Verdes, que proibiu o uso de fundos públicos na promoção de uma ou outra posição nas campanhas para os referendos.
O ministro visado, Dermot Ahern, informou que o governo pediu pareceres jurídicos segundo os quais a decisão judicial de 1995 não se aplica enquanto não produzir uma alteração da lei.
Os eleitores irlandeses rejeitaram em 2001, num primeiro referendo, o Tratado de Nice, actualmente em vigor, vindo a alterar a sua posição numa segunda consulta.
Actualmente, de acordo com a mais recente sondagem, os irlandeses parecem estar outra vez pouco inclinados a votar 'sim'. Esse estudo, publicado a 26 de Janeiro pelo diário Irish Times, concluiu que apenas um quarto (26 por cento) dos cerca de três milhões de eleitores afirma que vai votar 'sim'. Apesar de a percentagem dos que vão votar 'não' ser apenas de 10 por cento, os autores do estudo apontam a imprevisibilidade do resultado tendo em conta que dois terços se declararam indecisos.
in "Diário Gigital"

Sendo a Irlanda o único país que vai efectuar um Referendo ao Tratado de Lisboa é também a única esperança que nos resta de o ver não ser ratificado. Claro está que toda a canalha Europeia, que o quer impor a todo o custo, vai unir forças e fazer uma campanha de sentido único para procurar que o Sim ganhe. Comunicação social, governo e EU vão todos puxar para o mesmo lado, pelo que todos nós que podermos dar uma mãozinha aos defensores do Não unir forças. Todos devemos escrever texto de apoio e em que os possamos informar daquilo que se está a passar por toda a Europa, onde as populações estão a ser impedidas de dizer a sua opinião e as razões que fazem deste tratado um mau tratado. Talvez mesmo criar um blog colectivo em língua inglesa e, para aqueles que poderem e desejarem, tentar visitar a Irlanda na altura do referendo para colaborar na campanha do Não. Todas as ideias que surgirem e tudo o que podermos fazer será bom.

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Sábado, Fevereiro 09, 2008

O Principio do fim ou simplesmente o principio?

Brutalidade

Cerca das 20:00, agentes da PSP que guardam a associação, (Grémio Lisbonense) que hoje foi despejada do primeiro andar de um edifício da baixa pombalina que ocupava há mais de 150 anos, atingiram com cassetetes vários sócios e amigos da instituição que se encontravam nas escadarias de acesso às instalações insurgindo-se contra o despejo ordenado pelo tribunal.
A PSP sustenta que usou os "meios coercivos necessários e adequados" sobre várias pessoas que se concentraram na escadaria de acesso ao Grémio Lisbonense, para permitir a saída do proprietário das instalações, e que deteve uma delas.
Uma pessoa foi detida por agressão a um agente da PSP e tentativa de desarmamento, disse fonte da PSP, acrescentando que um polícia teve de receber tratamento hospitalar.

Não sei se estavam a garantir a legalidade e a fazer cumprir uma ordem de um tribunal, não sei nem me interessa. O que sei é aquilo que vi nas imagens da televisão e a brutalidade empregue de forma despropositada e sem razão. Começar a bater, ver as pessoas a fugir e mesmo assim as perseguir sempre à bastonada e ao pontapé não é digno de uma polícia num país democrático e livre. Fez-me lembrar os tempos antes do 25 de Abril em que as cargas policiais eram cegas e violentas. Neste caso a violência foi totalmente despropositada para a situação que ali existia. A afirmação "meios coercivos necessários e adequados" é o palavreado de quem tem do seu lado a força bruta. Não foi nada disso que vimos e nada vi que possa justificar que um policia tenha tido que receber tratamento hospitalar. Só se foi atingido por um seu colega na cegueira do bater. Realmente eles bem se esticavam uns sobre os outros na ânsia de conseguirem acertar com as bastonadas em quem fugia. Isto fez-me lembrar do famoso buzinão da Ponte 25 de Abril, das cargas policiais que então aconteceram e que muitos dizem ter sido o princípio da queda do Cavaco. Talvez males que venham por bem e estas pauladas que aquela gente hoje levou, seja também o principio da queda deste governo de socretinos.

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O Democrata de merda

O Cherne

«Não posso compreender como é que alguém pode sequer sugerir que o parlamento é menos legítimo, não posso aceitar isso. Na minha opinião, não é democrático sugerir que o parlamento não tem legitimidade para ratificar o Tratado», afirmou José Manuel Durão Barroso. «O parlamento não é a porta das traseiras da democracia, é o centro da democracia», declarou.
O presidente do executivo comunitário falava numa conferência de imprensa para saudar a ratificação do Tratado de Lisboa - pela via parlamentar - pela França, país que em 2005 «condenou» o anterior projecto de Tratado Constitucional, em virtude da vitória do «não» na consulta popular então realizada.
Questionado sobre a razão para convocar uma conferência de imprensa para assinalar a ratificação do Tratado pela França, quando não o fez relativamente aos outros quatro Estados-membros que já ratificaram, Barroso sorriu e admitiu que «de facto, a França não foi o primeiro a ratificar o Tratado de Lisboa, mas foi o primeiro país a votar contra a Constituição Europeia», pelo que entende tratar-se de «um acontecimento especial».
in "Diário Digital"

Estes paspalhos andam a lixar-nos há muito tempo, há tanto tempo que até já nos habituámos. Tenho por eles o maior desprezo que se possa imaginar, mas quando, para além disso, ainda se vêm vangloriar com a mentira e a soberba do poder, fico com vontade de lhes defecar em cima. Gentinha de merda que vem despejar esterco por aquela boca a chamar-nos estúpidos e ignorantes a todos nós. Oh Cherne de aquário, o centro da democracia não é parlamento nenhum, o centro da democracia é o povo, são os cidadãos de um país. Retirar-lhes o poder de decisão quando eles o pedem, é contradizer a própria definição de democracia. Quem vem a publico demonstrar a sua satisfação por se ter rectificado o tratado no parlamento francês, por se ter passado por cima da escolha de um povo, por terem à sua revelia, contra aquela que foi a sua opinião, do “não” que tinham votado no referendo anterior não é certamente um democrata. Já agora, para que um Parlamento tenha a legitimidade de o poder fazer, deveria ter dito, na sua eleição, que essa era a sua posição. Quem, numa campanha eleitoral, promete rectificar um tratado por referendo perde todo o direito e legitimidade de o fazer no Parlamento. Isto, se não fossem gente sem moral nem ética e para quem a democracia só é boa quando os serve. Um raio que os parta a todos.

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O Coro dos Mentirosos

Coro dos mentirosos

«Inútil», responde o ministro dos Assuntos Parlamentares aos pedidos de comissão de inquérito sobre a utilização de território nacional, pela CIA, para o transporte aéreo de prisioneiros.
O pedido era do Bloco de Esquerda e do PCP e foi chumbado com os votos do PS, PSD e CDS-PP. Santos Silva recordou ainda que a comissão de inquérito é um «instrumento excepcional» que o Parlamento tem ao seu dispor. E só justificado caso haja «indício de alguma ilegalidade. Ora, nunca o Governo omitiu qualquer espécie de informação ao Parlamento ou às instituições europeias».
in "Portugal Diário"

Quando se questiona se o Sócrates tirou o curso de Engenharia ou o comprou, estamos a falar de crime, mas sobretudo de ética, quando se levantam duvidas sobre se o Sócrates assinou projectos de casas (que são autênticos abortos), que não fez, para além da falta de ética temos de lhe acrescentar a falta de estética. Em todos estes casos é o nome e a honra do Sócrates que estão em causa e é um assunto que a ele lhe diz respeito. Mas, quando falamos de voos da Cia que transportam prisioneiros ilegais que foram e ainda são torturados, já falamos de algo diferente, falamos da ética de todo um país, da ética de todos nós. Quando eu começo a sentir vergonha dos actos realizados pelo meu país, a coisa é muito mais grave. É mais grave porque num país decente, num país verdadeiramente democrático e livre, quem andasse a esconder-se atrás de esquemas e estratagemas para não investigar um caso tão grave, já deveria estar no olho da rua. A ideia de que o Ministério Publico já estar a fazer um inquérito é falsa e em nada invalida que outros também o façam. O inquérito do MP é daqueles que aparecem quando dão jeito, e caiem no vazio do esquecimento sem nunca vermos resultados. Só, quando o assunto volta à baila, então lá nos dizem que está quase pronto para que tudo fique como está. Enorme hipocrisia esta, de dizer que “não há indícios de qualquer ilegalidade”, num caso em que está mais que provado que os voos passaram por Portugal. Este caso tresanda a mentira e a uma busca incessante de esconder a verdade e as culpas. Sinto vergonha e nojo desta gente.

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Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008

Corrupção

Corrupção

A corrupção está na ordem do dia. É cíclico que isto aconteça, talvez devido a não haver quem não veja que ela alastra e é recorrente no nosso dia a dia e por todo o lado, começando bem lá em cima, no próprio estado. Como sempre isto acabará com mais uns discursos e um estudo de uma qualquer comissão ou um qualquer projecto-lei que deverá ficar concluído brevemente. Como sempre tudo ficará na mesma para gáudio dos corruptos. Ainda hoje ouvi um debate na SIC Noticias e é surpreendente como tudo se sabe, todos os esquemas são conhecidos e até oficiosos na sua existência. Pode-se provar que há leis feitas e outras a serem feitas que são autênticas passadeiras vermelhas para a corrupção. Vêm-se os partidos do poder a recusarem limiarmente a criação de leis anti-corrupção eficazes e a votarem outras perfeitamente inócuas. (basta ver do pacote Cravinho o que restou e nem mesmo isso ainda foi aplicado). A corrupção serve o poder e por isso o poder nada faz para acabar com ela, pelo que não vejo outra alternativa de a combater que não seja o combater o próprio poder.

PS
: Aproveito para deixar aqui o link para o blog “
Um Homem das Cidades” onde está um excelente esquema sobre o círculo poder, banca, construção e imprensa. Já agora aproveito para o recomendar e para os excelentes posts sobre as conspirações EUA/Terrorismo e muito mais.

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A tempestade de que se aproxima

O Cherne

Orçamento comunitário Imposto europeu no IVA custaria mais 30% a Portugal. Um estudo do instituto alemão ZEW calcula o impacto em cada país de um imposto europeu e conclui que com, pequenas alterações, o melhor mesmo é conservar o sistema actual de receitas da UE, sem o recurso IVA. In “Semanário Económico

Como se não bastasse o termos de aceitar viver no capitalismo global, vermos o desemprego aumentar e o nosso poder de compra, direitos e liberdades baixarem todos os dias, deixem o novo Tratado de Lisboa estar aprovado e já vão ver como, mais dia, menos dia, vamos ver aprovar leis comunitárias para obrigar os pequenos países a pagar mais e assim reduzir as comparticipações dos mais ricos e poderosos para a EU (já se começaram a reunir só entre si, como aconteceu recentemente em Londres). Sem direito de veto, bem vamos poder estrebuchar que ninguém nos vai ligar nenhuma. Claro que os defensores do tratado, e que agora o pretendem rectificar por debaixo da mesa, vão estar bem instalados em poltronas de Bruxelas. Se esta merda não é traição, se esta merda não justifica que vamos para a rua correr com esta gente o que o justificará?

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A mentira da Rectificação do Tratado de Lisboa

Sarkozy

«Parlamentares franceses aprovaram hoje uma lei que ratifica o Tratado Europeu, que substituiu o projecto de Constituição da União Europeia, rejeitado em plebiscitos pela Holanda e pela França em 2005. Os parlamentares na câmara baixa do Parlamento, a Assembleia Nacional, aprovaram a lei por 336 votos a favor e 52 contrários. O Senado deverá aprovar a lei na noite de hoje. A aprovação da lei deixará o presidente francês, Nicolas Sarkozy, livre para ratificar o tratado, algo que poderá ocorrer nos próximos dias.»
In “A Tarde

No dia em que em Portugal a maioria rejeitou quatro propostas que pediam a realização de um referendo ao Tratado de Lisboa, em França já votam a sua aprovação. Vergonha, lá, onde o referendo teria de ser feito por já uma vez o povo francês ter votado contra o tratado constitucional e cá por ter sido uma promessa eleitoral do Engenheiro. Lá, o poder está nas mãos do Sarkozy, de um fascinara, de uma besta do mal, uma personagem perigosíssima e de que ainda ouviremos falar muito. Cá, estamos nas mãos de gente sem honra nem palavra, gente que coloca os interesses da Europa, ou antes do Clube de Bilderberg, acima dos nacionais. Fala muito o Engenheiro da legitimidade da rectificação do tratado ser feita pelo AR sob a capa da democracia representativa. Mas, mais uma vez nos tenta enganar pois essa legitimidade não existe. Não existe porque ninguém lha deu em eleições. Quem votou nele votou na promessa da realização de um referendo. O que se passa aqui é um abuso de poder em que o Sócrates impõe a sua opinião à de todos nós, como se a dele fosse mais válida, mais legitima ou mais certa que a dos outros. Já nem é a mentira, a aldrabice, a desonestidade o mais grave neste caso, mas sim o “vender” a nossa soberania e a nossa independência a gente que, até hoje, não nos deu qualquer razão para que possamos confiar nela. Por muito menos já muitos foram defenestrados pelo povo deste país.

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Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

Eleições Americanas

Casa Branca, coisa preta

Ao ver a reportagem sobre as primárias Norte-Americanas não pude deixar de me lembrar da famosa afirmação de Bill Clinton de que “sexo oral não é relação sexual”. Bem podia a Hillary aproveitar-se da definição de relação sexual, feita pelo marido, para se divertir um pouca na campanha com o seu adversário. Sempre animava mais a festa enquanto esperamos para saber quem vai mamar na Casa Branca.

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Cientifico ou politico?

A Sinistra Ministra

«A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) considerou esta quarta-feira que a possibilidade de a ministra da Educação presidir ao Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP) retira a este órgão o carácter científico, conferindo-lhe «mero carácter político», escreve a Lusa. "Trata-se, no entender desta Federação, de uma clara menorização do conselho científico, reforçada pelo facto de o próprio ministro da Educação de turno poder presidir às suas reuniões, retirando-lhe o carácter cientifico e conferindo-lhe mero carácter político», afirma a estrutura sindical, em comunicado". »

in [Portugal Diário]

«O Ministério da Educação garantiu hoje que nenhum membro do Governo participará nas deliberações do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), apesar da possibilidade de a ministra poder presidir àquele órgão com direito a voto de qualidade.
"O membro do Governo poderá, por sua iniciativa ou convite, dirigir-se aos membros do Conselho com a dignidade do cargo que ocupa. Não há nenhuma intenção de que este órgão consultivo seja direccionado do ponto de vista da tomada de deliberações pelo membro do Governo. Não é isso que se pretende", reiterou o secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira.»
In “
Sol

O Sr. Secretário diz que não é isso que se pretende, mas então o que se pretende realmente?
Porque se criou uma lei possibilitando aquilo que dizem não pretender?
É que aquilo que não se pretende hoje não quer dizer que seja aquilo que se pretende amanhã. Se não há a vontade de controlar politicamente o dito Conselho Cientifico porque se permite que um político presida às reuniões e tenha voto de qualidade?
Que me desculpem os senhores do Ministério da Educação, mas com as provas que têm dado ao longo deste mandato, não posso deixar de não acreditar muito nas suas palavras.

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Está tudo louco?

Sinistro

«Posicionando-se desde o início ao lado do grande capital e do imperialismo norte-americano, Prodi foi mais longe nas políticas anti-sociais e militaristas do que puderam ir os governos do seu predecessor Sílvio Berlusconi, refreados por uma forte oposição popular. (…) Berlusconi, que já se lançou na campanha eleitoral, prometendo reduções de impostos, a reforma da justiça e combate à criminalidade, não desdenha eventuais apoios à esquerda para governar mais calmamente.Se no seio da esquerda há pessoas de boa vontade dispostas a partilhar connosco certas responsabilidades para realizar reformas talvez impopulares, nós não recusaremos”, confirmou Bercusconi.»
Avante, 31 de Janeiro de2008.

Será que o Partido Comunista prefere o Berlusconi ao Prodi?

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Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

Quem tem medo do marinho Pinto?

Ministra da saúde

No programa da SIC Notícias A Regra do Jogo, Júdice considerou que as declarações do bastonário da Ordem dos Advogados sobre a corrupção no Estado têm motivações políticas de quem quer ser candidato presidencial. "Eu disse que ele é um Mussolini, um Chávez, é um populista e demagogo", acusou Júdice. "É inteligente, provocador, corajoso (...) não vai provar nada mas isso é irrelevante para os descontentes", disse numa referência às declarações de Marinho Pinto sobre corrupção. "Vai ser o candidato presidencial da esquerda contra Cavaco Silva em 2011", afirmou.

Não tenho procuração nem sou paizinho do Marinho Pinto, mas que me identifico muito mais com o seu discurso “populista” que com o palavreado hipócrita do José Júdice, não tenho qualquer dúvida. Talvez seja um daqueles a que chama de descontentes, mas como posso estar contente quando vemos a corrupção triunfar sobre os discursos vazios dos políticos e dos seus satélites? Podemos não ter provas da corrupção e do compadrio, isso cabe, ou deveria caber, às polícias, Ministério Publico e a todas as entidades que têm como função combate-la, mas ouvimos a s noticias, olhamos os sinais e as consequências dos actos desses Senhores e não temos de ser cegos para não ver e acreditar que a corrupção existe. Pode ser populismo o que diz o Bastonário, mas se é popular é porque todos acreditamos que aquilo que diz é verdade. Com uma justiça incapaz de condenar a corrupção dos poderosos que mais nos resta que aplaudir quem levanta a voz contra o estado das coisas?
Quanto a ser candidato presidencial às eleições de 2011, não me tinha lembrado disso, mas até é capaz de ser uma boa idéia.

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Contra a prepotência do silencio

Paulo Portas

«O CDS/PP está a viver dias difíceis nos Açores, com um dos seus mais altos dirigentes, Nuno Almeida e Sousa, a ser alvo de um processo disciplinar que pode culminar em expulsão, por ter lançado no seu blogue considerações "insultuosas" que desagradaram à direcção regional e nacional do partido. No seu sítio pessoal na Internet, entre outras coisas, Nuno Almeida e Sousa fez uma montagem em que o líder nacional do partido, Paulo Portas, aparece sucessivamente com o característico bigode de Hitler e é associado à realização de uma "limpeza étnica" no seio dos populares. No blogue "Foguetabrase", vai longe nas críticas dirigidas (sobretudo) a Portas, ao ponto de incendiar as hostes populares.»
in [Diário de Notícias]

Não sou do CDS nem nunca defendi ou defenderei os princípios, (se é que os tem), daquela gente. São incompatíveis com a sociedade em que acredito e que defenda a solidariedade e a igualdade de direitos para todos.
Como já aqui afirmei, todos os “bonecos que faço” podem ser utilizados por quem o desejar, mas pintei este Portas em solidariedade, não com as ideias politicas, mas com o seu direito de manifestar a sua opinião, da forma que melhor lhe aprouver, num espaço que é dele, o blog “Fôguetabrase”. Pintei-o e aqui lho ofereço para que o possa utilizar se e sempre que desejar. A blogosfera tem de ser um espaço de liberdade e cabe a cada um de nós defende-la.

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O novo "Harry Porrer"

Ministra da saúde

Uma amiga, fez-me reparar nas parecenças físicas entre a Nova Ministra da Saúde, Ana Jorge, e Harry Potter o pequeno feiticeiro da escola de Hogwarts. Não sei se conseguirá derrotar o Voldemort que deseja destruir o Sistema Nacional de Saúde ou se acabará como seu aliado. Muitos do que criticaram o Correia de Campos vêm agora defende-lo e dizer que estava a fazer o que devia ser feito, mas não estou a ver nenhum deles a ser utente do SNS. Esses, vão de avião a Paris ou a Nova Iorque sempre que têm uma “caganeira” ou uma dor de cabeça.
Como não acredito em magia, o melhor mesmo é sermos nós a defender aquilo em que acreditamos e que tanto custou a conquistar.

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Novo Código Esclavagista

 Van Zeller

A Confederação da Indústria Portuguesa estudou as propostas de alteração do Código Laboral e conclui que, mesmo com as alterações previstas, haverá muita rigidez nas leis de trabalho em Portugal.
A CIP
concorda … alargar os horários paras as 50 horas semanais. Mas contesta o valor a pagar pelas horas extraordinárias.

As indemnizações por despedimento individual ou colectivo são incomportáveis para as empresas. Sugerem ainda que o Estado deve ser chamado a comparticipar nas indemnizações por despedimento colectivo.
In” TSF

Só não entendi se também desejava poder utilizar o chicote durante as horas de trabalho e o cuzinho lavado com água de malvas. Tudo o resto ficou muito claro.

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Terça-feira, Fevereiro 05, 2008

Carnaval é em Portugal

 Samba do Rendimento

Samba, Fórró ou chorinho é tudo o nosso fado.

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É Carnaval...mas nós levamos a mal

 Carnaval de S.bento

Carnaval de São Bento

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Fantasmas Socretinos

 Fantasmas socretinos

Há tantos fantasmas no passado do Engenheiro, tanta história mal contada que ele tem de os exorcizar e não me parece que seja pela negação de factos que o vá conseguir. Pode não querer ver nem ouvir, mas vai ter de falar ou eles nunca deixarão de o perseguir. Pelo menos sempre que der jeito ao Belmiro.

PS: Peço desculpa por esta insistência na personagem do Engenheiro, mas segui o espantoso conselho do Sr. Silva e há dois dias que não ouço noticias políticas. Não deixei de estar menos enojado com o estado deste jardim à beira mar plantado. Acabei agora de ver o final da série sobre o "Regicídio" e não posso deixar de ver semelhanças entre aquela Monarquia e esta Républica.

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Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

Temos artista

O artista

Como muito bem diz o maior escritor hiper-realista do século XXI, o grande Arrebenta, "o Cidadão José Sócrates involuiu do Político sem Ética para o Político sem Ética nem Estética, e é com esta corrosiva frase aforística que hoje me despeço dele: há demasiada Beleza no Mundo para que continuemos a perder tempo com essa deplorável figura. Como todos os seus infelizes pares na História, não durará para sempre".

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Do Casino ao Convento das Caldas

 Roubo conventual

«Na madrugada da tomada de posse do Governo de José Sócrates, Telmo Correia, ministro do Turismo em gestão corrente, deu «luz verde» a uma segunda versão de um parecer da Inspecção-Geral de Jogos. O documento permite a não devolução ao Estado do edifício onde está instalado o Casino de Lisboa, propriedade da Estoril Sol, e cuja concessão termina dentro de 30 anos.
O «Expresso» revelou no sábado várias conversas entre Telmo Correia, Paulo Portas e Luís Nobre Guedes que indiciam tentativas de alteração à lei, o que permitiria à Estoril Sol ficar com o edifício da Parque Expo. A posse é contestada por especialistas em direito administrativo. Telmo correia desmentiu categoricamente a notícia.»
In TVI

Que raio de justiça é a nossa que não mete esta escumalha toda na prisão. O CDS do Paulo Portas, sempre com um discurso tão moralista, já provou à saciedade que é governado por gente sem moral e capaz de tudo. Assim se justificam os famosos cheques dos muitos “Jácinto Leite Capelo Rego” que entraram nas contas do partido. Gente que rouba ao estado, a todos nós para dar a meia dúzia de privados em troco de dinheiro. Gente que nos rouba a todos para encher os bolsos. Gente sem moral nem vergonha que não merece qualquer respeito e que devia estar a apodrecer numa qualquer prisão.

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Os Fantasmas de Sócrates

 Fantasma

Queixa-se o Engenheiro de estar a ser vitima, por parte do jornal “O Publico” de uma campanha pessoal e politica. Tem toda a razão, realmente está, mas isso só é possível porque existem alguns fantasmas no armário do engenheiro. Podemos questionar as razões destes ataques, que motiva estes ataques. Todos sabemos que os órgãos de informação não são inocentes e todos pertencem a grandes grupos económicos e com interesses nas opções governativas. Que terá feito zangar o “Belmiro”, que terá perdido ou espera ganhar, faz parte dos segredos de alcova dos ministérios. Uma coisa parece certa, é algo que deve ter mais a ver com negócio que com politica.
Não tivesse sido tão “trampolineiro” na tua juventude politica, não tivesse subido na política deixando tantos rabos-de-palha para trás e não estaria a passar por isso. Não consigo ter pena dele.

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Domingo, Fevereiro 03, 2008

Anibal "Carnaval" Silva

 Não pensar

"É bom que tenhamos agora quatro dias em que não se fala de política para os portugueses não pensarem nisso e os próprios políticos poderem gozar com tranquilidade", disse ontem Cavaco Silva.

É Carnaval. Parem de falar de politica, parem os portugueses de pensar, para que eles, os políticos, possam brincar ao Carnaval. Isto decretou o nosso Rei do Entrudo. Obedeçamos então ao nosso Rei Bufo, vistamos as nossas máscaras e dancemos o nosso fado. Que comecem os festejos.

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Professores , Confiança, Poder, Politicos

 Ritmos do poder

Os professores são os profissionais em quem os portugueses mais confiam e também aqueles a quem confiariam mais poder no país, segundo uma sondagem mundial efectuada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF).
Os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos.
Relativamente à questão de quais as profissões a que dariam mais poder no seu país, os portugueses privilegiaram os professores (32 por cento), os intelectuais (28 por cento), os dirigentes militares e policiais (21 por cento) e políticos (7 por cento), surgindo em último lugar, com seis por cento, as estrelas desportivas ou de cinema.

Afinal os portugueses até sabem pensar e aquilo que desejam, pena é que no fim não tenham coragem para o assumir claramente nas eleições e nas ruas deste país. Aceitam ver aqueles em quem mais confiam, os professores, ser desprezados por aqueles em que confiam menos, os políticos, (estrelas de cinema e desportistas não contam pois são estupidificados diariamente por uma comunicação social que gosta de vender a mediocridade e a futilidade). Se aqueles a quem dariam menos poder são os políticos porque aceitam ser governados por eles? Não entendo muito bem porque não saem para a rua a impor a sua vontade, mas pelo menos nas eleições deviam mostrar a sua vontade. Numa democracia, Sermos governados por gente que já demonstrou ser mentirosa, aldrabona, falsa e estar ao serviço de outros interesses que não o de servir o seu país e os seus cidadãos é uma coisa que não faz sentido. Só mesmo através de campanhas de marketing, lavagens cerebrais feitas por televisões e o comodismo de um povo o pode justificar. Não estará na hora de mudarmos este país, e este mundo? Eu digo que sim.

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O Baile dos socretinos

 O Baile

Os dados do INE mostram que Portugal atingiu o valor mais baixo desde Março no que respeita ao indicador de clima económico, que desce pelo segundo mês consecutivo. O nível de confiança dos consumidores continua a cair, e atingiu já o pior valor desde Setembro de 2005.

Depois da comunicação de um país de maravilha feita no fim de ano pelo Engenheiro, dos discursos optimistas do Teixeira dos Santos e da entrevista entusiasta do Manuel Pinho de nos apresentou de uma economia portuguesa moderna e que espera ultrapassar o crescimento da Espanha brevemente, ler estes dados no INE só nos pode deixar perplexos. Quem tem afinal razão, os optimistas socretinos ou que sofre no dia a dia as suas politicas? Infelizmente tenho que acreditar mais na realidade que sinto que na ilusão que me contam. Pelos vistos só eles foram convidados para dançar no baile dos sonhos.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Sábado, Fevereiro 02, 2008

A obra do Engenheiro

Casa socretina

Agora que sabemos que o homem tem um curriculum de grandes obras no Concelho da Guarda, que se hoje não tem, projectos premiados é porque na sua consciência o forçou a dedicar-se ao serviço publico, ao bem de todos nós. Quantas vezes terei eu passado à porta de uma qualquer "maison" sem saber que era obra do grande Engenheiro? Quantos azulejos de casa de banho, quantas marquises de alumínio terei deixado para trás sem um segundo olhar? A divulgação e o reconhecimento da sua obra é urgente, mesmo que tudo o que tenha feito seja uma simples assinatura.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

100 anos de Regicidio

Duarte Pio o Gay de Pogtugal

Ontem ouvi falar muito do Regicídio, o dia em que mataram o Rei D. Carlos e o seu filho Luís. Ouvi falar de terrorismo, mas também da miséria e pobreza em que vivia grande parte do país. Fez ontem 100 anos sobre essa data, mas prefiro pensar que é a Republica que fez 98 anos. Gostaria muito de poder dizer que isso tinha resolvido os problemas deste país e que hoje não estamos muito perto daquilo que éramos na altura. Gostava de pensar que tinha valido a pena e de acreditar que nunca mais ninguém tenha de matar ou morrer em defesa daquilo em que acredita.

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Estudos por medida

TGV por medida

«Um organismo do Governo (a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro - CCDRC) pressionou dois técnicos superiores a mudarem um parecer que chumbava todos os traçados de TGV entre Alcobaça e Pombal. De acordo com o que apurou esta investigação exclusiva da SIC, os técnicos não aceitaram a pressão e foram, por isso, afastados compulsivamente da Comissão de Avaliação do projecto.»

Podem ler toda história toda [AQUI], desde as pressões sobre os técnicos para que mudassem de opinião, o seu “despedimento” por o terem recusado e a nomeação de um chefe de serviço e uma directora para o seu lugar. Isto só vem provar que os estudos, por mais técnicos que sejam, acabam sempre por concluir aquilo que quem os encomenda deseja que provem. Vivemos numa sociedade em que já não podemos acreditar em nada nem em ninguém. Os poucos que têm coragem de afrontar este estado de coisas são demitidos, mas pelo menos podem ficar de bem com a sua consciência. É gente desta que ainda nos pode dar esperança para o futuro. Como dizia o poeta, “depois dos tempos vêm tempos, novos tempos hão-de vir”.

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Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008

Assinaturas de Conveniência

 Ai a engenharia

José Sócrates assinou numerosos projectos de edifícios na Guarda, ao longo da década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele. Nalguns casos, esses documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário do município e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.
O primeiro-ministro diz que assume “a autoria e a responsabilidade de todos os projectos” que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu “sempre nos termos da lei”. Embora se trate de uma prática sem relevância criminal, as chamadas “assinaturas de favor” em projectos de engenharia e arquitectura constituem uma “fraude à lei”.
Um antigo presidente da Câmara da Guarda, o também socialista Abílio Curto, a ela se referiu numa entrevista. “Uma vez disse-lhe [a José Sócrates] que ele mandava muitos projectos para a Câmara da Guarda, obras públicas, particulares. (...) O que sei é que nem todos os projectos seriam da autoria dele. Mas isso levar-nos-ia muito longe e também não vale a pena
in “Publico

Parece que a Engenharia não deixa o Engenheiro em paz e agora surge a acusação feita pelo jornal Público de casamentos de conveniência entre o dito Engenheiro e amigos da Câmara da Guarda. Eles recebiam os pedidos, faziam os projectos, mas como não os podiam assinar por serem funcionários da Câmara, pediam ao Sócrates que o fizesse. Pelos vistos o nosso dito Engenheiro sempre gostou muito de assinar pelos outros. Basta vez o que está a fazer com o Tratado de Lisboa em que também deseja assinar por todos nós sem nos consultar sobre o assunto. Bem diz o bastonário da Ordem dos Advogados que vivemos numa cultura de corrupção e, se é de cima que chegam os maiores exemplos, que moral há para perseguir aqueles que a utilizam para daí tirarem vantagens pessoais. Talvez por isso as leis de anti corrupção nunca avançam e cada vez menos podemos acreditar na justiça que temos e menos esperanças temos no futuro. Vão todos para o raio que os parta.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Um mês de lei do tabaco

 Fumaças

Fica a rigidez e arrogância de uma lei que poderia ser bem mais flexível sem que com isso os não fumadores fossem prejudicados. Uma lei que só se entende por haver uma psicose pelo asséptico e pela necessidade dos governos de mostrarem a autoridade de um punho forte. A liberdade individual e o livre arbítrio parecem incomodar bastante o poder. Cumpra-se a lei mas sob protesto que talvez o tiro lhes saia pela culatra. Nunca vi tanta gente que não se conhece a falar e a maldizer o poder como agora. Começa-se com uma frase feita, “Cá estamos nós na sala de chuto” ou outra qualquer do género. Discute-se a prepotência da lei e/ou a ASAE para se acabar a falar de politica, políticos e justiça. Normalmente em termos capazes de fazer corar muita gente. Como considero que, para mudar o estado das coisas é necessário falar, discutir ideias e sugestões. Quem sabe esta lei não seja uma janela de oportunidade para quem acredita que as coisas não têm de ser como são e que há outras alternativas para além do clubismo partidário, que nos é impingido televisões. Afinal é a falar que a gente se entende.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O anjo da morte

 Vendido

O Sócrates afirmou na AR que este governo nunca autorizou nenhum voo da Cia que transportasse prisioneiros a fazer escala ou a sobrevoar Portugal. Mais, garantiu não terem encontrado no Ministério dos Negócios Estrangeiros nenhum documento que mostre que tal aconteceu no passado. Correndo o risco de ser enganado ao confiar em quem já provou ser capaz de mentir com todos os dentes que tem, até vou acreditar no Engenheiro. Se tivesse dito que estes voos não aconteceram e que nada sabia sobre o assunto já não o poderia fazer. Parece ser evidente que a autorização para esta ilegalidade foi dada durante os tempos dos governos PSD/CDS, (ai aquela cimeira das Lajes com o Cherne a fazer de anfitrião) e muito possivelmente com o empenho do Paulo Portas. A condecoração com que foi agraciado pelo governo dos EUA, (coisa que nunca tinha visto acontecer a mais nenhum governante português), é a prova disso. Então porque se cala o PS e aceita faltar á verdade para o encobrir? A resposta só pode estar no facto de todos os partidos da direita, (infelizmente tenho de colocar o PS neste saco), terem dado o seu ámen e assinado um pacto de sangue garantindo o silêncio eterno. Uma vez mais negam a evidência e sob a promessa de inquéritos e investigações vão esperar que o véu do tempo faça o assunto cair no esquecimento. É, por isso, nossa dever não deixar que isso aconteça e continuarmos a questionar os responsáveis até que toda a verdade seja conhecida. Cabe-nos a nós manter o assunto vivo para nunca deixarmos que a mentira e os atentados aos direitos humanos fiquem impunes.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

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