terça-feira, junho 30, 2009

Nota blogosférica - Paragem forçada

Infelizmente estas malditas costas insistem em fazer-me a vida negra e em transformar estes momentos no PC num suplicio. Tentei continuar mas vou mesmo ter de parar durante uns tempos que espero não ser muito longo. Até lá continuem vocês a apontar o dedo a estar corja que nos desgoverna e àqueles que querem o sei lugar para continuarem a fazer o mesmo. Um abraço a todos e até um dia destes.

Maestros - Francisco Louça

Maestro

Este maestro toca uma banda que mais parece uma saco de gatos, com musicos vindos de musicas muito diferentes, mas enquanto o poder parece estar no horizonte vão tocando bem afinadinhos. Vamos é ver se com o tempo não começarão a tocar cada um para o seu lado.

Maestros - Jerónimo de Sousa

O maestro

Na grande maioria dos partidos os discursos do lideres servem para informar os seus militantes de como devem pensar e o que devem dizer e defender. Neste aspecto o PCP está muito à frente de todos os outros. Isto não é um defeito pois garante a homegenidade do discurso, daquilo a que chamam de "colectivo, mas também mostra muita falta de pensamento critico de cada um. Pessoalmente prefiro pensar pela minha cabeça mesmo correndo o risco de errar (o que acredito aconteça com frequência), mas pelo menos digo o que penso.

segunda-feira, junho 29, 2009

Só para quem não tem memória

007 james bond

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, apontou o deputado e candidato social-democrata à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, como "exemplo democrático para todos os elementos do partido".

Ela bem diz que defende a politica de seriedade e da competencia. Aqui está um bom exemplo da verdade que diz defender. (Só para quem não tenha memória e vergonha na cara).

Portugal 2010 - O casal do poder

Portugal de amanha

O futuro dos portugueses com esta senhora como Primeiro-ministro.

domingo, junho 28, 2009

O vidente

Jamais jamé

Nunca vi um ministro que tanto garantisse uma coisa num dia para as desmentir no dia seguinte. Foi a Ota e o Alcochete, o TGV e agora o negócio da PT para comprar a Média Capital, ou seja a TVI. O homem até deve estar convencido e decidido, mas mal fala logo lhe chegam instruções para dizer o oposto. Este é um vidente que não acerta uma.

O glorioso reinado da banca cavaquista...BPN...BPP...BCP...

 Assalto ao BCP

sábado, junho 27, 2009

Nota blogosférica - Dores de costas

Infelizmente ontem sofri um pequeno acidente que me deixou de rastos sem me poder mexer com terriveis dores nas costas. Hoje, depois de uma tarde nas urgências de um hopspital, já medicado e embora ainda com dores já consegui sentar-me em frente ao computador. Não sei durante quanto tempo aqui conseguirei estar e por isso se falhar algums postagens será por total impossibilidade. Esperemos que isto passe rapidamente pois, para além de ser bastante desagradável, doi que se farta.

Regresso ao Passado

 Ajudar a velha amiga

Em meia-duzia de dias, ver o Sr.Silva muito solicito acomentar o adiamento das decisões sobre o TGV, o utilizar sondagens fantasmas para justificar o poder fazer a vontade á Manelinha e marcar as eleições legislativas no mesmo dia das autarquicas e agora meter o nariz em negócios privados faz-me pensar se não se terá esquecido do lugar que ocupa. Não me parece que apoiar a sua amiga e candidata do seu partido, o PSD, seja uma forma correcta de exercer o cargo de Presidente da Républica.

Portugal 2010 - TGV

 Portugal 2010 TGV

Este é o TGV que o PSD defende quando está na oposição. Há mesmo alguns que tanto o criticaram, que mal o governo adiou a decisão para depois das eleições, já apregoam a necessidade da sua construção. A questão não parece estar no construir ou não, mas quem estará no poder na altura da assinatura dos contratos e dos negócios. Construir autoestrdas, pontes, aeroportos ou Centros Culturais agradam sempre a quem tem o poder e desagrada a quem o queria ter. Duas faces da mesma moeda.

sexta-feira, junho 26, 2009

Portugal 2010

 Portugal 2010

Uma visão que ebora ilustre passados, também assusta para um possivel futuro.

Quem quer o meu voto?

apanhar o voto

A todos os interessados coloco aqui o meu voto nas legislativas de Setembro ao dispor de quem me apresentar um candidato possível ao Primeiro-ministro e que não seja nem o Sócrates nem a Ferreira Leite. Com possível quero dizer com possibilidades de vencer. Não me interessam as afirmações de reforço da esquerda, de uma melhor oposição ou coisas do género. Quero um candidato para tentar ganhar as eleições. Esse candidato terá o meu voto. Quem o quer?

quinta-feira, junho 25, 2009

Às costas do poder

às costas

O PSD já nos veio dizer que se ganhar as eleições leva o CDS do Paulo Portas de volta ao governo. Isto transforma o Paulinho das feiras no líder de um partido pequeno que tem mais horas de governo. Sobreviveu ao Durão Barroso, ao Santana Lopes e agora vem aí a Manelinha. Por o seu lado, ela, procura seguir a máxima de manter os inimigos bem próximos de si. Garante que não vai ser atacada à direita e que o Portas vai concentrar todas as suas criticas no Sócrates. Aliás essa parece ser a estratégia, acicatar os “ódios” contra o Sócrates para não repararmos que a alternativa é ela, a Manuela Ferreira Leite. Quanto mais despercebida passar, menos tiver de falar ou aparecer melhor. Uma alternativa a isto é necessária.

Monociclo do poder

Monociclo do poder

«Não vou pedir maioria absoluta», disse Ferreira Leite aos jornalistas, explicando depois esta posição: «Acho que não é preciso pedir-se». «Estar a tentar pressionar os eleitores para resultados que nem sempre correspondem ao desejo dos eleitores não é próprio de uma democracia».

Pressionar os eleitores? Claro que isso nem lhes passa pela cabeça. Só nos pedem que escolhamos que Primeiro-ministro queremos para os próximos quatro anos: O Sócrates ou a Manuela Ferreira Leite com o Paulo Portas às costas. Uma coisa tenho a certeza, se só aparecerem estas duas alternativas de poder os resultados eleitorais não corresponderão mesmo ao meu desejo como eleitor, o que por si não belisca a democracia. O que não é próprio é que só tenhamos para escolher entre dois partidos de “alterne”, entre as duas faces da mesma moeda do sistema. Que transformem o que chamam ciclos de poder em autênticos monociclos de poder.

quarta-feira, junho 24, 2009

São João do Porto

 São João

Não podia deixar de assinalar o São João do Porto e aqui deixar a minha solidariedade às suas gentes que vão ter de escolher entre, "um já sentido na pele", Rui Rio e uma, "nem quero imaginar como seria", Elisa Ferreira.


Um homem satisfeito

Musica no coração

Com tanta coisa ainda não tinha ilustrado a satisfação do Engenheiro na sua própria pessoa. É bom para não nos esquecermos que se lá ficar teremos mais do mesmo. Claro que se for a Manelinha também teremos mais do mesmo só que mais azedo ainda. Alternativas necessitam-se urgentemente.

terça-feira, junho 23, 2009

A Loira do Regime

A Loira de Portugal

Numa entrevista ao Jornal "I", Luis Filipe Meneses afirmou: "Pacheco Pereira é a loira do regime." "Não é nada de depreciativo. Quando nos lembramos do "La Dolce Vita", de Fellini, nenhum de nós se lembra do Marcello Mastroianni, mas lembramo-nos da bela sueca a tomar banho na Fontana di Trevi. Cada filme, cada país, cada circunstância, cada momento histórico, tem a sua loira do regime. No nosso momento histórico, o meu companheiro Pacheco Pereira é a loira do regime. Ele só quer centrar todas as atenções nele, independentemente daquilo que esteja em causa. É evidente que a loira do regime é sempre má actriz. Quando se lhe dá um papel importante dá sempre para o torto - mas esteticamente é fantástica."

Quem será a morena?

Dolce vita

 Loira Dolce vita

O regresso do degredo Europeu

O regresso do degredo de luxo

Eu bem disse que o Ribeiro e Castro inspira o que há de pior em mim e não resisti em fazer um novo retrato do seu regresso à política activa aqui no Jardim. O Paulinho das feiras, que acabou de se livrar do Nuno Melo que lhe podia fazer sombra na liderança do partido, foi buscar o seu velho inimigo e adversário ao Parlamento Europeu, degredo de luxo para onde o tinha mandado. Agora vai para trabalhos forçados para o Porto e é muito bem feita. Quem se mete com o Portas leva.

segunda-feira, junho 22, 2009

Quem vou ser hoje? Animal Feroz ou cordeirinho?

Múltiplas Personalidades

Depois de ver o "animal feroz" e o "cordeirinho humilde" até fiquei com pena do Engenheiro. A confusão que deve haver naquela cabeça todas as manhãs antes de sair de casa sem saber quem vai ser nesse dia.

O regresso do Ribeirinho

está de volta

José Ribeiro e Castro será o cabeça-de-lista do CDS/PP às legislativas pelo distrito no Porto. "O passado é passado" afirmou Ribeiro e Castro que também justificou a aproximação a Portas. "Nesse contexto e aproximando-se eleições que são decisivas para o futuro de Portugal eu decidi aceitar. Em termos desse sinal de união, o presidente do partido fez a parte que lhe competia, eu fiz a parte que me competia e o Conselho Nacional também".

È sempre bom ter um modelo desta qualidade por perto pelo que quero mostrar aqui o meu agrado pelo regresso do Ribeiro e Castro, personagem que me permitiu fazer vários bonecos com grande prazer. Tirando isso, e relembrando a guerra seja que travaram no CDS, fica a ideia de “passado é passado”. Para esta gente o ressentimento não dura e a hipocrisia é a sua ferramenta de trabalho.

domingo, junho 21, 2009

O paradoxo da mentira politica

Cega e fora deste mundo

“Só se eu estivesse cega ou fora deste mundo é que não acharia que há um Sócrates antes e outro depois das eleições”. “Numa coisa, seguramente, o meu programa vai-se distinguir daqueles que é costume apresentar ao país, é que não tenciono fazer nenhuma promessa que não tenciono cumprir, não tenciono mentir aos portugueses”, afirmou Manuela Ferreira Leite.

Todos se lembram daquela famoso paradoxo do Groucho Marx em que afirmava que não podia ser sócio de um clube que o aceitasse como sócio. O mesmo se passa com os políticos que dizem que não vão mentir aos eleitores pois já estão a dizer a primeira mentira. Até pode partir para esta campanha cheia de boas intenções de não mentir, mas ao longo delas será confrontada com situações em que a verdade a irá fazer perder votos e isso é algo a que nenhum político não é vulnerável. Começam com meias verdades e omissões mas mais cedo ou mais tarde não resistirão á pressão para dizerem aquilo que depois não irão fazer. E a Manuela pode dizer o que desejar que já anda pela política portuguesa há muito tempo e nós já a conhecemos bem dos tempos em que foi uma má ministra da Educação e uma péssima ministra das finanças.


A mentira Europeia da Irlanda

Espremer o tratado

A demonstração da falsa democracia europeia continua. Mesmo depois do receio que mostraram da vontade popular relativamente ao Tratado de Lisboa, recusando fazer referendos em todos os países, no único onde isso não era possível constitucionalmente ele foi recusado. Pelas regras que eles próprios tinham criado, o Tratado deveria estar morto e enterrado, mas não, numa pirueta anti-democrática resolveram que a solução seria fazer a repetição desse referendo. Mas, isso não bastava e tinham de garantir que desta vez o sim irá ganhar. Cedendo às exigências do Primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, foi aceite anexar um protocolo ao tratado que garante que não será colocado em causa a neutralidade da ilha, seu vantajoso regime fiscal, a proibição do aborto ou a protecção dos direitos trabalhistas. O problema estava em que a anexação deste protocolo ao tratado exigiria que todos os países tivessem de o rectificar de novo, coisa que iria fazer lembrar aos cidadãos que tudo estava a ser feito nas suas costas e muito possivelmente contra a sua vontade. A solução encontrada faz com que este protocolo só seja anexado ao tratado quando da adesão de um novo país prevista já para o ano (Croácia ou Islândia), o que não obrigará a nova ratificação.
Pelos vistos teria valido a pena aos países fazer referendos pois conseguiriam com isso ganhar garantias e ficar livres de algumas obrigações.
Democracia? Respeito pela vontade Popular? Certamente não nesta União Europeia e certamente não com esta gente. Não vale a pena continuarmos com tretas e meias palavras e chamar os bois pelos nomes. Quem entrega a soberania de um país a outros países sem consultar a vontade popular é traidor a esse país. Em Portugal alguns já foram defenestrados e se calhar estava na hora de defenestrar alguns outros.

sábado, junho 20, 2009

Marionetas

 Marionetas de evora

Fiz este boneco na altura em que aconteceu a Bienal de Márionetas em Évora, mas ficou por publicar e a oportunidade perdeu-se, mas fica sempre bem como retrato do estado do país.

É a cultura que nos falta: Honestidade e indignação

Aposta na Cultura

Para o Engenheiro o grande pecado da sua legislatura foi o não ter apostado o suficientemente na cultura. Só pode mesmo estar a gozar connosco. A lei laboral, o referendo, os impostos, o desemprego, a imagem de roubalheira, compadrio e corrupção que transpiram de todos os poros do poder, a arrogância, a simples falta de consideração pelos problemas dos cidadãos, a destruição do serviço publico, das Escolas aos Centros de Saúde, Hospitais e Maternidades, o desrespeito pelos seus profissionais e pelas aspirações das populações, a venda do país a retalho ao grande capital etc. A lista não teria fim. Claro que na cultura, para além dos dois ministros que por lá passaram, gente do top social, a Isabelinha Pires de Lima e depois o José António Pinto Ribeiro, pouco ou nada aconteceu e, quando aconteceu mais valia não ter acontecido (menos para o Berardo). Realmente falta cultura a este país, cultura de responsabilidade e honestidade para quem ocupa cargos públicos e a de direito à indignação e à revolta aos cidadãos.

sexta-feira, junho 19, 2009

Quem nos tira esta coisa de cima?

Novo mandato Comissão europeia

Esta coisa chamada Durão Barroso via ser reconduzido na Presidência da Comissão Europeia. Nós portugueses, ficamos logo todos orgulhosos de ver um dos nossos em tal posição e preferimos nem pensar que só lá está porque foi um bom pau mandado dos Senhores mais poderosos da Europa. Sentimos orgulho onde devíamos sentir vergonha, mas quando vemos um Presidente da Republica deste país afirmar que a reeleição do Cherne é a coisa mais importante para Portugal que mais podemos esperar? Acabar com esta palhaçada é urgente, romper com esta União Europeia e substitui-la por uma união de países livres e soberanos é a solução. Costuma-se dizer que os portugueses são bons no “desenrasca”, pois está na hora de o provarmos e resolvermos este problema e retirarmos este peso de cima de nós.

A escolha

gémeas Siameses

Em Setembro vamos ter eleições e estas são as escolhas que nos oferecem para Primeiro-ministro deste país. As diferenças são mais estéticas que políticas pois ambos estão umbilicalmente presos às políticas neo-liberais da União Europeia, ambos preconizam mais pobreza, mais precariedade e um estado ao serviço do grande capital. Isso assusta-me e faz-me desejar uma alternativa de esquerda. Só juntando toda a esquerda, dos partidos maiores aos mais pequenos, à ala mais esquerdista do PS, a todos os que se recusem a ter um daqueles dois a governar-nos. Alguém vê outra alternativa?


quinta-feira, junho 18, 2009

O novo "Armani" do Sócrates

Lobo em pele de cordeiro

O Engenheiro já começou a vestir o seu novo fato que vai utilizar até às eleições. Cuidado que este cordeirinho morde que se farta mal nos apanhem onde deseja. Não nos devemos esquecer das promessas de baixar impostos e do referendo ao Tratado Europeu. Confiar neste bicho é pôr-se a jeito para ser repasto do sistema.

Alternativa de voto precisa-se

Seguro de esquerda

Alternativas para um voto em Setembro necessitam-se. Não um voto para eleger um gajo qualquer que diga coisas bonitas ou que grite com o primeiro-ministro quando este for ao parlamento, mas um voto para eleger um primeiro-ministro que não me lixe em cada medida que toma. Um voto que me permita não ter nem um Sócrates nem uma Manuela Ferreira Leite em São Bento. Uma frente de esquerda parecia ser a solução, mas estarão PCP e o BE dispostos a enterrar o machado de guerra e a chegarem a um acordo? Poderão deixar a discussão de quem é mais de esquerda para outra altura? Ou vão preferir continuar na oposição balofa deixando este país entregue a mais quatro anos de politicas desastrosas e de criação de miséria? Preferirão continuar sentadinhos nas suas cadeiras sem arriscarem ser poder neste país?

quarta-feira, junho 17, 2009

O Poder e as Ressurreições

Ressurreição

Com a vitória do PSD nas eleições europeias abriu-se a possibilidade do partido em chegar ao poder já em Setembro. Os vermes começam a rastejar para fora das conchas onde estaveram escondidos e à ressurreição apressada de alguns que pareciam mortos. Tanto tempo sem ver o Aguiar Branco e agora não me sai dos telejornais e das notícias. Agora já fala em nome do partido como se sempre tenha sido o seu porta-voz. Realmente o cheiro do poder faz saltar as hormonas desta gente.

Um bando bem perigoso

Clube Bilderberg

Afinal a Manuela Ferreira leite não foi a única convidada do Pinto Balsemão para estar presente na Reunião dos Bilderberg de 14 a 17 Maio no Hotel Nafsika Astir Palace em Vouliagmeni, na Grécia. Também o Manuel Pinho teve essa honra.
Tirei esta informação do blog ”Mote para Motim” que merece uma visita.


terça-feira, junho 16, 2009

O ceguinho do Banco de Portugal

O ceguinho

O governador do Banco de Portugal admite que a instituição que dirige pode ter sido ingénua em relação ao Banco Português de Negócios (BPN). “Nenhum de nós pensou que o Dr. Oliveira Costa fosse capaz do tipo de coisas que aconteceram no BPN. Nunca”. “Alguém que foi director da supervisão do Banco de Portugal, entrou outros aspectos do seu percurso pessoal, realmente, não houve essa suspeita. Será ingenuidade? Talvez e admito que possa considerar isso”, sublinhou Constâncio.

Ingénuo ou ceguinho pouca diferença devia fazer. O que conta é os milhares de milhões que isso vai custar de dinheiro dos nossos impostos. Sejamos honestos e reconheçamos que se o Constâncio se tivesse metido com os bancos antes da crise, se andasse a chatear e a meter o nariz nos negócios da banca, já teríamos o CDS e o PSD, que agora pedem a sua demissão pelas falhas de supervisão, a pedir a sua cabeça por estar a criar dificuldades aos negócios e à iniciativa dos nossos empresários. Todos sabíamos que a supervisão era uma fachada e que por detrás das portas as negociatas eram o pão-nosso do dia a dia, como acredito que deve continuar a ser. Alguém acredita que o Banco de Portugal vai entrar pelo BCP, pelo BES, ou pelo Santander e começar a chafurdar em todos os negócios em que estão metidos? Alguém acredita que há uma real vontade de acabar com os paraísos fiscais tornando mais fácil descobrir a corrupção? Alguém acredita que há uma real vontade de acabar com a corrupção? Lá por o Constâncio ter admitido que foi ingénuo não quer dizer que todos tenhamos de também o ser.

O Google, o Koogle e o resto

koogle

Graças ao Koogle, os judeus ortodoxos já estão autorizados pelos rabinos a utilizar a Internet. Este motor de busca kosher bloqueia o acesso a todos os conteúdos proibidos pela lei judaica, como todo o material sexualmente explícito.
O Koogle, cujo nome é um trocadilho com o prato tradicional judeu kugel e o motor de busca Google, foi criado com o apoio de rabinos ultra-ortodoxos e bloqueia todos os conteúdos menos próprios, como a maioria das fotografias de mulheres, que os rabinos consideram "imodestas". Os links para notícias israelitas e sites de compras são também filtrados, para que itens proibidos pelos rabinos, como televisões, não sejam visíveis. Mesmo o sabat, o dia de descanso semanal dos judeus, também é respeitado. O site não permite qualquer compra online neste dia em que a lei religiosa proíbe todos os tipos de trabalho e negócio.

Tanto criticam os ocidentais o fundamentalismo religioso de alguns e a falta de liberdade que existe em certos países como a China mas não parecem incomodados que os que chamam de “amigos” não tenham um comportamento melhor que eles. Se a este triste espectáculo de falta de liberdade e de fundamentalismo não bastasse temos ainda a sua postura criminosa e expansionista para com a palestina. O projecto apresentado pelo primeiro-ministro israelita. Benjamin Netanyahu, para a criação de um estado palestiniano seria uma ofensa para qualquer um de nós ao limitar os direitos de se ser livre e soberano no seu próprio país. Isto para não falar da continuação do crescimento de colonatos em áreas ocupadas e que desejam definitivamente anexadas. Que diriam os nossos hipócritas dirigentes ocidentais se não fosse o compadrio e cumplicidade que têm com o estado de Israel? Por muito menos encontraram justificação para invadir o Iraque, destruir o Líbano e ameaçar o Irão.
Nada tenho contra nenhum credo ou raça, acredito que todos têm o direito à sua existência e à sua liberdade, não aceito é que em nome de uma religião ou de um povo se matem inocentes e se pratiquem barbaridades. Não aceito é que o governo que me representa se coloque de um lado da barricada sem olhar á justiça ou à razão só por inconfessáveis interesses. Estou farto da política da hipocrisia.

segunda-feira, junho 15, 2009

A venda dos votos

Venda de votos

Vieram de todos os pontos do país e até dos Açores. Mais de dois mil agricultores concentraram-se em Santarém, e prometeram mandar o ministro da Agricultura "para a rua", em Outubro. O apelo ao voto "naqueles que protegem a agricultura" foi a tónica dominante da intervenção do secretário-geral da CAP, que desafiou os agricultores, as famílias e todo o mundo rural "a votarem" nas próximas eleições legislativas. "Precisamos de todos os que estão aqui" e assumiu que a luta dos agricultores, que agora começou, "se vai prolongar até Outubro", disse O secretário-geral da CAP Luís Mira.

Onde é que eu já vi isto? Nos professores foi certamente e começa a ser utilizado um pouco por todo o lado. É o PS a pagar pelas guerras que criou contra as classes profissionais a fazer ricochete a fazê-los pagar a factura. Só têm o que merecem. O que custa mais é que na sede de vingança não pensem nas alternativas e naquilo que os espera. Os professores viram os movimentos a dar a mão ao PSD antes das europeias e os agricultores, vão continuar os protestos até às eleições e falam em dar o voto em quem os defenda. E quem os defende? O PSD? O CDS? A CDU ou o BE? Esqueçam que com as politicas europeias ninguém os pode defender. Nem os professores verão o seu Estatuto da carreira docente revogado nem os agricultores os seus problemas resolvidos. Podem vender-lhes ilusões mas a desgraça é aquilo que se perfila no horizonte. A política europeia para a agricultura está condenada ao fracasso e tudo o que fazem é proteger os agricultores do centro da Europa e mesmo esses não param de protestar. Tudo isto são histórias da carochinha para enganar papalvos. Promessas agora para depois termos mais quatro anos de crise, aperto de cinto e perda de direitos. A solução está em recusar as imposições do capitalismo europeu e assumirmos a resolução dos problemas de Portugal nas nossas mãos. Dizer não a esta Europa e a quem lhes presta vassalagem é urgente.


Milhões e indignações

milhares de milhões

Por mais que se queira passar ao lado daquilo de que nem temos vontade de falar, a insistência da comunicação social acaba sempre por conseguir que nos sintamos obrigados a dizer alguma coisa. Ultrapassando o aberrante de se pagarem 94 milhões pelo passe de um jogador de futebol, dos muitos milhões que vai ganhar por mês foi ouvir uma televisão fazer as contas de quantas vezes vale o peso Ronaldo em ouro ou a das Nações Unidas que calcularam que o dinheiro da transferência dava para mata a fome a oito milhões e 600 mil etíopes, que me fez questionar porque ninguém faz estas contas para gestores da EDP, da GALP e de muitas outras grandes empresas e bancos. Ou a quantos etíopes matava a fome os 10 milhões que o Cadilhe recebeu, em fundos de pensão para poupar nos impostos, só para ser gerente do BPN durante seis meses. Ou quantos vezes vale o seu peso em ouro o Dias Loureiro, o mais bem sucedidos ex-politico deste jardim e que, mal a justiça se aproxima, descobre que não tem quaisquer bens em seu nome. Evaporaram-se. Quanto vale em milhões um Nobre Guedes que, para evitar incompatibilidades, ao assumir um cargo de Ministro, desiste de trinta dos cargos que “desempenhava” em empresas e autarquias. Quantos milhões se retirariam da fome, quantos empregos se criariam, quanta miséria se erradicaria se também se contabilizassem em pesos e comparações os milhões que esta gente arrecada sem mesmo ter de correr ou suar um bocadinho. Indignemo-nos com os 94 milhões que os Espanhóis vão pagar ao Ronaldo, mas primeiro indignemo-nos com os muitos mais milhões que esta gente recebe dos nossos impostos e do futuro que não deixam este país poder ter.

domingo, junho 14, 2009

Ele há eleições boas e eleições aborrecidas

A estranha democracia ocidental

O presidente cessante do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou hoje a ocorrência de tumultos na capital iraniana depois de conhecidos os resultados da eleição presidencial. Ahmadinejad, que considerou a sua reeleição "uma grande vitória", acrescentou que as eleições foram "totalmente livres", apesar de os apoiantes do seu opositor Hussein Moussavi terem saído às ruas para protestarem contra os resultados das eleições. Segundo o ministro do Interior, Sadegh Mahsouli, Ahmadinejad, 52 anos, obteve 24527516 votos (62,63 por cento) enquanto o conservador moderado Hussein Moussavi obteve 13216411 votos (33,75 por cento).

Presidente cessante? Já têm a sua queda programada? Honestamente não sei se as eleições no Irão foram livres ou não, mas o que sabia era que se o candidato apoiado pelo ocidente ganhasse seria considerada uma vitória da democracia, mas se o a vitória sorrisse a Ahmanidejad então a sua legitimidade e a honestidade seriam sempre contestadas. Não me enganei e a democracia acabou com confrontos provocados pelos ditos maiores democratas. Não apoio o Ahmanidejad porque não apoio qualquer fundamentalismo, mas não posso deixar de estranhar que surgirem confrontos sempre que o candidato do ocidente não ganha. A ideia que dá é que há aqui muita mão de serviços secretos nestas revoltas. Não me esqueço que em Portugal houve uma revolução e hoje sabemos bem que muitos dólares e muitas tramóias foram feitas para s destruir. Ainda hoje pagamos o preço da actividade dos Frank Carlucci’s, das suas negociatas e dos traidores que se deixaram comprar pelos seus dólares. Sabemos bem os seus nomes e o que ganharam em troca. Conhecemos bens os métodos dos que se dizem defensores da liberdade e da democracia. Enquanto houver dois pesos e duas medidas os povos continuarão a sofrer por mais livres e honestas que sejam as eleições. Vivemos tempos de mentira e enganos.

Um manguito bem merecido

homenagem hipocrita

Quando o Sr. Silva era primeiro-ministro deste país, nesses desastrosos tempos em que Portugal foi vendido ao capital financeiro, os cidadãos transformados em números e cifrões e este jardim começou a cair no buraco sem fundo do liberalismo, esse mesmo Sr. Silva recusou uma pensão ao herói do 25 de Abril, Salgueiro Maia na mesma altura em que a concedeu a dois ex-pides. Ao escolher Santarém para fazer as celebrações do dia de Portugal, este Sr. Silva viu-se na obrigação de lhe prestar uma homenagem junto do monumento que recorda o seu heroísmo. Um acto da maior hipocrisia que só merece o nosso desprezo e indignação. Este Sr. Silva não tem sequer o direito de lhe limpar as botas e devia pedir desculpa aos familiares do Capitão Salgueiro Maia, devia pedir perdão a todo o país. A grandeza do Salgueiro Maia nada tem a ver com a pequenez deste Silva. Triste o povo que não se indigna com tanta hipocrisia.

sábado, junho 13, 2009

Dia Mundial do Trabalho Infantil

Trabalho infantil

No Século XXI, numa época em que tanto se fala de direitos humanos três em cada quatro crianças são sujeitas è exploração laboral. São duzentos milhões de rapazes e raparigas que deviam estar a crescer e a estudar que são encafuados em fábricas ou em bordéis para dar lucro è globalização. Grandes empresas mundiais, coca-colas, Nikes, e muitas outras utilizam esta mão-de-obra barata para aumentarem os seus lucros. Nos países mais ricos são os trabalhadores que são atirados para o desemprego e para a miséria com as deslocalizações e a transferência do trabalho, onde ainda há alguns direitos laborais, para onde a escravatura é a palavra de ordem. Esta é a face da globalização capitalista, da liberalização dos mercados e da concorrência a todo o custo. Utiliza-se a miséria em alguns locais do mundo, criando-a onde ela não existia só para aumentar o lucro dos grandes senhores do mundo. Apregoa-se a competitividade sabendo-se que não há nenhuma possibilidade de existirem direitos e competir com o trabalho escravo e infantil. Basta ver os direitos que os trabalhadores dos países mais ricos têm vindo a perder em nome da produtividade. Ao aceitar participar neste jogo e nesta globalização estamos a defender este tipo de politicas de trabalho, sem direitos, sem regras e sem humanidade. Quem defende esta política não respeita os cidadãos, não respeita direitos, não respeita nada. São canibais que aceitam a miséria e a exploração em troca de lucro. Não possuem qualquer sentido da decência nem merecem qualquer respeito por parte de nenhum de nós. Que um raio os parta a todos.

Stº António de Lisboa

Santo António Lisboa

Oração europeia em dia de Portugal

Legitimidade eleitores

António Barreto referindo-se "à elevadíssima abstenção" registada nas eleições europeias, considerou que "mostrou, uma vez mais, a permanente crise de legitimidade e de representatividade das instituições europeias". "A cidadania europeia é uma noção vaga e incerta. É um conceito inventado por políticos e juristas, não é uma realidade vivida e percebida pelos povos".

Até os ideólogos do regime se vêm obrigados a reconhecer que a democracia europeia é falaciosa quando questionam a legitimidade e a representatividade das suas instituições (cada deputado português representa cerca de 140 mil portugueses em mais de 9 milhões de eleitores). Todos já compreendemos que os portugueses não se reconhecem nesta Europa e naqueles que nos dizem representar. A Comissão Europeia é escolhida pelos líderes dos países mais ricos para realizar as politica que lhe impõem, o Parlamento não passa de um logro, uma mascara que esconde a verdadeira cara da Europa. Dizem-nos que todos somos cidadãos europeus, mas esta Europa não nos trata a todos por igual. Impõem-nos regras e disciplinas mas não nos dão os direitos que vemos noutros países. Esquecem que um português ou um espanhol tem uma cultura e uma forma de vida muito diferente de um dinamarquês ou de um eslovaco. Somos todos europeus mas somos diferentes. Os portugueses não se revêem nestas politicas nem nesta Europa. Só a ruptura, possibilita a reconquista da nossa soberania e a criação de uma nova Europa de povos soberanos e livres. Só fazendo a ruptura evitaremos sofrer os estragos que a implosão desta união criará a quem lá estiver. Continuar a apostar numa Europa mais preocupada com as economias que com os cidadãos não pode dar bom resultado. O desinteresse dos cidadãos nas eleições europeias é o primeiro sinal.

sexta-feira, junho 12, 2009

Malandros, Eu disse-lhes para irem votar

Tu não votaste

O Presidente da Republica, Cavaco Silva, referiu-se à abstenção afirmando que "não é aceitável que existam portugueses que se considerem dispensados de dar o seu contributo". Ou seja: "O alheamento não é a forma adequada - nem certamente eficaz - de enfrentar os desafios e resolver as dificuldades". "Pelo contrário, níveis de abstenção como aquele que se verificou nas eleições de domingo passado são um sintoma de desistência, de resignação, que só empobrecem a democracia", garantiu.

Empobrecem de facto esta democracia, mas os portugueses começam a aperceber-se que afinal esta democracia não é realmente uma verdadeira democracia no sentido etimológico da palavra. Democracia quer dizer, Demo, povo, Kracia, povo, ou seja governo do povo. Isto quer dizer que uma verdadeira democracia é a democracia directa, em que tenhamos a possibilidade de decidir em cada passo do nosso caminho. A outra, aquela que nos impingem sob a capa de democracia representativa, considera-nos incapazes de decidir sobre o nosso destino e por isso coloca só os melhores, aqueles que aceitam fazer parte do sistema a decidir por nós, a dizer-nos o que devemos fazer e que caminho devemos seguir. De tempos a tempo lá metemos um papelinho para que nos convençamos que temos alguma influência nas decisões. Transformam as eleições num jogo e criam o espectáculo que o rodeia. O poder, esse nunca o largam nem nos dão a possibilidade de sequer o cheirar. Sr. Silva, as pessoas estão a desistir é de vocês, da vossa maneira de governarem este país e de fazerem de nós parvos. Estão a ficar fartos da corrupção, da impunidade, dos abusos, dos enriquecimentos rápidos, do compadrio, da mentira. Esta é a lição que deviam tirar desta abstenção de 63% e dos 6,5% de votos brancos e nulos é a de que os estão a avisar que assim quem vai ser dispensado são vocês. Enquanto tentarem transferir a culpa para os eleitores e descartar a dos eleitos estão mesmo a pedi-las.

História da Carochinha

História da Carochinha

Quem quer casar com a Carochinha que é bonita e Formosinha. A nossa Carochinha já se faz ao piso ao nosso Paulo Ratão para um casamento de conveniência para depois das eleições. O chamamento do amor… ,ao poder, é muito grande e não tenha cuidado o João Ratão e ainda acaba no caldeirão.


quinta-feira, junho 11, 2009

A condecoração da hipocrisia

Condecoração dahipocrisia

Cavaco Silva condecorou, por mérito, a UGT na pessoa do Proença de Carvalho. Quando o Capitalismo recompensa aqueles que deviam representar os trabalhadores e defender os seus direitos contra esse mesmo capitalismo algo está errado. Todos sabemos que a UGT só existe para ser a Central Sindical boa, para ser o contraponto da Central Sindical má. Um pouco como o policia bom e o policia mau. Ambos cumprem a sua função; A CGTP contesta, a UGT assina e viabiliza os acordos em nosso nome. Ao ser condecorada pelo Sr. Silva, a UGT, recebe o reconhecimento pelos serviços prestados, não a quem os deviam representar, os trabalhadores, mas a quem o Sr. Silva representa, o capitalismo e a exploração no trabalho. Momentos em que a falta de vergonha se confunde a própria hipocrisia e logo no dia de Portugal.

Gordon Brown going down

 Escandalo nos Lords

Pelos vistos também na terra dos Lords, também a eles caiem as publicas virtudes e se mostram os vícios privados. Também eles gostam de meter as mãos nos dinheiros públicos. O Gordon Brown, o guru da economia europeia, já viu cinco ministros abandonarem o barco, levou uma enorme tareia nas Eleições Europeias e não vai cair. Talvez ainda vá a tempo de arranjar um lugarzito na Comissão do Cherne.

quarta-feira, junho 10, 2009

Dia de Portugal

Dia de Portugal e da Raça

Cavaco disse não imaginar «algo mais importante para os superiores interesses de Portugal do que a escolha de um português para presidente da Comissão Europeia». «Só quem não conhece as competências da Comissão Europeia é que pode subestimar o que significa para Portugal, para os nossos interesses, ter um português como presidente da Comissão Europeia».

Porra! Se a nossa esperança para este país reside no “Cara de Cherne” e naquilo que a Europa nos vai dar, estamos bem tramados. No ano passado o Sr. Silva chamou ao dia de hoje, Dia da Raça. Se calhar teve vergonha de lhe chamar Dia de Portugal. Ele sabe bem o que têm feito à nossa soberania e à possibilidade de escolhermos o nosso destino. O que ainda resta deste país é um triste fado.

Seios, tetas e mamas

 Seios tetas mamas

Um escândalo do momento, são as fotografias do Berlusconi nu com umas meninas com belos melões que ele transporta para a sua casa numa ilha para se divertir com os seus amigos. Sobre isso cada um pense o que desejar, mas não me esqueço que há cerca de um ano surgiu uma outra história em que o mesmo Berlusconi, personagem que me causa a maior repulsa, mandou retirar um quadro do com mais de 250 anos de Giovanni Tiepolo da sala onde recebia os jornalistas, só porque exibia um seio nu. Publicas virtudes, mamas em privado.

terça-feira, junho 09, 2009

Chapéus há muitos, unidade só há uma

Chapéus há muitos

Mais de mil polícias foram a São Bento entregar os seus bonés ao Engenheiro reclamando das suas politicas e contra Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações da Função Pública. Pena é que nesta manifestação não estivessem também os professores a entregar os livros de ponto, os funcionários públicos, os carimbos, os enfermeiros, as seringas, os médicos e todos os outros que fazem lutas “privadas” contra os mesmos males que este governo lhes quer impor. Deveriam hoje como já há muito deviam todos ter estado na luta dos professores, dos enfermeiros, e na de todos eles. Só unindo as nossas vozes na defesa dos outros podemos esperar que os outros nos apoiem a nós quando necessitamos. Os problemas são idênticos para todos mas continuam a fazer as lutas isolados. Para que serve então uma Central Sindical? Não deveria promover a união do que não devia estar dividido?
Este governo já está preso por fios, há muito que muitos ministros já deviam ter caído. Vamos unir-nos todos e vamos correr com esta gente de uma vez por todas. Vamos criar uma nova forma de encarar as lutas pelos nossos direitos baseda na união e na solidariedade de todas as profissões. Vamos todos exigir aos nossos sindicatos que promovam a unidade. Vamos correr com a canalha. Vamos dizer que não aceitamos as “ordens” que nos impõe a União Europeia. Vamos todos dizer “Mais Não”.

O Diluvio Europeu

Afogados

Nestas eleições vimos um PSD que todos sabem não ser solução para este país salvar-se à custa de um Vital que nem sabia nadar. Podem andar muito satisfeitos os laranjinhas, mas não se esqueçam que o dilúvio da crise continua a subir e também eles irão ao fundo. Podem alguns convencer-se que é no aumento dos partidos ditos de esquerda que poderá estar a solução, mas todos sabemos que não são partidos com 10% de votos que vão alterar a politica deste país, sobretudo quando ela nem é feita por cá mas imposta pelo neo-liberalismo europeu. A solução só pode passar pela ruptura com esta sociedade capitalista e refazermos o nosso país e as nossas prioridades. A esperança só pode estar na mudança, na solidariedade, na construção de uma democracia do povo.

segunda-feira, junho 08, 2009

A ressaca do dia seguinte a umas europeias

Derrotado

Que retive eu desta noite eleitoral. O Socretino levou na cabeça e o PS perdeu quase 600 mil votos. Não sei o que pensam os militantes do PS, mas se indiscutivelmente estes votos perdidos são o resultado das políticas que tem feito, devem ter ficado preocupados quando o ouviram dizer que não as ia mudar e que ia continuar no mesmo rumo. Quantos mais votos estarão eles dispostos a perder até às próximas eleições? Depois foi as vitórias da esquerda. Ouvir o PC a cantar de galo, dizendo que foi uma enorme vitória de todos os que votaram no partido ou o BE a cantar de galo por ser a terceira força politica, deixou-me preocupado. Acredito que como partidos possam cantar vitória, pelo menos no “carcanhol” das subvenções do estado terão ganho alguma coisa, mas nós, cidadãos e o país o que ganhámos? Continuamos presos á Europa e o Parlamento Europeu, agora eleito, ainda é mais à direita que aquele que nos tem lixado nos últimos anos. O neo-liberalismo europeu só tende a agravar-se e com ele mantermo-nos no rumo do descalabro, do desemprego, da perda de direitos sociais, da privatização de tudo o que é público e da pobreza. Que ganhámos nós em ter mais dois ou três deputados de partidos que se dizem de esquerda? Vão mudar as políticas europeias?
Do CDS fica a questão, de apesar de terem feito uma festa com os resultados conseguidos, saber se o Portas, que nas ultimas eleições se demitiu por haver um partido de extrema-esquerda, à sua frente, o BE, vai voltar a fazer o mesmo? A coerência devia dizer-lhe que sim, mas sabemos que isso é coisa que esta gente não tem.
Quanto ao resto, e para que fique registado, que os 22 deputados foram eleitos com os votos de pouco mais de 3 milhões dos 9 milhões de eleitores (142 mil votos por cada deputado). Seis milhões, votaram noutros partidos, em branco, anularam o voto ou simplesmente abstiveram-se.

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