domingo, Setembro 30, 2007

Bandeiras de um Pacheco invertido

Pacheco Pereira, no seu blogue Abrupto, escreveu já cinco comentários a esta vitória de Menezes, e, em todos eles, a bandeira do PSD aparece invertida. "Em matéria do PSD este é o blogue do mau perder. Direi mais ainda, do péssimo perder. E continuará assim até a bandeira ficar direita, se é que alguma vez fica direita", assume Pacheco Pereira.
in "JE"

Agora é que o Pacheco Pereira me lixou. Será que agora sempre que lhe fizer um boneco vou ter de pôr a bandeira do PSD invertida? Aquela bandeira, como a maioria das bandeiras, nada me diz, mas andar a pôr bandeiras de pernas para o ar parece-me uma parvoíce. Esta ideia do “Cristo” invertido para dar a dimensão do mal é no mínimo um simbolismo simplório. Como não me apetece, pelo menos hoje, ir por aí, a solução é inverter o Pacheco. Mas aí surge um novo problema, não me parece bem dar a ideia que o Pacheco é invertido. A resposta surgiu-me na forma de um morcego, animal que vive pendurado de cabeça para baixo, gosta de se movimentar em zonas sombrias e é atraído pela luz brilhante. Assim fica a bandeira direita, o Pacheco e o morcego direitos e eu resolvi o meu problema. Isto, embora não me pareça que nada anda direito no PSD, mas isso já é um problema que não é meu.

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A tentação do poder

Eu quando olho para a vida que tem um ministro, um secretário de estado ou mesmo alguns políticos profissionais, não posso deixar de lhes gabar a paciência. Sempre presos por ter cão ou por não ter, sem horas de chegar a casa e a ter de aturar montes de gajos chatos todos os dias. É vê-los de manha a fazer uma inauguração em Arrebentas de Cima, três horas depois num outro local a 200 quilómetros para ir fazer um discurso para acabarem numa festa do Partido a mais 200 ou numa reunião em Bruxelas ou noutro lugar qualquer. Sei que o dinheiro chama muita gente, mas custa a acreditar que se dêem a tal trabalho só por ele. Acredito mais que seja pelas mordomias, pela “cagança”, pela sensação de poder. Eu pessoalmente nunca me senti atraído por chefias ou esses cargos mais visíveis. Nunca gostei nem gosto de ter de mandar, de ter de comandar outros, de fazer sorrisos hipócritas e muito menos de ter de andar vestido de fatinho de engenheiro. Não gosto de gravatas. Sei que não sou um Einstein, mas também não sou um Bush, um Mendes Bota ou um Manuel Pinho. Podia ter feito uma carreira partidária e já recusei alguns cargos no meu local de trabalho. Prefiro dormir de consciência tranquila sem ter prejudicado ninguém. Estranho por isso essa gente que vende a alma ao diabo por um poleiro, por uma pinga de poder.

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sábado, Setembro 29, 2007

Calças em baixo e enfia o "barrete"

Há uns dias, vi este homem, Presidente da Associação Nacional de Bancos, a quem já algumas vezes senti a necessidade de fazer aqui o “boneco” por afirmações que, na altura, considerei até ofensiva para a dignidade das pessoas deste país, falar do momento da economia e das finanças actuais. Claro que o espírito liberal e os euros nunca deixaram de lhe brilhar nos olhos, mas acabou por reconhecer que o mercado foi e anda a ir longe demais, que, afinal talvez fosse bom que houvesse alguém que o regulasse, porque ele não sabe parar sozinho. Anda esta gente a tirar cursos de economia, a ser Ministros, ocupar cargos “importantíssimos”, a dar entrevistas e a falar em colóquios para agora vir dizer aquilo que todos, mesmo não entendendo nada de economia, há muito já sabemos. Que a cegueira do dinheiro, a ânsia do ter cada vez mais, é uma das características do capitalismo. Se não lhes tiram a faca das mãos acabam sempre por matar a galinha para ficarem com os ovos. Claro que depois veio defender a posição dos Bancos Centrais em meter muitas centenas de milhares de milhões, para safar os Bancos que estavam com a corda na garganta devido aos empréstimos de alto risco. São os mesmos que defendem que o mercado deve ser livre de regulações que depois vêm a correr pedir ajuda quando a coisa corre mal. Claro que trazem sempre mais uma crise e a inevitabilidade de lixar mais os cidadãos para eles saírem do buraco. Eles são sempre o mais importante, os primeiros a salvar pois são a essência do próprio sistema económico capitalista. Nós, somos só meros figurantes.

PS: Acabei depois por ver o Cavaco falar dos problemas que a "malvada" globalização criou, da crise que aí pode vir, como se não fosse ele e outros da mesma laia quem sempre a defendeu e por ela lutou. Não sei se ainda nos vão culpar a nós pelas injustiças que cria, mas que nos vão obrigar a pagar, isso é certo.

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Um "Cauboi" na cidade

Era meia-noite quando o "Cauboi" chegou, para conquistar a grande cidade, terra onde até aí, sobrevivia com grandes dificuldades, um pequeno furão, um "Chico esperto", um emplastro dos acontecimentos. Sobreviverá ao Clube Cavaquista e à Casa de Pasto Barrosista, ou voltará à terrinha de lágrimas nos olhos? Os Sorrisos Sócretinos não lhe auguram um bom futuro.

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Má Educação

Porque me apeteceu e porque acredito ser verdade

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sexta-feira, Setembro 28, 2007

PSD Eleições

O antes...

...e o depois.

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A salada PSD

"Sinto-me fresquinho que nem uma alface"
Marques Mendes

Esta salada do PSD por agora só tem mesmo alface, as cebolas, aquelas que vão fazer chorar os militantes do partido, só vão aparecer lá para 2009 e os tomates, a esses ninguém os vê por lá, talvez por serem vermelhos.

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A Guerra das estrelas

MOSCOU - A Rússia será obrigada a retaliar caso outros países posicionem armas no espaço sideral, advertiu o comandante das Forças Espaciais Russas, general Vladimir Popovkin. Não queremos nos engajar em uma guerra no espaço sideral, não queremos dominar o espaço, mas não permitiremos que nenhum outro país o faça”. “Se algum país posicionar armas no espaço, a regra da guerra é o surgimento de armas de retaliação
.
In “INTERNACIONAL EUROPA

Não bastava a guerra na terra, o existirem Bombas atómicas, bombas inteligentes e outras ecológicas, bombas burras, bombas de fragmentação, bombas terroristas e bombas pela liberdade, as bombas boas e as bombas más, bombas biológicas e outras incendiárias, mais aviões invisíveis e tanques, e mísseis e…essa merda toda, para agora irem enchermos a orbita de mais lixo bélico. Claro que para o negócio do armamento e para os filhos-da puta que o controlam isto é a abertura de novos mercados, uma espécie de globalização espacial. Se se preocupassem mais em impedir que de oito em oito segundos morresse uma criança de fome no mundo faziam muito melhor. Filhos-da-puta.

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Porque ontem foi Quinta-feira

Não sei se com a Presidência da União Europeia, com as visitas às Nações Unidas e os vetos presidenciais da canícula de Agosto estes dois ainda se encontram todas as quintas-feiras. Vendo o que se passa no PSD, o Sr. Silva não tem outra alternativa que dar alguns mimos à Sócretina e, esta sendo uma "meretriz velha", (viram o cuidado que tive em não escrever "Puta velha"), vai-se certamente aproveitar disso. Um "Casaco de Vison" para as eleições de 2009 e uns "diamantesinhos" legislativos já devem estar na sua lista de desejos. Mas, em tudo isto a confusão está em saber quais as verdadeiras caras de cada um e quais as mascaras.

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quinta-feira, Setembro 27, 2007

Indios Alaranjados

Luís Filipe Menezes voltou ontem a denunciar de irregularidades nos cadernos eleitorais das eleições directas no PSD, sugerindo que há militantes que devem ser "índios da Amazónia".
É o chamado "escândalo da emigração". "Em 24 horas, passam de 80 para 1200 militantes com as quotas pagas. Uma recôndita cidade da Amazónia (Maringá) de que nunca ninguém ouviu falar tem 200 militantes do PSD. Devem ser os índios ianomani, com certeza", declarou, citado pela Lusa.
In “Publico”

A vergonha destas eleições no PSD soma e segue. Agora, já não e trata só de simples insultos, mas atingiu o ponto de se considerar que há trafulhices e desonestidade. É a própria ideia de democracia que é colocada em questão e, quem quer que seja que ganhe as eleições ficará sempre com o estigma da aldrabice. Voltou-se ao tempo em que os mortos votavam e os vivos proibidos retirados dos cadernos eleitorais.
Não sei se existem 200 militantes do PSD em Maringá com as quotas pagas a tempo e horas por desejarem participar activamente na vida do partido. Se por cá o interesse é pouco muitas dúvidas ficam de que seja lá para a amazónia que esteja o empenhamento partidário. Mas, o Luis Filipe Menezes também demonstra não ser gente de confiança e de falar sem saber o que diz. Maringá não é uma pequena aldeia de Índios, mas uma moderna cidade e a terceira maior, em população do estado do Paraná. Em 2005 tinha mais de meio milhão de habitantes com grande incidência de imigrantes. (Saiba mais sobre Maringá AQUI).
Olhando para tudo isto não podemos deixar de constatar a baixeza e a pequenez politica a que este país chegou. Isto demonstra bem o estado da nossa democracia e a qualidade dos nossos políticos.

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O regresso do menino Guerreiro

Todos sabem que o respeito que nutro pelo Santana Lopes, não é dos mais elevados. Nem tanto por só ter sido um governo fantoche, mas mais por ter aceite compactuar com mais essa mentira. Não é por ter sido sovado, pelos seus co-partidários, ainda na incubadora, nem por ter de aturar tanta Santanete a começar na Clara Ferreira Alves e a acabar no Portas, ou por não ter jeito nenhum para Primeiro-ministro, que lhe vou desculpar. Se não fosse tão galaró tinha a obrigação de saber isso.

Falo dele porque hoje tomou uma atitude correcta. Parece mentira, mas é verdade. Numa entrevista à SIC Noticias sobre a situação interna do PSD e do estado a que o partido chegou, foi interrompido pela entrevistadora para assistirmos às imagens da chegada do Mourinho ao Aeroportos, findas as quais tentou reatar a conversa. Muito bem, o Menino Guerreiro, mostrou o seu descontentamento e discordância deste tipo de atitudes. Com uma coragem que muitos outros não mostraram, acabou ali a entrevista, levantou-se e foi-se embora. É verdade que ele deve andar aborrecido por lhe interromperem sempre tudo, desde o governo às entrevistas, mas se outros fizessem o mesmo, talvez não víssemos entrevistas, opiniões e comentários serem constantemente interrompidos, com Mourinhos, Scolaris, papás de Madies e outros assuntos sem qualquer relevância. Cada vez mais somos bombardeados pelo sensacionalismo, pela notícia que só é noticia porque é empolada, pela tele-novelização da vida real. Cada vez mais as verdadeiras noticias são escondidas ou nem chegam a ser dadas. Cada vez mais a verdade é menos importante e as audiências o “aristos” a alcançar.

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A Birmania no centro do mundo


Hoje estou naqueles dias em que não ando com paciência nenhuma para aturar esta gente que nos desgoverna e a todos os que se deixam roubar e enganar com um sorriso nos lábios. Quando olho lá para longe e vejo um povo ser amordaçado por uma Junta Militar só posso sentir-me solidário com ele. O povo da Birmânia tem direito à liberdade como o têm todos os povos do mundo. No entanto não posso deixar de estranhar, que numa altura em que há uma Reunião de Chefes de Estado deste mundo nas Nações Unidas, esse seja o assunto fundamental e todos, da França aos Estados Unidos, se mostrem tão empenhados na liberdade daquele povo e na aplicação de sanções. Estranho porque não vejo a mesma atitude para com outros países em que a ditadura é uma realidade e a liberdade um sonho; China, Rússia, Coreia, podia dar aqui uma enorme lista, mas para estes só resta o silêncio e a aceitação envergonhada deste mundo livre. Tão preocupados que estamos com os monges birmaneses e nem temos dirigentes com coragem para receber o Dalai Lama para não irritar os Chineses que os oprimem. Estou farto desta hipocrisia e deste ruído que criam para branquear o genocídio Iraquiano e tapar a discussão dos verdadeiros problemas do mundo. Estou farto das Madies, dos Mourinhos e de todas estas novelas com que nos querem entreter. Estou farto desta merda toda e de não ver, nem vontade nem intenção de ninguém para mudar o rumo. Espero honestamente que os Birmaneses consigam a sua liberdade e que entendam que aqueles senhores que hoje falam em seu nome se estão bem nas tintas para eles. Só os usam porque hoje eles lhes são úteis e abandoná-los-ão amanhã quando já tiverem atingido os seus objectivos. Mundo de merda este onde vivemos.

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quarta-feira, Setembro 26, 2007

Quem elege quem?

Estou-me bem nas tintas para quem ganhe as eleições no PSD. Que quem vá andar a bradar aí pelas televisões tenha a cara do Marques Mendes ou do Filipe Menezes é coisa que não me tira o sono (a cara e aquelas mãozinhas sempre a espanejar do Marques Mendes pelo menos dão-me vontade de rir). Que se tenham andado a esgatanhar e a chamar nomes um ao outro, só posso dizer que tenho pena de não se terem pegado à pancada para nos divertirmos. Que a demonstração do que considera o PSD como democracia seja um pouco triste, é problema deles. Preocupante é vermos as jogatinas da informação para beneficiar um dos candidatos. Na SIC Noticias, logo após um debate entre os dois porta-vozes das duas candidaturas, uma entrevista ao Pacheco Pereira que se colocou totalmente do lado do pequeno Mendes. Pouco depois vem o Balsemão também ele apoiar o Mendes. Se isto é feito numa campanha partidária mostra bem como se comportam os órgãos de informação quando as eleições são nacionais. Basta ver a forma como levaram ao colo o Cavaco para Belém e talvez aí se encontrem muitas das razões porque vivemos neste pais de governos de alterne. Quem escolhe quem governa este país é quem faz a informação e a noticia para depois a distribuir usando todos os truques, conhecimentos científicos e publicitários, para a vender melhor.

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Terrorismo Governamental

"As polícias terão poderes alargados na próxima Lei de Segurança Interna (LSI), especialmente no âmbito da luta contra o terrorismo. Sem dar conhecimento prévio a um juiz ou magistrado do Ministério Público (MP), as forças e serviços de segurança - PJ, PSP e GNR - poderão vigiar pessoas com recurso a câmaras de videovigilância e barrar telecomunicações, nomeadamente bloqueando a emissão de rádios ou televisões."
In”DN”

Terrorismo s.m. Systema, regime de terror, em França (1793-1794), Por ext. Systema de governar por meio de terror ou de medidas violentas.
Terrorista s.m. e f. Partidário do terrorismo, adj. Que espalha boatos assustadores; que prediz catástrophes ou acontecimentos funestos; pessimista.
In Diccionário Prático Illustrado – Lello & irmão – 1941

Terrorismo é um método que consiste no uso de violência, física ou psicológica, por indivíduos, ou grupos políticos, contra a ordem estabelecida através de um ataque a um governo ou à população que o legitimou, de modo que os estragos psicológicos ultrapassem largamente o círculo das vítimas para incluir o resto do território.
In Wikipédia

Quando eu era miúdo a palavra terrorismo tinha um sentido bem definido e claro. Hoje, a palavra terrorismo cobre uma enorme área e desde um atentado até a um protesto. Basta ver a quantidade de “pensadores” que apelidaram de acto terrorista a acção dos Verde Eufémia na destruição do Milho geneticamente modificado. Pelos vistos, inspirados pelo “amigo” Bush, também vamos ter uma espécie de “Patriotic Act” à portuguesa. Como dá jeito este terrorismo para justificar o apertar do cinto à liberdade e aos direitos de todos nós. Não sou terrorista, mas gosto da minha privacidade, dos meus momentos de solidão em que falo comigo mesmo, dos momentos de intimidade com a minha família e com os meus amigos, de poder chorar ou rir longe dos olhares dos outros. De ter a minha liberdade, as minhas ideias, de ser eu. É que estes leis a que agora se propõem, pela definição de 1941, deveriam, eles sim, ser considerados como actos terroristas.

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A hora da limpeza

Juíza mandou destruir escutas entre Arouca, Sócrates e Morais
Nenhuma das intercepções telefónicas feitas pela Polícia Judiciária, a partir do telemóvel de Luís Arouca, antigo reitor da Universidade Independente, em que são mantidas conversas com José Sócrates e com o ex-professor deste, António José Morais, foi transcrita para os autos do inquérito judicial feito à conclusão da licenciatura do primeiro-ministro, e arquivado em Julho pelo Ministério Público.
Uma juíza do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa negou a sua validação e, consequentemente, ordenou a destruição das gravações, alegando que estas não haviam sido sujeitas, dentro do prazo previsto por lei, a um controlo por um juiz de direito.
in “PÚBLICO”

Não podemos contestar que as escutas tenham sido mandadas destruir, só estão a cumprir a lei. Mais estranho é que não tenham sido controladas por um juiz dentro dos prazos após toda a confusão que foi criada com a Independente e com a licenciatura do Engenheiro. Foram feitas investigações, o Ministério Público concluiu que tudo tinha sido legal na sua “aquisição”, mas pelos vistos, para chegar a essa conclusão, não considerou importante as conversas existentes nas escutas feitas aos suspeitos. Eu não sou da polícia e não entendo nada de investigações, mas isso não me obriga a ser cego e a não poder pensar e considerar estranho que estas escutas não tenham sido “ouvidas” com alguma atenção. Não poderia haver aí factos que esclarecessem todas as dúvidas? Mais uma vez, mesmo depois de tudo ter sido bem limpinho, não podemos deixar de sentir que o pó da suspeição ficou no ar. Esta gente podem ser especialistas em limpeza, mas parece-me que varrer o lixo para debaixo do tapete não demonstra nem profissionalismo nem inteligência.

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terça-feira, Setembro 25, 2007

Loucos e teimosos

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que foi recebido ontem em Nova Iorque por um coro de protestos, afirmou que o Irão não precisa de armas nucleares nem se encaminha para uma guerra com os Estados Unidos. Devem compreender que não precisamos de uma bomba atómica. Que necessidade temos de uma bomba? É falso achar que o Irão e os Estados Unidos se encaminham para uma guerra. Porque dizem isso? Porque devíamos envolver-nos numa guerra?”. In “PJ

Se eu não tenho muitas razões para não acreditar no Bush, já provou que quando quer mente aos americanos e ao mundo, sem qualquer dificuldade, também não vejo porque hei-de acreditar no outro “santinho” vindo lá dos confins da Pérsia. Se haver por aí um louco à solta é perigoso, quando eles se multiplicam como cogumelos atómicos, com autorização americana, como são os casos de Israel, Índia e Paquistão, ou sem ela como no Irão e Coreia, bem podemos temer pelo futuro deste planeta.

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Velhos Marretas

O antigo Presidente da República Mário Soares reuniu-se esta segunda-feira “com cordialidade” com o seu ex-adversário e sucessor em Belém, Cavaco Silva, tendo convidado o actual Chefe de Estado para encerrar a um encontro sobre energia, no próximo mês em Lisboa. Cavaco Silva aceitou, entretanto, o convite de Mário Soares. Soares afirmou, “em democracia as coisas são assim. As pessoas discutem umas com as outras, têm divergências ou não, mas isso não tem nada a ver com as relações pessoais entre elas”.
in "CM"


A cara de pau desta gente, a capacidade de encaixe que possuem não deixa de me causar admiração. Depois das faltas de educação e civismo que ambos mostraram, quer quando o Soares não foi apertar a mão do Sr. Silva na sua tomada de posse, quer quando o Sr. Silva não convidou o Marocas para uma jantar de todos os que tinham contribuído para a entrada de Portugal na Comunidade Europeia, esta gente ainda consegue sorrir e conversar, como se de grandes amigos se tratasse. O Soares fez bem em não apertar a mão ao Cavaco e este em não o convidar para a jantarada. Quem não sente não é boa gente e, para filho-da-puta, filho-da-puta e meio. Isso eu entendo, mas o cinismo das palavras simpáticas não.

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A SCUT Maritima Cavaquista

A construção da terceira ponte sobre o Tejo poderá implicar o pagamento de uma compensação à Lusoponte , concessionária das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Um parecer da Procuradoria-geral da República (PGR) confirma que a concessionária detém o exclusivo da travessia do Tejo.
Segundo o contrato assinado em 1994, a Lusoponte tem o exclusivo rodoviário na travessia do Tejo a jusante da ponte de Vila Franca de Xira, um contrato que é único em Portugal.

Ora aí está mais uma “Cavacada” que nos vai sair do bolso. Por muito que o idolatrem e queiram fazer dele o Deus na terra, a verdade é que a gestão do Sr. Silva, quando Primeiro-ministro, foi desastrosa. Foi a altura dos novos banqueiros e dos grandes negócios do betão. Desbaratámos os fundos europeus em quantidade contrariando a qualidade que agora defende. A crise que hoje vivemos nasceu aí, pelo que todas as lições de economia que nos tenta dar não podem esconder os erros feitos na altura. Afirmando-se liberal e pragmático criou uma “SCUT” marítima ao oferecer a travessia de um rio a uma empresa privada. Onde estão as hipóteses de concorrência que tanto diz defender? Será que a lei anti-monopólio não deveria ser aplicada aqui? Onde está o Marques Mendes, a abanar aqueles bracinhos, a atirar pedras ao ex governo do seu partido?
Vai-nos sair caro a todos, mas que pelo menos mostra a verdadeira face por detrás da múmia.

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segunda-feira, Setembro 24, 2007

PSD: O último a sair apaga a luz e fecha a porta

"No PSD há menezistas, barrosistas, santanistas, marcelistas e cavaquistas, só não há mendistas. Marques Mendes não conseguiu a liderança do PSD graças aos seus apoios internos, recebeu a liderança à consignação, até que venham melhores tempos eleitorais, nessa ocasião os "senhores da guerra" do partido mobilizarão as suas tropas para medirem forças."
Extracto de mais um excelente texto, tirado do blog “O Jumento”.

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Desmentido Governamental

A ampliação da concessão das pedreiras da SECIL na Arrábida, em Setúbal, por mais 37 anos, foi desmentida por uma nota enviada à imprensa pelo Ministério do Ambiente.

O Ministério da Administração Interna desmente uma alegada proposta para reduzir poderes ao Procurador-geral da República ou à Polícia Judiciária.

Estes são só de hoje, que este governo, não há dia que não tenha de emitir desmentidos. Ou este governo não dá noticias e outros têm de inventá-las, criando a noticia em forma de desmentido ou, tenta lançar o barro à parede e se houver reacções foge na forma de desmentido ou, é tudo inventado por gente politicamente baixinha, obrigando o governo a emitir desmentidos por tudo e por nada ou é tudo verdade e os desmentidos são só para enganar. Uma coisa é certa, quem fica sem perceber nada somos nós, que entre notícias e desmentidos fica sempre a duvida no ar. Há quem diga que não há fumo sem fogo, mas também anda por aí muito incendiário à solta.

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Cangas e cangueiros

«Não temos nenhum preconceito contra o sector privado e lamento muito que essa questão tão obsoleta ideologicamente ainda pese tanto como carga ideológica, diria mesmo, como 'canga' ideológica no BE».
José Sócrates na A.R. durante o debate mensal

«A ganga ideológica dos liberais agressivos, como é a política dos governos de José Sócrates é isto: garantir aos privados o que é público, garantir à SECIL que pode fazer negócio com aquilo que é de todos».
Francisco Louça na conferência sobre alterações climáticas

Parece que afinal, também eles, tem a sua canga para carregar.

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domingo, Setembro 23, 2007

O Jackpot da Politica

Pina Moura e António Vitorino – dois dos casos mais polémicos dos últimos tempos de deputados que renunciaram ao mandato para trabalharem no sector privado – são exemplos concretos de como a política pode ser um trampolim para a valorização da carreira profissional e o enriquecimento pessoal. Entre 1994 e 2003 Pina Moura aumentou o rendimento anual de nove mil para 172 mil euros. António Vitorino conseguiu em seis anos, entre 1994 e 1999, subir o rendimento anual de 36 mil para 371 mil euros.
In “Correio da Manhã


Esta gente bem devia ajoelhar e agradecer ao país por tudo quanto lhes faz ganhar. Já o país tem pouco ou nada para lhes agradecer. Uma relação que devia ser de simbiose, mas que acaba por terminar num puro e simples caso de parasitismo.

PS: Como esperam que se sinta e pense quem ganha o ordenado mínimo e os vê abanar os ombros dizendo - É a crise, não podemos fazer nada. Têm de ter paciência?

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O Porteiro

Adaptado do Cartaz de "Il Portiere di notte "1974 de Liliana Cavani

Francisco Louça acusou o primeiro-ministro, José Sócrates, de ser o «porteiro dos grandes interesses, dos negócios» por alegadas pressões a favor da SECIL e da ampliação das pedreiras na Arrábida por mais 37 anos. «A ganga ideológica dos liberais agressivos, como é a política dos governos de José Sócrates é isto: garantir aos privados o que é público, garantir à SECIL que pode fazer negócio com aquilo que é de todos».
In “Portugal Diário

Claro que o Engenheiro é o Porteiro de grandes interesses, como foram antes o Silva, o Guterres, o Cherne e o Santana. Claro que todos estão a esbanjar o público, o que é de todos nós, em “oferendas” aos grandes interesses económicos. Quantos recursos do estado não são anualmente gastos em simpatiquíssimas “parcerias”. Quantos recursos ao nível de energia, de recursos naturais, não estão a ser dado de mão beijada a alguns “mamões”. Se até eu que não entendo nada de economia vejo isso, acredito que o Louça há muito que o sabe. Vem aí o novo Tratado Europeu, que é o criar condições para que esta prática possa ser alargada e protegida e, embora já saibamos que defende um referendo, o que gostava de entender é se concorda com um Portugal integrado numa Europa liberal e capitalista, que é aquilo que é e que sabemos ir ainda ser pior. Que nos diga se Portugal deve fazer parte desta Europa, da real, da que existe e não de uma outra com que podemos sonhar, mais justa, mais fraterna, mais rica. Acredita que é estando dentro desta Europa onde estamos agora, que temos a possibilidade podemos mudá-la, para atingir esse sonho? Não pensa que devemos sair rapidamente desse ninho de serpentes, cada dia mais agressivo? Não deveria o Bloco de Esquerda falar claro e dizer-nos exactamente o que pensa e o que defende, fora dos rodriguinhos dos “vícios privados, públicas virtudes” do negócio político? Se é só mesmo mais um cão a ladrar, então não vale a pena.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Os homens invisiveis do PSD

O candidato à liderança do PSD, Luís Filipe Menezes, disse:
Há uma pessoa com alta responsabilidade no PSD, uma das três pessoas que dirige a campanha de Marques Mendes que me convidou para um jantar conspirativo no Porto, a que eu nunca iria, para derrubar Marques Mendes e promover uma candidatura alternativa”. Não se trata do mandatário da candidatura de Marques Mendes mas sim de “uma pessoa que está ao seu lado na primeira linha. É deputado”. O candidato à liderança do PSD acrescentou que não respondeu ao repto por ser uma pessoa transparente.

Vai mal o PSD, com um candidato tão transparente que é quase invisível e outro tão pequeno politicamente que quase não se vê. O que se vê, com o debate que fizeram, com as suspeitas nos cadernos eleitorais e atitudes como esta, é que esta gente nem democrata sabe ser dentro do seu partido. Imaginem agora como seriam como Primeiro-ministro deste país. A única vantagem que lhes vejo é poderem demonstrar que ainda é possível descer a níveis ainda mais baixos que o dos governos do Engenheiro ou de Santana Lopes.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

sábado, Setembro 22, 2007

Ou Eu ou Ele

Todos nos lembramos dos tempos em que na nossa meninice nos deparámos com a situação de dois amigos nossos, por estarem zangados, recusarem comparecer a um convite se o outro estiver presente. Sempre resolvi este tipo de problemas dizendo a ambos que tinha convidado o outro. Se iam aparecer ou não, não sabia. Gordon Brown, acabou por colocar Portugal na mesma situação. – Se o Mugabe vai eu não vou. Ao ouvir isto, Mugabe disse logo que vinha e o Luís Amado começou a tremer. – Nós preferíamos que viesse antes o Inglês – pensou alto, mas logo outros países africanos vieram ameaçar que - se o Mugabe não puder ir, então nós também não vamos. Os Franceses e os alemães já vieram a correr dizer que não se metem no assunto e que cabe a Portugal descalçar a bota que calçou. Aqui está um óptimo desafio para o nosso Ministro de Negócios estrangeiros mostrar as suas habilidades num caso que não pode ser resolvido, com os voos da CIA, dizendo – Eu não vi nada, não aconteceu nada.

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A Canga

«Não temos nenhum preconceito contra o sector privado e lamento muito que essa questão tão obsoleta ideologicamente ainda pese tanto como carga ideológica, diria mesmo, como 'canga' ideológica no BE». José Sócrates na A.R. durante o debate mensal

Não sou do BE, mas ainda carrego comigo a “canga” da ideologia. Nada tenho contra ela, não me pesa e, antes pelo contrário, serve-me de aconchego neste árido Inverno liberal em que vivemos. O Engenheiro, esse há muito que se livrou da “canga” socialista, mas ficaram-lhe as orelhas. As orelhas e um nariz que não mente.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Tecnologia Sócretina

A nossa Sócretina foi ontem mostrar as maravilhas das Novas Tecnologias Domésticas à Assembleia da Republica. Muito habituada aos chás tupperware, não terá dificuldades em vender mais este produto a tantas donas de casa desesperadas. Vamos é ver se os “maridos” não metem as mãos à cabeça com mais esta despesa para o orçamento familiar.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

sexta-feira, Setembro 21, 2007

Mais um para a fila do desemprego


Então isto faz-se ao homem. Estava ele a contar com o ordenado para alimentar a familia e é assim despedido sem apelo nem agravo. O que lhe vale é a flexigurança do futebol que não o vai deixar de mãos a abanar. Uns 20 e tal milhões de euros para matar as mágoas. Ele há coisas fantásticas, não há?

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Durma bem Sr. Ministro

Ontem à noite choveu, não foi muito, mas os pingos eram poucos mas grossos. Sei isso porque me apanhou quando o meu cão me levou a passear depois do jantar. Bem no centro da terra, uma mulher remexia num caixote de lixo, bem perto de uma forma de gente coberta por um cobertor que dormia num vão da Caixa Geral de Depósitos. Esse estava abrigado daquela pouca chuva que caía, mas não o que estava no jardim, sentado a comer um pão, entre os sacos de plástico onde transporta toda a sua vida e um pacote de vinho, a esse aquela água não o parecia incomodar. Pediu-me um cigarro, dei-lhe dois.
Não sei se amanhã vai chover, mas com a chegada do Outono já depois de amanhã, as probabilidades vão aumentando. Chova ou não, aquela mulher e muitos outros, lá andarão a fazer a ronda dos lixos, para ver quem tem mais sorte e ficará com menos fome nesse dia. Só que para esses a concorrência cresce de dia para dia a olhos vistos. O que dormia abrigado, enquanto tiver a sorte de não o irem correr de lá, por incomodar a sensibilidade de alguém, continuará a não apanhar chuva. Quanto ao que outro, não sei voltará a ter pão e vinho, mas se me vir, vai certamente pedir-me mais um cigarro.
Sr. Ministro, vem aí a época do frio e da chuva. Será que, mesmo sendo nós o país mais pobre da EU e da crise que nos colaram à pele, não haverá um dinheirito, sei lá, fazendo menos uma cimeira, ou uma inauguração, para ajudar esta gente? Somos um estado, um país, não deveríamos ter um patamar mínimo de dignidade para com os nossos cidadãos? A mim parecer-me que sim.

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Analogias de poder

Inês e Miguel Beleza apaixonados
A estreia da peça “Os Melhores Sketches dos Monty Python” levou anteontem inúmeras figuras públicas ao Casino Lisboa. Mas a presença de Inês Serra Lopes e Miguel Beleza suscitou curiosidade.
Apesar da cumplicidade evidente, a jornalista e o professor catedrático negaram os rumores que se faziam ouvir. “Não namoramos. Já não estou em idade para isso”, garantiu Miguel Beleza, brincando com a situação, mas sem nunca desmentir a relação.

Aqui está uma notícia que não interessa a ninguém. Não me lembro, mas em mais de ano e meio de blog deve ser uma das primeiras vezes em que publico aqui o mexerico de vizinha cusca sobre os Jet7 das vidas alfacinhas. Só aqui o coloquei porque me apeteceu e porque me pareceu uma boa analogia da forma como a economia, o poder do dinheiro se relaciona com a Comunicação Social. Claro que, com a minha mente suja, imaginei-a com fecundação que baste, domínio, marionetes, chicotes de couro e outros utensílios de poder. Esta foi a analogia que me surgiu, mas cada um que faça a sua.
PS: Tenho a certeza que os Monty Python, os originais, teriam imaginado um belo sketche para tão bela situação.

C
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quinta-feira, Setembro 20, 2007

Olhar para trás

Como escrevia outro dia o "Gato Fedorento", Ricardo Araújo Pereira, numa das suas crónicas, o Cavaco cometeu um crime para o qual nunca terá perdão: o ter possibilitado António Guterres ser Primeiro-Ministro de Portugal. Eu acrescento o que acabou por fazer com que o Durão Barroso também o fosse, até fugir para Bruxelas, deixando-nos nas mãos de um Santana Lopes que inevitavelmente nos conduziu a um José Sócrates. Como este blog ainda não existia nessa altura, deixo aqui a recordação desses tempos.

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Está a ver bem, Sr. Ministro?

«Correia de Campos foi ainda mais longe, afirmando que “se cada oftalmologista trabalhasse mais meia hora por dia e fossem realizadas mais 0,6 por cento de cirurgias oftalmológicas diariamente em Portugal não havia listas de espera nesta especialidade”.» In Correio da Manhã

Então isso diz-se Sr. Ministro? Se os maquinistas trabalhassem mais uma hora por dia, a Carris tinha menos prejuízo e se a menina da caixa do Supermercado trabalhasse mais outra, o Belmiro ficava ainda mais rico. Só mesmo o Sr. Ministro é que é um caso em que podia trabalhar mais 8 horas por dia que não melhorava nada a ninguém.

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A Bruxa-de Rapina

Na segunda-feira não vi o Pros-e-Contras com a Ministra da Educação pelo que acabei por não lhe dedicar nenhum post. Já por diversas vezes manifestei aqui a minha discordância com as suas medidas e atitudes, pelo que não me parece necessário estar a repetir-me. Sempre que a vejo volto à minha juventude, no tempo em que as Bruxas faziam parte do nosso imaginário infantil. Ou isso ou um a abutre sempre vigilante e de olhos fixos na presa e que nos consegue fazer sentir "incomodados". Resumindo, uma "Bruxa-de-rapina".

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quarta-feira, Setembro 19, 2007

Patrões ou donos?

Nem flexigurança nem meias palavras para ir ao cerne na questão: a Associação Empresarial de Portugal (AEP) quer que as empresas tenham a possibilidade legal “de despedir os trabalhadores.” “É duro dizer isto, mas tem de ser”, afirmou ontem Ludgero Marques, presidente da associação, no final de uma reunião dos seus associados. “A nossa consciência social nunca deixou de existir, aguentamos os trabalhadores até ao fim”, mas a possibilidade de despedimento – mesmo que seja para os substituir por outros mais capacitados – é um imperativo de sobrevivência empresarial".

Nem sei que dizer mais, ele diz tudo de quanto eu o poderia acusar e de uma forma muito mais simples, acabar com o estatuto de trabalhador e patrão, para passar a Dono e a utilizar-nos como escravos. Só espero mesmo é que todos os que trabalham neste país, mesmo os mais optimistas, aqueles que pensam que nunca lhes acontecerá nada, se deixem de politiquices e de inventar desculpas para saírem para a rua para os travar. É toda a vossa vida e aquilo que têm hoje, atirado pela janela.

PS: Numa visão mais hipócrita, estas declarações podem ser imaginadas como o lançamento de uma estratégia, concertada entre governo e patrões, para fazer com que no fim fiquemos muito satisfeitos com a ideia de que do mal, o menos, que fomos nós que conseguimos garantir a flexi-mini-segurança. Sacanas para isso são eles e para muito mais.

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Que dois tatarolas

Só vi a parte final do "debate televisivo" entre estes dois potenciais candidatos a primeiro-ministro desta país. Quem os ouvisse nunca diriam que são do mesmo partido e que lutam pela sua liderança. Cada um deles informou-nos que o outro não é de confiança, tem ideias erradas para o partido e para o país, resumindo não serve. Se, eles pensam isso um do outro, o que não devemos pensar nós que já não os tínhamos em grande conta, só mesmo o pior. Se o Sócrates é o “engenheiro” que sabemos e estes dois são aquilo que se vê, é bom que comecemos a pensar em encontrar uma alternativa, se não queremos ficar a aturar mais do mesmo.

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A legalidade da Utopia

Quando andou por aí aquela história dos Verde Eufémia e do milho trangénico preferi não falar logo do assunto por ser merecedor de uma maior reflexão feita sem ser tão a quente.
De um lado um agricultor que cumpre com a lei e, do outro, gente que a violou por ser contra a existência de produtos geneticamente alterados. Todos vieram bradar coitadinho a um e vândalos aos outros. Mas, há outra perspectiva para olhar para o assunto. Se houver quem considere que existe uma enorme possibilidade dos produtos trangénicos serem perigosos para a saúde, que ecologicamente são uma ameaça real à biodiversidade, pois, ao não permitirem a existência de certos insectos, larvas e roedores, alteram totalmente o ecossistema e as relações simbióticas e de cadeia aí existentes, e que, para mais, ainda destroem os terrenos onde são plantados pois aí nada mais nascerá a não ser aquele trangénico especifico daquela marca especifica, mesmo violando a lei, estarão a defender-se de um ameaça que consideram atentar contra as suas vidas e a dos seus filhos. Todos vêm o Robin dos Bosques como um herói, no entanto ele lutava contra a lei instituída, ou a resistência contra o fascismo, ou a luta contra a escravatura, são infindáveis os casos em que para se atingir um fim se tem de combater fora da lei instituída. Não sei se a acção dos Verde Eufémia se pode enquadrar dentro desta "rebelião" contra o sistema e, com os erros que ele comporta, tenho mesmo muitas duvidas sobre os efeitos nefastos que possa ter causado na opinião publica, mas que, a cada dia que passa, a necessidade de revolta e de lutar contra o "direito" para defender a justiça e a sobrevivência, é mais urgente, disso tenho a certeza. Como Musil disse, "uma utopia, é uma possibilidade que pode efectivar-se no momento em que forem removidas as circunstâncias provisórias que obstam à sua realização".
Eu quero acreditar que um dia, a minha utopia de um mundo melhor, um mundo solidário e justo será possível. Até lá, só me resta lutar por aquilo em que acredito, dentro da lei enquanto me for possível, depois…logo se verá. Afinal, uma revolução é sempre contra a lei do estado estabelecido.

terça-feira, Setembro 18, 2007

A praga de gafanhotos

A praga de Gafanhotos da Agricultura da União Europeia estive, uma vez mais pelo Porto a decidir as melhores formas de acabar com a agricultura familiar de vez e dar-nos mais uma machadada na produção do nosso vinho. Milhares de agricultores ali foram, vindos de todo o país e até de Espanha, para protestarem e entregarem uma carta aos ministros. Como tudo está já decidido e estas reuniões são mais para escolherem o menu e mandarem recados para os orgãos de comunicação social, resolveram ir-se a passear pelo Douro à hora da manifestação. São muito ruidosos e incomodam.

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Prison Break para Tótós (1ª Série)

Todos queriam o novo código penal, agora todos continuam a querer mas preferiam que fosse lá mais para a frente, ou pelo menos que não se lembrassem deles agora. Entretanto lá vão sendo soltos alguns condenados por assaltos, violações, abuso sexual sobre crianças e de assassinatos. Até pode acontecer, mas duvido muito quem tenha penas longas, de muitos anos, de quase uma vida, fique impávido à espera que um tribunal superior confirme a pena. Eu dava logo à sola. Numa altura em que tanto se fala de segurança e de assaltos, saber que abriram a porta a alguns "profissionais" não augura nada de bom.

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O cair da máscara

No livro de memórias,"The Age of Turbulences" (A idade das turbulências), que hoje lança, o ex-presidente da Reserva Federal (banco central) dos Estados Unidos da América, Alan Greenspan, também conhecido nos aerópagos da macro-economia internacional, como "oráculo”, põe a nu algumas das estratégias quer do presidente George W. Bush, quer do Partido Republicano. "A guerra lançada contra o Iraque de Saddam Hussein não se deveu a razões alegadamente políticas, mas isso sim ao petróleo”. "Entristece-me que seja politicamente inconveniente reconhecer o que todo o Mundo sabe que foi o petróleo que originou a guerra conta o Iraque". Texto adaptado de noticia do JN

Embora seja triste ouvir alguém considerar a invasão do Iraque, simplesmente como “politicamente inconveniente” e não a chamar por aquilo que realmente foi, crime contra a humanidade, é sempre bom ver alguém com peso e influencia na politica capitalista norte americana, vir reconhecer aquilo que todos já há muito sabíamos. Foi o Petróleo e não o terrorismo ou razões de direitos humanos que fizeram esta guerra. As muitas centenas de milhares de iraquianos e os muitos milhares de americanos que morreram, um país destruído, tudo em nome da gula pelo ouro negro. A culpa cai sobre o Bush, mas também o Asnar, o Blair e o nosso sorridente e hipócrita Durão Barroso. Todos eles têm as mãos sujas de sangue e deveriam ser chamados a assumir as suas responsabilidades, mas isso seria num mundo em que os valores económicos não valessem mais que a consciência e os valores humanistas. Triste mundo este onde vivemos.

PS: Triste país que é governado por gente que na altura da Invasão do Iraque, a considerou ilegal e indigna e agora aceita o agradecimento do invasor pelo apoio dado por Portugal nessa altura , com um sorriso e sem manifestar a sua discordancia. Ou mudou entretanto de opinião?

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segunda-feira, Setembro 17, 2007

Aventuras de um Engenheiro em terras do Tio Sam

“A relação transatlântica esta sempre no topo da agenda da UE e de Portugal e é essencial para os Direitos do Homem e para a democracia no Mundo”, “Em matéria de visão humanista e respeito pelo Direitos Humanos, não encontro melhor exemplo do que os Estados Unidos, são valores que estão no coração [do povo norte-americano] e na Constituição dos Estados Unidos”. “Os EUA são um país amigo, o presidente Bush é sempre bem-vindo a Portugal”
José Sócrates em Washington poucas horas antes de um encontro na Casa Branca.

Posso também informar que o nosso Engenheiro, embora na altura da invasão do Iraque a tenha classificado como “ilegal, baseada na mentira e que envergonha”, não vai deixar de dar a sua corridinha da ordem em Washington. Não consegui descobrir se será feita nos jardins da Casa Branca ou às voltinhas a ela pelo lado de fora dos muros, mas onde não é certamente, é na base de Guantanamo, onde estão presos ilegalmente e desrespeitando todos os acordos e o direito internacionais, gente sem qualquer acusação ou defesa, gente raptada um pouco por todo o mundo, alguns que poderão mesmo ter visitado Portugal em algum avião da CIA que por cá tenha passado.
Se puder meter aqui uma cunhazita, gostaria que perguntasse ao Bush se todos estes atentados contra os Direitos Humanos e na sua visão humanista daquilo que fez no Iraque, não pensa poder estar a violar um bocadinho a Constituição dos EUA que ele, Engenheiro, leu. Ou será que o Inglês era demasiado técnico para um aluno da Independente?

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A escola nossa de cada dia.

Hoje a minha filha vai ter o primeiro dia de aulas deste novo ano. Às oito da manhã, lá a deixarei para a ver entrar pelos portões da escola. Tem 11 anos e vai voltar a sair às cinco da tarde. Nós pais, temos um dia por semana para lá poder entrar à hora marcada. Não sei se aquela escola já vai ter vídeo vigilância este ano, se já vai começar a habituar-se a viver num ambiente de "Big brother". Supostamente, para lá daqueles muros, o estado estará a educar a minha filha, a ensiná-la, a criá-la, para lhe dizer como se pode comportar e como deve pensar. Para mim como pai e para a mãe, ficam os curtos serões para a ouvir e para tentar passar um pouco de nós, da família, dos princípios de vida, de dignidade, de honradez e dos valores. Tudo isso, mais a brincadeira, o transmitir o amor que temos por eles. Não é fácil fazer tudo isto no tempo em que nos “permitem” que os guardemos durante a noite.
Tudo são vantagens, os pais têm de ir trabalhar que a "crise" está aí. Os filhos, esses, podem aprender os ensinamentos que lhes permitirão ser o cidadão submisso, trabalhador e respeitador deste mundo e deste futuro que lhes vamos legar. Vou ficar triste quando, a vir vergada ao peso de uma mala, carregada de “saber”, entrar por aquele portão dentro. Só me resta mesmo a esperança que por lá ainda existam alguns professores que acreditem verdadeiramente que ensinar, é ajudar crianças a tornarem-se gente que saiba pensar, decidir e não meras peças de uma enorme engrenagem. Tenha ela sorte de por lá encontrar algum.

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O Sheriff

A Silly season este ano não acabou com o fim de Agosto e das férias dos políticos. A falta de noticias, com a disputa no PSD a não entusiasmar ninguém, as cimeiras da EU a não trazerem nada de novo a não ser aparato policial e incómodos para que mora nas zonas onde se realizam, as vendas, porta a porta, de computadores do Sócrates a perderem a novidade ao fim da primeira semana e um ou outro assalto mais mediático trouxeram a segurança para a abertura dos telejornais. O inferno dos Ministros da Administração Interna caiu-lhe em cima. Tudo isto não passa de um sinal dos tempos e das políticas que favorecem as máfias e corrupção, por um lado e da pobreza e das necessidades criada pelo desemprego por outro. Tudo isto só tende a agravar-se e as criticas que a oposição de direita tem vindo a fazer pecam por hipócritas. Quem aceita e pactua com a corrupção não pode depois estranhar que o crime alastre. Vamos ver brevemente a policia a ser melhor equipada, mais numerosa e a repressão, em nome da segurança, (somada à luta contra a terrorismo), a impor um estado mais repressivo e mais indiscretamente vigilante. Um perigo bem real numa situação em que o necessário e o abuso serão difíceis de distingir.

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domingo, Setembro 16, 2007

Moulin Rouge - Baz Luhrmann

O Cabaré da Politica portuguesa

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Bingo

O porta-voz do PS, Vitalino Canas, negou hoje que o partido esteja a ser investigado devido a ligações à chamada "máfia dos bingos".

Mais uma vez financiamento dos partidos que cheira mal que se farta. Acredito que o PS não esteja a ser investigado, agora o que falta saber é se os elementos do PS que são suspeitos agiram em interesse próprio ou se o partido também tirou dai benefícios. Esperemos que mais uma vez a montanha não acabe a parir um rato.

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sábado, Setembro 15, 2007

Em Portugal é flexigurança mas sem rede.

Estiveram esta semana reunidos os Ministros europeus durante dois dias para discutir a flexigurança. Tudo o que ouvi das conclusões desse encontro foi a vontade de a tornar como uma politica da união e se possível até ao final deste ano ou seja da Presidência Portuguesa. Isto é, deixa de ser possível aos países decidirem se a desejam aplicar ou não, mas passa a ser uma prática obrigatória na união. Nem vale a pena refilar e, mais tarde quando os resultados da sua aplicação se mostrarem desastrosos, vão encolher os ombros dizendo que nada podem fazer porque é a Europa que nos obriga.
Todos já ouvimos dizer a muita gente, do governo à oposição, de economistas a sindicalistas, de patrões a comentadores, que Portugal não tem dinheiro para a sua aplicação. Resta-lhes por isso, como única alternativa imporem a flexi e darem a cada país a hipótese de definir a segurança que desejarem. Isto é, os países mais pobres vão ter de trabalhar sem rede, sem a parte da segurança.
Só para terminar deixar aqui a constatação, que sendo Portugal, um dos países mais pobres, o nosso ministro aparecia como um dos mais entusiastas e apressados na sua imposição, mesmo que os sindicatos e muitos patrões não a considerem como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento. Só mesmo por “cagança” e para querer deixar a sua marca na Presidência Portuguesa da Comunidade pode justificar toda esta pressa. Por favor, alguém lhe dê alguma coisinha para brincar, nem que seja um dos computadores do Sócrtaes.

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O Elevador

«A educação e a formação são o elevador que permite subir na vida. Sou um exemplo claro disso. Foi pela educação que subi na vida»
Cavaco Silva

O nosso Sr. Silva comparou hoje que o abandono escolar com uma cave da qual não há esperança de saída e a educação e a formação com o elevador que permite subir na vida. Como anda distraído o Presidente, todos nós sabemos bem que para muito milhares de jovem que completam os seus estudos o elevador só pára no andar do Centro de Desemprego. É que nem a todos saiu a lotaria ou têm pais com bombas de gasolina.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

As cores de Luis Filipe Menezes

Inspirado no Retrato de Che Guevara de Andy Warhol

Luís Filipe Menezes, a quem chamo de Santana Lopes do Norte, mostrou-se ontem muito zangado com a pergunta se ia abandonar o cargo de Presidente da Câmara de Gaia se fosse eleito para a liderança do PSD. Eu tenho uma péssima memória e já nem me lembro do que almocei ontem, mas normalmente quando vejo alguém contar uma história que não me cheira mal gosto de esperar para ver. Nas últimas eleições do PSD, os concorrentes eram os mesmos, e este, quando viu que ia perder, fugiu com a desculpa de que tinha um compromisso com a população de Gaia que o tinha eleito. Dois anos depois esse compromisso já não parece ser tão importante e, ou se está nas tintas para o povo de Gaia e prefere muito mais ser líder do PSD, ou então mostra que se está nas tintas para o partido ao manter-se como Presidente da Câmara sabendo que é impossível compatibilizar as duas funções sem perder eficácia em ambas. Isto, se ganhar, mas o mais provável mesmo é que passe a vergonha de conseguir perder contra um politico com a pequenez do Marques Mendes. Quem se ri com tudo isto é o Sócrates que sabe que contra qualquer destes candidatos tem a reeleição mais que garantida. Pena é que este povo veja a politica como vê o clubismo futebolístico e não recuse este jogo viciado da política de alterne.

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sexta-feira, Setembro 14, 2007

Dia Europeu contra a Pena de Morte


Ouvi recentemente um ministro, não me lembro qual, afirmar que Portugal pretendia criar o Dia Europeu contra a Pena de Morte. Embora eu acredite pouco na eficácia destes dias com dedicatória, penso que este poderia ter a sua utilidade pois iria relembrar que anualmente milhares de pessoas são condenados e mortas pelos estados. Parece que existe, no entanto, uma dificuldade à criação desse “dia”; a Polónia. Sabendo que uma das imposições feitas a todos os países que desejem entrar na União Europeia é a não existência de pena de morte nesses países, custa-me entender esta posição de um país que já é membro. Se não a pratica, porque se opõe?

Depois lembrei-me que tem sido a Polónia, com algumas exigências, que mais tem dificultado a assinatura do novo tratado europeu e que por isso já assistimos a uma campanha (justa, mas por outros motivos) de diabolização dos gémeos Kaczynski. Como já nada me espanta e já acredito em tudo não pude deixar de me perguntar se esta não seria só mais uma forma de os colocar na posição dos maus da fita? Não que não o sejam, mas isto fez-me recordar um western-spargueti do Sérgio Leone, “O Bom, o mau e o vilão”, onde até o “Bom” era mau como as cobras. Não me parece que os “Bilderberguianos”, que nos querem enfiar à força o Tratado pela goela abaixo, sejam muito melhores. Por isso, uma vez mais falo aqui da necessidade da exigência de um Referendo ao Tratado e da mobilização de todos, dentro e fora da blogosfera, para essa luta contra a Pena de Morte da Liberdade, da Democracia e da nossa identidade nacional.

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Muita Lama...sem Dailai

Ouvi ontem o governo dizer que não sofreu qualquer pressão por parte da China para não receber o Dalai Lama, em visita a Portugal. Ouvi também o Embaixador Chinês a dizer que as óptimas relações entre Portugal e a China seriam afectadas por o líder Tibetano ser recebido por instituições politica portuguesas. O que não vi foi o Luís Amado ou o Sr. Silva virem dizer que a ingerência da China na política portuguesa é inaceitável. O que também vi foi um coro de criticas da oposição ao governo mas nenhuma à Presidência da Republica por tomar exactamente a mesma posição. O que estou farto de ver é um branqueamento das atitudes pouco corajosas do Sr. Silva. Sabemos que ele quer ser reeleito para um segundo mandato com 99,9999% dos votos, (não é 100% porque já deve saber que o meu voto nunca o terá), mas o que custa a entender é que não pareça haver na política portuguesa quem tenha coragem de o criticar frontalmente. Porra, o homem não é Deus.

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