Quinta-feira, Novembro 30, 2006

As bruxas do fim-de-semana

Agora que se aproxima um fim-de-semana esticado precisava de encontrar um assunto para lhe dedicar. Isto...não, aquilo…não, até que reparei que o meu post sobre a Bruxa de Felgueiras tinha muito mais comentários do que os outros. Seria porque aquela bruxa apresentava bons atributos físicos, ou simplesmente porque neste momento de angústia que se vive neste jardim, já atingimos o desespero de procurar as soluções em magia, mezinhas e feitiços. Como não tive para pensar muito sobre o assunto resolvi que era esta segunda hipótese a certa. (Está-se mesmo a ver, não está). Estava decidido ia ser um fim-de-semana dedicado às bruxas.

Primeira tarefa encontrar imagens de bruxas para adaptar às personagens. Andava eu nisso quando, à frente dos meus olhos, surge um parzinho quase perfeito e que tinha de ser feito de imediato. O Casal Soares, velhas bruxas que tantas “amarrações” lançaram sobre nós ao longo dos anos. Outras bruxas se seguirão, com mais vassouras, caldeirões e chapéus em bico.

PS: Para que não penso em vocês também meterei alguma “carne” à mistura.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Porque hoje é quinta-feira

Depois de uma semana em que cada um teve de andar para seu lado, eis que finalmente chega a quinta-feira e com ela o dia do reencontro.
- Olá Aníbal, então tiveste saudades minhas? Perguntou a Sócretina enquanto lhe arrefinfava com dois sonoros beijos.
- Vens muito contente Sócretina. Pelos vistos anda tudo a correr-te tão bem que parece que tu é que não tiveste saudades minhas.
- Não é nada disso, claro que tive saudades tuas, e se estou tão contente é por estar aqui contigo.
- Tu és mesmo uma grande mentirosa, sua marota. Pensas que eu não te vi a passear em Badajoz, toda sorridente e a comprar uns caramelos com o caramelo do Zapateiro.
- Não me digas que estás com ciúmes Aníbal. Tão querido que tu és. Não foi nada disso, e se não tivesses guardado para ontem aquilo que te pedi há tanto tempo, e já tivesses aprovado aquilo do aborto mais cedo, nem tinha tido necessidade de lá ter ido.
- Ai agora a culpa é minha. Era só o que me faltava, eu que tive de andar lá pelo norte a inaugurar umas coisas e a dizer umas tretas para alegrar aquela gente. Apanhei cá umas molhas que nem sei como é que não fiquei doente.
- Coitadinho do Aníbal. Eu sei que foi uma semana difícil para ti, mas vê lá eu que depois de Badajoz ainda tive de ir a Riga por causas de umas coisas da NATO e ainda tive de aturar o chato daquele americano, o Bush. Vá lá que ele me fez uns elogios senão tinha sido uma seca.
Pegando na garrafa e enquanto enchia dois copos de espumante, o Sr Silva disse:
Este é do bom, diz aqui “Reserva especial”. Foi a Maria que o comprou ali no hipermercado e nem foi muito caro porque estava em promoção. Também queres uma fatia de bolo-rei?
- Aníbal, não te vais por para ai a comer bolo-rei agora, pois não? É que depois fico toda cheia de migalhas na roupa e no cabelo e hoje já tomei o meu banho. Nem penses nisso, comes depois de eu me ir embora. Faz é um chin-chim comigo.
Tocaram com os copos um no outro enquanto os seus olhos se cruzavam num sentimento de urgência.
- Traz mas é a garrafa e vamos até lá dentro que isto está sol mas faz aqui muito frio. Anda mas é dai para me aqueceres.
Fechou-se a porta, e tudo o que encontramos mais tarde no lixo, foi uma garrafa de espumante, Reserva Especial”, e uma fava ainda com pedaços de bolo-rei agarrados. Não conseguimos descobrir a quem terá saído.

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Esta coisa chamada Miguel Frasquilho

Andava eu na Internet à procura das notícias sobre o debate do Orçamento na Assembleia da Republica, para confirmar os números ditos pelo Ministro das Finanças sobre a taxa real de IRC paga pela Banca, (tinha ouvido ao longe qualquer coisa como 11,3%, já considerando a dedução de previsões, e 6% considerando só resultados brutos de exploração), quando me aparece à frente um artigo do economista e deputado do PSD Miguel Frasquilho. Imediatamente me arrepiei todo. É que, embora ainda não tenha falado aqui desta personagem, é alguém por quem sinto um incontrolável asco. Isto acontece desde o primeiro dia em que o vi, e tanto a sua imagem como aquilo que diz, me fazem ficar enjoado. Nada tenho contra ele que seja diferente daquilo que tenho contra os economistas neo-liberais que agora por ai pululam, mas por uma reacção estranha, este mexe-me com os nervos. É um nojo irracional e contra o qual nada posso fazer.

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Quarta-feira, Novembro 29, 2006

Salas de chuto

"Salas de chuto", (ICAR), deverão avançar em Lisboa, com duas experiências-piloto, no primeiro trimestre de 2007. A intenção foi ontem aventada pelo vereador da Acção Social da Câmara de Lisboa, Sérgio Lipari Pinto.
Embora existam pequenas variações, as “salas de chuto” de outros países não se limitam a promover o consumo asséptico de estupefacientes. O seu objectivo central é reduzir os riscos associados ao consumo de drogas (como a morte por overdose e a propagação da SIDA e das hepatites), mas também tentam facilitar o acesso a tratamentos de desintoxicação e a outros cuidados de saúde e apoiar a reintegração social dos toxicodependentes. Estes, poderão contar com apoio médico, psicossocial, alimentar, de higiene e receberão informação sobre programas de tratamento.

Normalmente gosto de brincar aqui no meu blog, mas este assunto é sério demais para isso. Espero que estas novas salas provem ser uma boa medida e que ajudem a definitivamente acabar com esse flagelo que são as drogas duras. Já morreu gente demais devido ao seu consumo, e muitas vidas poderão ser poupadas se a ajuda estiver perto daqueles que tiveram a infelicidade de ser apanhados na malha da toxicodependência. Para todos aqueles que são pais, este é certamente um dos seus maiores pesadelos.

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A Bruxa de Felgueiras

Parece que uma bruxa que anda a assombrar Felgueiras vai finalmente ser acusada e julgada por alguns dos crimes de que é acusada. Sabendo dos seus poderes, e de todas as novas receitas mágicas que aprendeu quando andou as frequentar as prais de Copa-Cabana no Rio de Janeiro, muitos suspeitam que ela acabará por se safar e ser transportada em ombros pelos crentes locais.
Alguém quer arriscarfazer aqui uma "aposta" de como tudo isto irá acabar?

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O Al-Sahhaf português

Teixeira dos Santos foi hoje acusado, pela oposição, de se comportar como o antigo Ministro da Informação de Sadam Hussain, Al-Sahhaf. Em defesa do ministro saíram os deputados do PS, afirmando não ser correcto proferir aquele tipo de acusações num local como a Assembleia da Republica.
Para que não fiquem dúvidas, o WeHaveKaosInTheGarden, lançou-se numa busca e conseguiu encontrar esta fotografia, tirada quando da invasão do Iraque e, onde se pode confirmar que Teixeira dos Santos e Al-Sahhaf são uma e a mesma pessoa.

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Terça-feira, Novembro 28, 2006

Flexigurança

A imaginação desta gente parece não ter limites. Agora é a "flexigurança", a ultima invenção para nos convencerem da sorte que teremos em não sermos aumentados, não termos um horário de trabalho e como a felicidade passa por sermos despedidos. O governo lança a ideia para o ar, os patrões já esfregam as mãos de contentes e nós podemos já ver o nosso futuro mais negro.

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A Virgem ofendida

Ontem, enquanto conduzia para casa ouvi a noticia de que o Tribunal de Contas, numa auditoria à empresa que gere o Metro do Porto, tinha feito várias recomendações ao governo sob a forma como o estado devia exercer a sua participação na mesma, e que considerava exagerado que administradores, não executivos e que só pertenciam à administração por inerência dos seus cargos de Presidentes de Câmara, sem nenhuma função especifica a não ser comparecer em reuniões de quinze em quinze dias, possuíssem um cartão de crédito para despesas de representação, com o saldo de 1200 euros mensais, e que somados ao vencimento que ali lhes pagavam contabilizavam uns belos 4500 euros. Os visados neste caso eram Valentim Loureiro e Narciso Miranda. Ouvi isto, chamei-lhes de chulos na minha cabeça, e nem ia ligar muito mais a isso. Mais um cargo daqueles que vão acumulando e que faz com que ao fim do mês esta gente consiga “empochar” uns cobres.

Então porque mudei de ideias e estou aqui a escrever isto? Simplesmente porque, mais tarde, apareceram na televisão os dois a justificarem-se, quais virgens ofendidas, e a dizer que não era bem assim, que depois de pagos os impostos não era tanto dinheiro tendo mesmo o honesto Valentim afirmado que isto nada mais era que um ataque às autarquias e aos Presidentes de Câmaras. Surgiu-me então a dúvida, se ao fazer aquelas afirmações, o São Valentim estava a afirmar que todos os Presidentes de Câmara têm “tachos” destes que vêm a lume de quando em vez, ou se simplesmente estava a atirar areia para o ar para assim poder passar mais despercebido no meio da confusão. Ao escrever isto surgiu-me ainda uma terceira hipótese, a de serem as duas hipóteses verdadeiras. O que pensei, e era para ficar no silêncio na minha cabeça quando guiava o carro para casa, digo-o agora bem alto: - Chulos.

PS:Já depois de escrever este post re-ouvi o Valentim e mais uma pérola saiu da sua boca, a de que temos todos de nos convencer que as pessoas têm de ser pagas não por fazem ou não fazerem, mas pela responsabilidade que têm, e o Metro do Porto mexe com muitos milhões. Só posso dizer que isso já nós tinhamos notado, Sr. Valentim.


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Uma Miss na Turquia

O Papá Ratsszinger vai à Turquia, um país onde 99% da população é muçulmana, numa viagem de charme. Uma viagem de quatro dias para tentar esquecer as infelizes afirmações que proferiu há algum tempo atrás e onde, como penitencia, vai defender a entrada da Turquia na União Europeia. Só posso esperar que desta vez leve a lição bem estudada e faça um discurso tipo “Miss”, defendendo a paz no mundo e o fim da fome e da pobreza. É que eu, tenho sempre medo do que dizem estes personagens que se dizem representantes de Deus na terra.

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Segunda-feira, Novembro 27, 2006

O almoço mistério da Sócretina

Um dos nossos repórteres, que suspeitamos que foi atacado pelas SSS (Serviços Secretos Sócretinianos), enviou-nos esta fotografia. Não tinha nenhuma nota nem qualquer outra informação sobre o quando, onde, porquê e com quem se encontrou. Talvez alguém nos saiba esclarecer este mistério.

PS. Claro que isto é tudo treta, mas apeteceu-me fazer esta imagem e como não tinha nada que fazer com ela...inventei.

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Porque eu é que sou o Presidente da Comissão Europeia

Durão Barroso, que enquanto primeiro-ministro português, em 2003, apoiou activamente a intervenção militar no Iraque.
"Na altura, tomei a decisão que pensei ser a melhor para os interesses portugueses", disse, justificando que a mesma foi tomada a pedido e em apoio de importantes e históricos aliados de Portugal, como os EUA, o Reino Unido e a vizinha Espanha.
Portugal "não perdeu nada", pelo contrário, "só ganhou credibilidade na ocasião". Exemplificou com o facto de, pouco tempo depois, ter sido convidado para o cargo de Presidente da Comissão Europeia, com o apoio de países europeus que se opuseram à intervenção no Iraque, como a Alemanha e a França.
"Mas temos de reconhecer que as coisas estão a correr mal no Iraque. Estão mal", rematou José Manuel Durão Barroso.

Quando já todos, mesmo os próprios Americanos, reconhecem que a invasão do Iraque foi um erro monstruoso, que as razões apresentadas foram baseadas em mentiras, parece que só o nosso "Cherne" ganhou alguma coisa com isso.
Será que afinal a invasão do Iraque foi realizada, morreram milhares de pessoas, a região está em total confusão, a guerra civil parece inevitável, e tudo isto não pela loucura do Bush, nem pela sede sede de petróleo, mas tão simplesmente, para benefício do Durão Barroso?

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Comentadores de Portugal - Josá António Saraiva

Quem melhor para acabar esta série sobre os comentadores que pululam neste Jardim à beira-mar plantado que o José António Saraiva. Director do Expresso até se transfigurar no criador e director do seu arqui-inimigo "Sol". Convencido que é Senhor do conhecimento pleno, tanto do presente como daquilo que ainda não o é, considera-se ainda como o maior merecedor de um Nobel que teima em não lhe ser dado. Presunção e água benta, cada um toma a que quer.

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Domingo, Novembro 26, 2006

Comentadores de Portugal - Os desportivos

Para esta série de comentadores ficar completa era indispensável falar aqui dos comentadores desportivos. Como há disso por aí aos montes, escolhi os “três estarolas” do “Dia seguinte”. José Guilherme Aguiar, Fernando Seara e Dias Ferreira. Um que fala de “quando eu era Presidente da Liga” e consegue passear-se pelas aldrabices do Pinto Dourado como se nada fosse, o outro, com o seu ar moralista vê penalties por todo o lado menos quando é contra o Benfica. Nuns dias os árbitros são humanos, noutros não passam de ladrões, tudo dependendo da baliza onde entrou a bola. Por ultimo, o homem que esparramado numa cadeira se chora, a eterna vitima do clube sempre enganado. Mal-educado que baste, ferve em pouca água e, se ainda há quem assista aquela “xaropada”, é na esperança que um dia ainda venha a pegar-se à estalada com o Seara.

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Comentadores de Portugal - Eduardo Prado Coelho

Ler o que Eduardo Prado Coelho escreve, faz-me sempre imaginar o que deverá ter pensado a primeira pessoa, que em 1910, que olhou para o retrato de “Ambroise Vollard” pintado pelo Picasso.
-
Se foi pintado por aquele gajo tão famoso, então deve ser bom, mas não percebo nada.
A diferença, aparece pouco tempo depois quando o quadro do Picasso nos prende, a atenção e os sentidos, para logo se revelar aos nossos olhos em toda a sua arte, enquanto o texto do outro só me dá a vontade de ir ler outra coisa qualquer.

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Comentadores de Portugal - Quadratura do Circulo

A Quadraloucura do Circulo

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Sábado, Novembro 25, 2006

Comentadores de Portugal - Miguel Sousa Tavares

O D. Quixote dos comentadores. Diz o que pensa, embora muitas vezes não pense muito bem no que diz. Tem a vantagem de chamar os bois pelos nomes, embora tenha alguma dificuldade de distinguir um boi de uma vaca. A sua recente posição contra a blogosfera, por ter sido acusado de plágio num blog anónimo, mostra bem como quando coloca as “palas”, acaba sempre a atacar moinhos de vento nunca acertando no alvo.

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Comentadores de Portugal - Lobo Xavier

O terceiro mosqueteiro da quadratura. Sempre que o vejo lembro-mo sempre daqueles cãezinhos que viveram nos vidros traseiros dos carros deste jardim com a cabeça a abanar e a dizer sim, sim, sim. O Pacheco é o carro, ele o sim.

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Comentadores de Portugal - Pulido Valente

Mais Valente que polido, Vasco Pulido Valente é certamente um dos comentadores mais comentados nos blogs. Um homem que diz uma coisa num dia e o seu oposto pouco tempo depois e em cada um dos casos consegue criar tantos “ódios” como “apóstolos”. Convive calmamente com o “ódio dos apóstolos”.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Sexta-feira, Novembro 24, 2006

Comentadores de Portugal - Jorge Coelho

Neste fim-de-semana de chuva que se aproxima, vão continuar a desfilar aqui no WeHaveKaosInTheGarden, os comentadores que fazem a notícia, o facto político e que falam, falam para dizer aquilo que todos já sabemos, ou para nos tentar convencer que aquilo que é, não é bem aquilo que parece ser, mas algo muito diferente. Falam mais do que dizem e nunca dizem aquilo que pensam.

O primeiro desta nova série é o coelhinho cor-de-rosa, Jorge Coelho, o homem que em tempos disse que quem se metesse com o PS levava. Com aquele seu ar mais “popularucho”, que nem os fatos feitos à medida lhe conseguem disfarçar, fala alto, mesmo que aquilo que diga não faça muito sentido. Durante anos, foi o homem que dominou o aparelho do PS, para agora andar a querer disfarçar-se de alguém mais afastado, mais crítico sobre a governação. Depois, sem mais nem menos, nos tentar convencer que as coisas são assim, têm de ser assim e que este é o único rumo a seguir. Muitas palavras para dizer muito pouco.

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An Arrangement

An Arrangement -1901Maurer

Em mancha de cetim negro/fumo
o olhar que escorrega sobre seda.
Tecidos macerados nos desejos
que atravessaram desertos,
desencontros e enganos
noites frias...
Salpicos de cores
indisciplinadas.
Inclinada.
A luz ilumina o rosto
e acaricia-lhe o corpo
suavemente.
Os vínculos do tempo
se vislumbram
e o destino
vem
ou
não vem.

AMARCORD

Violencia Infantil

Será que a entrevista do Sr. Silva na Televisão e o seu apoio às políticas do Sócrates pode ser considerada como violência infantil?

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O Incredible super-vilão Carmone

O promotor do loteamento da Lismarvila, empresa do grupo Obriverca, previsto para a zona de Marvila, foi ontem aprovado pela Câmara de Lisboa, e caso o empreendimento venha a ser inviabilizado pelo governo, no sentido de evitar comprometer a construção do TGV e dos acessos para a terceira travessia do Tejo, pode vir a exigir do Estado uma indemnização superior a 60 milhões de euros. É que mesmo que venha a ser impedido de construir ninguém lhe tira os direitos adquiridos, nem a indemnização.
A proposta, subscrita pela vereadora do urbanismo Gabriela Seara foi aprovada com oito votos contra do PS, PCP e BE, a abstenção de Maria José Nogueira Pinto, votos favoráveis do PSD e o voto de qualidade de Carmona Rodrigues.

Como se já não bastassem os escândalos, as mordomias, a vergonha que tem marcado o mandato autárquico de Carmona Rodrigues, eis que nos surpreendem com a inqualificável atitude de aprovar um loteamento, apesar de saberem que por aquele local irão passar as obras da nova ponte sobre o Tejo, e que tal aprovação só irá fazer o estado gastar mais uns milhões para o impedir.
Esta forma de olhar e esbanjar os dinheiros públicos só deixa três alternativas: Ou é irresponsável, ou vingativo ou corrupto. Irresponsável porque não ser capaz de pesar as consequências das suas decisões, vingativo por com isto procurar levantar problemas a um governo só por este ter uma outra cor politica ou finalmente corrupto por permitir que um privado embolse um “jackpot” 60 milhões de euros sem nada ter de fazer para isso. Em qualquer dos casos o tempo de validade de Carmona Rodrigues há muito que já expirou. Está na hora da oposição “despedir” este senhor e devolver a palavra aos lisboetas. Tudo isto já cheira mal demais.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

Os sprinters e o corredor de fundo

Os protestos dos deficientes que estavam à beira de perder benefícios fiscais em 2007, devido à proposta do Executivo, deu frutos. O Governo cede, mas só em alguns pontos.
Quem decidiu dar ouvidos às queixas dos deficientes foi o grupo parlamentar do PS, que propõe a introdução de um regime transitório nas deduções à colecta dos sujeitos passivos com deficiência. O corte de benefícios, como se previa na proposta de Orçamento do Governo, só estará integralmente em vigor em 2009. Até lá, o corte de benefícios será gradual. Para isso, no ano que vem, apenas será considerado 80% do rendimento dos deficientes, e em 2008 apenas 90%.
In “Agencia Financeira”

Pois é, uma pequena vitória nas eliminatórias para os deficientes, mas a medalha de ouro da vitória na final irá sempre parar aos cofres do governo. Não vou aqui fazer juízos de valor sobre esta medida, já tão criticada por uns e defendida por outros, isso deixo à consciência de cada um.

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ADOLESCERE

Alexey Fedorovich Pakhomov 1900-1973
Young Girl in Blue

Rosto rosado em regaço repousado sob o azul,
à espera que o vento o agite ao acaso e progressivamente permita arriscar, timidamente, gestos amorosos mais ousados. Prelúdio para o conhecimento do corpo e do espírito, anunciando as promessas sensuais da adolescência.


AMARCORD

Porque hoje é quinta-feira

Mal os portões do casarão se abriram, a Sócretina correu por ali acima para só parar nos braços do Sr. Silva.
-Aníbal, meu querido Aníbal, tu fizeste de mim a pessoa mais feliz do mundo.
- Calma Sócretina, tu sabes que eu sou o teu maior admirador. Sem ti este mundo, que todos os dias olho aqui da minha varanda, não fazia sentido. És tu que o está a mudar e a fazer dele aquilo que eu sempre sonhei.
-Mas a tua coagem ao desfiares a tua família foi um gesto que eu nunca vou esquecer. Desculpa-me se algum dia duvidei de ti.
- Tu sabes bem que eu e a minha família já há algum tempo que não andamos muito bem. O miúdo do Mendes só anda para ai a dizer e a fazer disparates, o Santana já há muito que só diz mal de mim e o resto não passam de uns lambe botas. Tu vales mais que todos eles juntos.
-Mas tu gostavas da Manuela e do Borges. Eles não ficaram aborrecidos contigo?
-Não, eles sabem que nada disto que estou a fazer os vai prejudicar. Eles são a minha família mais próxima e um dia serão recompensados por estarem ao meu lado.
-Isso não entendo muito bem. É que eles nunca gostaram muito de mim.
-O que eles querem mesmo é ver-me feliz e sabem que neste momento só tu o consegues fazer. Eles compreendem-me.
-E a Maria, não te fez nenhuma cena feia, não te acusou de seres infiel?
- A Maria há muito que quer é tratar da sua vida e desde que eu limpe sempre os pés à entrada, baixe a tampa da sanita e não deixe pelos no lavatório nem a roupa espalhada no chão, não me chateia muito.
-O Aníbal, estou tão feliz com aquilo que fizeste comigo.
-Deixa lá isso agora e vamos até ali à nossa salinha para podermos estar mais à vontade.
Rapidamente dirigiram-se para a porta que fecharam atrás de si. O que lá disseram e fizeram não sabemos, só podemos imaginar.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

SIMBOLISMO INQUIETANTE

"No grande teatro da ilusão
não vale a pena,
não vale a penadlim dlão dlim dlão
apagam-se as luzes, esvazia-se a cena.”
Mário Botas, in Catálogo da Retrospectiva de Mário Botas, citado por Almeida Faria

A morte escondida na luxúria da beleza.
Poético, fantástico e onírico

AMARCORD

Os Dias da Festa da música

Este post há muito que andava para ser escrito, mas por um motivo ou outro foi sempre adiado. Se este blog fosse um jornal diário já nunca seria publicado, mas como não é, e sou eu que escolhe o que me apetece fazer, cá vai ele.

Ouvi a triste notícia de que o “Festa da Música”, talvez o maior acontecimento cultural deste país, e que já se realizava há sete anos, tinha dado o triste pio. Na voz do Presidente do CCB, Mega Ferreira, foi dito que por falta de dinheiro não ia ser possível a realização do festival, sendo este substituído por um outro, realizado nas mesmas datas, mas menos ambicioso, com metade dos espectáculos (de 115 para 51) e um terço do custo (de 1,2 milhões para 400 mil euros). Acaba a filosofia do Festa da Musica, dedicado a compositores e períodos da história da música, e aparece uma nova, a dos “Dias da Música” dedicado a um instrumento (este ano o piano) e aberto a outras áreas da música como seja o jazz e a música improvisada.

Se nos podemos sentir pesarosos por ver o fim desta “Festa”, abismados ficamos quando a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, que paralelamente com Rui Rio e Cavaco Silva representam o tridente da paupérrima imagem do que é a cultura em Portugal, nos vem dizer que não é por falta de dinheiro que a festa não se vai realizar, mas sim por uma mudança de orientação da Administração do CCB. Se tivesse ficado calada, todos nós acabaríamos por ter de aceitar a inevitabilidade da situação, assim sentimos que temos o direito a explicações que nos demonstrem quem fala verdade e quem nos anda a vender piano por orquestra.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Contras vs Prós

A reincidência semanal da eloquência pastiche e da veneração subserviente ao sonho dos prazeres prometidos pelos detentores do poder.

No seu fetiche pela mercadoria de consumo, adorna as marcas sociais das condições da sua produção, com penas de pavão.


AMARCORD

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Bibliotecas

The Library of Thorval Boeck
Harriet Backer (Norueguesa 1845-1932)

As leituras que se guardam no lusco-fusco,
e nunca se sabe onde estão.
Espreitam-nos,
desaparecem.
escondem-nos,
num estranho baralho.


AMARCORD

Uma Lisboa assombrada

Maria José Nogueira Pinto, durante a reunião da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), desafiou Carmona Rodrigues a explicar os motivos pelos quais decidiu terminar a coligação por considerar que estava em causa o “nome” que a vereadora disse ter construído “ao longo dos anos na vida pessoal, profissional e política”.“Julgo que o mereço”.“Só o senhor presidente pode efectivamente dizer em que factos o senhor presidente fundamentou a deslealdade”.
In "Diário Digital"

Essa figura sinistra que há alguns anos assombra Lisboa, Carmona Rodrigues, muito por culpa do PS que apresentou como candidato à Câmara Municipal um tal de Carrilho, perante o pedido de explicações feito pela “Tia Maria José”, manteve-se mudo e calado. Numa total falta de respeito quer pela vereadora, quer pela Assembleia, quer pela população que o elegeu, remeteu-se ao silêncio. Este é afinal um facto que nem é novo, já que perante as trapalhadas que tem assolado a cidade a sua resposta, quando questionado pelos jornalistas, é um virar de costas e o silencio. Como anda triste esta minha cidade.
Eleições antecipadas são um cenário que muitos “alfacinhas” acreditam poder tornar-se uma realidade e esperam que o PS, não troque a necessidade de limpar a cidade desta gente, por pelouros ou lugares em empresas municipais, como aconteceu em Oeiras. Exorcizar Lisboa não só é necessário como urgente.
Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Evolução e liderança

Um estudo efectuado pelos investigadores do WeHaveKaosInTheGarden conseguiu determinar a evolução da liderança politica dentro do PSD. Em poucos anos a liderança alterou-se do espécimen “Cavakus Horribilespara “Fugitis Chenius Barrosum”, “Calimerum Santaneris” até atingir o actual “Markacos Parvus Mendes”. Havendo outras correntes evolutivas dentro do PSD fica a duvida se esta espécie irá evoluir para a sub-espécie “Filipus Ridiculus Menezium”, “Manuelis Assustadorum Lactea” ou mesmo para um “Sebastionicus Antonius Borgeum”. Considera ainda este estudo que, pela forma rápida e degenerativa como a evolução se tem vindo a realizar, a hipótese de atingirem a fase de “amebas politicas” pode ser atingida muito brevemente.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

Terça-feira, Novembro 21, 2006

O Herói oo Povo

Ontem à noite muitos portugueses viram, no programa Prós e Contras, Garcia Pereira ser o "justiceiro" que tantos desejavam. Num frente a frente com os representantes da Banca, falou, apontou o dedo e pôs a nu muito daquilo que, a todos nós nos revolta e contra o qual nos sentimos impotentes. A prepotência com que muitas vezes os banqueiros nos costumam brindar, desta vez não ficou sem resposta. O João Salgueiro, cedo meteu a viola no saco e deixou toda a defesa da honra da banca no vice-presidente do Millennium/Opus Dei, Filipe Pinhal. Defesa essa que passou sempre por se dizerem dentro da lei, sem se preocuparem com a moralidade e a decência daquilo que fazem. Até o próprio representante do governo, que como quase toda a gente evitou sempre ser frontal nas suas opiniões em desfavor da Banca, não pode acabar o programa sem, lamentar que a banca não se auto-regule mais e se esconda sempre por detrás de malabarismos legais. O único contra-ataque da banca contra Garcia Pereira, foi feito quando o acusaram de estar a chamar burros aos portugueses afirmando que todas as condições dos empréstimos estão no contrato assinado pelos clientes. Demagogia pura, já que num país que tem das maiores taxas de iliteracia da EU, entender todo aquele arrazoado de palavrões técnicos, números e referencias a leis e regulamentos, é quase impossível para a maioria da população. Garcia Pereira não nos chamou de burros, mas sim de vítimas de um sistema que usa e abusa de expedientes para nos enganar.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

O pobre coitado

Depois de ver a Sócretina coroar-se Imperador do Jardim, resolvi virar-me para a oposição a ver se via ali alguma resistência digna desse nome. Procurei e descobri que o Pequeno Mendes anda por terras de Vera Cruz a babar-se, enquanto vê uma sambista a bambolear-se à sua frente. Só me lembrou aquelas meninas de alterne a dançar e a passar as “maminhas” e o “cuzinho” pela cara dos clientes, sem que estes possam tocar nem que seja com um dedo. Até tive pena do pequenote.

Do outro, aquele mais balofo, e que é líder daquele partido pequenino, não o consegui encontrar. Ouvi dizer que andou por ai a elogiar a entrevista do Cavaco e a apoiar o aumento proposto pelo Sócrates para o ordenado mínimo, mas não se vê. Parece que, como ninguém gosta dele no partido, anda amuado pelos cantos. O melhor mesmo é ir-me habituando à ideia de que a novela das quintas-feiras com as visitas da Sócretina ao Sr. Silva ainda vai durar muitos anos.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Promenade

Promenade - Chagall
Passeios lânguidos e mornos entre metamorfoses de sonhos que nos embalam.

AMARCORD

O Imperador Sócrates

Quem olhasse para a política portuguesa, há meia dúzia semanas, pensaria que este rei estaria a braços com o início de uma revolução. Após uma “rentré” atribulada, com uma manifestação de 30 mil professores, uma de funcionários públicos de 90 mil, um ministro a anunciar o fim da crise enquanto outros pediam sacrifícios em nome dessa mesma crise, um secretário de estado que veio anunciar-nos que a nossa conta de electricidade ia aumentar 16%, culpando-nos a nós consumidores por isso, um orçamento que aumentava impostos a pensionistas e deficientes, guerra com as autarquias e com o governo regional da Madeira e mais um monte de trapalhadas de que já nem me lembro, parecia que o caminho não tinha regresso possível. Parecia que este governo se estava a desmoronar, os nossos brilhantes comentadores anunciaram o fim do estado de graça, falaram em remodelação, e as sondagens começaram a mostrar desgaste no PS. Como se de magia se tratasse, Sócrates bate toda a oposição no debate do orçamento, faz-se reeleger no PS e coloca aqueles comentadores que lhe previam um trambolhão a aplaudir os seus discursos no congresso, lança para a praça pública a indignação sob algumas das “trafulhices” utilizadas pelos bancos para nos “chupar” mais o sangue, torna-se um quase nada mais maleável nas negociações com os sindicatos, propõe um aumentozito um pouco maior para o ordenado mínimo e consegue convencer o Cavaco a colar-se ás suas medidas e a ir a uma televisão dar uma entrevista a dizer Ámen a tudo o que tem feito. Como se isto não bastasse, a pequeníssima oposição existente resolveu começar a lavar na praça pública as suas guerras internas. O Sócrates aplaude e já pode coroar-se como Imperador deste jardim. Esperemos que não vitaliciamente.

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Segunda-feira, Novembro 20, 2006

Lá se foi o cordão Umbilical

Depois da entrevista do Sr.Silva, em que elogiou a governação do Sócrates, e de Marques Mendes ter dito exactamente o contrário na visita ao Brasil, consumou-se o corte umbilical entre os dois. Se o pequeno Mendes já era um filho não desejado agora, depois do Cavaco ter parido as afirmações que pariu cortou-se definitivamente o laço que os unia.

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DAUPHYNE

Moldura da ritualidade teatral de Versalhes num mundo de decadência dourada e alienada .

AMARCORD

O Filme Negro do Marques Mendes

Uma semana negra para este pequeno realizador de filmes de oposição. Com a crise que se prolonga no seu "Estúdio", as ultimas produções têm sido autênticos desastres. Viu o seu guru e patrocinador principal, que habita num palácio em Belém, dar uma entrevista em que elogia o seu arqui-inimigo Sócrates, afirmando-o como um grande actor e o grande reformador deste filme em que todos vivemos, abrindo-lhe já as portas da vitória do “Óscar Eleições 2009”. Ter ido para o Brasil dançar o samba dos despeitados em nada lhe melhora a imagem e só vai fazer com que Cavaco, que já o considera como um actor secundário, o despromova a simples figurante.

Também na produção do filme “A grande trapalhada da Câmara Municipal de Lisboa” as coisas não lhe correm bem. Para evitar que um actor, que não faz parte dos seus bajuladores, fosse nomeado para um papel importante, resolveu escolher um outro. A actriz principal do Estúdio CDS, recusou, zangaram-se as comadres e o “Carmona” rasgou o contrato. Agora, a as filmagens parece comprometida e provavelmente a sua continuação será entregue a outros. Dos estúdios do norte Luís Filipe Meneses aponta-lhe o dedo acusando-o de não respeitar as normas do PSD.

Pior não podia ter sido.

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Comentadores de Portugal - Vasco Rato

Este até nem tem aparecido muito, mas não podia deixar de o incluir nesta galeria tal é o asco que as suas palavras me faziam sentir. Uma coisa obtusa com ideias de fazer vomitar um santo. Simplesmente abjecto.
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PS: Por esta semana termina aqui esta colecção de comentadores. Proximamente uma segunda série já que esta é uma espécie que se tem reproduzido em grande quantidade e muito rapidamente.
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Domingo, Novembro 19, 2006

Comentadores de Portugal - António Vitorino

Este menino tem sido ao longo do tempo sempre levado de carrinho. Apareceu como alguém de uma competencia extraordinária, mas até hoje só tem sido bom é a jogar ao toca e foge. Sempre que é a sua vez de jogar, lá vai ele a fugir que ninguém o agarra. Como comentador, é uma no cravo outra na ferradura. O cravo de tanto apanhar já está em más condições e a ferradura continua a acentar muito bem nos pés de muitos que ele elogia.
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Comentadores de Portugal - Pacheco Pereira

Aqui está o patrono do comentador portugues. Senhor da verdade absoluta, largas as suas postas de pescada, como se da sua boa só saissem pérolas de sabedoria. Contra o errado de todo o pensamento humano, apresenta as suas verdades, dogmas de compreensão e de saber. Qual profeta, lança a sua ira contra os inimigos da fé americana, os comunistas, socialistas, islamitas, esquerdistas, budistas, e todos os outros istas que não perfilham dos seus ideais. Sem ele, não haveria um sol para iluminar o mundo.
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Comentadores de Portugal - Nuno Rogeiro

A grande dúvida sobre este homem consiste em saber se é um comentador que faz uns biscates de espião ou se pelo contrário é um espião que tenta ganhar mais algum por fora a fazer comentários nas televisões. Considerado como o primeiro espião polimorfico, ou seja dos 204 países que existem, trabalha com espião para 203 deles, só não o fazendo para Portugal, porque lhe pagam mais como comentador. Sabe tudo, desde as cores das cuecas do Mahmoud Ahmadinejad, passando pelo número de estagiárias que passaram por debaixo da secretária do Clinton, até ao nome do barbeiro de Kalkot Mataskelekele, que como sabem é o Presidente da Republica de Vanuatu. Vejam lá, que parece que até sabe o que é o esternocleidomastoideo.
KAOS
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Nuno Rogeiro é um comentador que encerra o paradigma - aquilo que não está lá para ser descrito, precisa ser constituído. Através de um jogo de induções progressivas e introduções sucessivas, acentua a importância da "virtualidade", tratando a informação como restos diurnos dos seus pesadelos. O resultado é um levantamento tendencioso ornado de fábrica de pensamentos e re-significações. Um sabichão folclórico e polimorfo.
AMARCORD
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Sábado, Novembro 18, 2006

Comentadores de Portugal - Marcelo rebelo de Sousa

Aqui o nosso fadista que canta bem mas não me alegra. Bom comunicador, sorridente, tem o defeito de falar mais a pensar em si e no seu futuro que em comentar em consciência. Ficou conhecido por ser um “criador de factos políticos” e nunca foi capaz de abandonar essa sua forma de estar. Implacável quando os seus interesses estão em jogo, mas também sempre sorridentemente hipócrita na forma como os esconde sob a capa de “bonzinho”. Sonha ser Presidente da Republica e não há quem ele não esteja disposto a pisar para atingir os seus fins. Frio por natureza, populista por opção.
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Comentadores de Portugal - Paulo Portas

Como não podia deixar de ser o "Paulinho das feiras" tinha de estar presente nesta mostra. Coisa peneirenta, sempre com aquele ar de santinho, de incorrupto e impoluto ser, lá vai destilando o seu veneno neo-liberal. Referindo-se sempre à esquerda como uma peçonha, culpada de todos os males do mundo, apresenta-se no cenário mais surrealista e pacóvio de que há memória na televisão em Portugal, tendo ainda o pretensiosismo de chamar “Estado da Arte” aquela xaropada.

PS: Como fiquei na dúvida de qual das imagens colocar no post, coloquei todas.

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Comentadores de Portugal - Luis Delgado

Este fim-de-semana, aqui no WeHaveKaosInTheGarden, vamos prestar a nossa homenagem a essa gente, esses artistas, que conseguem falar de tudo e durante o tempo que for necessário, mesmos não percebendo de nada. Os comentadores.

Para começar, quem melhor que o famoso Luís Delgado, adorador de Santana Lopes e agora apaixonado por José Sócrates. Se há comentador que nos tenha feito soltar algumas gargalhadas perante as suas opiniões, mas sobretudo perante as suas previsões, ele é Luís Delgado.
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Sexta-feira, Novembro 17, 2006

Os exércitos do Menino Guerreiro

O Menino Guerreiro parece estar cheio de vontade de voltar a conquistar a liderança do PSD. Para isso conta com "vários exércitos" dentro do partido. Vamos a ver se não acaba ainda sem cabeça (embora muitos digam que nunca a teve).

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PS: Sei que tanto Santana já pode aborrecer, mas não resisti a fazer-lhe o boneco de menino guerreiro frente ao seus exércitos.
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Meteorologia

Claude Monet – Soleil levant
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O Sol de Inverno
traja num imenso azul
num tempo sincopado
em que aparece
e desaparece
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AMACORD

Vem ai sangue

Enquanto o Sr. Silva se derretia todo num canal televisivo, noutro o "Menino guerreiro", ia falando do seu livro, arma importante para o seu regresso à política e ao partido. Muitos devem ter sentido uma estranha sensação de picada nas costas.
Se a isto juntarmos as acusações de Luís Filipe Menezes ao líder social-democrata, Marques Mendes, de "perseguição política”, quer dizer que vai escorrer “sangue” dentro do PSD.
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Um amor verdadeiro

Fui hoje surpreendido por uma inesperada entrevista do Sr. Silva por aquela pessonagem, a Maria João Avilez, (nota-se muito que não gosto nada dela).
Ainda me ri um bocado enquanto foi explicando, quais e como se processavam as relações entre ele e a Sócretina. Não pude deixar de ouvir aquelas palavras misturadas com as minhas histórias dos “amores proibidos de Belém” e das suas quintas-feiras.
Quanto à entrevista, só veio confirmar o seu amor para com a Sócretina, tendo no entanto que manter aquele ar senhorial de respeitável homem de família, bom marido e bom pai. Claro que não pode estar para ai a bradar aos ventos que concorda com tudo o que a Sócretina diz, tem de manter as aparências, mas não sem deixar de lhe fazer um elogio público.
Ainda me lembro dos tempos em que, nos momentos eleitorais, era levantada a bandeira de perigo se houvesse um Presidente e um governo da mesma cor politica, para agora vivermos num autêntico idílio colorido.
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Quinta-feira, Novembro 16, 2006

De Olho na Comunicação Social

O Ministro dos Assuntos Parlamentares, que tutela a pasta da Comunicação Social, defendeu esta terça-feira que os jornalistas devem ser escrutinados enquanto fonte de influência, já que uma dos componentes da democracia é o controlo do poder, lembrando que o jornalismo é também considerado como «o quarto poder ou o quarto do poder».
Esse controlo implica «interpelar a definição de agenda» que é «um dos poderes essenciais» do jornalismo, já que determina se um acontecimento ou uma declaração é dado a conhecer e tomado como importante ou se é menosprezado, tornando-se desconhecido do público.
«Uma coisa são os conteúdos, outra são os jornalistas» considerando «desajustada» a forma como «alguns jornalistas se transvestem de comentadores».
Defendeu ainda não ser necessário «que os jornalistas actuem como se fossem um corpo estranho ao poder» para controlarem esse poder com imparcialidade. «Não precisamos que os jornalistas actuem como se qualquer contacto com o poder fosse uma contaminação com lepra, só precisamos é da capacidade deles se auto-regularem», concluiu.
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Li e reli as afirmações do Ministro e ainda não consegui chegar a nenhuma conclusão. Se, por um lado a forma como a informação em Portugal nos é impingida, atinge momentos de vómito com a promiscuidade entre os poderes políticos, económicos e os órgãos de informação, por outro sinto sempre um nervoso quando o poder politico começa a falar em “escrutinar” jornalistas. Será talvez um medo que vem de outros tempos, mas lembro-me sempre do famoso "lápis azul". Concordo quando fala de ser totalmente desajustada essa ideia de jornalistas transvestidos de comentadores, mas o mesmo, e com mais razões ainda, se pode dizer dos políticos, presos que estão a interesses partidários, a vender ideias como se fossem gente liberta de compromissos.
Seja lá como for, não gosto de ver os políticos a "deitar o olho" e a comentar aquilo que a imprensa diz. Chamem-me desconfiado, mas não gosto.
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Porque hoje é quinta-feira

Depois de uma semana em que andaram muito ocupados, com o Sr. Silva em danças pelo Uruguai e Brasil, na companhia da sua Maria, e a Sócretina a tratar da sua vidinha, finalmente os dos anjinhos se reencontram no “chalé” de Belém.
- Oh minha múmiazinha, como tive saudades tuas, como preciso tanto do teu apoio.
O Sr. Silva, olhando para ela com um ar preocupado:
- Precisas do meu apoio? Para quê, afinal a tua reunião de família no fim-de-semana parece que correu muito bem, todos te aplaudiram e te deram palmadinhas nas costas.
-
Pois foi, lá isso é verdade, mas tu sabes que eu tive de apresentar o orçamento lá para a casa e tantos os filhos como toda aquela gente que lá mora só querem mais e mais dinheiro.
-Se é para me pedires dinheiro não vale a pena que eu, com as obras das marquises de alumínio que a Maria anda a querer fazer e com o dinheiro que ela gasta em produtos de limpeza, estou quase teso.
Afirmou imediatamente o Sr. Silva.
-Não é isso – disse a Sócretina – Eles bem ficaram a refilar, mas eu já lhes disse que não há pão para ninguém. O pior é que também tive de dar um aperto lá no gajo da Madeira, que vive à grande e gasta mais do dinheiro do que deve. Agora ficou para lá a gritar e a chamar-me nomes e, ainda por cima, o miúdo do Mendes foi-lhe para lá dizer que tem razão. Tens de me ajudar e dizer-lhes que aprovas aquilo que eu fiz.
-
Tu sabes, Sócretina, que eu gosto muito de ti, e que estes momentos que passo contigo são os melhores da semana, mas tanto o Alberto como o Mendes são da minha família. Família é família e eu também não me quero zangar com eles.
-Vá lá Anibalzinho, aprova lá. Fala com eles e explica que tem de ser. Por favor.
Suplicou a Sócretina enquanto lhe passava a mão pelo pêlo.
-Eu vou ver o que posso fazer, mas não prometo nada. E agora chega de falar de problemas e vamos mas é aproveitar o tempo antes me apareça por ai a Maria a refilar porque não limpei os pés à entrada, que não fechei a tampa da sanita, que deixei a roupa suja fora do cesto ou outra coisa qualquer. Uma chata é o que ela é.

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O Desafio

O António Oliveira, do Estrada Poeirenta, desafiou-me para responder a um desafio. Como tenho a mania de não resistir a um desafio aqui vai. Mas, segundo o Regulamento, primeiro o Regulamento:
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"Cada blogger participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloggers para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
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As minhas manias:
1º Não consigo usar gravata. Se é obrigatória prefiro não ir a ter de colocar aquela trela no meu pescoço. Já há muito que o não faço, mas era meu costume escolher um dia do ano, igual a todos os outros, sem nada de especial a não ser eu colocar uma gravata. Sei que vão dizer que sou maluco, mas se o sou que hei-de eu fazer?
2º Não gosto nada de conversar ao telefone. Irrita-me estar para ali a falar para o ar sem ver a cara da outra pessoa. Fico calado, sem saber o que dizer e em desespero para que aquele martírio acabe. Para dar recados ou fazer combinações é uma ferramenta óptima, para conversas, um horror.
3º Ser pontual. Sempre fui pontual e chegar atrasado faz-me ficar irritadíssimo. Sempre preferi esperar que fazer isso aos outros. O único problema que ser pontual tem é o de nunca lá estar ninguém para notar isso.
4º Deixar tudo para a última hora. Só na pressão do limite do prazo é que consigo trabalhar bem. Normalmente consigo acabar tudo a tempo, mas é sempre um sufoco.
5º A noite. È à noite que gosto de trabalhar, ler, ou fazer seja lá o que for. A calma, o não ser interrompido faz com que o tempo passe e os resultados apareçam. O mal disto é o despertador, monstro horrível que me mata um pouco todos os dias.
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Como é também é do regulamento, vou desafiar cinco bloggers. São:
- O Pafuncio
- Outminder
- Quintus
- Ideias Fixas
- Linhas de Pensamento

Uma boa noticia para Lisboa

O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues (PSD), retirou hoje os pelouros à vereadora do CDS/PP Maria José Nogueira Pinto, com quem mantinha uma coligação pós-eleitoral, alegando "violou hoje um dever de lealdade e de confiança elementar na relação entre pessoas que estão unidas por um acordo político". "Em consequência, decidi retirar à doutora Maria José Nogueira Pinto todos os pelouros que lhe estavam atribuídos".
In “Publico”

Há algum tempo tínhamos falado que a coligação PSD/CDS da câmara de Lisboa estava por um fio, num post “Mulheres à porrada” e onde referíamos a guerra entre as “Tias”, Maria José Nogueira Pinto e Paula Teixeira da Cruz.
Com o fim deste casamento de conveniência, a Câmara de Lisboa, a braços com uma enorme divida, casos de corrupção e trapalhadas sem conta, deverá rapidamente concluir que serão necessárias novas eleições, para o bem de todos os que vivem ou trabalham em Lisboa. Finalmente uma boa noticia.
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Quarta-feira, Novembro 15, 2006

Assombrações

Muitas vezes as imagens que me surgem são descontextualizadas no tempo. Mas, surgem e nada posso fazer para impedir que se recriem na minha cabeça e se façam no meu computador. Ficam depois, “mortas”, numa qualquer pasta, sem utilidade e sem razão para existirem. Esta, feita depois da visita do Marques Mendes à Madeira, renasceu hoje, dia da discussão da nova lei das finanças regionais, não por ser aquela que eu desejava, mas simplesmente porque não tive nem ideia nem tempo para criar outra. Há imagens assim, que se nos impõem, por mais que as tentemos descartar.
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O gordinho do orçamento

Se este orçamento obriga muito ministério a fazer dieta nas suas despesas e alguns a passar mesmo fome, também há o caso daqueles que vêm a sua dispensa mais bem fornecida. Mariano Gago, o homem dos olhos bonitos na opinião do Sócrates, é o caso daquele que vê a sua carteira mais bem recheada. Esperemos que tanta “massa” não lhe provoque uma indigestão.
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Ode Marítima

Julio Pomar

Os navios que entram na barra,
Os navios que saem dos portos,
Os navios que passam ao longe
(Suponho-me vendo-os duma praia deserta) -
Todos estes navios abstractos quase na sua ida
Todos estas navios assim comovem-me como se fossem
outra coisa
E não apenas navios, navios indo e vindo.


(Fernando Pessoa, Ode Marítima
)

A Nova Lei das Finanças Regionais

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JOGO DE XADREZ

Vieira da Silva
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Eu, sabendo que te amo
E como as coisas do amor são difíceis
Preparo em silêncio a mesa
do jogo, estendo as peças
sobre o tabuleiro, disponho os lugares
necessários para que tudo
comece: as cadeiras
uma em frente da outra, embora saiba
que as mãos não se podem tocar,
e que para além das dificuldades,
hesitações, recuos
ou avanços possíveis, só os olhos
transportam, talvez, uma hipótese
de entendimento. É então que chegas,
e como se um vento do norte
entrasse por uma janela aberta,
o jogo inteiro voa pelos ares,
o frio enche-te os olhos de lágrimas,
e empurras-me para dentro, onde
o fogo consome o que resta
do nosso quebra-cabeças.
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Nuno Júdice

Terça-feira, Novembro 14, 2006

A fome da educação

As verbas destinadas às instituições de ensino superior no Orçamento de Estado de 2007 não chegam para pagar os salários em metade das 14 universidades e cinco dos 15 institutos politécnicos públicos, noticia hoje a imprensa. Um exemplo é o Instituto Politécnico de Tomar que vai receber do OE 2007 menos 11,8 por cento (cerca de 1,2 milhões de euros) do que gasta em salários.
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Se a saúde anda a emagrecer e, se no ensino superior as coisas andam assim, podemos pensar que na educação a coisa já tenha atingido o nível de anorexia. Se não tiverem cuidado, os papás do orçamento ainda matam os filhos à fome.
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CHAGALL

O Mundo virado ao avesso
existe
E não cai !

AMACORD

ABSINTIO

Edgar Degas 1834 – 1917

Apesar de tudo não se esqueceu dos laços.
O tempo era efémero
de não retorno.
A amargura pousou sobre a mesa
O seu perfume cintilou
um instante
suspenso no ar.
O destino contrariado, ajustava contas.


AMARCORD

PERCEPÇÕES DA REALIDADE

PERCEPÇÕES E REALIDADE, é o nome do novo livro de Pedro Santana Lopes. Um livro que demorou um ano a escrever e que relata quatro meses de governo. Agora falta ler, para saber quem foram os familiares que lhe bateram quando ainda estava na incubadora.
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A Dieta da Saúde

O número de centros de saúde com Serviço de Atendimento Permanente (SAP) ou com Unidades de Internamento diminuiu no ano passado, em relação a 2004. Foram também reduzidas as camas nos hospitais destinadas aos internamentos das várias especialidades médicas e cirúrgicas.
Estes são os resultados do relatório da Direcção-Geral de Saúde que avalia toda a actividade e recursos dos centros de saúde e hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS)
In “Correio da manhã”
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De tanto emagrecer, esperemos que a saúde em Portugal não fique anorexia, para engordar outros mais "Mellos". Até se babam de tanta fome que têm de abocanhar tudo isto, e parece que há por ai muita gente com vontade de lhes dar o petisco.
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Segunda-feira, Novembro 13, 2006

O Cavaleiro do Apocalipse bancário

O Código do Imposto Municipal sobre a Transmissão (IMT) em vigor permite que sempre que uma pessoa deixa de pagar as prestações de um empréstimo que contraiu junto de uma instituição financeira e entregue a essa instituição um imóvel para pagamento do crédito, a instituição financeira não tem de pagar IMT por ter ficado na posse do imóvel.
Acontece que a administração fiscal detectou que esta isenção de imposto consagrada na lei estava a ser utilizada abusivamente.
Terão sido detectados casos em que eram as próprias instituições financeiras que, quando pretendiam adquirir um determinado imóvel, sugeriam ao seu proprietário que contraísse um empréstimo de montante igual ao valor pelo qual estaria disposto a vender esse mesmo imóvel.O proprietário do imóvel contraía o empréstimo, recebia o dinheiro da instituição financeira, não pagava as respectivas prestações e dava o imóvel como doação em pagamento desse mesmo empréstimo. A instituição financeira recebia o imóvel e, nos termos da lei, não pagava o imposto que teria de pagar caso adquirisse o imóvel normalmente.
In “SIC online”

Por ser recorrente, já estou à espera de ver aparecer ai o Sr. João Salgueiro a dizer-nos que os bancos já sabem como vão fazer para continuar a não pagar este imposto, ou onde vão cobrar mais aos seus clientes para cobrir mais essa “despesa”. Será que é defeito ou já é feitio esta forma de os bancos andarem sempre a procurar ludibriar a lei? Filhos da mãezinha deles que não tem culpa nenhuma.
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Romaria da Saudade

As idas de Manuel Alegre aos congressos do Partido Socialista, começam a parecer-se como um regresso saudoso ao local onde jaz o dito socialismo democrático. Um socialismo, que há já muito tempo, Mário Soares, tinha colocado na gaveta, onde foi definhando. Sócrates chegou, resolveu considerá-lo morto e procedeu ao seu enterro, sem “pompa e circunstância”.

A esperança que ainda resta, é que um dia, daquela terra, possa nascer um cravo vermelho e que com ele renasça a esperança de um mundo melhor. Até lá...
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O violinista de Santarém

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Domingo, Novembro 12, 2006

Os cor-de-rosas-vermelhas

O Congresso dos Zombies
Dedicado ao Forum Cidadadania
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Um fim-de-semana cor-de-rosa

O Congresso dos Zombies
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Traidor da Nação ou Herói?

“Confesso-me um iberista convicto, Portugal e a Espanha têm uma história comum, uma língua comum, uma unidade histórica e cultural e que a Ibéria é uma realidade que persegue tanto o Governo espanhol como o Governo português.”
Mário Lino (Vigo - Abril 2006)
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Os argumentos não convenceram um grupo de 12 cidadãos subscritores de uma queixa apresentada na PGR, alegando que o ministro, violou o código penal e a constituição da República, e “incorreu no crime de traição à pátria, punido com uma pena de dez a 20 anos de prisão, de acordo com o Código Penal”.
Os nacionalistas signatários, asseguram que não têm qualquer vínculo partidário e estão a agir por "patriotismo", revelando alguma decepção com o próprio Presidente da República.
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Eu, que gosto tanto dos Espanhóis como gosto do Cavaco Silva, ou seja nada, lembro-me de uma sondagem feita recentemente em que 28% dos portugueses se mostrou a favor dessa mesma união. Isto deu-me uma ideia genial para resolver os problemas da nossa economia. Era assim:
Primeiro prendia-se um terço dos portugueses, por traição. O problema dos funcionários públicos está resolvido (são 700 mil, 1/3 = 200 mil, ou seja cumpre-se os desejos do “Compromisso Portugal”). Também o problema dos 400 mil desempregados fica solucionado com a prisão de mais de um milhão de trabalhadores, o que resolverá também o problema da imigração, possibilitando a legalização dos que por cá já estão e a entrada de muitos mais. Uma sugestão poderia ser também a alteração à lei, criando a norma de que, os presos por traição em Portugal, passariam a ter de trabalhar em empresas multinacionais com as mesmas direitos e salários daqueles praticados na China. Acredito que com isso veríamos as Multinacionais que se têm “pirado” de Portugal, como a MG ou a LEAR, voltarem sem falar de muitas outras que passariam a escolher Portugal para abrir as suas novas fábricas. Os Chineses passariam eles a ter de viver com as “deslocalizações”, que como se sabe é “uma coisa inevitável no contexto da globalização”. Já estou a imaginar, milhares de lojas dos 300 a abrir por toda a china, para vender produtos “Made in Portugal”.
Sem saber, Mário Lino pode ter ajudado a resolver o problema económico de Portugal. Será que o devo nomear no concurso “O Maior Português de Sempre”.
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Sábado, Novembro 11, 2006

Estranho sentido de Estado

Cavaco foge de Lula no Brasil
Manchete do semanário Sol
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Ainda pensei que se tratasse de algum facto natural, ou algo que se tivesse passado no Oceanário e um cavaco andasse a fugir de alguma lula gigante que o queria comer. Depois, imaginei uma série de “lulas” a perseguir o Sr. Silva, mas pareceu-me demasiado surrealista para ser a verdade.
Afinal era tudo muito mais simples. O Cavaco passou por são Paulo e andou a fugir de se encontrar com o recentemente reeleito Presidente do Brasil, Lula da Silva. A desculpa oficial, é a de que estada em São Paulo foi uma escala técnica, e a do Sr. Silva de que se tratava de uma visita privada. Só por curiosidade gostava de saber quem pagou as viagens e o alojamento, se o estado português, ou seja, todos nós, ou se foi pago do bolso do próprio Sr. Silva. Outras versões parecem apontar para o facto de Lula da Silva não se ter estado presente na tomada de posse do Cavaco ou de que este preferia que a vitória tivesse sorrido ao candidato da Opus Dei brasileira, Alckmin.
Seja como for, parece-me que esta atitude mostrou arrogância e sobretudo desrespeito por o Presidente da Republica, recentemente eleito, de um país amigo. Poderia ao menos tê-lo felicitado pela vitória. Num momento em que tanto se fala da importância das relações de Portugal com o Brasil, e veio agora o Sr. Silva mostrar uma total ausência de sentido de estado com esta sua atitude.
Onde estão agora aquelas vozes sempre tão prontas para aplaudir tudo o que esse Sr. faz?
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A ceia da globalização

Fui hoje surpreendido por imagens da Primeira reunião do Conselho de Globalização, uma coisa organizada pelo Cavaco. Todos muito sorridentes, todos muito contentes e todos a dizer quão importante é a globalização. O Silva a falar da urgência da "sociedade em geral" começar a “pensar global e agir global”, e da necessidade de os empresários portugueses a investirem a uma escala global. É isso mesmo, vão montar as fábricas que fazem falta a Portugal, em países de mão-de-obra mais barata para terem mais lucros. Só assim poderemos orgulhar-nos, no futuro, de termos portugueses entre os mais ricos do mundo, mesmo que não haja trabalho em Portugal e continuemos a viver em “crise” eterna.

Até me arrepiei perante tantos “gravatinhas” tão importantes. Tudo quanto é gente do “papel” estava lá. Opus Dei, maçonaria, banca, empresários, chulos, tudo. O que eu não vi por lá foram mulheres. As quotas, pelos visto, não funcionam ali. Ou, a acreditarmos no “Código Davinci, haveria por lá uma Madalena. Não sei é quem poderá ser.
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O Forró da Maria

Passou-se mais uma quinta-feira, e a nossa Maria, andava eufórica por saber que a Sócretina está longe do seu Aníbal.
-Da bomba de gasolina de Boliqueime para o Brasil. Como o meu Anibalzinho subiu na vida. Fiz bem em casar com ele em vez do Manel lá da drogaria, pensou para com os seus botões.
Tal era a sua satisfação, que não resistiu a pegar numa sanfona que por ali estava, e tocar e cantar um forro para quem a quis ouvir.
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A gente briga, a gente chora mas a gente se ama
Depois na cama fica tudo bem
A gente puxa, estica e volta mas a gente se ama
Depois na cama fica tudo bem
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Eu fico aqui imaginando nosso amor no paraíso
E eu que perco o meu sono só pensando em você
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Sexta-feira, Novembro 10, 2006

O Chorinho sambado do Sr.Silva

Passou-se mais uma quinta-feira e o Sr. Silva, de férias com a Maria em terras do Brasil, não pôde deixar de se lembrar da sua salinha em Belém e de pensar - O que andará a fazer a Sócretina hoje?
Melancólico, pegou no seu cavaquinho e tocou um belíssimo “Chorinho” daqueles de “amassar coração”.
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Ai, meu Deus
Tou aqui tão sozinha
Me dá a graça
De voltar à Sácretina

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Mas, como tristezas não pagam défices, sorriu e começou a cantar:
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Porque eu tô Voltando
Faz um orçamento bonito pra eu ler
que eu só quero mesmo é
Promulgar
Quero te agarrar... pode se preparar
porque eu tô voltando
Dei folga pra Maria, manda o Mendes pra Madeira
Que eu tô voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar...
Quero mesmo é lá.. lá.. lá... lá.....
porque eu tô voltando!
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O fado Sócretina

Passou-se mais uma quinta-feira e as portas e janelas de Belém mantiveram-se fechadas e o pó continuou a acumular-se nos móveis. No canto da sala uma pequena aranha já começa a tecer uma frágil teia.
A Sócretina, muito ocupada na farra com os seus amigos na Assembleia durante todo o dia, só à noite realmente sentiu as saudades do Sr. Silva. Dedilhou a velha guitarra, companheira de tantos momentos, e cantou tendo só a lua como companheira:

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Que fado este o nosso,
em que o destino nos afasta,
tantas vezes.
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Tu no Brasil, não é coisa baril.
Será este um amor impossível?
Assim viver não posso,
e para ti abri a minha pasta,
tantas vezes.
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Tu no Brasil, não é coisa baril.
Será este um amor impossível?

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Verdade ou consequência?

O Governo de Teixeira dos Santos, resolveu arranhar os lucros da banca com o anúncio de algumas medidas fiscais. A Banca reagiu violentamente na pessoa do presidente da sua associação, João Salgueiro, alguns banqueiros e sobretudo do seu fiel bando de subalternos, comentadores, económicos ou não, sempre dispostos a bajular os enormes donos do dinheiro. Um vicio terrível este. Seja como for não sei bem quem vai ganhar, mas uma coisa é certa, quem vai acabar sempre a perder somos todos nós. Se a banca ganha, perdemos porque vamos continuar a ser assaltados pelos bancos que pagarão menos do que deviam, se ganhar o governo, perdemos também, porque os bancos vão continuar a pagar menos do que deviam e nós veremos as taxas das nossas operações bancárias subir ainda mais.

A outra teoria, a da conspiração é a de que tudo isto não passe de um combate daqueles da treta, com gajos muito grandes, a bater noutros gajos muito grandes e com mais gajos grandes, em formato “ContraRaw” (não sabem o que é vejam o contra-informação). Fingem que se batem muito, estas medidas não produzem qualquer efeito, a banca fica com a fama de que afinal até paga muitos impostos, e nós andámos todos distraídos, a ver e a falar disto no antes e no durante, e no depois pelo congresso do PS. As greves e o orçamento passam escondidos sem ninguém dar por eles. Mas, como disse, esta é a teoria da conspiração.
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Quinta-feira, Novembro 09, 2006

O dia seguinte de George Bush

Todos conhecem os problemas de alcoolismo do Bushedo. Este é o dia seguinte à derrota nas eleições.
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Henrique Pousão, 1859-1884

A Casa de Persianas Azuis
1883 (?), óleo sobre madeira
28,5 x 25,6 cm
Museu Nacional Soares dos Reis

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A casa. As persianas azuis gastas pelo sol resguardavam um interior fresco de paredes de pedra à antiga. A casa gostava de abrigar os dois namorados que por sua vez só sabiam viver às escondidas, longe do mundo e das gentes. Havia um dia da semana em que se enchia o tanque grande e ela divertia-se a lavar roupa. Às vezes escorregava para a água que tinha lodo no fundo, enquanto ele se ria e a apanhava no ar. Embrulhava-a numa toalha puída e levava-a para a casa.
AMARCORD

O Tutankamon da Banca

Em Portugal a banca, mais que um simples negócio, parece uma religião com bases bem fundamentalistas. Quais deuses sagrados, estão omnipresentes, e não há área onde não tenham os seus representantes para difundir a palavra do dinheiro e do lucro.

Um bom post sobre o assunto pode ser encontrado no blog “O Jumento” [AQUI]
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O adeus ao Hades americano

Depois de uma boa notícia da derrota dos Republicanos Bushianos nas eleições intercalares nos EUA, eis que chega uma muito melhor; Donald Rumsfeld foi com os cães. A demissão deste mostrengo é um alívio para o Mundo. Não lhe resolve os problemas, mas retira uma besta do caminho.
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Quarta-feira, Novembro 08, 2006

A queda do Bush

O Partido Republicano do Georgr Bush levou na cabeça nas eleiçõesintercalares Norte Americanas. Perdeu as eleições para a Câmara de Representantes e espera-se que o mesmo possa acontecer para o Senado. Isto não corre o Bush da presidência dos EUA, mas pelo menos é um sinal que até já os americanos estão fartos dele.
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Danças Cavaquistas no Mundo - IV Etapa - Brasil

O casal Silva, tem mostrado que gosta de fazer as suas viagens e que são uns dançarinos multifacetados. Flamengo Espanhol, das danças ciganas da Hungria, o Tango uruguaio e agora o Samba no Brasil.

O WeHaveKaosInTheGarden espera continuar a acompanhar esta verdadeira maratona de danças do mundo, sempre que o alegre casalinho se andar por ai a passear.
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Mal-educado. Eu?

Alberto João Jardim, o "Bicho da Madeira, chamou ao Sócrates "mal-educado", “mentiroso” e “obcecado”. Tudo verdades e muitas outras lhes poderiam ser coladas, mas aquilo que me veio logo à cabeça foi aquela frase, “diz o roto ao nu, porque não te vestes tu”.
Será que não há uma alminha que lhe ofereça uma cassete com o historial das suas afirmações ao longo dos últimos anos? Ou, pelo menos um espelho.
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Terça-feira, Novembro 07, 2006

O Abade da Paróquia

Pacheco Pereira anda muito preocupado com a figura do seu líder espiritual, Cavaco Silva. “Uma coisa é a cooperação institucional com o governo, outra a validação das políticas do governo”. Por razões que terão mais a ver com o “clubismo” político que com razões de prática politica, ver o Sr. Silva a colaborar com o governo está a preocupá-lo. “O Presidente da República tem de ajudar o governo, garantir-lhe a governabilidade, mas não pode caucionar as suas políticas”.
A função presidencial não ganha com a trivialização. Se o Presidente da República tem a tentação de ser popular e aparecer em todo o lado perde na autoridade, essas coisas são inevitáveis”. Pelos vistos este conselho não se aplica ao Sócrates, a quem acusa de aparecer todos os dias nos noticiários nem a ele próprio que, qual assombração, aparece a lançar postas de pescada em todo o lado.
Já quanto à Madeira, não consegue esconder a sua incomodidade face ao problema. Quer acusar o governo de estar a fazer um ataque político ao Bicho, mas nota-se, por todas as opiniões que teve no passado relativamente a ele, que o seu discurso é atabalhoado, pouco convicto e nada credível. Para mais teme a aprovação da lei pelo Sr. Silva o que fará desmoronar a ideia de ataque político pela raiz. Ou será que também acusa o Cavaco de ser cúmplice com o PS nesse ataque? Um assunto sobre o qual teria feito muito melhor em estar calado. Vendo bem, seria melhor se tivesse ficado calado em relação a tudo.
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O Cozinheiro

Hoje é dia de cozinhar o orçamento de 2007 para servir na Assembleia da Republica. O cozinheiro Teixeira dos Santos, vai apresentar um prato bem forte e condimentado. Um prato mais magro que em anos anteriores, com menos gordura em muitos ministério, mas com Scuts e molho de Finanças locais e Regionais para apimentar. Não esquecer os temperos dos Impostos e das taxas moderadoras sobre cirurgias e internamentos hospitalares. O cozinheiro diz ser um prato mais saudável para a nossa economia e que vai emagrecer o défice, mas nós já começamos a sentir alguma azia só pelo cheiro. Mesmo não sendo um petisco e não parecer muito apetitoso, lá vão os portugueses comer e calar mais uma vez, mesmo que depois disso tenham de apertar mais um buraco no cinto. Isto, se não morrermos todos de um envenenamento alimentar.
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Os dois amores do Sócrates

Eu tenho dois amores que nada
são iguais mas não tenho certeza
de qual eu gosto mais.
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O Silva o braço me oferece
e muito apoio também.
É por isso que o quero
na presidência em Belém.
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Mas o outro é Americano
que me põe bem nervosa.
Pois embora mais pequeno
tem arma mais poderosa.

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Segunda-feira, Novembro 06, 2006

O Estado de Saúde da Nação

Basta olhar para nós para se verificar que estamos de boa saúde”, disse ontem Cavaco Silva quando questionado pela imprensa sobre a saúde do seu relacionamento institucional com José Sócrates.
Realmente isto anda tudo com um ar muito saudável cá pelo jardim, digo eu que não sou médico, mas sou maluco.
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As cambalhotas de Sócrates

Em matéria de visão humanista e respeito pelo Direitos Humanos, não encontro melhor exemplo do que os Estados Unidos. A política externa [norte-americana] valoriza estes pontos
José Sócrates na XVI Cimeira Ibero-Americana

A XVI Cimeira Ibero-Americana, realizada no Uruguai, aprovou, por unanimidade, uma declaração sobre migrações, na qual se apela aos Estados Unidos para que reconsiderem a decisão de construir um muro na sua fronteira com o México. Até aqui tudo parecia bem e ali estava Portugal, junto com os outros países a exigir um mundo melhor. O Pior foi depois quando, uma vez mais, a espinha começou a ceder e, na conferência de imprensa que se seguiu, Sócrates quase rastejou com os elogios, na forma de “perdoa-me”. Se Sócrates não encontra neste mundo nenhum país que melhor defenda os Direitos Humanos que os EUA, então anda seguramente cego. Para só falar do presente, esquecendo toda a politica de assassinatos e golpes militares que fez e patrocinou por todo o mundo, mas com especial incidência na América do Sul, no passado, que Direitos Humanos considera Sócrates que foram defendidos em Abu Ghraib, Guantanamo, nos voos da CIA com presos para serem torturados. Como pode um país ser o melhor exemplo de humanismo quando ainda utiliza a aplicação da pena de morte e tem como Presidente um viciado em petróleo como o Bush
Para que fique registado, eu não me revejo nas palavras do Sócrates, demarco-me delas e recuso-me a mostrar subserviência a essa gente. Que ele, se queira baixar tanto que mostre o seu “rabinho”, é lá com ele, agora não o faça nem com o de Portugal nem com o meu.
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Danças Cavaquistas no Mundo

Depois do Flamengo Espanhol e das danças ciganas da Hungria, a família Cavaco, desta vez com a companhia da Sócretina, foi dançar o Tango uruguaio. A Maria ainda torceu o nariz a ter de sair antes de ter tempo para limpar os vidros da nova marquise, e quase teve um fanico quando viu que o Silva também ia levar a Sócretina mas, pelo código deontológico das Empregadas domésticas, que cumpre escrupulosamente, o patrão tem sempre razão, e lá embarcou ela rumo a terras uruguaias.

Calada, a Maria ia remoendo naquela situação e pensando que se ela, a Sócretina, lhe viesse pedir para passar o vestido a ferro, ia dizer não. Ao seu lado, lá iam os outros dois em alegre Cavaqueira, todos eles sorrisos, e com o Sr. Silva a sugerir à Sócretina que contratasse o Bicho da Madeira para seu motoristas, permitindo-lhe assim ganhar mais uns Euros para ajudar no Orçamento da Ilha. Muito se riram eles com isso e muito mais.

Já em terra, tudo correu bem, e mesmo quando, o Silva convidou a outra para dançar um tango, a Maria mais bem disposta, até se riu e bateu palmas.

A próxima etapa vai ser em terras brasileiras e esperamos poder apresentar aqui imagens do samba que certamente lá irão dançar.

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Domingo, Novembro 05, 2006

Uma questão de estilo

O pequeno Marques Mendes no seu passeio pela Madeira, já conseguiu contratar um Motorista para quando for Primeiro-ministro e informar-nos que concorda com tudo o que o “Bicho da Madeira”, João Jardim, tem dito e feito nos seus tempos de Presidente do Governo regional. Afinal, o défice democrático e as boçais afirmações que tem produzido, nada mais são que uma questão de “estilo”. E, o governo central, não tem o direito de impor nenhum estilo oficial. Podemos portanto considerar que o líder do PSD dá cobertura e apoio, sendo por isso co-responsável, com tudo o que tem sido dito e feito na Madeira. Para quem se diz defensor da credibilidade da vida politica é um pouco estranho.

Por mais triste e degradante que isto possa parecer, tem uma enorme vantagem. A partir deste momento todos nós estamos autorizados a chamar os piores nomes ao pequenote político, desde palhaço a mentecapto, justificando depois todo isso como “uma questão de estilo”.
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O Motorista

Tudo em que entra o “Bicho da Madeira” ou o miúdo Marques Mendes, torna-se naturalmente numa anedota. Quando os dois se encontram torna-se impossível evitar a gargalhada. O pequeno “contenental” foi até ao reduto do bicho para lhe fornecer o seu apoio na lei de finanças locais. Agradeceu, o dono da ilha, com a afirmação de que, quando Marques Mendes fosse Primeiro-ministro esperava estar ao seu lado, nem que fosse como….motorista. Depois de uma sopeira em Belém parece que vamos ter um motorista em S. Bento.

Realmente é surpreendente a estrutura gelatinosa das espinhas dos nossos políticos. Depois de ter andado envergonhadíssimo com as “bacoradas” que o Bicho tem lançado para o ar nos últimos anos, de não ser convidado para participar nas festas do PSD na Madeira, e de, por ele, ter sido acusado de fazer uma oposição mole, Marques Mendes, vai dar um abraço no seu amigo Alberto. Este, depois de dizer tudo o que tem dito e feito a Marques Mendes vem agora oferecer-se para seu motorista.

Anda tudo louco.
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Mulheres à porrada

Coligação com o CDS em Lisboa está por um fio.
A guerra entre Maria José Nogueira Pinto e A Paula Teixeira da Cruz ainda vai dar porrada.
Diz uma:
- “A Dr.ª Maria José está à procura de um pretexto para romper com a coligação, por incapacidade de realizar o que tinha para realizar”.
Ai é, então toma lá:
- “A Dr.ª Paula Teixeira da Cruz queria provocar eleições antecipadas para se candidatar à Câmara”.
Vai a Paulinha, zangada, e arrefinfa-lhe logo com um processo por calúnia no tribunal.
Vem o Marques Mendes a correr, aos pulinhos e gritinhos, e lá consegue evitar o fim da coligação. Falta saber até quando.
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Coisas boas e más de haver eleições antecipadas:
- O Carmona ia com os cães. Bom
- Mais assunto para se falar nos blogs. Bom
- Quem sabe não reaparece o candidato Santana Lopes para nos fazer rir. Bom
- Voltava o Carrilho. Mau
- Os telejornais. Mau
- O Marques Mendes ficava chateado. Bom
- O Sócrates ficava muito contente. Mau
Quem se lembrar de mais que diga.
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Sábado, Novembro 04, 2006

O Expresso da vergonha

Hoje a grande manchete do Expresso é a demonstração clara de como não se faz jornalismo isento e se fornece informação errónea.
O título, em grandes letras vermelhas, “PSD denuncia caso de manipulação em telejornal da RTP” com uma fotografia de uma marioneta, é do mais sujo possível. Não duvido que este governo tenha uma política de comunicação estudada e aplicada ao pormenor, mas nada no corpo da notícia prova ou mostra ter havido qualquer manipulação de notícias. A afirmação feita por Agostinho Branquinho, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD e líder da distrital do Porto, de que um assessor de Sócrates exigiu falar com um pivot da RTP durante um noticiário, alegadamente para alterar uma noticia desagradável para o governo, não é comprovada por ninguém, e o próprio Branquinho se recusa a afirmar datas e nome das pessoas envolvidas. Ou seja, uma notícia que é manchete de um semanário e ocupa toda uma página interior do jornal, não passa de uma insinuação, sem qualquer prova que a confirme.
Que um politico menor atire estar atoardas para o ar, sem apresentar qualquer prova, é já por si triste e mostra quão baixo se pode chegar na luta pelo poder, mas que um jornal aceite publicar isso como o assunto do dia com títulos sensacionalistas já é “sabugisse” e falta de qualquer ética jornalística. Sabemos que o Balsemão é do PSD, mas isso não serve de desculpa para esta vergonhosa maneira de dar a informação. Todos os verdadeiros jornalistas que trabalham no Expresso deviam sentir-se no mínimo envergonhados.
Todos fomos tratados como se pedíssemos uma garrafa de “Barca velha” e aquilo que viesse lá dentro nada mais fosse que uma zurrapa. Como leitores merecíamos mais respeito.
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Retratos de Familia da política portuguesa

Arvore politico-genealogica
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Retratos de Familia da política portuguesa

O "Estado da Arte" do crime político

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Sexta-feira, Novembro 03, 2006

Manifestações e arruadas

Jorge Coelho descobriu que neste momento existem as manifestações de descontentamento contra o governo, justificadas pela política de austeridade e perfeitamente aceitáveis, e as “arruaças”, criadas pelo partido Comunista, e que não eram vistas em Portugal desde o pós-25 de Abril.
Que há neste momento uma estratégia do PCP em mostrar um descontentamento popular, não deixa dúvidas a ninguém. Mas, que existe o direito de se fazer essas manifestações, também é algo que não pode ser colocado em causa. Pena é que o Partido Comunista, com este aproveitamento daquilo que começou por ser uma demonstração apartidária e espontânea de alguns professores, esteja a matar um movimento genuinamente popular. Quando irá compreender que, ao aparecer para tentar encabeçar os movimentos de contestação, acaba mais por desmobilizar as populações do que ajudar nos resultados que se pretendem obter. Eu acredito que o povo, se não lhe aparecerem os “iluminados” a dizer o quê, quando e como fazer as coisas, poderiam acabar por conseguir travar muitas das intenções deste ou e outro qualquer governo.
Esperemos também, que o Sr. Jorge Coelho, no seu papel de “policia bom”, ao criticar algumas medidas do governo, para depois o defender com unhas e dentes, não tente lançar a ideia de que as manifestações populares, ou arruadas se assim lhes desejar chamar não são licitas nem aceitáveis.

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Os papás do monstro

Segundo um estudo agora divulgado, os pais do "Monstro do défice" são António Guterres e Cavaco Silva. Ninguém estranhará o nome do Guterres na paternidade, mas certamente que muitos não imaginariam que o papá fosse o Sr. Silva. Eu, há já muito que o acuso disso, mas para muita gente, que o considera um Senhor respeitável e defensor dos valores tradicionais da família, terá certamente sido uma surpresa. Muitos nunca imaginaram ser ele o pai do bastardo, e aquilo que todos esperemos agora é que venha a publico reconhecer a criança.
Depois desta descoberta, não será de estranhar que se venha a saber que a paternidade de muitos outros males, que nos andam a lixar a vida, sejam também desse senhor. Ainda há muitas surpresas para dar á luz no futuro.
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Planeta Terra, estamos em vias de extinção?

O nosso dia a dia, segue repetido, igual aos dias anteriores. Apesar das últimas descobertas, novas teorias, novas estimativas, novos avisos, a malta segue despreocupada, na maior. Se alguma coisa de estranho ou esquisito acontecer, quem venha atrás que feche a porta.
A mudança tarda a dar sinais. E no entanto a realidade transforma-se à nossa frente, a poucos palmos dos nossos narizes. O Planeta esbraceja a querer chamar a atenção do seu esgotamento perante os humanos predadores.
É bom lembrar que os humanos predadores somos todos nós. Será que ainda nos resta alguma inteligência? Raciocínio? Bom senso? Será que alguns de nós ainda têm alguma vontade? De aprender, conhecer, e depois aplicar os conhecimentos adquiridos? Ou somos cada vez mais uns animais em rebanho ou em matilha?
A meu ver a humanidade está numa encruzilhada e ainda não se apercebeu disso. Quando é que nos aperceberemos?
As crescentes vozes, relatórios, experiências, estudos e considerações sobre as alterações climáticas no nosso Planeta, devem ser levadas a sério. Porquê? Porque são cada vez mais. E se nos lembrarmos que os primeiros alertas foram difundidos há mais de 30 anos atrás, isso dá que pensar. Há 30 anos esse discurso de ecologia, ambientalismo, perturbação de ecossistemas não era levado a sério. Até há muito pouco tempo muitas pessoas eram frequentemente acusadas de fundamentalismo ecológico, anti-progresso e anti-desenvolvimento. No entanto, mais de 30 anos depois, constata-se que o nosso ambiente e o nosso nível saudável de vida se degradou drasticamente e, há quem afirme, em certos casos irremediavelmente.
A mudança exige um início, ou melhor escrevendo um reinício. Isso acontecerá quando cada um de nós, individualmente, começar a mudar de atitude, de comportamento, de postura, de conduta. Conduta na família, no círculo de amigos, no emprego, no bairro, na ida ao supermercado, na bomba de gasolina, na estrada, no trato com qualquer pessoa com quem tenhamos de contactar no nosso dia a dia, com os idosos, com os jovens, com as crianças, em qualquer situação, em qualquer lugar do Mundo. Porém, não haja ilusões nem fantasias, esse processo de mudanças a iniciar-se, levará tempo. Muito tempo. Aconselho por isso, paciência, condescendência, perseverança, mas sobretudo alegria e regozijo sempre que observarem uma pequenina alteração num pormenor que seja. Em vós ou em alguém à vossa volta.
Texto enviado por ViVi

Os Chulos do Costume

Este Senhor veio hoje dar mais uma demonstração da sua arrogância e daqueles de que representa como Presidente da Associação Nacional de Bancos. Perante a aldrabice da banca, de fazer sempre os arredondamentos para cima em todos os empréstimos bancários, conseguindo com isso amealhar mais uns milhões à custa dos seus clientes, o governo resolveu criar regras, que há muito deviam ser utilizadas nem que fosse por bom senso, para acabar com o abuso. Logo, o Sr. João Salgueiro, apareceu prazenteiro, a informar-nos que nada tínhamos ganho ao por fim às aldrabices dos bancos, já que eles iam aumentar as taxas para compensar a perda. Depois de terem respondido à “Boa fé das finanças”, relativamente à fuga de impostos que vinham fazendo, com a afirmação de que já sabiam como continuar a fugir, vêm agora demonstrar a sua total indiferença e respeito pelos clientes.

Eu ainda era jovem, quando a banca foi nacionalizada após o 25 de Abril de 1974, e até posso não ter percebido a totalidade das razões para isso acontecer, mas hoje, olhando para os seus comportamentos, defendo que deveriam ser todos renacionalizados, e aquela escumalha ser recambiada de volta para o Brasil ou para o raio que os parta. Estou farto desta gente sem escrúpulos, que só sabe olhar para o lucro sem olhar a meios. Vão bradamerda.
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Quinta-feira, Novembro 02, 2006

Porque hoje é quinta-feira em Belém

Quinta-feira, o dia está cinzento assim como anda a vida da Socretina.
- Oh Silva, andam todos a lixar-me.
Dizia elaAinda este fim-de-semana a minha família disse que gostava muito de mim, mas na rua já ninguém me manda piropos e todos me chamam os piores nomes que possas imaginar. Estes momentos que passo contigo são o melhor que me resta.
- Não te preocupes, minha Socretina. Vou-te ajudar em tudo e vamos calar as vozes de todos que te apontam o dedo.
- Mas olha, olha lá estão eles ali a fora, lá estão aqueles todos que me querem lixar. Até o Marques Mendes já diz que os funcionários Públicos e os professores são uns desgraçadinhos e têm razão. Ando tão infeliz.
- Tem calma, que vou aprovar tudo o que precisas. Agora tens é de mandar calar aquela gente lá da tua casa que anda para ai a dizer asneiras, e era bom que comeces a mostrar alguns resultados, senão.
- Senão o quê? Não me digas que também tu te vais virar contra mim?
- Tu sabes, Socretina, que eu tenho uma imagem para defender, e se continuas a fazer tantas trapalhadas, ainda acaba por cair em cima de mim. Eu gosto muito de ti, mas até a Manuela dá Leite e o outro, o tal Borges já me andam a chatear.
Intempestivamente, entra pela porta dentro a Maria, de avental branco e pano de pó em punho, dizendo:
- Vá lá Aníbal, põe-me lá fora essa rameira que hoje tenho de limpar o pó aqui do escritório. Devias ter vergonha de trazer essa gaja cá para casa. Só suja tudo e as outras criadas, que trabalham aqui nas casas do Restelo, já me andam a dizer que os patrões só falam das poucas-vergonhas que se passam aqui na nossa maison. Vá xou xou, rua, vão lá brincar para outro lugar, que eu tenho de trabalhar.

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As Crónicas de Belém

Sei que o dia das bruxas já ficou para trás, mas quando vi esta imagem, não resisti. Aqui se vê a cruel bruxa Cavaquista, pronta a apunhalar quem se oponha aos seus desígnios, com o pequeno Marques Mendes, escondido e agarrado às suas saias.
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Há buxas à solta

Aqui está uma bruxinha com a mania de gentre crescida. Conta pouco naquilo que se passa neste jardim e, talvez por se encontrar sob o efeito de uma qualquer praga, teima em não crescer. O que neste caso até pode não ser mau.
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Quarta-feira, Novembro 01, 2006

Há bruxas à solta

Esta, a mais antiga bruxa que para ai anda, já sem todos os poderes que possuiu no passado, mas nunca desistindo de mostrar os seus feitiços, agora mais pragas que outra qualquer coisa. Passa mais tempo a repetir as magias de outros tempos que a inventar novos e mais eficazes. Já não assusta muita gente.
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Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Há bruxas à solta

Ai está uma bruxa que anda mais cheio de ar do que de ideias. Com uma bruxa como a Portas a esvoaçar por ai, não deve faltar muito para rebentar de vez. Sim, porque duvidamos que ainda haja alguém interessado em comprá-lo por mais saldos que faça.
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Há buxas à solta

Este ser, um híbrido, mais bruxa que fada, vagueia pela noite do jardim, insinuando-se, em sorridentes voos, junto dos seres que carregam as dificuldades que ela cozinhou, com as suas colegas, nos caldeirões do concílio de bruxas. Um ser estranho e assustador.
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Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Há Bruxas à solta

Esta bruxa tem percorrido o jardim a distribuir maças vermelhas envenenadas por professores, alunos e pais. Tenham medo, muito medo.
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Há buxas à solta

Esta bruxa anda por ai, muito recatada, a preparar o seu ataque bruxiliento ao seu clã. Ajudada pelo seu Nobre gato Guedes, a bruxa Portas vai lançando o seu feitiço de bruxa moderna sobre os seus pares. Já não deve faltar muito para a vermos voar pelos céus do Jardim.
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