Quarta-feira, Abril 30, 2008

O Carrossel Mágico

Carrossel Mágico do PSD

Andava eu à procura de umas imagens para mostrar os candidatos do PSD quando me saltou à vista uma do velho “Carrossel Mágico”. Alguns ainda se devem lembrar de quando passava ao fim da tarde na velha RTP. A série era ligeiramente “aparvalhada” e talvez por isso me lembrei logo ali que o Santana teria de ser o “Saltitão”, a Manela Ferreira Leite só poderia ser a “Anica” e para o papel de “Tio Realejo” elegi o Pedro Passos Coelho. O coelho cantor o “Dylan” ficou destinado ao Patinha Antão e no de “Ambrósio” o tal de “Neto da Silva”, tão lenta deve ir a sua campanha. Claro que ainda falta o artista principal, o “Franjinhas” papel que assenta que nem uma luva Bicho da Madeira, o João Jardim. Agora ponham lá esse carrossel a andar para que a palhaçada a sério comece.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Casa onde não há pão este governo não tem razão

Tá muito barato

«Apesar de não esconder a preocupação, Jaime Silva diz aos "portugueses para estarem tranquilos" garantindo que "os alimentos não vão faltar", já que o país produz "pão e cereais" e está "no maior mercado do mundo, que é a União Europeia”, no entanto, que o Governo português "está preocupado e atento" aos aumentos dos alimentos no país e na UE como tem feito noutras situações.»

Eu não acredito no Ministro Jaime Silva e não estou nada tranquilo. Acredito que “os alimentos não vão faltar”, mas só para quem tiver dinheiro para os comprar que, com o aumento previsto de 38% para o preço dos produtos alimentares, não vai ser muita gente.
Talvez fosse agora uma boa altura para explicarem porque andaram a destruir a produção agrícola deste país. Talvez seja uma boa altura para saber porque pagam para arrancar oliveiras e Portugal tem de importar azeite. Talvez seja uma boa altura para nos explicarem essa ideia das quotas para garantir o preço aos alimentos. Talvez seja uma boa altura para perguntar porque razão aceitamos que a Europa nos andou a pagar para nos tornarmos mais dependentes da importação em produtos alimentares. Talvez seja uma boa altura para mandar bugiar todas estas regras e imposições que nos chegam da Europa e começarmos a produzir o que queremos e nas quantidades que queremos. Nenhum país pode ser independente se não puder alimentar os seus cidadãos. Se este governo e esta classe politica toda que por aí anda a mostrar que são mais Europeus que Portugueses não passar a incentivar a produção e continuar a abater a agricultura deste país, talvez seja a altura de os tirarmos dos seus poleiros e colocar quem se preocupa com aquilo que é fundamental; a pobreza, a miséria e a fome que se advinham se nada for feito.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Eles comem tudo, eles comem tudo

A Mama da paz

O principal conselheiro militar das Nações Unidas no Kosovo , o major-general Raul Cunha criticou o processo de transição da ONU para a Eulex, a maior missão de sempre da União Europeia e que já foi rejeitada pela minoria sérvia no Kosovo que levará muito tempo a aceitar a presença europeia no território, ou mesmo, se calhar esta nunca será aceite. "Se calhar só pela força é que vão aceitar uma situação destas"
A União Europeia pode de estar a fragilizar a ONU não só no Kosovo, mas também em todo o mundo, pela forma como está a entrar neste país, que recentemente se tornou independente.
"Não digo que o fez deliberadamente, mas para servir os interesses de alguns países da União Europeia, dos grandes da União Europeia, que têm aqui interesses estratégicos nacionais, está a estragar-se muita coisa positiva". Raul Cunha não escondeu também o seu desacordo com o investimento europeu de quatro mil milhões de euros, 80 por cento dos quais em capacity building e consultadoria. "Na prática, dos quatro mil milhões de euros, houve logo 3,250 mil milhões que voltaram à base. Ou seja, a União Europeia paga como um todo, mas há dois ou três países da UE que estão aqui a ter lucro"».

Muito se fala de UE, mas cada vez mais é a lei do oportunismo e dos interesses particulares de cada país, que gera e controla as politicas da união. Se até agora as coisas já não iam bem, com muitos dos pequenos países a terem de aceitar negociar esse domínio dos mais poderosos, depois da aplicação do Tratado de Lisboa, tudo só poderá piorar. A partir daí, gostemos ou não das políticas decididas e os interesses ser-nos-ão impostos e nós só nos resta de calar e comer.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Terça-feira, Abril 29, 2008

Não há crise

 A dança da Crise

«A Comissão Europeia deixou ontem um alerta sobre a crise alimentar. Nas previsões de Outubro, esperava uma subida de 10% no preço da comida em 2008. Agora diz que o aumento será de 39% por causa da especulação – o pior será sentido na primeira metade do ano, com um salto homólogo superior a 54%. Esta tendência é verificável nos números mais recentes – o ‘Food Price Index, medido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e a Alimentação, subiu 57% em termos homólogos em Março.»

Segundo José Sócrates tudo “são boas notícias para Portugal e para os portugueses. A crise mundial do capitalismo global está aí, (nem era necessário ser economista para ver que esta globalização acabaria por alastrar a pobreza e arrasar com os mercados), o petróleo já quase batei nos 120 dólares por barril, o dólar afunda-se, os preços das matérias-primas e dos alimentos não para de subir assim como os juros. O desemprego aumenta e a única coisa que desce é o nosso poder de compra com os salários as não acompanharem a inflação (nem a mentirosa, onde metem montes de produtos supérfluos só para esconder a realidade, porque a verdadeira, a que tem a ver com o mais importante que é a alimentação, dessa nem vale a pena falar). Mas, o nosso Engenheiro está muito contente porque o nosso crescimento vai ser semelhante ao Europeu. Mesmo que seja, o que duvido, esquece-se é de dizer que não é por estarmos melhor, por irmos crescer mais, mas sim por os outros irem crescer menos. A infelicidade dos outros serve na perfeição para esconder a nossa. Dança de felicidade o Engenheiro nos braços de umas finanças que só “brilham” à custa de mais e maiores impostos. Prometem-se aeroportos, TGS’s, terminais, auto-estradas e sei lá que mais, tudo em milhares de milhões, como se fossemos ricos. Este sistema caminha rapidamente para o seu fim e estes discursos de felicidade não passam de peneiras para tentar tapar o Sol e para que não tenham de mostrar a sua impotência para alterar o rumo dos acontecimentos. Quando tudo estoirar, eles fogem e já têm os seus quartos guardados nos Clubes dos Bilderbergs, a nós que cá teremos de ficar é que a desgraça vai cair em cima.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Assalto à 35ª Esquadra

Assalto à 35ª Esquadra

Depois das escolas e das histórias da violência chegou a hora das esquadras. É fantástico como parece que certas situações se tornam notícias, os casos aparecem em catadupa. Depois de um grupo de homens ter invadido uma esquadra em Moscavide e agredido um homem que aí se tinha refugiado por só haver um policia de serviço, já se fala do que aconteceu em Beja, no Porto e não tenho duvidas que durante os próximos dias os casos se vão multiplicar. Hão-de vir o Procurador, o Prós e Contras, a enxurrada de comentadores até que o assunto deixe de ser notícia, entre no esquecimento e tudo fique na mesma. Quem ouça, pode pensar que durante um mês houve assaltos a gasolineiras, noutro ouve violência nas escolas, noutro foram assaltadas caixas Multibanco, noutro morreram doentes em ambulâncias e agora começaram a haver problemas de falta de pessoal e violência dentro das esquadras. Errado, tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é o nosso fado. Errado é estes assuntos serem empolados, transformados em notícias sensacionalistas para depois tudo voltar ao normal, ou seja todos os males e todos os erros se mantenham sem que nada se faça.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Manuela's Baby Parte2

Manuela’s Baby

«”O partido não é respeitado, da forma como foi em 34 anos de história”. “A culpa é de todos; é do partido”»

E será que acreditam que será com a Manuela Ferreira Leite que o passará a ser? Claro que contam com toda a máquina mediática dos barões do poder, mas por pior que seja a memória dos portugueses o seu passado foi demasiadamente penoso para todos nós para que não olhemos o seu regresso com horror. Nem necessito de ir às suas politicas como Ministra da Educação, basta recuar ao governo do Cherne Barroso para nos lembrarmos do nascimento do discurso da crise e do défice, do aumento dos impostos, dos congelamento de salários, das receitas extraordinárias e que no fim nada resolveram, pelo contrário, agravaram a situação.
O PSD, partido de alterne deste pais, a par com o PS e com a mãozinha do CDS, são os grandes responsáveis pelo desemprego, pobreza, miséria e pelo crescimento da corrupção e compadrio que nos assolam. Enquanto for gente desta que trace o destino deste país o futuro continua a ser negro, o futuro continua a exigir que unamos as nossas vozes e as nossas vontades para correr com eles.

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Segunda-feira, Abril 28, 2008

Quem é que é oportunista?

Os Oportunistas

«O presidente do Comité Olímpico de Portugal (Vicente Moura), classifica como "oportunistas" os que defendem um boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, devido às questões do Tibete e dos direitos humanos na China, considerando que uma decisão dessas não beneficiaria o povo chinês.»
in [Público]


Só posso dizer ao Sr. Vicente Moura que o meu único oportunismo ao defender o boicote aos JO de Pequim é o da defesa dos direitos humanos. Duvido por isso que tenha tanto a ganhar com o boicote quanto terá a ganhar o Comité Olímpico com a sua realização. Todos sabemos que os JO são um grande acontecimento mediático, que envolve muitas poderosas multinacionais e que os negócios e as negociatas são de muitos milhões. Defender a sua realização escondendo-se por detrás da expectativa dos atletas e do povo chinês é que me parece oportunismo, mas há muito que o chamado “espírito olímpico” é mais negociata que idealismo. Aliás, o “espírito Olímpico” já nos mostrou suficientes casos de corrupção que o mostram claramente.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O Inverno Marcelista

O Inverno Marcelista

Marcelo Rebelo de Sousa declarou apoiar Manuela Ferreira Leite por ser a candidata que reúne mais condições para ser primeira-ministra. Nas sondagens e "para o eleitorado", disse, a ex-ministra, que tem experiência governativa e uma imagem "de rigor, competência e credibilidade" é a melhor posicionada para disputar umas legislativas.

Pelos vistos tudo o que conta é ganhar eleições, não interessa quem, como ou com que programa. Escolhem-se líderes pelas sondagens e não pelas ideias.
Houve uma época, quando o “Botas” caiu da cadeira e um tal de Marcelo chegou a Primeiro-ministro que se falou da esperança de uma “Primavera Marcelista”. Nunca chegou e 40 anos depois vem um outro Marcelo oferecer-nos, para correr com este “Botinhas” que nos governa, um “Inverno Marcelista” propondo a Manuela Ferreira Leite para Primeiro-ministro. Será que este país nunca mais tem um verão do povo?

PS: Depois de fazer o post e de o publicar, ao olhar para a imagem este poema da Natália Correia,
"Queixa das Almas Jovens Censuradas" não me saía da cabeça e pedia para que aqui o escrevesse. Alguma razão deveria haver pelo que fiz-me a vontade.

Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola

Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade

Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prêmio de ser assim
sem pecado e sem inocência

Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro

Penteiam-nos os crânios ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
conosco quando estamos sós

Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo

Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro

Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco

Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura

Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante

Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino

Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Menu do Inspector da ASAE

O Menu da ASAE

Segundo um documento, existe, na Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), na sua Direcção Regional da Norte, um sistema de objectivos.
«Cada inspector tem de detectar 124 infracções, levantar 61 processos de contra-ordenação», abrir «oito processos-crime, fechar ou suspender o funcionamento de pelo menos seis estabelecimentos» e ainda «fazer duas detenções».
Em declarações à TSF, António Nunes disse que «não há nenhuma orientação, nunca houve e nem poderia haver», porque «quando se desenvolve determinado tipo de operação num determinado sector, os inspectores não sabem o que vão encontrar». «Não me parece que haja objectivos dessa tipologia que possam ser fixados», frisou, adiantando que «quando muito pode-se apenas falar em resultados esperados em comparação com os anos anteriores».

O Sr. António Nunes deve pensar que somos todos asnos e que as suas explicações nos vão convencer. Em primeiro lugar, se a actuação da ASAE está a dar frutos isso deveria levar a que todos os anos menos infracções fossem encontradas e depois, porque se o documento nada mais fosse que uma lista de resultados esperados isso nunca seria apresentado em resultados “por inspector”, mas sim de toda a organização. È claríssimo que isto representa a forma como são pressionados os inspectores a procurarem tudo e mais alguma coisa em que possam pegar, por mais ridícula que ela seja. Imagino o inferno que as suas vítimas devem sentir sempre que estes senhores lhes entram pela porta dentro. Mesmo sendo cuidadosos, procurando estar dentro da legalidade, são tantas as leis, os regulamentos e as portarias que haverá sempre um pormenor, um detalhe pelo qual poderão ser “caçados”.
Vivemos num país com leis ridículas importadas de uma Europa, aprovadas e agravadas por deputados que se querem mostrar ainda mais papistas que o papa e vigiados por policias e autoridades que utilizam métodos cada vez mais pidescos.
Já agora uma pergunta ao Sr. ASAE. Quantas inspecções já foram feitas este ano aos casinos para ver se a lei do Tabaco está a ser devidamente aplicada?

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Domingo, Abril 27, 2008

O Socialista da treta

O Socialista

Já aqui o afirmei repetidamente, aquela que é a minha opinião sobre o Sócrates; não gosto dele, por o considerar falso, mentiroso, sem carácter e por discordar totalmente do caminho liberal e Bildbetguiano para que nos arrasta. Estes são os sentimentos que sinto por ele num qualquer dia em que nem saiba o que está a fazer. Quando o ouço discursar estes sentimentos transformam-se em náusea e desprezo. Isso aconteceu hoje, quando o ouvi na rádio a discursar, penso que no Barreiro, terra de tradições operárias e de luta contra o antigo regime. Chorava-se de desde sempre o Partido Socialista ser atacado pelos partidos à sua esquerda, desta proposta de alteração de lei do trabalho ser maravilhosa e de quem o criticava só o fazer por maldade, que os contratos colectivos com mais de 10 anos deviam caducar, numa série de verborreia ascorosa que metia dias de dispensa para ir ao banco e coisas do género.
Este dito Engenheiro, que apresenta leis destas, vem depois chorar lágrimas de crocodilo com as saudades de ser chamado de camarada, e jurar por todos os santinhos que é um verdadeiro socialista.
Ele, mas também toda a direita anda preocupada com a politica de direita deste governo. Não por não gostarem dela, mas pelo espaço que isso está a abrir na esquerda do eleitorado PS e que obrigatoriamente será preenchido pelo BE e pelo PCP. É a direita e os seus comentadores de serviço que já falam abertamente das políticas de direita do Sócrates e lamentam que o PS esteja a perder a sua característica de tampão à esquerda, papel que lhe estava destinado e para o qual há muito foi designado. Está preocupada a direita e está preocupado o Engenheiro com medo que esses votos lhe possam vir a fazer falta e, 2009. Vêm por isso aí tempos, em que o vamos ouvir falar dos direitos sociais e dos trabalhadores. Não acreditem nele, é tudo mentira, é tudo falsidade. Este PS é neste momento o pior inimigo de todos nós. Este PS está a fazer as politicas que a direita nunca teve coragem de fazer. Este PS deve ser derrotado nas próximas eleições e o Sócrates entrar na galeria dos ex-lideres partidários. Vá ser comissário, alto-representante ou qualquer outra coisa, mas lá fora, longe daqui. Aqui já estamos mais que fartos dele e das suas histórias. Já fez mal que chegue a este país.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Em fim de carreira

O amigo José Lima continua a enviar belas imagens e a ajudar o wehavekaosinthegarden numa altura em que, confesso, ando cansado e sem grandes laivos de imaginação. Neste caso, embora deixando a imagem central original e o seu espírito, afinal o mais importante, abusei um pouco e fiz algumas alterações no fundo (as minhas desculpas ao José Lima).

Old Men

"Por outro lado, e com todo o respeito pela dra. Manuela Ferreira Leite, a idade é um posto mas também é um facto. Apresentar-se como candidata à liderança de um partido de poder aos 68 anos não é, certamente, o projecto de vida ideal para uma avó babada como Ferreira Leite. E, certamente, revela que, mesmo na eventualidade de derrotar Sócrates em 2009, a ex-ministra não terá um projecto para duas legislaturas, uma vez que em 2013, terá 73 anos."

(nuno saraiva, editor de política, 'expresso')

A Manelinha até podia ter só 18 anos que em nada alteraria a opinião que tenho do que seria tê-la como Primeiro-ministro. Mais do mesmo a que nos habituou quando foi Ministra das Finanças do Durão barroso e aumentou os impostos, congelou salários, vendeu o erário publico e no fim nada resolveu deixando tudo tão mau ou pior que antes. Espero que a memória deste povo não seja tão curta que não se lembre de todo o mal que fez. Para múmia já nos basta a de Boliqueime que assombra Belém.

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Eleições no PSD

CARAS DO PSD

Anda essa gente toda à procura de um candidato para o PSD, discutem, zangam-se, e não se entendem. Será que anda tudo cego? O Candidato está aí à frente de todos, crescido e formado na Juventude Social-Democrata, com experiência governativa e que não deixa dúvidas quanto às suas politicas liberais e de direita. Até tem a característica de ser mentiroso, trafulha e habituado a trafulhices. Não se está mesmo a ver que o melhor líder para o PSD seria o Engenheiro Sócrates. Até a manutenção deste país no regime de alterne estava garantido. Quatro anos a governar e a dar benesses aos boys do PS, depois quatro anos a governar e distribuir tachos pelos galifões do PSD. Melhor candidato não há.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Sábado, Abril 26, 2008

Miss Gulch ou a Bruxa má do Oeste?

A Malvada

Há personagens que, vistas e revista na nossa juventude, se tornaram numa espécie de modelos a quem associamos as ideias muitas das bondades e maldades das pessoas. Há filmes que criaram diversas dessas imagens e um carregadinho delas é o Feiticeiro de OZ. Para além da irritante Dorothy, a menos interessante de todas, temos um Leão sem coragem, um homem de lata em busca de um coração e até um espantalho em busca de um cérebro. Para não falar do feiticeiro em si e das malvadas “Wicked Witch” de Este e Oeste. Foi em busca de uma imagem delas, que tão bem representariam a Manuela Ferreira Leite que encontrei esta da Miss Gulch, a malvada vizinha que queria fazer mal ao pobre Totó, o cãozinho da Dorothy. Na prática ela e as bruxas são uma e a mesma pessoa, com a diferença de esta ser antes de a Dorothy bater com os “Cornos” no chão e ficar a “tripar”.
Já devem ter percebido que quando fiz o boneco da Manela era para fazer um post muito diferente, mas foi a própria imagem, (ou o tufão do filme), que me fez mudar de rumo e resultar nisto. Ainda faltou aqui a “estrada amarela”, mas esse um caminho que as bruxas Manelas não querem que percorramos. Essa é só para quem tem entrada no maravilhoso castelo do malvado feiticeiro de Oz.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Tubarão do Atlântico

O Tubarão

O presidente do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, admite esta quinta-feira que não «enterrou» o projecto de candidatura à liderança social-democrata, mas está ainda a observar como se posicionam as «tropas». O líder madeirense, que antes tinha afirmado ser um «general sem tropas», acrescenta que elas «afinal até apareceram - até parece que estou a exigir mais - mas mesmo tendo tropas, o general tem de fazer o reconhecimento do terreno e depois colocar o dispositivo». «O PSD no continente é um partido balcanizado, está fragmentado em várias facções», com pessoas cada vez mais empenhadas nos seus «ajustes de contas pessoais». Jardim prevê «pancada» e afirma estar «convencido que se vão suicidar todos». «Conheço aquelas criaturas, vão entrar à pancada uns com os outros, eu estou aqui a observar o terreno».

Ainda há esperança. O Tubarão, saido das profundezas do Atlântico pode atacar a qualquer momento quem se lembre de andar por aí. O Jardim ainda pode vir a ser candidato à liderança do PSD. Realmente só lá falta o Bicho da Madeira para o espectáculo estar garantido. Não sou grande amante de circo, mas esta palhaçada quero assistir na primeira fila.

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Um cravo para o Abril de amanhã

Memórias

Hoje ouvi o Sr. Silva, o mesmo que considera que usar o cravo, símbolo do 25 de Abril e da liberdade que floriu nesse dia, é algo a evitar, vem queixar-se que os nossos jovens não sabem quantos países tem a União Europeia, quem foi o primeiro Presidente da República eleito, nem se o primeiro governo saído de uma votação teve maioria absoluta. Só faltou mostrar-se indignado por haver jovens que saibam de cor o número de votos que ele teve no lugar de Cudelas no ano de 1983. Mais importante que fazer esse discurso vazio e tão vazio como têm sido todas as suas intervenções, cheias de falsos conteúdos, palha para alimentar comentadores e Cavaquistas, seria demonstrar a importância da liberdade e do respeito pela vontade de um povo. Um cravo vermelho seria uma maior contribuição para explicar este dia que todas as palavras ocas que disse.
Mas, não se preocupe o Sr. Silva que estes jovens já certamente começam a sentir na pele as razões que fizeram Abril, a fome, a miséria, a indignidade e o poder de alguns sobre todo um povo explorado. Não se preocupe o Sr. Silva que quando Abril voltar a passar por este país, estes jovens que nada sabem sobre esse dia 25 vão aprender tudo num jorro de alegria e vão percorrer as ruas deste país a jurar que “aldrabões" no poder, nunca mais. Esperemos é que sejam melhores do que aquilo que nós fomos, que sejam mais espertos e não se deixem enganar como nós deixámos. Que peguem o seu futuro nas suas mãos e não o confiem a gente que não presta, gente como aquela que nos fez ser hoje uma sombra de tudo o que o 25 de Abril prometeu. Gente como o Sr. Silva.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Sexta-feira, Abril 25, 2008

Salgueiro Maia - O herói do Abril silenciado

Salgueiro Maia

Um povo de onde nascem homens como o Salgueiro Maia, homens que lutam por um ideal sem desejarem honras, riquezas ou protagonismos, é um povo que pode acreditar. O meu obrigado a esse herói esquecido e que este povo lhe guarde a memória daquilo que foi e fez e, não deixe que a história dos Senhores glorifique aqueles que depois vieram colher os cravos e o relegaram para o esquecimento de um papel secundário num rodapé de um livro escolar.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

25 de Abril....de luto e em luta

24 Abril 2008

Em todos estes anos sempre vivi o 25 de Abril como um dia de festa, o dia em que conheci a liberdade e acreditei que seria minha para sempre. Hoje, depois de ver a nossa soberania a ser vendida a troco de alguns milhões para distribuir por alguns e alguns a condenar muitos milhões a viver nesta “ditadura” democrática de um país de alterne, de falsas alternativas. Custa ver este povo que vi cantar feliz nas ruas a festejar a liberdade, a ser amigo, solidário, a mostrar que o futuro não tinha de ser isto, triste, conformados e desesperançados a ser amansado e manipulado em redacções de televisões controladas pelo poder.
Cantava o Chico Buarque em 78 (como tão pouco tempo depois já os cravos murchavam)

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Por isso deixei de estar em festa e passeia a estar de luta e em luta. Em luta contra a mentira, contra um futuro sem futuro, contra um país uma vez mais adiado. Estou em luta porque acredito que ainda restará em todos uma semente daquele dia. Estou em luta porque, quem viu este povo nas ruas no dia 25 de Abril de 74 não pode deixar de acreditar, de saber, que quando ele vai reacordar. Nesse dia voltará a haver festa, pá.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O nosso obrigado ao Marcelo

Aqui deixo mais duas excelentes iamgens oferecidas pelo amigo José Lima. para ele o meu obrigado.
 Oficial e Cavalheiro

Não sei se é oficial e cavalheiro, mas que é oficialmente Candidato isso é. Todos nós que neste país triste necessitamos de ouvir anedotas e dar umas gargalhadas, agradecemos.

 O Agradecimento

Imagens de José Lima

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Quinta-feira, Abril 24, 2008

Um par imperfeito

 O Casal imperfeito

Aquilo por Belém deve andar uma excitação enorme.
- Tu já viste Maria, se a Manelinha fosse eleita para primeiro-ministro. Ia-mos poder recebê-la cá no Palácio todas as semanas, tu fazias um cházinho enquanto tínhamos agradáveis discussões de economia. Ia ser tão agradável.
- Isso querias tu. Era só o que me faltava que a Manuela viesse meter-se cá no palácio todas as semanas a fazer sala e eu ter de andar a fazer chá e bolinhos. Sabes que de manhã tenho muito que fazer, com as compras, as limpezas e fazer o almoço.
Realmente para o Sr. Silva deve ser uma perspectiva interessante que a Manuela Ferreira Leite derrotasse o Sócrates. São do mesmo partido, têm ideias idênticas sobre a economia, são amigos e até conseguem ser parecidos ao serem os dois muito feios. O pior seria quando, com o passar do tempo, a economia continuasse a estar em crise como o sistema obriga que esteja. O Sr. Silva ficaria certamente preocupado com a proximidade de um primeiro-ministro contestado e que estivesse demasiado colado à sua pessoa. Os votos que isso o poderia fazer perder. Entre a amizade e os votos provavelmente acredito que escolheria perder uma amiga.
- Sabes Maria, estive a pensar e se calhar é mesmo melhor que a Manelinha não venha a ser Primeiro-ministro. Tu já tens tanto que fazer que ela cá sempre metida em casa ia atrapalhar-te muito. Par não falar do que iam dizer as más-línguas de ela estar sempre a entrar e a sair. Afinal ainda vou ter de aturar o Sócrates por mais quatro anos.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Lopes, Santana Lopes

 Lopes, Santana Lopes

Para grande pena minha parece que afinal não vamos ter o Bicho da Madeira como candidato à liderança do PSD. Ia ser um espectáculo e a garantia de assunto para fazer muitos bonecos. Vamos ter de nos contentar com o Menino Guerreiro o que também não é mau. Basta ver que ainda não é candidato e já as televisões e jornais o perseguem quando vai mictar à casa de banho. Imagens vistas, surrealistamente anunciadas como se de algo importante se tratasse e vista e revista. A palhaçada continua.

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O Tratado de Judas

 Judas

A Assembleia da Republica aprovou, com os votos a favor do PS, PSD e CDS aprovou o Tratado de Lisboa que deverá ser agora ratificado pelo Sr. Silva em Belém. Um dia triste para a democracia e para Portugal. Este acto de “traição” destes “Migueis de Vasconcelos” do século XXI, que oferecem muita da nossa soberania à revelia da opinião dos portugueses, a quem não deram a possibilidade de se manifestar. Só um pequeno reparo a três afirmações do “Judas” mor de toda esta história. A primeira ao associar esta votação ao 25 de Abril e para lhe dizer que pelo menos tenha o decoro de não nos ofender ainda mais do que aquilo que tem feito. Não foi, certamente, para perdermos os nossos direitos de soberania que foi feito o 25 de Abril. O segundo, para mostrar mais uma hipocrisia deste Engenheiro ao afirmar que agora os portugueses já apoiam esta forma de ratificação do tratado porque já o entendem. Como pode dizer isso se em todo este tempo o tratado não foi discutido nem debatido em público e, há alguns meses, foi exactamente a complexidade (que lhe colocaram propositadamente para o tornar quase ilegível ao comum dos mortais), o argumento para justificar a não realização do referendo. E como se pode arrogar o direito de dizer o que os portugueses querem ou não querem sem lhes perguntar? Esse discurso já o ouvi muitas vezes no tempo da “outra Senhora” em que sempre nos diziam o que podíamos e devíamos pensar. O terceiro e talvez o mais importante é a legitimidade de que arroga esse Engenheiro de ratificar o tratado na AR, baseando-se na premissa de os deputados serem os representantes dos cidadãos. Efectivamente representam os cidadãos que votaram naquilo que foi dito antes das eleições, quando o PS criticava e dizia as suas alternativas às políticas Barrosoistas e Santanistas. Representam os cidadãos que votaram nas promessas feitas na campanha eleitoral. Quando utilizam esses votos para fazer exactamente o contrário daquilo que prometeram, os deputados perdem toda a legitimidade. Prometeram um referendo e isso força a que toda a legitimidade só possa estar na sua realização. Prometeram baixar os impostos, mas encontraram uma situação económica muito mais grave do quer tinham imaginado. A única solução legítima seria a de dizerem que não tinham condições para governar de acordo com o que tinham prometido e demitirem-se. Como canta o Rui Veloso, “o prometido é devido”.
Nesta época em que reinam, em que a história está a ser escrita por estes servos do poder, são cantados como grandes governantes e grandes heróis deste país. Mas a verdade vem sempre ao de cima e um dia a história os há-de colocar no lugar que merecem, escondidos dentro de um armário antes de serem descobertos e defenestrados. Condes de Andeiro e Miguéis de Vasconcelos já tivemos que baste neste país.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Quarta-feira, Abril 23, 2008

1001 maneiras de ser despedido

As receitas do Sócrtaes

Foram ontem apresentadas as novas propostas do Governo para alterar a lei laboral. A intenção, dizem eles, é flexibilizar mais os horários de trabalho e lutar mais contra o trabalho precário. Desta vez não estão a mentir. Ainda não li todas as mediadas de flexibilização que propõem e só conheço aquelas que foram faladas nas noticias. Nesta flexigurança à portuguesa a flexibilidade parece estar lá toda, não me lembro é de ter ouvido falar nada da parte da segurança. Luta-se contra a precariedade do emprego dizem. Quem tiver trabalhadores a prazo ou pagos a recibo verde vai ter de descontar para a segurança social uma parte do que antes era suportado pelo trabalhador. Parece fixe, não parece? Para a combater ainda mais esse flagelo, até vão dar benefícios fiscais às empresas que só tenham trabalhadores com contrato definitivo. Também parece bom, não parece? Só que nem sempre o que parece é, porque se pensarmos um bocadinho podemos perceber que tornando o despedimento livre, acaba para os patrões a necessidade de fazerem contratos a prazo. Todos passamos a estar contratados a prazo, ao prazo que o patrão quiser e desejar. Não lhe lambeste bem as botas, rua. Queres o quê? Aumentos? Rua. Hoje não podes ficar a trabalhar até mais tarde porque tens que ir buscar os teus filhos à escola? Rua. Não admira que os patrões gostem da ideia e aplaudam as medidas do governo. Passam a ter todos os trabalhadores com a prática dos precários e ainda vão ganhar uns benefícios fiscais.
Agora está na hora de ir ler a proposta desta lei e começar afazer contas à vida. Não ao dinheiro, que esse já é pouco e já sabemos que não chega ao fim do mês, mas ao que vamos ter de fazer no trabalho e quais os direitos que vamos deixar de poder usufruir. Não por serem proibidos mas porque podem irritar o patrão.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Dia Mundial do Livro

Passos de Coelho

No dia mundial do livro tinha de publicar aqui um. Escolhi o “Manuela nos Partido da Maravilhas” onde se conta o sonho de uma menina, a Manuela e a sua passagem por um Partido cheio de surrealismos. Desde um Humpty-dumpty Pacheco Pereira, uma lagarta Marcelo Rebelo de Sousa, uma rainha de Copas chamada de Sr. Silva e claro um coelhinho que quer entrar nesta história da “Manuela no Partido das maravilhas”, há de tudo. Muitos dizem que é um coelhinho de passos muito apressados e que entra cedo demais nesta história. Outros, que só deseja marcar lugar na mesa do lanche garantindo que terá uma cadeira e uma chávena de chá reservadas para o futuro. Que aventuras terá ele neste “sonho” da Manelinha?

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

As tácticas do Marcelo

Imagens do José Lima

Imagem de José Lima

Recebi um Mail do amigo José Lima com esta imagem e simpaticamente disponibilizando-a para publicação aqui no Wehavekaosinthegarden se assim o desejássemos. A qualidade e o humor da imagem fazem com que seja para nós uma honra fazê-lo. Melhor ainda, parece que o amigo José tem muito mais trabalhos feitos e já cá cantam em lista de espera mais duas belas obras. Uma mais valia e contribuição muito bem vinda aqui para o Jardim.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Terça-feira, Abril 22, 2008

A Maça bichada

Maça bichada

«- Mas os sindicatos queixam-se que de a sua equipa quando vai para negociação já vai com posições definitivas e apenas perguntam a opinião deles. Que não há verdadeiras negociações.
- Vamos lá ver. O que é a negociação? A negociação não pode significar, é bom que não signifique, a perda daquilo que são os pontos de partida, os pontos de referência. O Ministério da Educação, pelas razões que já lhe disse, considera muito importante reestruturar a carreira em duas categorias: professor e professor titular.»
Entrevista da Sinistra Ministra no CM

No dia em que tomou posse o Conselho Cientifico de Avaliação, Maria de Lurdes Rodrigues afirmou que o processo está a ser preparado pelas escolas, desde Janeiro.
As coisas não pararam, têm o seu tempo de desenvolvimento nas escolas e as escolas, como eu tenho dito e reafirmei sempre, estão a trabalhar no desenvolvimento do modelo e da sua aplicação”.

Depois de ler estas declarações da Sinistra não posso deixar de me questionar como se pode assinar um acordo com esta gente e ter uma vitória? No início do próximo ano lectivo não vai estar tudo igual ai que estava no início de 2008? Já agora, quando se desbaratou uma união dos professores como nunca tinha sido vista neste país, como se pensa lutar contra as politicas da Sinistra Ministra? A única esperança que nos resta é ser ano de eleições.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Guerras intestinas I - Patinhas vs Patológica

O Duelo de Tan-tans

Na guerra do PSD começaram as batalhas. Talvez dê para fazer aqui uma colecção que retrate esses combates.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

O Susto, o Medo...o Horror

Vem aí um pesadelo?

Segundo a comunicação social, por ser verdade ou por ser bom para as audiências, deu como certo o regresso do espectro Manuela Ferreira Leite. O susto, o medo, o horror. Só de imaginar um Cavaco Presidente e uma Ferreira Leite como Primeiro-ministro é um cenário de fazer qualquer um fugir para muito longe.

Só para relembrar alguns dos "pensamentos do bicho”.

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Segunda-feira, Abril 21, 2008

Morreu Cavaco Silva

A morte do Cavaco

O Cavaco Silva Morreu. Descobri isso quando o ouvi falar e descobri que ele já não existe e o seu corpo está possuído pelo espírito do “Presidente da Republica”. Eu que sou maluco, e como aqui já disse várias vezes sofro de alucinações, desde o primeiro momento que olhei para o Cavaco, imediatamente ali vi a imagem de uma “Múmia”, neste caso a de Boliqueima. O homem morreu e agora quem fala por ele é a imagem de um Presidente da Republica.
– O Presidente da Republica não deve fazer isto, o Presidente da Republica não deve falar sobre aquilo, o Presidente da Republica não deve comentar nada que seja dizer mais nada que não seja, está um lindo dia. O Cavaco já não existe, foi totalmente possuído por este espírito presidencial.
Só falo disto porque há uma questão que me parece essencial para o futuro deste país. Que sentirá a Maria quando, na cama, olha para o lado e já não vê lá o seu Aníbal, mas o Presidente da Republica? Será que faz parte das funções de um Presidente da Republica cumprir as obrigações matrimoniais do Sr. Silva? Será que findo os seus mandatos, o Sr. Silva não vai acusar a Maria de ter andado a dormir com outro, com um tal de Presidente da Republica? Não haverá aqui um caso de bigamia?

Ps: Este post é a prova que ando mesmo sem imaginação e sem saber o que fazer. Ando farto desta politica e desta gente. Ando farto de ver esta gente fazer o que quer e sair sempre a ganhar, enquanto a grande maioria da gente deste país, perde todos os dias um pouco da sua digidade e da esperança.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

As lições do Professor Martelo

O Professor laranja

Há muito tempo que não tenho tido paciência para ouvir o Professor Martelo, mas esta semana, com a palhaçada que vai pelo PSD, resolvi assistir à lição do professor. Se eu fosse desse partido pintava a cara de todas as cores menos de laranja, tal a imagem que o Marcelo fez dele. Grupos, grupinhos, amigos e facadas nas costas, com lebres, víboras, lambe botas, canídeos de língua de fora e galináceos sem cabeça, tudo vidrado no poder pelo poder, sem ideias, sem nada. Triste pensar que num partido se luta pela poder sem saber pensar em mais nada que não seja o próprio poder, numa luta do vale tudo. O professor bem explicou as facções, este que apoia aqui, mas pode fugir par ali, se for aquele mando-lhe com aquele outro, mas se for o outro fujo para debaixo das saias ainda daquele outro. Há estes que apoiaram os outros mas agora devem apoiar aqueles se os que apoiaram os outros passarem a apoiar aquele outro. Ele, auto proclamando-se a inteligência e o sumo salvador do partido, fica a assistir de cátedra, como solução última se não surgissem alternativas credíveis, o que segundo ele não é o caso. Só mesmo quem aceita que a politica seja esta vergonha, estas guerras intestinas, pode considerar que tudo está bem e que há ali alguma moral ou responsabilidade na busca de uma alternativa, não para líder do PSD, mas para Primeiro-ministro deste país. Os deuses que nos livre dessa desgraça. Nem o próprio professor falou alguma vez do país nesta sua lição, nem por uma única vez referiu a algo que não fosse o poder pessoal de cada um. O mais importante de tudo parece ser quem faz a lista dos deputados do partido, saber quem distribui os tachos e os compadrios. Com tudo isto quem já ganhou as eleições do PSD é o Sócrates.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Camarada

O Camarada

As saudades que o Engenheiro tinha de lhe chamarem Camarada. Realmente, mentira por mentira tanto faz.

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Domingo, Abril 20, 2008

O Canto da Camarada Sereia Rosa

Á Sereia rosa

Ontem andei aqui às voltas a pensar escrever um post sobre a festa de aniversário do PS e do discurso do Engenheiro. Todas as minhas ideias para a imagem me saíram mal, (já me começa a faltar a imaginação para retratar esta gente sempre igual) e também acabava sempre a dizer o que já disse e redisse vezes demais.

A ideia que retive desse discurso foi a de um sorridente Sócrates a dizer que já tinha saudades de ser chamado de “camarada”. Duvido que tenha saudades de tal coisa e, quem só é amigo e solidário consigo próprio, não merece ser tratado dessa forma. O que procurou fazer foi um discurso a olhar para o seu lado esquerdo, para aqueles que o acusam de insensibilidade social e de defender os valores do liberalismo capitalista e que se está bem borrifando para todos nós. O Engenheiro sabe bem que nas próxim, as eleições o maior perigo à sua maioria absoluta não vem da sua direita, com um PSD esfrangalhado e sem conserto e um CDS mais interessado em apanhar umas laranjinhas do quintal do vizinho que em apanhar as rosas socialistas. É à sua esquerda que está o problema, com muita gente farta desta politica de tudo dar a uns e nada a outros. Fartos deste discurso das novas politicas sociais que nada mais são que a institucionalização da pobreza, a aceitação da inevitabilidade de muitos terem de viver ao nível da miséria. Fartos dos discursos prepotentes e de um autoritarismo que não víamos desde os tempos do “Botas” e do Cavaco. Fartos da mentira, do engano e da injustiça social, da perda de direitos e de poder de compra. Fartos dele. As últimas sondagens parecem mostrar isso mesmo e são o BE e o PCP os partidos que parecem ganhar mais força e sobem nas intenções de voto. Espero que, uma vez mais, este nosso povo não se deixe enfeitiçar por este canto da sereia, por mais estas mentiras e aldrabices. Espero que tenham a memória do que tem sido a sua governação e que lhe atirem à cara com um enorme “Não”, nas próximas eleições. Eu, pelo meu lado não me vou cansar de lembrar a todos, seja aqui no blog, no trabalho, nos transportes, nos cafés, nas ruas em todo o lado, daquilo que foi a sua governação. Há que manter viva a memória e não deixar que medidas eleitoralistas façam esquecer o inferno dos últimos anos. É que ter camaradas como o engenheiro, não obrigado.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

E voilá

A Festança

Não sei que não vi, mas esta imagem mostra o que eu imagino qual poderia ter sido o ambiente nos bastidores da assinatura do acordo entre a Sinistra Ministra e a Plataforma Sindical. Um “e voilá” da Sócretina perante a sinistra satisfação da Ministra.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Um post que não o é

 School break

Fiz esta imagem já há uns tempos com a intenção de responder a um comentário e para aqui tentar montar a escola que vejo a ser construída, peça a peça e que resultará na criação, não de verdadeiros cidadãos, mas sim de servos de um sistema capitalista. Embora já tenha começado a escrever esse post, isso obriga a ir buscar muitas peças soltas e mostrar qual o aspecto final depois de tudo montado. Confesso que não tenho tido vontade para me lançar a tal trabalho, ando cansado e sem paciência para isso. Fica a imagem, o texto ficará para uma altura em que me sinta com coragem para o fazer.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Sábado, Abril 19, 2008

Vozes de burro não chegam ao céu

O Sinistro Acordo

ESCLARECIMENTO A PROPÓSITO DE TÍTULO DESCONTEXTUALIZADO PUBLICADO NO "JN" EM 16/4/2008

Mário Nogueira,Secretário-geral da FENPROF

Sem referir o contexto em que me exprimi, o Jornal de Notícias referiu, em título de primeira página, no dia 16 de Abril, uma reacção em que afirmei "vozes de burro não chegam ao Céu".
A descontextualização da afirmação deixou a ideia de me estar a referir a quantos tinham manifestado desacordo com o conteúdo do designado "Memorando de Entendimento", o que é falso.
Na verdade, esta afirmação dirigia-se aos que, reprovavelmente, colocaram em causa a honestidade e integridade dos dirigentes sindicais, quer levantando suspeitas, quer, mesmo, afirmando que existiriam "moedas de troca" aceites, em alguns casos sendo usados documentos que foram rejeitados pelos Sindicatos.
Foi confrontado com estas acusações que reagi daquela forma e não devido a críticas ou posições de colegas que, legitimamente, discordam das organizações sindicais. Essas posições merecem-me o maior respeito, sendo atentamente consideradas na minha reflexão.
Apesar de não ser responsável pela forma como o referido órgão de comunicação social descontextualizou a minha afirmação, apresento o meu pedido de desculpas aos colegas que, por equívoco, se sentiram magoados. Já em relação aos que têm desenvolvido campanhas que visam denegrir a imagem e seriedade dos dirigentes sindicais, mantenho o que disse.

ESCLARECIMENTO A PROPÓSITO DO ESCLARECIMENTO DE TÍTULO DESCONTEXTUALIZADO PUBLICADO ACIMA.

Kaos, Dono e Senhor do WEHAVEKAOSINTHRGARDEN

Venho aqui mostrar a minha satisfação por saber que a afirmação “vozes de burro não chegam ao céu” não me era dirigida, já que aqui nunca coloquei em causa a honestidade ou a integridade de qualquer dirigente sindical. Venho também discordar dessa forma de manifestação do Secretário-geral da FENPROF, por mais triste que tenha ficado com algumas acusações, porventura injustas, de que tenha sido vitima. Discordo porque deveria entender a posição de quem as proferiu, gente que não entende como uma luta a que dedicaram tanto empenho e em que tanto acreditaram, uma luta que estavam tão perto de ganhar tenha dado um resultado tão pífio. É natural que alguns possam sentir que, baixar as armas e não ir até à rendição incondicional deste governo e desta ministra, foi como um acto de traição à classe. Numa sociedade tão sobrecarregada de corrupção e em que ninguém já sabe em quem pode confiar é natural que alguns se questionem, porquê? Como tantas vezes aqui tenho referido em relação à nossa classe politica, “à mulher de César não basta ser séria, também tem de parece-lo”.
Já agora aproveito para referir que este acordo, que o Mário Nogueira considera como uma vitória para os professores e que mostra que lutar vale sempre a pena, pode ter efeitos muito nefastos para todo o sistema sindical. Com os trabalhadores já cansados de ver as suas lutas não terem as compensações esperadas, verem uma classe profissional finalmente unida e a conseguir resultados, a terem finalmente uma vitória e esta ser transformada num mero acordo que não contempla nenhuma das suas mais importantes reivindicações, é desmobilizador. Poderão perguntar-se se valerá a pena. Eu continuo a acreditar que sim, que vale sempre a pena, afinal o mal não está nunca na luta, mas sim muitas vezes na estratégia e nas espectativas de quem a dirige.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A equipa da Casa

Candidatos

Depois de olhar para as alternativas ao Luís Filipe Menezes na liderança do PSD resolvi mostrar também um olhar para as possíveis candidaturas de quem joga em casa; o quase certo candidato que diz que não vai ser candidato, a que seria uma passadeira vermelha para a maioria absoluta do Sócrates, Santana Lopes, e a mais patética de todas, a de Ribau (Birimbau) Esteves.
Olhando para esta gente toda, estes ou os outros, não encontro nada que me possa dar esperanças de algo mudar para melhor neste país. Não que tivesse alguma de daquele lado alguma vez vir alguma coisa de bom (se nunca veio porque haveria de vir agora?), mas porque esta crise do PSD é a própria crise do liberalismo, sem respostas para os problemas que o próprio liberalismo criou. Nem a economia funciona e mostra resultados nem o seu “querido mercado” se equilibra ou regula. É a recusa da evidência da falha deste modelo e da sua incapacidade para criar alternativas. O pior é que a recusa em admitir dessa realidade faz com que continuem a entreter-nos com palhaçadas, enquanto aguardam que um qualquer D. Sebastião que surja do nada e os salve com um milagre divino. Muito pouco como projecto politico.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

A era dos charlatães

Candidatos

Olhando para as alternativas ao Luís Filipe Menezes não posso deixar de acreditar que o seu sucessor será o próprio, o não concorrente, Luís Filipe Menezes. Está mais que visto que ele já sabe que vai ser candidato, que já montou a “espontânea vaga de fundo” que lhe vai pedir para ser candidato. Tudo isto é esperado, não é novo e é mais do mesmo.
O mais patético de tudo isto é que as mentiras e os enganos são anunciados como naturais. O “não estou na corrida” é lido por todos como sou candidato. Esta gente mente, todos o aceitam como algo de natural. Esta tem sido uma das características da política actual, vive da mentira institucionalizada e da sua aceitação como facto natural. Só que não devia ser, devia ser rejeitada e penalizada por todos. Devíamos mandar estes aldrabões, porque é isso que eles são, trampolineiros, troca-tintas, mentirosos para fora da política. Mas, se o próprio Primeiro-ministro dá o exemplo, como não haverão os outros de se sentirem tentados s seguir o mesmo caminho. Vivemos na era dos charlatães.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Sexta-feira, Abril 18, 2008

Hoje estou triste

Veneno

Ontem, ao ver as noticias, reparei que na capa do Correio da Manhã vinha uma fotografia da Sinistra Ministra a apertar a mão ao Mário Nogueira a selarem o acordo que acabavam de assinar. Ouvi depois que dali, o Mário Nogueira seguiu para uma reunião com o Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, para falar da violência nas escolas. Não sei porquê, na minha cabeça, tudo aquilo fez sentido.
Mas adiante, hoje estou triste, triste por ler no blog "De luto e em luta" da amiga Moriae que ao fim de 12 anos vai sair do único sindicato a que pertenceu. Triste porque considero os sindicatos como uma arma importantíssima para todos nós, trabalhadores. Importante porque é um local de união, um local onde podemos juntar a nossa luta em busca de direitos e melhores condições de vida e de trabalho à de muitos outros. Triste porque por cada um que abandone um sindicato todos ficamos mais fracos. Nem sempre temos de estar de acordo com aquilo que um ou outro líder sindical defende e todos temos o direito de os confrontar, criticar e até substituir se isso se mostrar necessário, mas é importante não abandonar o barco. Não questiono nem critico a opinião desta amiga, ela lá terá as suas razões, mas temo que outros possam seguir o mesmo caminho. Estou por isso triste, mas também por me ter custado ver a forma demasiadamente zangada e no mínimo “agreste” de como os sindicatos reagiram às vozes discordantes da sua “estratégia” na assinatura deste acordo. Todos temos de assumir que não somos deuses, iluminados ou senhores de toda a verdade, todos podemos estar errados nas nossas opções e nas nossas escolhas. Todos temos de saber ouvir, mas também temos o direito a ser ouvidos. Por tudo isto, e se calhar por muito mais, hoje estou triste.

PS: Sei que provavelmente surgirão comentários a dizer mal dos sindicatos, que são isto ou aquilo, mas o objectivo deste post não é dividir mas sim unir, é o de dizer que os sindicatos podem ser aquilo que desejarmos que sejam se tivermos a vontade suficiente para fazer deles aquilo em que acreditamos. Se algo está mal, vamos lá mudá-lo. Desistir isso é que nunca.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Poor lonesome cowboy

Lonesome Cowboy

Desde o primeiro momento que sempre associei o Menezes à imagem de um Cowboy. Se foi assim que primeiro o retratei, e por uma questão de coerência, pareceu-me boa ideia também fosse que mostrasse a sua partida”. Agora só falta saber se este “The End” é mesmo final ou se só acabou o primeiro volume da de uma longa colecção.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Barrigas de fome

Barriga de Pobre

Para uns a crise está aí, Portugal é uma economia aberta e não pode escapar ao destino a que a crise internacional o condena. Os representantes do grande capital, falam do apocalipse que aí vem, com o fim do empregos e até já propõem comer todos os fundos da EU, já de uma só vez. Apontam o dedo da culpa à política económica que defendem e de onde sempre foram os grandes”mamões”. A solução que vêm é, não arredar caminho, não a busca de soluções diferentes e de novos modelos, mas o avançar ainda mais pelo mesmo caminho. Lembro-me de ter lido há vários anos que, a gloriosa América, já não sei se eram 80 ou 90 por cento dos americanos, mas eram muitos os que já não tinham qualquer possibilidade de pagar os seus créditos no tempo de vida útil que lhes restava. Se isto já me parece ser economicamente impensável, a solução que foi encontrada é surrealista. Concedem-se mais créditos a essa gente para que possam ir pagando o que já não tinham dinheiro para pagar. É a fuga para a frente, o atirar o problema para depois.
Já as vozes oficiais, no governo e no Banco de Portugal preferem tapar os olhos, fingindo não ver e fazer o discurso do “está tudo bem”, “não se preocupem”. Estes podem falar assim porque se a coisa começar a ficar demasiado negra podem sempre ir-se embora e embarcar para um tacho europeu ou para um qualquer conselho de administração numa daquelas empresas a quem a crise só traz lucros.
Para a grande maioria esta história da crise não é novidade e já a sentem há muito tempo. O aumento do desemprego, da perda de direitos, do poder de compra, da miséria e da fome são uma realidade que conhecem bem no seu dia a dia.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Quinta-feira, Abril 17, 2008

O Ministro sem cadeira

Ministro sem cadeira

A história é simples. Cinco trabalhadores despedidos do Ministério da Economia contestaram esses despedimentos em tribunal e ganharam as causa. O Ministério ficou obrigado a reintegrá-los e a pagar-lhes os ordenados atrasados. Pelos vistos o Ministério fez orelhas moucas e o tribunal mandou penhorar as cadeiras de serviços do Ministério da Economia e até do próprio gabinete Ministrial. As imagens de ver homens a carregarem camionetas com centenas de cadeiras devia ficar para a história do absurdo em que está transformado este país. Isto não acontece em mais lado nenhum do mundo, pois não? Como é possível ao Estado não cumprir uma ordem de um tribunal?
Gostava imenso de ver a cara do Ministro quando entrar no seu gabinete e não tiver cadeira para se sentar. Este não vai ser um Ministro sem pasta, nem Primeiro-ministro, mas será certamente o primeiro Ministro sem cadeira.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Sempre foi assim

O Macaco gosta de banana

Ontem falei de formigas, hoje vou falar de macacos. Li algures uma experiência feita com estes primatas que nos pode ajudar a pensar.

Numa sala onde existia um escadote e pendurado sobre ele um cacho de bananas, foram colocados cinco macacos. Sempre que um desses macacos tentava apanhar uma banana eram ligados jactos de água que fustigavam toda a macacada. Com o tempo, alguns começaram a perceber que não podiam apanhar bananas e começaram a bater naqueles que o tentavam fazer. Nessa altura um dos macacos foi substituído por um novinho em folha. Mal entrou na sala foi logo direitinho tentar apanhar uma banana e logo ali levou uma tareia dos outros quatro macacos. Tantas levou que também ele deixou de subir o escadote. Mais algum tempo e foi substituído um segundo macaco que também aprendeu, a apanhar tareias, que não podia mexer nas bananas, depois um terceiro e um quarto. Chegou o dia em que também o último dos macacos, que originalmente tinha sido colocado na sala, foi substituído por um novo. Também este sofreu na pele o seu desejo de apanhar uma banana apanhando tareias dos outros quatro. O interessante é que esses cinco macacos nunca chegaram a ser mangueirados nem sabiam porque razão não podiam colher bananas. Só sabiam que sempre tinha sido assim.

Quando olho para este mundo e para este país não sou capaz de deixar de me perguntar porque razão continuamos a aceitar que alguns nos digam o que devemos fazer e mesmo assim se mantenha a pobreza e miséria. Porque continuamos a ser enganados todos os dias e nada fazemos para mudar a situação? Será que a resposta “porque sempre foi assim” nos satisfaz?

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Quarta-feira, Abril 16, 2008

O Risco

O Risco branco

Quem o desejar pode fazer uma experiência muito interessante. Pegue num pedaço de giz branco e trace um círculo em volta de uma formiga. Fisicamente nada há que a impeça a de passar por cima dele e prosseguir na sua vida, mas surpreendentemente a formiga não o conseguirá transpor. Vai voltar para trás e procurar uma outra saída parando sempre que encontra aquele risco desenhado no chão.

Eu, senti-me como esta formiga quando a CGTP reuniu no Parque das Nações 200 mil manifestantes num dia em que ali ao pé, no Pavilhão Atlântico, os líderes europeus se reuniam para combinar a aprovação do Tratado de Lisboa. Só havia umas pequenas barreiras metálicas, meia dúzia de policias, (acredito que escondidos estivessem muitos mais), e uns duzentos ou trezentos metros a separar-nos e fomos incapazes de os transpor para lhes ir pedir explicações sobre o tratado, o desemprego, o trabalho precário, a fome e a miséria que grassam por este país. Ainda propus a um dirigente sindical que o fizéssemos, que atravessássemos aquela linha, que pisássemos aquele risco e a resposta que recebi foi que aquele não era o dia para o fazer. Fiquei abismado, como era possível que me dissessem que não era aquele o dia se era nesse dia que os líderes europeus estavam ali à mão de semear e era aquele o dia em que estávamos ali 200 mil pessoas.
Voltei a sentir algo parecido quando vi que, após reunirem uma manifestação em Lisboa de 100 mil professores, a continuação da luta passaria por umas reuniões nas escolas e uma manifestação mensal feita alternadamente em cada distrito. Não havia vontade de fazer cair a Sinistra Ministra? Ela estava prestes a ter de se demitir, ou ser demitida, e davam-lhe todo este tempo e este espaço para respirar, recuperar as forças e segurar-se no lugar? Não seria tempo de acirrar a luta, de aumentar a contestação tornando-a insuportável para a Sinistra?
Os 200 mil voltaram para casa e um dia destes, nas nossas costas, o Engenheiro vai fazer ratificar o Tratado de Lisboa. Agora os 100 mil professores vêem a sua luta acabar na aclamação da Ministra por, no fim ir acabar por conseguir fazer aplicar todas as medidas a que se propôs.
Porque raio é tão difícil atravessar esta linha que nos desenham à frente? Que falta para que tenhamos a coragem de pisar o risco? O que é necessário para o atravessemos, se é para o outro lado que queremos ir, se é do outro lado que está aquilo que desejamos? O que é preciso para que deixemos de nos comportar como formigas?

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

O dia perfeito

O dia perfeito

O Sr. Silva, que continua a sua visita à Madeira, afirmou ser uma espécie de "Deus" que trás a bonança ao Arquipélago. Que bom para ele que considerou ser este um "dia perfeito". Pena é que tantos portugueses não possam dizer o mesmo.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

O Politico Sinaleiro

O Policia Sinaleiro

«A Plataforma Sindical dos Professores promove nesta quarta-feira, dia 16 de Abril, em Lisboa, no Hotel Marquês de Sá (Av. Miguel Bombarda, 130) pelas 11.00 horas, uma conferência de imprensa em que será feito o balanço do Dia D. No encontro com os profissionais da comunicação social será ainda abordada a "declaração sindical para integrar na declaração conjunta" e uma "reacção a acusações lançadas, desonestamente, sobre dirigentes sindicais".
……................................................................
Depois de aprovado, o entendimento será ratificado na próxima quinta-feira, o que, segundo Mário Nogueira, afasta "o recurso à greve e a outras acções de protesto que colidam com o normal desenvolvimento das actividades lectivas até ao final do terceiro período de aulas". Ainda assim, a plataforma sindical promete continuar a contestação às políticas educativas do Governo, nomeadamente durante o próximo 1º de Maio. Por decidir está ainda se vão avançar os protestos previstos para vários pontos do país a cada segunda-feira do terceiro período lectivo.
Lusa, 15/04/2008

Afinal ainda vou ter de falar dos professores uma vez mais, mas porque simplesmente considero desonesto que considerem que a opinião de quem não gostou de ver a sua luta ser travada por este acordo com a Senhora que lhes chamou de “professorzecos” (há memórias muito curtas), como
"reacção a acusações lançadas, desonestamente, sobre dirigentes sindicais".
Quero deixar claro que aqui deixei a minha opinião e pedi aos professores que tentassem impedir que o acordo fosse assinado por me parecer ser um erro e um recuo. Em nenhum momento coloquei em causa a posição dos sindicatos nem os acusei de desonestidade, de terem traído a classe ou de se terem vendido à Sinistra Ministra. Não sei se alguém o fez, mas compreendo que muitos se possam ter sentido espoliados na sua luta e com muito mais motivos para se sentirem revoltados com a situação que os sindicatos com as reacções que sofreram. Que escolham o caminho que pensam ser o melhor para atingir os seus objectivos, são opções legitimadas pelos cargos que ocupam, que se armem em Virgens ofendidas, por haver quem conteste e não concorde com esse caminho, já me parece que não.

Quanto ao futuro, infelizmente não acredito que alguma vez mais consigam juntar 100 mil professores num protesto. Infelizmente perderam a oportunidade de travar as Politicas Educativas deste e dos próximos governos que para aí vêm.
Quando olho para trás e me lembro do inicio desta fase final da luta dos professores, vem-me á memória a concentração, convocada por SMS e por E-mail, realizada no Porto e onde alguns professores foram identificados por se tratar de uma manifestação ilegal. Depois foi ver os sindicatos assumirem a cabeça dessa luta, conseguirem unir os professores para agora desbaratarem tudo o que tinha sido ganho. (Onde é que eu já vi isto acontecer mais vezes? Lembro-me de outros tempos mais revolucionários em que muitas vezes alguns assumiam a liderança das “massas”, não para as catapultar para a frente, mas para as controlar e refrear). A minha amiga Kaotica bem diz que muito daquilo que se faz é mais para tirar a pressão à panela que para atingir resultados e vitórias. Somos todos muito educadinhos e cumpridores das leis feitas exactamente para nos manter abaixo do nível de indignação e revolta. Assim se perdeu mais uma boa oportunidade.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Madre Maria de Lurdes Rodrigues

Madre da educação

Só me falta ouvir muita gente que diabolizou esta sinistra personagem a trocar sorrisos e a fazer-lhe elogios. Eu por mim continuarei, como pai e cidadão, a criticar esta "santinha" pela destruição da escola pública. Aos professores, classe que admiro e a quem agradeço o trabalho que têm na formação dos meus e no de todos os outros filhos deste e de outros países, desejo as maiores felicidades e que consigam atingir os objectivos e aspirações que têm. Desculpem se me demito dessa luta, mas como diz o José Mário Branco no seu “FMI”, estou farto de, como “o Rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali a 10 metros do mar em maré cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou!”, ver as lutas em que me empenho morrerem, com a vitória ali tão perto, em reuniões e acordos de Ministério sem nunca poder dizer: porra, valeu a pena, ganhámos.

Amanhã é outro dia e certamente não resistirei em voltar a meter-me noutras lutas, muitas que nem me dizem respeito directamente. Devia curar-me deste defeito de me colocar sempre do lado errado da barricada, do lado de onde saio sempre com um sabor amargo na boca. Já não sou um jovem e devia, talvez, olhar mais para o meu umbigo, voltar a ir ao cinema e ao teatro, ler tantos livros que se amontoam nas estantes, dar mais atenção á minha família. Maldito feitio este, que não me deixa descansar.

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Terça-feira, Abril 15, 2008

Gentinha triste

Triste figura

Ainda um pouco a ver com o post anterior sobre o Sr. Silva e o Bicho da Madeira, lembrei-me de outra triste figura da política nacional, o Luís Filipe Menezes. Lembrei-me porque recentemente este personagem também esteve na Madeira e, não sei de contagiado pelo Bicho, resolveu dizer que tinha tirado um curso todo direitinho numa universidade publica e nunca tinha assinado receitas passadas por outros, numa claríssima alusão à fajuta licenciatura do Engenheiro e à assinatura dos projectos daquelas aberrações nas serranias. Nada tenho que questione o dito Engenheiro sobre o seu passado e sobre a correcção do seu comportamento ético e moral. Até gostava de o ver fazer isso, mas não escondido na Madeira e em sub-reptícios comentários, mas frontalmente confrontando o Sócrates com provas e com o seu passado. Assim nada mais é que cobardia e mesquinhez. Assim continua a ser o mesmo Menezes, gente sem capacidade para estar à frente de um partido, quanto mais de um país.

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O desbocado e o falinhas mansas

Tão iguais tão diferentes

Esta visita do Sr. Silva à terra do Bicho da Madeira está a ser interessante porque mostra bem quem e como é esta gente. O Sr. Silva mostra uma vez mais que, contrariamente à imagem que sempre nos tentam vender dele, não é muito corajoso na forma como afronta os problemas. Normalmente está sempre fora do país quando algum facto relevante vai acontecer ou acontece, nunca está no local certo nem cabe a um Presidente comentar qualquer assunto mais conflituoso. Tem aquele defeito de quem morde pela calada, sempre com medo de degradar a imagem que criou e que nos impingem diariamente. Nunca gostei dele e continuo a não gostar. Já o outro, o “Bicho da Madeira” diz o que quer, quando quer e como quer sem que ninguém tenha a coragem de o afrontar. Tantos Presidentes, todos com razões de sobra para lhe darem um aperto e nada, bico calado que não me quero meter com gentinha como aquela, devem ter pensado. Como até os comentadores reconhecem, é importante saber a que hora do dia fez determinada declaração; se logo de manhã, após o almoço ou só depois de uma jantarada. Senhor de uma concepção de democracia muito particular faz, na Madeira, tudo aquilo que quer a coberto de um cobarde e mesquinho silêncio do seu partido a nível nacional. É o que dá ganhar eleições, mesmo que para isso as próprias bases da democracia sejam atiradas às urtigas. Não há um único líder do PSD que tenha tido a coragem de lhe dar um puxão de orelhas ou tenha a dignidade de assumir que a democracia e a liberdade são, no mínimo, “sui generis” naquele arquipélago.

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O Carteiro Sócrates

O Carteiro de Guantanamo

«Um advogado de um preso em Guantanamo escreveu ao primeiro-ministro português pedindo-lhe que confirmasse que o seu cliente foi transportado num voo que fez escala na Base das Lajes a caminho da prisão norte-americana para evitar a sua condenação à morte.
"Eu não posso comentar uma carta que não conheço e que não me chegou às mãos. Quando chegar responderei naturalmente", "O que tenho a dizer sobre essa matéria é o que disse ao longo dos últimos meses: O Governo português nunca foi contactado pelo governo dos Estados Unidos para autorizar nenhuma passagem de aviões", respondeu José Sócrates»

Esta é uma noticia de dia 12 e, embora não saiba se a carta foi envida em correio expresso, azul ou normal, penso que os nossos serviços postais já teriam mais que tempo para “entregar a carta a Garcia”, ou neste caso ao Sócrates. Se o que está em causa é a vida de um ser humano deveria o Engenheiro dar um pouco mais de atenção e mostrar-se mais preocupado com a tal carta. Se fosse eu, certamente que teria, mal chegasse a casa perguntado por ela e pedido que me fosse entregue mal fosse recebida. Infelizmente, nesta sociedade em que tanto barulho e tanta diplomacia se faz e move para salvar uma vida, quando isso é politicamente conveniente, tenhamos de ouvir este infernal silencio e sentir esta total indiferença para com a vida de um ser humano. Nem podemos usar como argumento de ser um terrorista por não haver disso qualquer prova. Foi torturado, condenado sem direito a defesa e vai ser morto.

José Sócrates, incomodado e sem vontade de ter voltar a colocar nas bocas do mundo os voos ilegais da CIA nos aeroportos portugueses, dá a desculpa nunca ninguém lhe ter pedido ou informado de nada, e nada diz sobre a resposta, que nem sabemos se deu, à carta que lhe pede ajuda para salvar uma vida. A comunicação social, bem comportada deixa morrer o assunto (e um homem) como se a carta nunca tivesse sido entregue. Puta que os pariu a todos.

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Segunda-feira, Abril 14, 2008

Um caminho cheio de dúvidas

Duvidas

Recebi este mail com a respectiva autorização para divulgar este “desabafo”. Por razões óbvias omito a identidade de quem o enviou:

Caro Kaos:
Frequento o seu blogue com assiduidade porque me agrada a sua forma de ver e escrever as coisas. Sou professora. Sou dirigente sindical de um sindicato da FENPROF. Nutro simpatia e admiração pelo Mário Nogueira pelo empenho e capacidade de trabalho que lhe vejo; gosto de pensar que é um homem com discernimento e que usa de boa-fé. Posto isto, quero no entanto partilhar consigo o seguinte (não consegui criar uma identidade diferente que me permitisse postar um comentário): Estou confusa e perplexa com a tal "Vitória" que a Plataforma anunciou. Li o memorando, preparei-me para o impacto, pois no dia 15 lá estarei a dirigir uma das reuniões do dia D, mas não sinto segurança... Gostaria ainda de referir que estranho que alguns posts refiram com tanta veemência a resolução do problema dos contratados; lembro que foi o próprio Mário Nogueira quem sempre disse que a chantagem do Pedreira não tinha qualquer efeito prático, uma vez que a contratação de professores não dependia da sua avaliação. Não me parece difícil perceber que o modelo poderia ser suspenso, sem que isso significasse sacrificar os contratados: seriam avaliados como sempre foram, ou até como vão ser agora. Estarei a ver mal? Abraço

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Raças Perigosas XII

Raças perigosas

«O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, a decisão de não realizar uma sessão solene na Assembleia Legislativa durante a visita do Presidente da República, que começa segunda-feira, noticia a Lusa.
Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa”, disse, referindo-se a deputados da oposição como “o fascista do PND, o padre Egdar (do PCP)” e “aqueles tipos do PS”. “Acho que isso era dar uma imagem péssima da Madeira e ia ter repercussões negativas no turismo e na própria qualidade do ambiente”. “Eu cá não apresento aquela gente a ninguém”.»

Na sequência de mais uma noticia de um ataque feito a uma criança por um Pit Bull, da visita do Cavaco à Madeira, (será que o Bicho da Madeira o vai tratar outra vez por Sr. Silva?), e das lindas declarações do dito Bicho da Madeira supra citadas, lembrei-me de acrescentar mais uns “Bichos” à minha colecção de Raças Perigosas. Desta feita um Super Bicho da Madeira que ladra que se farta e que, tanto lambe as mãos de quem o alimenta, como de seguida lhe ferra o dente. O outro, um vampiro da política, talvez o maior culpado do estado deplorável do regime em que vivemos e a quem alguns órgãos de informação e comentadores adoram tratar como se de um super herói se tratasse, embora todos saibamos que tudo não passa de uma máscara. Heróis somos todos nós que os aturamos e ainda nos conseguimos rir de tanta tristeza.

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O Milagre da Multiplicação

O milagre da multiplicação

Um dos blogs que gosto de visitar é o Cantugueirodo amigo Samuel. Gosto do que diz e sobretudo como diz. Saio dos seus textos sempre bem disposto. Por isso hoje copio na íntegra o seu texto a comentar esta noticia.

«Isaltino Morais obteve entre 1993 e 2002, período em que foi presidente da Câmara de Oeiras e ministro das Cidades no Governo de Durão Barroso, um rendimento líquido total de quase 352 mil euros, mas, no mesmo período temporal, depositou "em numerário" um total de 1,38 milhões de euros, nos bancos UBS, na Suíça, e KBC Bank Brussel, na Bélgica, e em contas tituladas por Paula Nunes, por intermédio desta funcionária da Câmara de Oeiras, no banco Internacional de Crédito (BIC). Em dez anos, o autarca de Oeiras, que é arguido num processo relacionado com esta situação, fez depósitos bancários num montante cerca de quatro vezes superior ao seu rendimento líquido total.»
in “Correio da manhã

A notícia esclarece ainda que ficou provado que Isaltino “não teve” durante esse período, pelo menos que declarasse, quaisquer outras fontes de rendimento…
Confesso que com aquela bem mais antiga estória da multiplicação dos pães e dos peixes, já tinha tido grandes problemas, vá lá… dificuldades… pronto, não percebi patavina. Agora com esta da multiplicação do dinheiro do bem disposto presidente de Oeiras, fico completamente “à nora”!
Não há por aí uma alma caridosa que me dê uma luz de como é que isto se faz? É que vinha tão a calhar!...
Ah… mas tem de ser de uma forma honesta! Primeiro, porque sim, depois porque eu não fiz este blog para insultar os amigos e passar-lhes atestados de trafulhas!


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Domingo, Abril 13, 2008

Um simples esclarecimento

A aranha

Nos comentários do post anterior a amiga M.I. fez algumas critica à minha posição em relação ao acordo dos sindicatos com a sinistra ministra. Não pretendo entrar em polémica mas simplesmente esclarecer a minha posição para que não fiquem quaisquer dúvidas no ar.
Quero começar por esclarecer que, como não sou professor tudo o que posso fazer é tomar posições de acordo com o meu estatuto de cidadão, de pai e de sócio de uma Associação de pais. Não tenho qualquer intenção de dividir o que deve estar unido nem desejo criticar ou fazer guerra aos sindicatos. O que pretendo é somente defender a escola publica e o futuro dos meus filhos e deste país dos ataques de uma ministra, de um governo, de uma Comissão Europeia que fazem a politica do grande capital e que pretendem criar uma nova ordem mundial de servos e senhores.
Respeito os professores como classe pelo grande trabalho que desempenham e por serem uma das pedras basilares deste país. Sou solidário com a sua luta porque é também a luta de todos os que acreditam, num melhor ensino e num futuro melhor. Não sou um iluminado nem um cego, há dias em que acerto e dias em que erro como todos nós. Tenho as minhas ideias e convicções, ouço o que os outros dizem, olho para o que se passa e tomo as minhas posições. Não represento ninguém senão eu próprio e nunca aceitei ser porta-voz daquilo em que não acredito. Já me prejudiquei na minha vida pessoal e profissional por ser assim, mas também não quero ser de outra maneira. Tenho os meus princípios e deles nunca abdiquei nem desejo vir a abdicar. Como disse posso-me enganar, posso tomar posições menos certas, mas são as minhas e até me provarem o contrário defendo-as com a convicção que são as correctas. Quanto ao ser Anarca, talvez o seja um pouco cada vez mais, fruto desta sociedade do vale tudo e de cada vez menos saber em quem e em que confiar.
Fala a Maria dos professores contratados como se este acordo e esta avaliação lhes garanta um futuro diferente daquele que teriam com a avaliação anterior. Poderá ser simplificado, mas continua a haver uma avaliação como havia anteriormente. O Ministério, pela voz do Jorge Pedreira chantageou os professores atirando a responsabilidade do que viria a acontecer aos professores contratados para as costas dos professores. Essa sim é a atitude desonesta e errada, essa sim é a atitude que devemos reprovar e criticar. Ceder a essa chantagem e aceitar a culpa é errado e só beneficia o infractor ou seja o ministério.
Não pretendo dividir ninguém. Gostava mesmo é que houvesse uma verdadeira união, uma força de mudança que lutasse até ao fim pelas suas convicções e que não deixasse quaisquer dúvidas dos seus objectivos. Não sou professor, mas quantos não se questionaram do valor da sua luta quando ouviram a noticia? Não deveria o sindicato, antes de cantar vitória, perguntar aos professores, em nome dessa unidade e dessa luta, se gostavam e aceitavam este acordo. Ainda não foi assinado, há o dia D para discutirem o assunto e seria bom que os sindicatos não fossem só explicar o que acordaram, mas sim ouvir a opinião dos professores e assumirem-na, seja ele de aceitação ou recusa, perante a sinistra ministra.
Acabo por te dizer que estou triste, não por termos opiniões diferentes em relação a este assunto, isso é normal e natural já que somos pessoas diferentes, mas por essa diferença de opinião fazer com que percas a consideração por este blog, ou seja por mim. Tenho pena porque, estando eu certo ou estando errado, a verdade é que digo o que penso e aquilo em que acredito. Tenho pena porque me custa ver gente por quem tenho toda a consideração, como é o caso da Maria, se mostrar tão intransigente perante opiniões diversas das suas.

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Digam NÃO a este acordo

Branca de Nogueira

Desculpem lá voltar ao tema, mas por mais que procure motivos e razões que justifique considerar o acordo com a Sinistra Ministra como uma vitória, não os consigo encontrar. Acabei de ler que a Múmia de Boliqueime promulgou hoje o diploma sobre gestão e administração escolar. Promulgou esta como já promulgou outras e promulgará muitas mais. Leis que são aquilo que fazia parte da luta dos professores e de muitos pais como eu. Leis que vão ser implementadas. Ao assinar este acordo, os sindicatos estão a validar este sistema de avaliação e a retirar força à luta dos professores. Ao assinarem este acordo acabam por dar o aval à política deste governo. Ainda vamos a tempo de o impedir, pelo que é necessário que todos os professores que estejam contra esta avaliação e contra estas politicas Socretinas da Sinistra Ministra, digam ao sindicato que não querem este acordo. Que não o aceitam.

Não está colocada qualquer hipótese de Acordo com MLR. Só se essa revogasse o ECD, a Gestão, a legislação sobre Educação Especial e, qual cereja em cima do bolo, se demitisse.” Isto foi dito pelo Mário Nogueira, o mesmo que agora nos quer convencer que há um acordo com a Sinistra. Revogou o ECD? E que mudou em relação à Gestão e à Educação especial?
Dizer bem alto um NÃO é importante e todos o devem fazer ouvir-se nos sindicatos dos professores e no Ministério.

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Diz NÃO a este acordo

NÃO AO ACORDO

Dia 15, o já famoso dia D, será, segundo os sindicatos, o dia em que vão explicar o acordo aos professores. Não sei que tipo de explicação poderá haver nem a quantos ou quais professores isso será feito. Era importante que todos procurassem falar com os sindicatos e os informassem se desejam ou não que o acordo com a Sinistra Ministra seja assinado no dia 17. É importante que haja uma enorme mobilização dos professores para recusarem este acordo que mais não é que a aceitação deste modelo de avaliação, para o sistema de carreiras, para o processo de gestão e para tudo o mais que querem impor aos professores. Esta Ministra tem mostrado não ter qualquer considerção por uma carreira a que chamou de "professorzecos" e a quem tem tratado abaixo de cão. Será possivel haver algum acordo com tal gente?
Digam NÃO à assinatura deste acordo.

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Puro veneno

A Maça envenenada

Eu sempre defendi a escola pública e agradeço aos professores o seu trabalho de transmitirem conhecimentos e saber aos meus filhos. Nunca lhes pedi que os educassem, essa é uma função minha como pai. Nunca desejei colocar os meus filhos em escolas privadas porque penso que é na escola pública, na diversidade cultural e na vida real que eles devem crescer. Fico triste em ver essa escola pública que eu considero fundamental para o país ser transformada numa fábrica de mão-de-obra barata para servir os patrões e os senhores deste país.
Neste momento não posse deixar de pensar se não deverei retirar os meus filhos deste sistema de ensino, se não deverei considerar fazer um sacrifício para os colocar numa escola privada onde tenham a possibilidade de não acabarem num qualquer curso profissionalizante ou na caixa de um supermercado. Estou triste por sequer ter de considerar ir contra aquilo que são as minhas convicções, mas será que é esta a escola pública onde quero ter os meus filhos?
Sempre apoiei a luta dos professores, não por dai retirar qualquer beneficio mas por eles terem razão naquilo que exigiam. Vê-los atirar com a toalha ao tapete faz-me ficar triste. Estou zangado e confuso. Preciso de dormir sobre o assunto e pensar nas consequências que tudo isto pode ter. Sinto-me traído mesmo não sendo professor. Sinto-me triste por mim, pelos meus filhos, pelos professores que tanto lutaram e por este país que cada dia se enterra mais na lama da miséria e que continua a perder o seu futuro. Valerá a pena lutar? Valerá sequer a pena estar para aqui a perder tempo a dizer o que penso? Se calhar não vale, se calhar devo é fazer como muitos outros, aparvalhar à frente de uma televisão, deixar de pensar e de me preocupar e viver para mim esquecendo os problemas dos outros. Que ganho eu com isto a não ser acalmar a minha conscienciazinha. Como tenho o engenho e a arte de outros deixo aqui um excerto do texto do “FMI” do José Mário Branco.

"Mãe, eu quero ficar sozinho... Mãe, não quero pensar mais... Mãe, eu quero morrer mãe.
Eu quero desnascer, ir-me embora, sem ter que me ir embora. Mãe, por favor, tudo menos a casa em vez de mim, outro maldito que não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo, de quê mãe? Diz, são coisas que se me perguntem? Não pode haver razão para tanto sofrimento. E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. Partir e aí nessa viajem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe... Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar...
Assim mesmo, como entrevi um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o azul dos operários da Lisnave a desfilar, gritando ódio apenas ao vazio, exército de amor e capacetes, assim mesmo na Praça de Londres o soldado lhes falou: Olá camaradas, somos trabalhadores, eles não conseguiram fazer-nos esquecer, aqui está a minha arma para vos servir. Assim mesmo, por detrás das colinas onde o verde está à espera se levantam antiquíssimos rumores, as festas e os suores, os bombos de lava-colhos, assim mesmo senti um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o bater inexorável dos corações produtores, os tambores. De quem é o carvalhal? É nosso! Assim te quero cantar, mar antigo a que regresso. Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei. Neste cais eu encontrei a margem do outro lado, Grandola Vila Morena. Diz lá, valeu a pena a travessia? Valeu pois.
Pela vaga de fundo se sumiu o futuro histórico da minha classe, no fundo deste mar, encontrareis tesouros recuperados, de mim que estou a chegar do lado de lá para ir convosco. Tesouros infindáveis que vos trago de longe e que são vossos, o meu canto e a palavra, o meu sonho é a luz que vem do fim do mundo, dos vossos antepassados que ainda não nasceram. A minha arte é estar aqui convosco e ser-vos alimento e companhia na viagem para estar aqui de vez."

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Sábado, Abril 12, 2008

A ratoeira

25 Abril

Ontem à noite acordei sobressaltado com um pesadelo. Levantei-me e tentei representá-lo num boneco e saiu isto. Espero que não tenha sido nada mais que isso, um pesadelo que ficaria muito triste se visse sindicatos a portarem-se como ratos e a Sinistra Ministra a conseguir espalhar os seus frutos envenenados por todo este país.

Este foi um post que tinha escrito ontem à noite, mesmo depois de ler esta resposta do Mário Nogueira que tirei do blog "Sinistra Ministra":

Colega,
Acredite que não é necessário pensar, sequer, uma vez, pois não está colocada qualquer hipótese de Acordo com MLR. Só se essa revogasse o ECD, a Gestão, a legislação sobre Educação Especial e, qual cereja em cima do bolo, se demitisse.
Quanto a alguma solução que desbloqueie a actual situação de conflito, passa pela aceitação, pelo ME, das propostas que hoje levaremos (hoje no nosso site).
Quanto ao "capitularem mais uma vez", sinceramente, não consigo lembrar-me qual foi a vez anterior, o que recordo, isso sim, é que em 8 de Março estiveram 100.000 colegas na rua, convocados pelos seus Sindicatos. Como é evidente, não deixaremos de honrar os nossos compromissos. Não por qualquer razão que pudesse ditar o "nosso" fim, mas porque esse fim, enquanto Professores que somos, seria o de todos nós Professores.
Com os melhores cumprimentos
Mário Nogueira

Hoje, depois de ouvir o acordo a que os Sindicatos chegaram com o Ministério tenho de admitir que afinal nada disto foi um pesadelo, mas sim a triste realidade. Um acordo onde tudo fica na mesma. Este ano fazem uma avaliação michuruca, mas para o ano tudo vai cair em cima dos professores, da escola pública e de todo o sistema de ensino. Nada mudou, ficou a avaliação, o novo sistema de gestão, o Estatuto da carreira docente, o estatuto dos alunos e tudo, mas mesmo tudo que a ministra tem pensado para fazer das escolas uma fábrica de mão de obra barata e semi-escravizada continua. Não entendo este cantar de vitória dos sindicatos que nada ganharam. Afinal aquela ratoeira que a sinistra ministra montou e a maça envenenada que lhes estendeu deu resultados.

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Cravos rosas

25 Abril

O clima que se vive em Portugal é «escassamente propício à jubilação colectiva», diz o texto de apelo à participação no desfile do 25 de Abril. São referidos os «problemas estruturais» do país, a «insegurança» no «emprego» e defende-se o Estado Social para «aliviar a pressão» sobre os «desfavorecidos» que são, «afinal, a grossa maioria do país». Subscrevem-no actuais dirigentes do PS, como António Costa e Alberto Martins, os históricos, Mário Soares, Manuel Alegre e Ferro Rodrigues e o ministro Vieira da Silva.
in "SOL"

Só podem mesmo estar a gozar connosco. Ainda ontem vi o Alberto Martins elogiar o Sócrates enquanto o Vieira da Silva se prepara para nos atirar para cima com uma lei do trabalho que nos torna a todos precários e nos coloca nas mãos dos patrões. Será que a subida dos partidos à esquerda do PS já os começa a assustar? Já agora, não são eles quem nos colocou na situação que criticam? Tenho reparado que ultimamente muitos servos do capitalismo têm vindo a público colocar a causa dos males sociais no próprio capitalismo e na globalização, como se não fossem eles os grandes responsáveis e culpados.

Vieram profetas
Vieram Doutores
santos milagreiros, poetas, cantores
cada qual com um discurso diferente
p´ra curar a vida da gente
e a gente parada
fez orelhas moucas
que com falas dessas
as esperanças são poucas

Excerto da letra “Barnabé” do Sérgio Godinho

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Cantam bem mas não me alegram

A cantora pimba

Desde a entrada em vigor da nova lei do tabaco que todas as manhãs, tenho de deixar o que estou a fazer para me dirigir a uma sala que a empresa onde trabalho arranjou para fumar o meu cigarrinho. Ia comecar a falar o Alberto Martins pelo PS no debate quinzenal com o Promeiro-ministro. Ouvi-o a ele e ouvi depois o discurso-resposta do Sócrates. Ambos tentaram justificar o novo contrato com a Aeronorte, que como disse num post anterior tinha sido condenada por tentativa de lesar o estado em mais de três milhões de euros, e a ida do Jorge Coelho para a Mota-Engil , empresa que tutelou como ministro. Ambos tentaram dizer que tudo tinha sidi feito de acordo com a lei e que não aceitavam criticas morais. Eu, como mero cidadão, não me posso esquecer que as leis de que falam são leis feitas pelo poder politico que agora justifica a legalidade daquilo que se passsa com essas leis. Fazem as regras do jogo, um jogo que só eles podem jogar e onde nunca podem perder (Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte e esta gente é artista nestes jogos). Recusam a critica moral , a critica dos valores e da sériedade porque aí não têm onde se agarrar. Na politica comi muito bem se diz, quem por lá anda tem de ser como a ulher de Cesar. Não lhe basta ser honesta, tem de mostrar que o é, coisa que esta gente parece recusar fazer. Eles lá sabem porquê.

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Sexta-feira, Abril 11, 2008

Porque não te calas

 Cacofonias

«O PSD está em queda livre nas intenções de voto. Luís Filipe Menezes não conseguiu inverter a tendência e o partido registou o resultado mais baixo desde que assumiu a liderança, ao obter apenas 26 por cento. O PSD está desde Janeiro a descer nas intenções de voto e obteve este mês menos 2,4 pontos percentuais do que em Março, de acordo com uma sondagem CM/Aximage. O PS, pelo contrário, subiu 1,9 pontos percentuais ao passar de 33,8 por cento para 35,7 por cento nas intenções de voto. Poderá mesmo existir uma transferência das intenções de voto do PSD para o PS.
O ex-mandatário nacional da candidatura de Luís Filipe Menezes, Ângelo Correia, considerou anteontem à noite totalmente insatisfatória a situação do PSD e advertiu que “é preciso o partido dedicar-se muito mais a pensar, a reflectir e a falar com o País”.»

Já ninguém se entende naquela aldeia alaranjada assombrada “canto” do Luís Filipe “Cacofonix” Menezes. Até o seu amigo Ângelo “Cétautomatix” Correia já anda com vontade de lhe dar umas marretadas para o calar. Bem diz ele que só teme que o céu lhe caia em cima da cabeça, mas parece-me que quem nos vai cair em cima são mais quatro anos de socretinisses.

PS: alguém me sabe dizer porque, nos livros do Asterix, o bardo começou por se chamar Cacofonix e mais tarde lhe mudaram o nome Assurancetourix

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Quando o crime compensa

 Aeromoça

«O ministério das Obras Públicas escolheu a AeroNorte para garantir as ligações aéreas com Trás-os-Montes. Trata-se de uma empresa que há menos de seis meses lesou o Estado num esquema de combinação de preços com outra firma do sector da aviação. Ainda assim, a AeroNorte volta a ser escolhida, desta vez, para garantir os voos entre Lisboa e Bragança.»

Custa entender como uma empresa que é condenada por estar a aldrabar o estado é de novo escolhida, por ajuste directo, para um novo contracto. Como é possível que o estado aceite continuar a fazer negócios com uma empresa que já mostrou não ser idónea e séria? Eu bem queria dar o benefício da dúvida a esta gente que nos governa, mas não há dia em que essa gente me tire todas as dúvidas de tantos benefícios.

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O faz tudo dos Bilderberg

 O boneco de corda

Há quem diga que é o "handyman" dos Bilderberg em Portugal, um simples boneco que utilizam para lhes limpar as dificuldades que possam surgir na implementação das suas tenebrosas intensões. Por mim bem podia ir lavar as escadas do Parlamento Europeu que, por lá como por cá, porcaria não falta.

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Quinta-feira, Abril 10, 2008

Três homens e um porco II

Tres homens e um porco

Depois de fazer o post anterior lembrei-me deste filme. O tema é o mesmo, os personagens também só o porquinho mealheiro é outro. O banquete, esse é sempre para os mesmos.

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Três homens e um porco

Tres homens e um porco

O FMI veio pintar um quadro negro para a economia portuguesa para 2008, com menor crescimento, mais desemprego e maior inflação (Os grandes FdP que promovem o capitalismo selvagem, que forçam tudo e todos a vergarem-se sob o seu poder, que chantageiam, promovem golpes de estado e não olham a nada para impor o impor vêm depois alertar-nos para as suas consequências). Por cá os nossos governantes continuam a dizer-nos que caminhamos para a luz e a salvação. Todos os dias vemos fecharem fábricas com centenas de trabalhadores a ir para o desemprego e o Manuel Pinho continua a ver luzes no fundo de todos os túneis. Todos falam de crise e vêm os seus efeitos na economia, mas para o Teixeira dos Santos não passam de pessimistas. Para o Engenheiro estamos tão bem que até é altura de desapertar o cinto e promete o céu na terra para este jardim á beira-mar plantado. É esta a gente que nos governa, os donos do porco que engordam à nossa custa mas que, na matança do bicho só nos dão os ossos para roer.

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Os carteiristas da banca

Bandidos e Banqueiros

Já tinha feito esta imagem há uns tempos, não me lembro bem sobre que assunto em concreto, mas certamente por algo que tinha a ver com o relacionamento entre a Banca, o Constâncio e nós cidadãos, presas fáceis nas suas garras destes terríveis predadores.
Olhando para o extracto bancário não posso deixar de notar as diversas taxas que nos são cobradas pelos bancos quando fazemos, ou não fazemos, qualquer movimento na nossa conta. Tem-se falado muito da vontade que os Bancos têm mostrado de também passarem a cobrar um euro e meio por cada levantamento no Multibanco. Até agora não o conseguiram, mas é uma questão de tempo até que a medida seja aplicada. Tentei imaginar como seria possível não ter uma conta bancária e conclui que o sistema está montado de tal forma que o torna impossível. Tanto o Estado como a entidade empregadora nos exigem que tenhamos uma conta bancária, ou seja estamos condenados a pagar por um serviço que nos é imposto. Uma espécie de imposto pago a entidades privadas.

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Quarta-feira, Abril 09, 2008

Capuchinho Rosa e os Lobos

Capuchinho Rosa

Haverá por aí uma avozinha e um caçador?
Há quem diga que sim, que vivem lá para os lados de Belém.

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Meus queridos amigos

 Friends

«O ex-dirigente do PS, Armando Vara, afirmou no Tribunal de Felgueiras que não está arrependido de ter apoiado, em 2001, a recandidatura da autarca Fátima Felgueiras à presidência da Câmara local.O socialista defendeu a sua posição, considerando que “não tinha dúvidas sobre o carácter e a honestidade da presidente da Câmara de Felgueiras. Ainda hoje acho que fiz o que devia ter feito”.
Nesta audiência também depuseram os autarcas de Braga e Vila do Conde, Mesquita Machado e Mário de Almeida, ambos do PS, e o ex-presidente da Câmara de Matosinhos, Narciso Miranda. Todos disseram estar convictos da honestidade da autarca de Felgueiras.»

Não estamos todos?

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Nome da Rosa

 O Cheiro da Rosa

Escrever nunca foi o meu forte e sempre gostei mais de "pintar" a realidade que descrevê-la. Talvez por isso, de quando em vez, quando sinto vontade de parar com isto, de ir fazer outras coisas, são os bonecos que me vão ainda dando algum prazer, a força e a razão para continuar. Nos últimos dias tenho andado assim e, até me passar, provavelmente publicarei mais imagens que texto. Normalmente quando digo isto acontece sempre algo que me faz recomeçar a escrever, mas até lá vão vocês imaginando as histórias que eu não tenho vontade nem paciência para fazer.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Terça-feira, Abril 08, 2008

Salários de miséria num país governado por miseráveis

 Salários de miséria

As pessoas que beneficiam do Rendimento Social de Inserção (RSI) ascendiam a 315935, em Fevereiro último, o que representa um aumento de 29772 em relação àqueles que se encontravam nesta situação no mesmo mês do ano passado. Mais de metade destes beneficiários – ou 66 por cento – são trabalhadores no activo cujos baixos salários não chegam para fazer frente a todas as despesas. "Estes dados indicam um contingente de trabalhadores pobres em Portugal que, mesmo trabalhando, necessitam da complementaridade do RSI", conclui a síntese do relatório anual de execução desta medida.

Merda de governantes e de politica que faz com que mesmo quem contribui com o seu trabalho para a sociedade vive na miséria e sem quaisquer condições de vida. Alguém certamente estará a ficar com o dinheiro a que esse trabalhador deveria ter direito, passando para o estado a responsabilidade de lhe dar uma esmola para que não morra de fome e tenha força para ir trabalhar e ser de novo explorado. Este é o país de futuro que estão a construir, este é o país que a Europa quer para passar férias baratas, este é o país em que o Ministro Manuel Pinho vai oferecer mão-de-obra barata aos chineses. Depois não se admirem os políticos deste país se um dia o povo lhes entrar pela porta dentro e os defenestrar . É merecido.

«Podes estar descansado que o Hu Jintao,está a tratar de ti com o George Bush, o Putin está a tratar de ti com o Ratzinger, tudo corre bem, a ver quem se vai abotoar com os 25centimos de riqueza que tu vais produzir amanhã nas tuas oito horas. A ver quem vai ser capaz de convencer de que a culpa é tua e só tua se o teu salário perde valor todos os dias, ou de te convencer de que a culpa é só tua se o teu poder de compra é como o rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali a 10 metros do mar em maré cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou!»
Extracto do “FMI” (actualizado) de José Mário Branco

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A Constituição do Menezes

 a nova constituição

"O país precisa de uma nova Constituição. Já passaram 35 anos, sendo altura de dizer que esta não seria a Constituição da República se não tivesse sido redigida sob o cutelo da pressão, do sequestro sobre o Parlamento", afirmou Luís Filipe Menezes no congresso Madeirense do Alberto João Jardim. Diga o Menezes o que diga, prefiro esta Constituição a uma que também seria certamente redigida sob o cutelo da pressão do sequestro do Parlamento, só que desta vez a mão que seguraria o cutelo, não seria a do povo, mas sim a dos “Bichos das Madeiras”, os tenebrosos Bilderberg e os grandes grupos económicos, que já há muito governam este país escondidos sob a capa dos políticos marionetas que temos. Para mais, uma Constituição redigida pelo Luís Filipe Menezes teria obrigatoriamente de ser escrita a lápis, tantas são as vezes que muda de opinião e que a quereria emendar para escrever exactamente o oposto que escrevera na véspera. Agora só fico à espera que o Menezes também venha propor reescrever os Lusíadas, que têm quase quinhentos anos ou mesmo a Bíblia que já passa dos dois mil.

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Um Ministro desconfortável

 a tocha humana de Beijing

Depois dos diversos incidentes em Londres, foi a vez de Paris ser alvo de diversos manifestantes que conseguiram apagar a chama olímpica por duas vezes e interromper e alterar o seu percurso por diversas vezes, tendo mesmo obrigar que a ultima parte do percurso não se realizasse como previsto. A tocha olímpica ainda nem chegou aos Estados Unidos, mas já começou a causar tumulto em São Francisco. onde um grupo de manifestantes pró-Tibete escalou os cabos verticais da ponte Golden Gate e pendurou faixas manifestando sua opinião.
«Lamentamos que, nos Jogos Olímpicos, se possa viver um ambiente tão desconfortável como aquele que se tem vivido nos últimos dias». «Tudo devia ser feito no sentido de garantir que os jogos pudessem decorrer com normalidade, mas sabemos que as condições políticas não o permitirão», afirmou Luís Amado.

Gostava mais de o ver a lamentar pela vida de todos aqueles que na China são vítimas de tortura e morte. Pelos vistos para o ministro é mais desconfortável o ambiente que se vive, que a forma como muitos têm de tentar sobreviver. É um pouco como as imagens de crianças a morrer de fome no telejornal que vemos durante o jantar. Incómoda, faz-nos sentir desconfortáveis, algumas vezes até assola um pequeno, mas passageiro, sentimento de culpa. Parem lá de protestar contra a ditadura chinesa e os que sofrem da sua violência que isso faz o nosso ministro sentir-se desconfortável e isso nós não queremos. Coitado.

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Segunda-feira, Abril 07, 2008

Lost Portugal - A nova série

Portugal perdido

Desde que este governo de Socretinos teve de mudar de opinião sobre a localização do novo aeroporto, passando da OTA para Alcochete foi como se tivesse entrado num universo paralelo, o universo do "Jamé". A partir dai nada foi como dantes, a partir dai, entrou num deserto de convicções e todas as decisões são para mudar de acordo com o vento que sopra. Na saúde, foi-se o ministro e esta nova ministra já diz o dito pelo não dito. Como em tudo, diz-se que as políticas são as mesmas, que não é recuo, mas simplesmente uma mais cuidados aplicação das mesmas, mas todos já viram que daqui até às eleições tudo está parado. Na educação, da avaliação universal que ia ser feita a todos os professores já só resta a dos contratados para não dizerem que não fazem nenhuma, os impostos não iam baixar e o IVA foi o primeiro a cair 1%, foi a obrigatoriedade de declarar e de bufar sobre os gastos dos casamentos que afinal não é bem como era, a vontade de aplicar custas às adopções não durou uma semana e podemos ir por aí fora. Dá idéia que Sócrates deixou de ter mão nas leis que este governo faz e acaba sempre por mandar recuar as tropas, já depois do mal estar feito. Não sei se os resultados das sondagens com o PS a descer tem influenciado nas decisões, mas que alguma coisa mudou, disso não pode haver duvidas. Que mais será necessário para os portugueses verem que estas gentes e estas politicas não prestam e não servem os seus interesses? Não é por demais evidente que este caminho do capitalismo global e das politicas do Clube de Bilderbergue só nos podem conduzir à desgraça e à miséria? Não estará na altura de começarem a exigir alternativas e a lutar por elas?

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O Refém

O Refém

«Porque José Sócrates “está refém deste ministro das Finanças” a política está a ser levada a cabo contra os cidadãos. “Este ministro das Finanças [Teixeira dos Santos] é um homem perigoso, é um homem que tem os seus complexos até sociais e este homem olha a sociedade portuguesa de uma maneira de quem quer castigar a sociedade, quem tem qualquer mágoa íntima contra a sociedade portuguesa”.»
Alberto João Jardim

Afinal aquele que , "não era engenheiro, era engenheiro, uma grande baralhada como o país”, não é assim tão mau e o "Bicho da Madeira" até lhe acha piada. Será que a postura e o estilo do Sócrates lhe trouxeram recordações de como ele era na sua juventude? Será que compreende que um líder de um governo, seja ele nacional ou regional, tem de controlar a informação e manter tudo na linha com uma mão de ferro e à bruta se necessário? Será que reconheceu que têm muito em comum? Será que afinal, quando tantos se indignaram por o Jaime Gama ter elogiado o "Bicho da Madeira" ele afinal estava era a fazer um elogio ao Sócrates? Mau, mesmo mau é o Teixeira dos Santos que o mantém refém, mas quem eu penso que à muito está refém somos todos nós. Reféns destes políticos que olham mais para interesses que para as necessidades dos cidadãos, reféns deste sistema liberal que faz como objectivo principal da sociedade o dinheiro e não as pessoas, refém desta Europa dos Bilderberg que nos impõe um futuro sem futuro. Talvez por nunca ter gostado de me sentir preso, tolhido na minha liberdade, não gosto do que vejo e do que sinto. Talvez porque gostava de deixar aos meus filhos um mundo melhor não gosto nada desta situação. Talvez por isso e porque me assusta o amanhã que nos querem impor nunca me calarei contra esta gente, nunca deixarei de acreditar que há muita liberdade para ganhar.
.....................................
Quando eu finalmente eu quis saber
Se ainda vale a pena tanto crer

Eu olhei para ti Então eu entendi
É um lindo sonho para viver

Quando toda a gente assim quiser


Tenho esta viola numa mão
Tenho a minha vida noutra mão

Tenho um grande amor
Marcado pela dor
E sempre que Abril aqui passar
Dou-lhe este farnel para o ajudar

E agora eu olho à minha volta
Vejo tanta raiva andar a solta
Que já não hesito
Os hinos que repito
São a parte que eu posso prever

Do que a minha gente vai fazer

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei prá aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar


Extracto de "Eu vim de longe" José Mário Branco

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Come chocolates pequena, come chocolates

 Chocolate

«As máquinas onde os miúdos metem uma moeda para receberem uma bola com um chocolate surpresa lá dentro são um jogo de azar. É este o entendimento da ASAE, o que diz tudo sobre o espírito da entidade. E os furinhos das feiras populares, esses grandes negócios que concorrem ilegalmente com os casinos?»
In “Publico “

Preparem-se as associações, o escuteiros, as escolas e todos os outros que fazem rifas para angariar fundos porque, é considerado jogo de fortuna e azar quando “o cliente não sabe o que vai sair”. Mais dia, menos dia lá terão a visitinha da ASAE.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Extracto de “A Tabacaria” de Fernando Pessoa

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Domingo, Abril 06, 2008

O fantasma de S. Bento

 Fantasma de S.Bento

Já tenho a imagem e um pedaço de um texto que queria escrever, mas a coisa está difícil. As idéias estão confusas e não estou a conseguir colocar todas as variáveis no seu sitio para mostrarem a imagem total. Sinto-me preguiçoso e sem vontade de me forçar a escrever. Como em Fátima não houve milagres, o nosso fado não muda e só fica o futebol como noticia com o Porto a ser campeão, acabei por aproveitar o cartaz do filme "O Fantasma da Ópera" que encontrei quando procurava uma imagem para ilustrar o post dobre as "Canções de Abril", para fazer um boneco e para me questionar; Será o Sr. Silva um fantasma que protege a Sócretina e a sua política, ou simplesmente um fantasma que assombra os corredores de S.Bento?

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Cantores de Abril

 O Boneco no Coliseu

Ontem, como aqui disse fui ao Coliseu festejar os 25 anos da Associação 25 de Abril através dos seus cantores. Houve televisão, comendas e até assinaturas de contratos e foram muitos os músicos, (um abraço para o amigo do Samuel do blog "Cantigueiro") as memórias e a saudade que por lá passaram, assim como muitas caras conhecidas na assistência, algumas pelo gosto e pela memória, outras por obrigação. Meio escolhido, num dos camarotes lá estava o Jaime Gama, não sei se na pele do Jaime Gama que queria assistir ao espectáculo, (pelo ar com que estava não parecia), se na do Jaime Gama que quer ser colado à imagem do 25 de Abril, (talvez envergonhado pelo que disse na Madeira onde andou a elogiar o “exemplo supremo do combate democrático” de Alberto João Jardim), ou simplesmente na pele do Jaime Gama, Presidente da Assembleia da Republica. Cheguei mesmo a colocar a questão se seria realmente o Jaime Gama que ali estava e não um boneco insuflável que o substituía, tal a imobilidade em que se mantinha. Abanou a cabeça uma vez ou outra, mas isso pode ter sido causado por uma corrente de ar ou por alguém que tropeçou na cadeira onde o pousaram. Não aguentou ficar até ao fim, a festa só acabou já perto das quatro da manhã, mas valeu a pena para ouvir cantar o Zé Mário Branco e reviver, nem que tenha sido em memórias, sentimentos que vivi e o tanto que aprendi com o 25 de Abril, naquele que foi o dia mais importante da minha vida. Agora só falta cumprir a esperança que dele nasceu.

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Restos de Colecção

Disciplina

Hoje, por razões pessoais e que não interessa aqui dizer, foi um dia complicado e com muito pouco tempo, mas não quis deixar de colocar aqui um post. Fui ao "baú dos Restos de Colecção" buscar mais uma imagem da Sinistra Ministra, que tinha sido deixada para trás e adaptada de uma obra de Paula Rego. Espero que rapidamente possa voltar a ter tempo e disposição para fazer novos "bonecos" e novos posts.

Aproveito para deixar aqui um abraço e um muito obrigado a todos os que aqui vêm visitar a este jardim,ler o que escrevo e sobretudo dizerem, também eles, o que pensam, concordando ou não com aquilo que eu digo. O importante é trocar idéias, juntar vontades mas sobretudo lutar para garantir o direito a uma vida com liberdade e dignidade para todos. Vivemos tempos difíceis mas isso só nos tem de dar força para exigir que se cumpram as promessas da revolução de Abril, há tanto tempo adiadas.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Sábado, Abril 05, 2008

Restos de Colecção

O banho

Como não tive tempo para fazer nada de novo deixo aqui uma imagem que tinha feito em tempos, já nem me lembro qual era o assunto, mas que depois nunca cheguei a utilizar.

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Por onde anda o nosso dinheiro?

Toma

«O ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, assegurou ontem, no Parlamento, "já ter pedido ao Banco de Portugal informação desagregada sobre as aplicações financeiras realizadas por instituições públicas portuguesas em offshores, ou seja em paraísos fiscais com regime de tributação mais favorável. Mas, apesar de todas as bancadas da oposição terem insistentemente tentado que o ministro se comprometesse a fazer chegar essa informação à Assembleia da República, Teixeira dos Santos recusou, adiantando que só o fará se detectar "irregularidades ou ilicitudes"
in [Diário de Notícias]

Porquê? Porque temos nós de acreditar que que fará chegar a informação à AR se “detectar irregularidades ou ilicitudes”? Se não “detectar irregularidades ou ilicitudes” que há para esconder que não podemos saber? Porque não temos direito de sermos informados daquilo que o estado faz com o nosso dinheiro? Quando tanto se desconfia dos compadrios e das negociatas do poder e dos poderosos, atitudes como esta só o parecem confirmar. Que procura esconder Teixeira dos Santos?

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Sexta-feira, Abril 04, 2008

Aviso blogosférico

Hoje o post da noite pode sofrer um atraso.
Vou estar na
HOMENAGEM ÀS VOZES DE ABRIL
....mas volto mais tarde.

Ecografia do futuro

Ecografia de uma paranoia

Segundo parece há já pais que optam por dar armas aos seus filhos, ainda estes estão nas barrigas das mães. Nunca se sabe se não haverá para ali um gémeo mais violento ou, se após o nascimento, não saltará de uma qualquer incubadora um qualquer recém-nascido daqueles que futuramente se tornarão em bandidos.

baby gun

O Procurador Pinto Monteiro já foi alertado e consta que está muito preocupado com a situação tendo já agendado mais uma visita ao Presidente Cavaco Silva.

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Baby gun

Baby gun

O procurador-geral da Republica, Pinto Monteiro aludiu ainda a casos de alunos que vão para as escolas com armas. “Se vos disser que tenho elementos seguros de escolas em que os alunos vão armados com pistolas de 6,35 e 9mm não me digam que isto é uma coisa que já acontecia antigamente porque não é verdade”, explicou. O PGR lembrou ainda que estes casos envolvem crianças desde os seis anos e situações em que são os próprios pais a entregarem aos seus filhos a sua pistola para se defenderem na escola.
In “TSF

Quem oiça o Procurador deve pensar que dentro dos portões de cada uma das nossas escolas existe um pequeno Iraque. Até hoje, os meus filhos só levam nas suas pastas, livros e cadernos escolares, mas já estou a pensar se os devo armar com a velha Kalachnikov, a eficiente Uzi ou escolher a mais moderna M4 americana. Mas que raio de pais têm pistolas em casa para dar aos filhos? Estamos a falar de armas ilegais ou de armas legalizadas entregues nas nãos de irresponsáveis? Realmente custa-me entender esta “paranóia” que o PGR resolveu lançar na opinião pública. Talvez seja a hora de falar menos e apresentar mais resultados, mostrando que quando diz que vai abrir um inquérito isso não seja sinónimo que esse assunto é para entrar no limbo do esquecimento, como parece ser o destino de muitos deles. Não nos venha dizer que há armas na escola mas prenda os pais que, acreditando no que diz, as dão aos seus filhos. Vá perseguir os verdadeiros ladrões, nas ruas, nas empresas, nos corredores do poder. Não lhe ia faltar trabalho e prisões para encher. Diz-nos que é preciso afastar o medo, mas acaba por ser ele próprio a criá-lo.

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Raças Perigosas XI

Bichos perigosos

Alguns talvez se lembrem que em tempos fiz aqui uma série sobres as raças perigosas. Sabia que não as tinha retratado a todas, mas são tantas as que andam por aí que seria impossível apresentá-las a todas. Mas, como ontem assisti nas notícias a um ataque deste espécimen, pensei que merecia entrar para a galeria. Os Secretários de Estado da Sinistra Ministra andam a dar a volta ao país para reunir com os Presidentes dos Conselhos executivos das escolas para lhes impor a aplicação do Sistema de Avaliação. Quem os ouça, aquilo já não é sistema nenhum. Para este ano já só o querem ver aplicado aos contratados e mesmo a esses, é uma avaliação minimizada (uma autoavaliação do professor, que a quererá fazer pois dai depende o seu futuro, o curriculum, a assiduidade e pouco mais). Esperam assim, salvar a face ao manterem o processo das avaliações para este ano e ficar já com o sistema preparado para implementação em força para o próximo ano. Cedem oferecendo um adiamento para a maioria dos professores, saindo eles por cima como sendo os vencedores. Mas, para isso acontecer é necessário que as avaliações dos contratados sejam feitas. Jorge Pedreira foi muito claro no que disse, a avaliação tem de ser feita e, caso os Conselhos Executivos não cumpram, quem vai pagar são os contratados. Viram assim, uma vez mais professores conta professores, colocando a responsabilidade e o ónus da culpa nas mãos de quem não aceitar fazer a avaliação. Uma Chantagem inadmissível numa atitude que no mínimo é suja. Senti vergonha daquele senhor ser governante do meu país. Como, também ouvi hoje que o governo pretende tornar os donos de raças perigosas criminalmente responsáveis pelos seus ataques, tenho de concluir que também a Sinistra Ministra é culpada e tudo o que se passa. Parece-me importante que os professores não desmobilizem com esta habilidade perpetrada por esta gente e continuem a sua luta, não só utilizando a avaliação como bandeira, mas erguendo outras tão importantes como esta, como sejam, o Estatuto do Aluno, o novo Sistema de Gestão das Escolas, o Estatuto de Carreira Docente e até a revogação do decreto-lei 115a/98. Mais importante que vencer uma ou outra batalha é vencer a guerra da defesa da Escola Publica, defender um futuro para professores e para as nossas crianças. Depois de serem vítimas da destruição do seu nome e dignidade, espero que os professores não desistam enquanto não as virem reconquistadas e esta cambada toda no olho da rua. Podem contar comigo para estar ao vosso lado.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Quinta-feira, Abril 03, 2008

Receitas de Coelho

O Tacho

«O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, vai substitui Jorge Coelho no programa "Quadratura do Círculo" que sai para ir presidir à construtora Mota-Engil.»

Agora que tanta gente fala da "Bimby", a panela maravilhosa que faz tudo, ainda há quem prefira um bom tacho.

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O Homem invisivel

O Homem Invisivel

O líder do PSD considerou hoje "absolutamente infame e revoltante" que o seu partido tenha 17 por cento de "tempo de antena" nos blocos informativos da RTP.

Desta vez estou de acordo com o Menezes. É infame e revoltante que um partido e um homem que nada têm para dizer ou propor tenham direito a tanto tempo de antena. Louve-se aqui a imaginação dos jornalistas da RTP para encontrar maneira de conseguir meter nos telejornais este homem de ideias invisíveis. O Santana Lopes só tinha piada quando foi primeiro-ministro e andava a mostrar as marcas da pancada que todos lhe davam desde os tempos em que esteve na da incubadora, o pequeno Mendes recordava-nos sempre a figura do “Gandá nóia”, o que nos trazia sempre um sorriso aos lábios. Este, o Menezes é chato e nada diz de nos alegre. Pensar que ocupam 17% da programação das notícias com tal personagem é triste e assustador.

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Ficção ou realidade

O monstro dentro do monstro

Isto de perder (ou ganhar) as noites a fazer este blog faz com que, muitas vezes chegue ao fim da tarde com uma vontade enorme de dormir uma sesta, o que infelizmente poucas vezes é possível. Hoje, estava eu a pensar no que realmente representava o Engenheiro de Vilar de Maçada, o que pensa, qual s sua estratégia e os seus verdadeiros desígnios, (infelizmente já há muito que deixamos de poder acreditar naquilo que diz), como será realmente por dentro esta personagem. Cansado, adormeci para pouco tempo depois acordar sobressaltado por terrível pesadelo. Por esta imagem podem ver o susto que apanhei e ainda agora não consigo deixar de estar assustado. É que isto é bem capaz de mostrar a realidade.

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Quarta-feira, Abril 02, 2008

Vai estrear brevemente numa empresa perto de si

Flexigurança

«O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social Vieira da Silva sobre as novas regras do Código de Trabalho, falou em três vectores essenciais, designadamente uma diminuição dos contratos precários, uma maior negociação entre patrões e sindicatos, mas também uma maior flexibilização por parte dos trabalhadores. "Precisamos de uma economia mais flexível e essa economia necessita" de mudanças nas relações de trabalho, que devem passar por uma maior "capacidade de adaptação, por exemplo na organização do tempo de trabalho". O titular da pasta do Trabalho explicou ainda que o "terceiro grande objectivo" passa por "diminuir o grau de assimetria, que é excessiva, entre os trabalhadores portugueses". Já os sindicatos têm afirmado que com maior flexibilização haverá mais despedimentos, Vieira da Silva preferiu assim falar em capacidade de adaptação às dimensões do trabalho.»


Aí vem ela, não a flexigurança que sendo má ainda implicaria dar algum apoio aos desempregados, mas simplesmente a flexibilidade. Fala o Ministro de três vectores essenciais. O primeiro, a diminuição dos contratos precários até parece ser bom, mas facilitando o despedimento sem justa causa todos os contratos são precários pois podem terminar em qualquer momento. O segundo não é nada, pois falar numa maior negociação entre patrões e sindicatos, algo que nada significa se depois uma das partes decidir impor em vez de negociar. Uma forma de passar a mão pelo pêlo dos sindicatos, prometendo-lhes protagonismo e poder. O terceiro diz bem o que é, a possibilidade de os patrões passarem a dispor do tempo dos trabalhadores a seu belo prazer. Porque não também uma maior flexibilidade da parte dos patrões para, por exemplo os pais poderem ter tempo para ir buscar os filhos à escola tornando desnecessário a violência de os fechar numa escola 11 horas por dia?
Depois aparece ainda um estranho “Terceiro grande objectivo” (quais são os outros dois?) em que fala de acabar com o grau de assimetria entre os trabalhadores. Como? Vai aumentar os salários a quem ganha menos ou congelar e diminuir a quem ganha mais? Com os patrões que temos a primeira hipótese não parece ser a mais plausível, digo eu. Esta gente já nem esconde que vai haver mais despedimentos e consequentemente mais desempregados. Os pulhas chamam-lhe “adaptação às dimensões do trabalho”, como se isso resolvesse a miséria que o desemprego cria. Esta dimensão pressupõe que trabalhemos mais quando o patrão desejar, para assim poderem mandarem mais gente para a rua. E vai ter de ser na rua que teremos de combater pelo direito ao trabalho e à dignidade, com ou sem os sindicatos. A luta tem de ser nossa, de todos, para que ainda possamos ter um futuro para nós e os nossos filhos.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Como é óbvio pelas razões que são conhecidas

 Amarelo

O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) francês, Bernard Kouchner, disse esta terça-feira que os 27 deverão convidar muito em breve Dalai Lama para ir a Bruxelas, depois de terem apelado ao diálogo da China com o líder espiritual tibetano.
O governo chinês aconselhou a União Europeia (UE) a não apoiar Dalai Lama reiterando a sua posição de que qualquer encontro com vista a apoiar o líder tibetano representa um apoio a actividades separatistas.


Em Setembro dos ano passado, quando da visita do Dalai lama a Portugal, ouvimos o seguinte: «Oficialmente, Dalai Lama não é recebido por responsáveis do Governo português, como é óbvio», declarou a jornalistas o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado. Instado por que razão considerava óbvia a recusa, respondeu: «Pelas razões que são conhecidas».

Será que é agora que o Luís Amado nos vai explicar o que na altura era tão obvio não receber o Dalai Lama por considerar que os negócios valem mais que os direitos humanos? Sendo o Luís Amado um admirador do Imperialismo Americano, (tão admirador quer aceita que manter a mentira da não passagem dos voos da CIA por Portugal quando isso já é evidente para todos), irá afrontar a China ou continuar a olhar para o lado porque é “obvio pelas razões conhecidas”?
Gostem ou não gostem, a China é governada por uma ditadura que oprime, prende, tortura e mata quem internamente contesta o regime. (Há uns tempo surgiu por aí um site da Internete onde era possível testar se o nosso blog podia ser visto na China. O meu podia, mas no dia seguinte a ter feito um post sobre o Tibete passei a ser “persona non grata” e o meu blog entrou na lista dos locais que os chineses não podiam visitar). Gostem ou não gostem o imperialismo Americano é responsável por muitos milhões de mortes de inocentes um pouco por todo o mundo com a sua politica militarista e de controlo económico. Gostem ou não gostem eu não gosto desta gente, gostem ou não gostem não vou deixar de apontar o dedo aos seus crimes, sejam eles feitos sobre um chinês, um monge Budista, um Iraquiano, um Afegão ou um Palestiniano. Gostem ou não gostem, não gosto do Luís Amado e da posição cobarde que Portugal tem assumido, tanto para a ditadura chinesa como para o terrorismo Americano. Gostem ou não gostem vou continuar a dizer aquilo em que acredito .

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Ela anda por aí.

Detrás da cortina

Recomeçaram as aulas e nada se alterou nas políticas da Sinistra Ministra nem no futuro da Escola Pública. Há uns tempos atrás os professores iniciaram uma luta contra este estado de coisas e estiveram muito, mas mesmo muito perto de ganharem a guerra. É verdade que se meteram as férias da Páscoa e a ridícula história da professora que luta com uma aluna pela posse de um telemóvel e que concentrou todas as atenções. Só a talho de foice, não estranham todo o barulho feito à volta deste assunto, com Procuradores Gerais e Presidentes da Republica a virem para a praça publica de braços levantados bradando aos céus e quem passou ao lado de tudo isto, sem quase nada dizer, foi a Sinistra Ministra? Voltando ao que estava a dizer, espero que agora os professores voltem à sua luta, não só pelo problema da avaliação, que me parece ser muito redutor de tudo o que está mal na Escola Publica, mas também questionem o Estatuto do Aluno, a Gestão Escolar e sobretudo a dignificação da carreira de professor. Motivos não faltam, a uma carreira que foi atacada nos seus direitos e na sua dignidade por esta gente, mais preocupada em estatísticas e na criação de mão-de-obra barata para servir os senhores do dinheiro e do poder, que na educação. Espero também que não fiquem reféns das posições e das iniciativas dos sindicatos, que apanharam a boleia dos movimentos de professores para o tentarem liderar. A verdade é que os sindicatos não têm sabido, ou querido, utilizar as mobilizações populares, como aconteceu com os 200 mil que estiveram no Parque das Nações nem os 100 mil professores que ocuparam Lisboa. Foram oportunidades perdidas de mudar algo, de dar um xeque-mate a este governo, falta saber porquê. As iniciativas prevista, com são as manifestações semanais e espalhadas pelo país, não terão qualquer resultado se o governo conseguir reduzir o seu impacto mediático pressionando os órgãos de informação para as ignorarem. A luta tem de ser mais generalizada, mais constante, mais activa. É necessário que os professores se encontrem, mostrem por todo o lado a sua indignação e a sua vontade de não pararem. Cabe-nos a todos não deixar morrer esta luta e lutar por um Escola Pública e por um futuro para este país. É que a Sinistra Ministra pode andar assustada e escondida, mas continua sentada no seu gabinete.

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Terça-feira, Abril 01, 2008

Défice democrático

Juiz da Republica das Bananas

«Jaime Gama desviou os olhares do tema principal, o Congresso da ANAFRE, Associação Nacional de Freguesias a realizar-se no Funchal, quando no encerramento da sessão de abertura proferiu a maior e melhor homenagem que alguma vez um membro do PS fez a Alberto João Jardim. O Presidente da Assembleia da República (AR) escolheu os 30 anos de governos Jardim para no seu discurso apresentá-lo como sendo um case study de sucesso aos autarcas presentes, um exemplo "notável" de "trabalho, sacrifício, tenacidade e determinação" e que, "apesar das divergências políticas", "temos de reconhecer que esta obra histórica tem um rosto e um nome. E esse nome é o do presidente do governo regional da Madeira".»

Para quem em 1992 apelidou o “Bicho da Madeira” de “Bokassa” e o acusou de ter um défice democrático, é fantástica a cambalhota. Ou a democracia renasceu de um lado, o que ninguém notou, ou o conceito de democracia do Jaime Gama se alterou muito e para pior. Pelos vistos, se alguém apresentar obra, pode impor défice democrático. Pelos vistos ele quer este caso estudado, penso que para o poder aplicar noutros locais. Não me consigo é esquecer que esse tem sido o argumento de muito ditador. Haverá aqui algum contágio de autoritarismo do Engenheiro de Vilar de Maçada? Ou será dos ares dos Bilderberg?

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O Fala Barato

Fala Barato

«O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, garantiu que se for eleito primeiro-ministro no próximo ano irá reduzir o IVA para 16 por cento no final do mandato, em 2013. Mais: "Vamos ter uma política económica consistente, virada não para obsessão do défice mas para o crescimento e para o desenvolvimento."»

Se isto tivesse sido dito hoje, 1 de Abril, pensaríamos que o Luís Filipe Menezes seria um brincalhão, mas como foi dito no passado dia 30 só podemos tirar uma conclusão, é que já decorre uma guerra para ver quem consegue que lhe cresça mais o nariz; se ele ou o Engenheiro.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

1 Abril, Dia de Santo-Pinóquio

Santo Pinóquio

SANTO PINÓQUIO
Patrono dos Engenheiros e dos Mentirosos

Sempre me questionei porque raio haveria um dia das mentiras. Seria útil se todos tivessem vergonha de mentir em todos os outros 365 dias, mas não é assim. Basta abrir a televisão e ouvir um qualquer dos nossos políticos, para ver que vergonha é coisa que esta gente não tem nenhuma.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

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