quarta-feira, outubro 31, 2007

Conselhos de Procurador

O Escutado

Quando me montaram o telefone no gabinete, disseram-me que quando quisesse ter uma conversa mais secreta falasse junto da televisão”. Pinto Monteiro na A.R.

Muito se tem falado de escutas em Portugal. Ainda não entendi se o assunto saltou para as páginas dos jornais porque há uma preocupação real com o problema das liberdades e garantias dos cidadãos, embora duvide muito que esse seja o verdadeiro motivo, se foi porque os mais poderosos estão a ficar preocupados por também eles poderem agora ser escutados ou se é uma simples guerra de poder para saber quem realmente controla quem e o que é escutado. Seja como for há uma constatação que posso fazer, é que todas as escutas feitas nos casos mais mediáticos e que envolvem gente poderosa e influente, acabam em nada. Há sempre um qualquer problema de ilegalidades nessas escutas que as tornam inadmissíveis como prova em tribunal. Até agora, com a divulgação de algumas na imprensa, ainda íamos podendo ver a culpa de muitos, mesmo que em julgamento se safassem por manigâncias técnicas e processuais. Safavam-se da condenação, mas não da vergonha pública, (embora com a falta de vergonha que por aí há isso não pareça fazer-lhes muita moça). Agora, com o novo Código até disso se safam. Seja como for, quem controlar as escutas e aquilo que é escutado ganha um poder enorme. Não acredito que, quem no fim desta guerra venham a haver menos escutas, que os nossos direitos estejam melhor defendidos. O que acredito é que vai haver quem possa escolher quais são para apagar e quais são para divulgar. Depois do Caso Casa Pia, não posso deixar de acreditar que muitas poderão ser utilizadas com fins meramente políticos e partidários e isso é algo de muito grave. É por isso que desconfio muito da ideia que as escutas podem estar a ser feitas por particulares com equipamentos comprados na Net ou em lojas da especialidade. Haverá certamente alguns casos, mas não são esses aqueles que mais me assustam. Pelo sim pelo não vou comprar uma dúzia de televisões para espalhar por toda a casa, assim, quando telefonar, estarei sempre a falar perto de uma.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Krusty o Palhaço

O Palhaço
"Herschel Pinkus Yerucham Krustofski , mais conhecido por Krusty o Palhaço, é uma das personagens criadas por Matt Groening para a série de animação "The Simpsons". Krusty é o líder de um dos programas mais assistidos de Springfield, e dono da "Krusty Corporation", fabricante e distribuidora de uma série de produtos de baixa qualidade.
É sabido que tem uma filha, e que é meio irmão do ator estadunidense Luke Perry. Além disso, Krusty passou vários anos brigado com seu pai, um judeu ortodoxo que não admitia a "vocação" de seu filho. Graças a um encontro promovido por Bart, Krusty e seu pai fizeram as pazes com o
passado."
in Wikipédia

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

O Elo Perdido do PPD/PSD

O Elo Perdido

António Capucho não abdica de assumir o papel de conselheiro de Estado, em detrimento do líder do PSD, Luís Filipe Menezes.
Já o autarca de Gaia respondeu ontem ao seu colega de Cascais que “o futuro do PSD e a sua vitória em 2009 não passam por estar ou não presente no Conselho de Estado”, considerando que se trata de um caso de “tricas que interessam a gente pequenina”.


Vou ser muito honesto, estou-me bem nas tintas para quem assenta o cuzinho nas cadeiras do Conselho de Estado. Já são tantas as aventesmas que lá estão, que mais uma ou menos uma é igual. (Basta imaginar que o Marcelo vá para lá dar as opiniões iguais às que vomita todos os domingos na televisão), O que me parece é que toda esta confusão não passa de uns a querer chatear os outros. O António Capucho, o “Elo Perdido do PSD”, embora tenha direito legal ao lugar depois da demissão do Mendes, devia pensar que moralmente não tem nenhum. Se faz finca-pé e não renuncia a esse direito, deve ser para aborrecer o Menezes. O Menezes, que queria tanto ter mais este protagonismo, aparecer nas televisões como o Sr. Conselheiro de Estado, (um pouco como o outro que também queria ser o Sr. Engenheiro), isto é uma facada nas costas. Ele já anda tão emproado, tão inchado por ter chegado a líder, que não vai perdoar ao Capucho esta maldade. Quem também deve estar chateado é o Marques Mendes, o nosso saudoso “Gand’a Nóia”. É que essa do Menezes dizer que tudo isto são “tricas que interessam a gente pequenina”, é uma maldade que não se faz.
Que bonita que é a nossa política, pena que as nossas vidas estejam cada vez mais feias e tristes. O Menezes ser alternativa em 2009 é quase tão assustador como dizer que não há nenhuma. Estamos bem lixados.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

terça-feira, outubro 30, 2007

A Aranha

A AranhaOntem fiz esta imagem para um post, que depois acabou por "exigir" uma outra diferente. Felizmente, esta não vai ficar para aqui a "envelhecer" porque surgiu este comentário da "Maria Lisboa", autora e colaboradora de diversos blogs. Abusivamente aqui o coloco à vista de todos.

Este estudo apenas tinha uma finalidade!

Teixeira dos Santos, como se não estivesse a par dele e por milagre a sua vinda a público não coincidisse com o 5.º Congresso Nacional da Administração Pública, onde ele ia botar faladura aproveitou para concluir que o estudo não é mais do que um reforço às medidas do governo!
Que coincidência!
Diz ele: "Os cidadãos querem mais e melhor e que se gaste menos", afirmou o ministro, dizendo que esta conclusão do estudo "confirma o diagnóstico" que o governo fez para a reforma da administração pública. "É isso que pretende com a reforma da administração pública", acrescentou o governante.
http://www.rtp.pt/index.php?article=304693&visual=16

O que não deixa de surpreender, para além da miséria da amostra é a sua composição.
"Do estudo participaram 53 dirigentes intermédios da Administração e 300 cidadãos, com idades entre os 30 e os 39 anos, uma faixa etária que foi seleccionada por ser das que mais contacta com os serviços públicos."
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=872142

É esta a faixa etária que mais contacta os serviços públicos?! A que propósito? Não temos todos que contactar os mesmos serviços, tenhamos a idade que tivermos? Não estamos todos sujeitos a ter que nos servir destes serviços?

1ª Pergunta: não será este o escalão etário em que existem mais "boys", não será este o escalão etário em que se encontra uma geração que encontrou nas empresas a sua fuga ao serviço público e por isso tudo o que vem dele não presta?

2ª Pergunta: será que o serviço público não funciona porque os funcionários não produzem? Ou será que as chefias não gerem? Será que isto não funciona porque de cada vez que há uma mudança governamental, se mudam as chefias todas, para meter os boys amigos, alegando que os cargos são de confiança política? Ou será que não funciona porque a cada mudança governamental e consequente mudança de chefias mudam as leis e as regras do jogo, tornando impossível o funcionamento de qualquer sector? Ou será, ainda, porque em muitas repartições se funciona à mão, ou quando existem computadores estes são do século passado? Ou será porque na maioria das repartições se funciona em condições de trabalho que ninguém do sector privado imagina existir?

Peço desculpa, a 2ª pergunta são muitas, mas são quase todas parte da mesma... e nem falei da miséria de vencimentos comparados com os do privado...

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Uma flexi desnudada de segurança

O Suicidio do capitalismo

Antes de mais nada pedir desculpa ao joaopft por estar a abusar dos seus textos, mas pareceu-me uma pena, não os retirar do “buraco da caixa de comentários” e traze-los para a “capa” deste blog. Ao ler este texto fez-me lembrar outros que escrevi em tempos e em que, como ele, defendo que o capitalismo se vai devorar a si próprio, deixando atrás de si um rasto de desgraça, caos e miséria. É por isso importante travar estes “bilderbergs” do mundo antes que seja tarde demais. Aqui fica o texto do joaopft.

É caso para se dizer que a estupidez subiu ao poder. Numa sociedade capitalista, o Estado desempenha um papel fundamental. As empresas privadas, tendo como único objectivo o lucro -- de preferência , o imediato -- procuram externalizar o mais possível certos custos, em particular custos sociais, ecológicos, de educação, formação e saúde dos seus trabalhadores, etc.
Veja-se, como exemplo, a tão propalada flexigurança. Planeia-se que o Estado se transforme numa espécie de agência de trabalho temporário, assegurando todas as despesas com salários, saúde e qualificação profissional quando o trabalhador está temporariamente sem emprego.
Os especialistas são unânimes em afirmar que esta flexigurança ficará exorbitantemente dispendiosa para o Estado. Ora os privados não quererão, mais tarde, receber a conta em impostos. Se fôr para terem a flexi acompanhada de grande rombo contributivo, então para eles será preferível ficar tudo como está, que do mal, o menos. Por isso, e como a classe média esgotou a sua capacidade de pagar mais impostos, o Estado ver-se-á forçado a implementar uma flexi desnudada de segurança...
Como se vê, o Estado e os seus serviços são fundamentais para a saúde de uma sociedade capitalista. Dizem os historiadores que, com o "New Deal", Franklin D. Roosevelt salvou o capitalismo de si próprio. Mas eles odeiam este seu Salvador, de toda a maneira. Os privados nunca neste mundo e no outro se vão oferecer para pagar ou desempenhar os serviços que externalizam, pela simples razão de andam no mundo só para fazer lucro! O investidor eficaz só se desvia do lucro se a tal for forçosamente obrigado.
Ao mesmo tempo que a externalização dos custos sociais e ecológicos prossegue, o capitalismo globalizado procura a todo o custo desmantelar os estados-nação sem a criação de alternativas credíveis aos serviços providenciados por esses estados. Ou seja, o capitalismo globalizado vai continuar a externalizar cada vez mais os custos sociais e ecológicos da sua actividade, ao mesmo tempo que vai reduzindo ou eliminando as estruturas públicas desenhadas para reparar os danos que essa externalização causa. Se tiverem sucesso neste plano verdadeiramente diabólico (e suicida!), sobrevirá o caos social e a revolta. Depois não se chorem, quando perceberem que não terão onde se esconder, no mundo globalizado que ajudaram a criar.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Jogos de bastidores

Aldrabices

Mal acordei, ouvi logo a noticia de um estudo encomendado pelo governo, feito pela Universidade Católica e coordenado pelo ex-ministro Roberto Carneiro, onde 57% dos portugueses dizem que o sector público funciona pior que o privado e 55% que há trabalhadores a mais na função pública. Um estudo é um estudo, mas pasme-se, este estudo é baseado numa sondagem de opinião a 300 portugueses. Estou mesmo a ver alguém a perguntar: - Diga-me, pensa que os serviços públicos funcionam pior que os privados? Só falta saber se as entrevistas foram feitas numa sala de espera de um hospital ou na bicha de uma qualquer repartição de finanças. Chamar estudo a isto e ter intenção de pomposamente o apresentar no V Congresso da Administração Pública é um atentado à inteligência de todos nós. Todos já podemos imaginar quais as conclusões a que querem chegar e quais as medidas correctivas que vão propor. Vivemos numa Republica das bananas em que cada macaco quer enganar todos os outros. Será que não chega de mentiras, de nos atirarem areia para os olhos? Sejam honestos, não tenham medo de dizer o que pensam sem se esconderam atrás de falsidades. Depois estranham que os mandemos à merda a todos.

PS: Encontrei um bom texto sobre o assunto no blog “O País do Burro”. Quem desejar lê-lo, está [AQUI]

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

segunda-feira, outubro 29, 2007

Hipocrisia

HipocritasAndávamos nós tão preocupados por um Banco privado ter feito empréstimos a familiares de administradores desse banco, que nem sei o que pensar agora que se soube que o Banco de Portugal, aquele que deve regular toda a actividade bancária, concede empréstimos aos seus administradores. Não sei qual a taxa de juro, o “spread” nem as comissões que lhes cobram, mas estou certo que o tão consciencioso Vítor Constâncio, homem tão preocupado em que os outros não sejam aumentados mesmo auferindo ele ordenados e reformas milionárias, nos poderá informar. Ou será que como fez o Ministro das Finanças nos virá dizer que na lei não há nada que o proíba? Ou será que mais uma vez vai colocar a hipocrisia à frente da moral e da decência? Honestamente somos mesmo um povo de brandíssimos costumes ou esta gente já tinha sido toda defenestrada, corrida a pontapé e atirada ao Rio. É que vontade não me falta.

PS: Para lerem mais sobre o assunto podem ir ao blog “O Jumento” onde existe um bom texto sobre o assunto [Aqui].

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

KAOS IMAGEM & COMUNICAÇÃO - Portfólio

Imagens falsas

Este fim-de-semana dei uma vista de olhos pelo Expresso. Aí dei com um artigo sobre as Empresas de Imagem. Já sabia que trabalhavam para grandes marcas e empresas. Já sabia que todos os nossos políticos recorriam a elas para nos mostrarem, não aquilo que são, mas aquilo que querem que pensemos deles. Todos sabem que quando votaram Cavaco, não estavam a votar naquilo que o Cavaco é, (ninguém poderia votar numa coisa dessa), mas na imagem que mostram dele. O mesmo para o Sócrates, o Guterres ou o Luís Filipe Menezes, para …todos. Vendem-nos gato por lebre. O que não sabia é que também órgãos como o Supremo Tribunal de Justiça, (que mesmo assim não perde um certo ar bafiento), a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, a Comunidade Europeia, os Governos, a Associação de Municípios, Empresas Municipais, eu sei lá, toda a gente parece necessitar de melhorar o seu “look”. Chega-se ao ponto de serem estas empresas a aconselharem o começo de “guerras”, como aconteceu no conflito entre a Associação Nacional de farmácias e o governo.
Um bom negócio e pelos vistos, clientes não devem faltar e as facturações mostradas vão entre os 2,5 e os 7 milhões de euros. Eu, que sou um “teso”, vi logo aqui uma oportunidade, neste “nicho de mercado”, (fui a aconselhados pela empresa que trata da imagem deste blog, a usar este termo), para ganhar algum. Como “portfólio” aqui deixo esta imagem daquilo que poderia ser o meu trabalho. Neste caso, a “bruxa” não deixaria de ser “bruxa”, (eu milagres não faço), mas tenho a certeza que os professores homens estariam muito mais disponíveis para morder a maça, mesmo sabendo que estava envenenada.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Santos e beatos

Papa Franco

Ontem, o Vaticano fez a maior cerimónia de beatificação colectiva da história do Catolicismo.
Serão beatificados 498 religiosos espanhóis mortos durante a Guerra Civil (1936-1939) e que apoiaram o ditador Francisco Franco. Para a Igreja Católica espanhola, são os mártires do século 20. Para os republicanos, uma polémica.
In “BBC Brasil.com

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

domingo, outubro 28, 2007

Hip, Hip, Urra !

Correia de campos

Olá Kaos , queria desafiá-lo a fazer aqui um post com (ou sobre) este vídeo para que todos possamos conhecer um pouco melhor o grande carácter do nosso PM http://www.youtube.com/watch?v=BU_OezBmqKY
Manuel

Já tenho recebido diversas ideias e textos e, na maioria das vezes não consigo “encaixa-las” no blog. Normalmente a falta de tempo ou oportunidade ficam para pensar e fazer depois e perdem-se. Esta, no entanto, criou-se quase imediata quando vi o vídeo do
link. Eu tinha guardada a imagem certa, e bastava ir busca-la e colocar-lhe os personagens.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Jornalistas Mentirosos

Correia de campos
Os jornalistas deturpam a realidade e exercem uma pressão indirecta que favorece quem quer vender equipamentos ao Ministério da Saúde. A afirmação foi do próprio Correia de Campos, esta manhã.
Oitenta por cento das notícias sobre Saúde pretendem um efeito negativo sobre quem as vê, lê ou ouve, mesmo que sejam notícias positivas. Correia de Campos afirmou, esta manhã, que os meios de comunicação social deturpam a informação.
Há muito quem tente vender equipamentos ligados à Saúde e, diz o ministro, a melhor forma de o fazer é vender a ideia de que algo está mal. Tem sido esse o papel dos jornalistas.
Correia de Campos referiu-se, ainda, à pressão exercida no sector. "É um mercado enorme, que gasta 10 biliões de euros. Tenho todos os dias gente a bater-me à porta a vender-me um aparelho, um produto ou uma ideia".
Questionado pelos jornalistas, Correia de Campos recusou-se a concretizar as acusações.

Sr. Ministro, a comunicação social pode dizer aquilo que desejar, que nós, os que têm de recorrer aos serviços do SNS, sabemos muito bem como ele funciona. Todos nós conhecemos bem as deficiências do sistema e a degradação que se tem verificado em muitos serviços. Talvez o Sr. Ministro não saiba porque, sempre que necessita de recorrer a serviços médicos, tem a porta aberta nos mais luxuosos hospitais privados do país e do estrangeiro. Todos sabemos que um filho seu nunca nasceria numa ambulância a caminho da maternidade, mas tente colocar-se na posição daqueles que vivem no risco de não chegar a tempo ao hospital, se um dia necessitarem disso. Ponha-se na posição de quem espera e desespera por uma operação. Ponha-se na posição de quem tem de usar o serviço que tutela.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

sábado, outubro 27, 2007

Bíblia de Teixeira dos Santos:

Uma, senão a melhor coisa deste blog é o, desde sempre, ter contado com vistas, não em quantidade, mas em qualidade, que justificam que eu vá continuando a deixar este jardim aberto. São elas que me dão o animo nos momentos em que me pergunto se vale a pena continuar. O texto do comentário do joaopft no post "A inocência de Teixeira dos Santos" é a prova provada disso e aqui o transcrevo.

Bíblia de Teixeira dos Santos:

Herbert Hoover, presidente dos EUA de 1928 a 1932, assistiu ao crash da bolsa de Nova Iorque de 1929 e ao início da Grande Depressão. Mesmo perante uma situação económica que se agravava continuamente, Hoover nunca deixou de defender o mais estrito liberalismo económico, ditando que o governo federal não iria intervir na economia, limitando-se a deixar que a economia se regenerasse por si própria. Hoover argumentava que a nação saíra do buraco se as famílias americanas mostrassem determinação férrea, continuassem a trabalhar no duro e contassem apenas consigo próprias para resolver os seus problemas.


O pânico económico causado pelo crash de 1929 evoluiu rapidamente para a depressão mais forte de que havia memória. Muitos milhões perderam os seus empregos, muitos passaram fome quando as fábricas despediram trabalhadores em massa, de forma a cortar draconianamente a produção e a despesa. Bairros de barracas, chamados de "Hoovervilles", apareceram do dia para a noite em todas as grandes cidades, povoados com os sem-abrigo e os desempregados.


Os veteranos da 1ª Guerra Mundial, agora de meia-idade, foram um grupo muito atingido pela depressão. Mais de 20000 veteranos marcharam sobre Washington D.C., no Verão de 1932. Formaram uma Hooverville gigante e nojenta, mesmo em frente ao Capitólio, exigindo do Congresso o prometido pagamento do bónus pelos serviços prestados na guerra. O presidente Hoover mandou o general MacArthur remover os veteranos. Trata-se do mesmo MacArthur que foi herói da 2ª Guerra Mundial, mais tarde despedido por Truman, durante a Guerra da Coreia, quando se preparava para iniciar uma guerra nuclear. As tropas de MacArthur usaram gás lacrimogéneo e fogo para dispersar o acampamento.


A recusa de Hoover em compreender o quão severo era a Grande Depressão só ajudou a aumentar os seus efeitos. Hoover poderia ter usado a sua autoridade para passar legislação que impusesse ordem na especulação financeira e providenciasse ajuda efectiva aos desempregados e aos sem-abrigo. Esta inacção, combinada com o tratamento dispensado aos veteranos da guerra e a sua opinião de que os americanos resolveriam o problema "trabalhando duro" convenceram os americanos de que o seu presidente era incapaz e desumano.


Em 1932, Hoover foi derrotado nas presidenciais por Franklin D. Roosevelt, e por larga margem. Roosevelt reagiu à depressão lançando o "New Deal", ou seja as bases do estado social que vigorou até à década 1990, altura em que o "New Deal" começou a ser activamente desmantelado pelo governo federal, a mando do capitalismo.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

O hermitage em Lisboa

O Ermitage em LisboaVeio o Putin, filho de Putin, trouxe um bocadinho pequenino do Hermitage para Zé Povinho ver. Lisboa foi sequestrada pela segurança Russa. Estradas repletas de carros parados, gente que chegou ao trabalho fora de horas para um espectáculo sem grandes resultados práticos. Propaganda interna, propaganda para a Europa, propaganda para a Federação Russa e recados aos Estados Unidos. Ninguém se lembrou de fazer contas ao custo e aos prejuízos desta visita e desta capital paralisada, (contas que sempre fazem em cada greve que acontece). Mais um dia em que Portugal adiou o seu futuro, mas afinal esse futuro está adiado há tanto tempo que ninguém estranha.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

sexta-feira, outubro 26, 2007

A inocencia de Teixeira dos Santos

O Inocente Teixeira dos Santos

"O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, reconheceu ontem que “a questão do desemprego é o problema mais sério” com que actualmente se depara a economia portuguesa, acrescentando que “essa questão tem de ser resolvida pela própria economia, e não por decreto."

Deixe lá Sr. Ministro, para muitas famílias portuguesas esse também é um dos mais sérios problemas que têm, quando não é a pobreza ou a fome. Mas isso parece que os Senhores não sabem o que é e por isso basta dizer que “
o Governo está empenhado em ultrapassar a situação”, embora vá lavando as mãos e passando a responsabilidade para a economia, como se as politicas que defendem e a merda que têm feito não contasse nada para o assunto. Claro que as leis que temos e permitem o trabalho precário e as que aí vêm, com a flexigurança, nada têm a ver com isso. São todos inocentes.
O problema mais sério que temos em Portugal, não é o desemprego, são vocês, são todos aqueles que sempre colocaram o lucro, o dinheiro, a massa, o papel, o pilim à frente das pessoas. Transformaram-nos em objectos para o obter esquecendo que somos gente.
Todos nós sabemos que não vai haver economia nenhuma que vá resolver este problema, todos sabemos que tudo isto só tende a piorar. Este caminho da globalização capitalista não nos está a levar a lado nenhum bom, que já caminha na corda bamba e que, mais cedo ou mais tarde vai cair. E, quando cair vai fazer um “tsunami” tão grande que não sei quem vai conseguir escapar.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O Tratado

A Yalta Europeia

No post abaixo o amigo ruy do blog “Classe Politica” fez este comentário que resolvi reproduzir na integra.

Pois é Kaos, para estes iluminados os povos são cada vez mais um estorvo às suas "brilhantes" ideias.
Estamos a ser governados por uma super estrutura, fria, calculista, cada vez mais insensível às dificuldades sociais e ao serviço de obscuros interesses multinacionais. Ao serviço de uma economia monopolista, globalizante e imperialista que tudo arrasa na sua ganância. Uma Europa com Blairs, Javier Solanas, Sarkozys, Prodis, Ângela Merkels, Barrosos, Sócrates e outros que tais, com uma economia onde as únicas regras são as regras dos monopólios e onde os povos não contam e serão mesmo para estes senhores, um estorvo, (veja-se os seus esforços para não referendarem o tratado europeu). Onde, os funcionários públicos são considerados uns mandriões e incompetentes, em especial os professores, os enfermeiros, médicos, juízes, polícias e magistrados; os reformados e deficientes a quem é preciso reduzir os vencimentos e pensões com novos aumentos de IRS e que assim constituem um peso para o Estado; as mães que continuam umas contestatárias ao recusarem os nascimentos nas ambulâncias assistidas por bombeiros; os velhos doentes que protestam contra o encerramento dos Centros de Saúde ali à porta; os trabalhadores em geral culpados da baixa produtividade da economia nacional.
Para estes senhores, todos nós constituímos um estorvo às suas grandes “ideias” do “desenvolvimento” europeu. Até quando?

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Que linda ideia

Vital tratado

"Vital Moreira pode ter encontrado uma solução mais consensual para o problema do modelo de ratificação do Tratado de Lisboa, que divide até os socialistas. O constitucionalista, afecto ao PS, avançou com a ideia da ratificação parlamentar do documento e, só depois de 2009, fazer-se "um referendo a sério sobre a permanência de Portugal na União Europeia". Uma sugestão que os eurodeputados do partido vêem como "interessante"."

Esta gente do PS está cada dia mais desonesta nas suas propostas. No Programa eleitoral do PS em 2005 (Cap. V, 1.2, pág.154), dizia-se:
«O PS entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular, amplamente informado e participado, na sequência de uma revisão constitucional que permita formular aos portugueses uma questão clara, precisa e inequívoca.»

A Aprovação já lá vai, a ratificação parece seguir o mesmo caminho, o de vir a ser feita à revelia dos portugueses. Perante o claro incumprimento da promessa eleitoral que isso representaria, vêm-nos agora propor que referendemos uma coisa completamente diferente; a nossa permanência na U.E. Há certamente quem seja a favor de Portugal na Europa, mas não no formato que nos querem impor. Muitos Euro Deputados e deputados já vieram aplaudir a ideia, mas prefiro acreditar que, como disse o Vitorino, o Sócrates nos venha a “surpreender” e proponha a realização do referendo a este tratado. Só teria a ganhar com isso, pelo que só compromissos feitos debaixo da mesa com outros governantes europeus, pode justificar que se recuse a faze-lo. Mesmo neste cenário, ainda nos resta o Sr. Silva que, como já afirmou ser contra os referendos, pode roer a corda e retirar a palavra aos portugueses. Esperemos que não.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

quinta-feira, outubro 25, 2007

Putin - Live in Lisboa

Putin em Lisboa

Hoje e amanhã lá vamos ter de aturar o Putin cá por Lisboa. Mais um dia de transito condicionado, de policias e seguranças por todo o lado. Nunca mais acaba esta presidência portuguesa da União Europeia, para ver se temos paz cá pela terrinha. Mais um dia com muitos sorrisos, muitas palmadinhas nas costas, muitos discursos bonitos. Eu tinha cuidado, que nunca se sabe se a palmadinha não tem polónio radioactivo, é que eu neste Putin não confio nada, sobretudo se resolverem falar de liberdades e direitos humanos. Mas, claro que não vão falar disso para não aborrecer o senhor. Se fosse no tempo da União Soviética, seria o tema principal do debate, mas como ele controla a maioria da energia vinda de leste e de que a Europa tanto necessita, mais vale não o aborrecer. Eu não apertava a mão a esse filho de um Putin.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

O Fiel Coelho

Um Coelho preso
Estive a ver a Quadratura do Circulo, coisa que já não fazia há algum tempo. Um programa que em tempos foi tão alaranjado, com o Pacheco Pereira a reinar, o Lobo Xavier a fazer o papel do outro irmão Dupont, o “diria ainda mais” e o José Magalhães primeiro e agora o Jorge Coelho a serem “yes men” do poder PS, acaba agora por ser um saco de pancada laranja. Um diz mata, o outro esfola e o outro fica-se a rir. Estiveram a discutir o Tratado Europeu e aí nada de novo. O Pacheco contra, o Xavier contra mas a favor e o Coelhone eufórico. Justificou a recusa do Sócrates em decidir já sobre a existência de um referendo, ou não, adiando-a para Janeiro. Mais atrapalhado ficou quando lhe perguntaram a sua posição pessoal, aquilo que ele e não o partido pensava. Não pensava, ou se pensava não podia dizer. Trocou os pés pelas mãos, numa atitude de quem aguardava ainda instruções. Foi também interessante ver que também o Pacheco põe a hipótese de o Sócrates dar um golpe de mestre e resolver fazer o referendo. Num post, que aqui publiquei durante o Congresso do PSD, coloquei essa possibilidade e de como isso “entalaria” o PSD. Muito mais agora que já tomaram a posição de defender o “não” ao referendo e apoiam a rectificação só feita na A.R. Este Menezes tem a boca grande demais e todos sabemos que é por ela que morre o peixe.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

Assombração ainda mal passada

Bagão morte

Também este resolveu aparecer ontem nas televisões e rádios para me assombrar a vida. Esquecendo-se do que foi e fez como Ministro das Finanças primeiro e da Segurança Social depois veio chamar de "Manhoso" ao orçamento de estado dos Sócretinos e dizer-nos que tem "passagens evangélicas / angélicas". Também eu considero este orçamento manhoso, mais considero-o uma vez mais injusto, mas também considerei o mesmo quando foi o Bagão Félix a faze-los. A competência do Bagão esgotou-se na venda do património e das receitas do estado. Como estes, apostou na crise, no défice, no aumento de impostos e na redução dos nossos direitos sociais. Falta-lhe obra e moral para criticar.

PS: Há pouco vi uma "lição" dada a economistas e banqueiros sobre os malefícios deste orçamento. Segundo eles não facilita a vida o suficiente aos mamões e não nos aperta tanto o cinto como desejavam. Ando fato desta corja, a que nos governa e a capitalista que lhes serve de almofada.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

quarta-feira, outubro 24, 2007

Assombrações do passado

Adriano Moreira

Quem viveu a Revolução do 25 de Abril de 74 não pode deixar de sentir muito do que então se ganhou, muita da solidariedade desse dia se perdeu nestes anos. Foi chamada de Revolução dos cravos pois as balas das armas foram substituídas pelo vermelho da flor. Hoje, muitos se perguntam se o Portugal de hoje seria o que é se a revolução tivesse sido diferente, mas não foi. Foi isso que possibilitou que gente com culpas no anterior regime, como Adriano Moreira que foi Ministro do Ultramar do assassino Salazar, tenha podido, e poça ainda hoje, viver, falar e comentar nas nossas televisões. Não sou vingativo e acredito que todos temos direito a segundas oportunidades, mas custa-me ver quem defendeu e foi responsável activo num regime onde a policia politica violava todos os direitos humanos, mandava assassinar, invadia casas, violava a privacidade e torturava quem muito bem lhes dava na gana, venha agora afirmar que as afirmações do PRG, Pinto Monteiro, sobre as escutas, são as noticias mais alarmantes que ouviu. Fala de estado de direito e mostra-se inquietado e, muito provavelmente até tem razão. Afinal sabe bem daquilo que fala pela experiência que tem. Pela minha sanidade, vou mas é ouvir o 2º volume do Adriano que só hoje comprei.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

O Cartão azul-europa

Durão Azul

A Comissão Europeia apresentou hoje uma proposta de política integrada de imigração que prevê a atribuição do «cartão azul» para permitir a entrada na União Europeia (UE) de trabalhadores qualificados oriundos de países terceiros.
O «cartão azul», inspirado no «cartão verde» que existe nos EUA, confere em simultâneo um visto de residência e de trabalho e tem como objectivo permitir a contratação rápida de profissionais qualificados em países terceiros, contra o pagamento de um salário acima do mínimo nacional.
Embora nos primeiros dois anos esteja prevista a permanência do trabalhador no país de acolhimento, o imigrante que possua um «cartão azul» pode, sob certas condições, mudar-se para outro Estado-membro.
Segundo dados de Bruxelas, a maioria dos imigrantes originários dos países mediterrânicos, do Médio Oriente e da África do Norte titulares de um diploma universitário reside no Canadá e nos EUA, enquanto a Europa acolhe 85 por cento dos que não têm curso superior.
A criação do «cartão azul», no âmbito de uma política integrada de imigração, é uma das medidas que a Comissão Europeia propõe para inverter esta tendência.
In”DD

Ouvi esta noticia, talvez por ter ouvido a noticia de as eleições Suíças terem sido ganhas por um partido xenófobo, ter assistido a imagens de uma agressão de um espanhol a uma jovem emigrante equatoriana numa carruagem de metro, perante a imobilidade de todos os passageiros, coisa que outros, os de um comboio também em Espanha, não fizeram quando se puseram ao lado de um emigrante cubano que foi o único passageiro a quem foi pedido para mostrar o bilhete por um funcionário da companhia, senti que algo não estava bem. Depois de a ler não gostei. Estou cansado e penso que tenho de dormir sobre a coisa, mas lembrei-me logo de que parecia que se estavam a preparar para lançar uma espécie de OPA sobre profissionais especializados dos países mais pobres. Lixam-se os países mais pobres e é mais fácil ir lá buscar as matérias-primas a preços de saldo. Trazer profissionais especializados, mais mal pagos e menos reivindicativos, para mostrar aos que cá estão que, também eles, podem facilmente ser descartados. Junte-se o cartão azul á flexigurança e fica bonito o ramalhete. É que ainda há por aí uns restos de burguesia que convêm empobrecer. Claro que tudo isto pode só ser delírios causados pelo sono.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

A Cabecinha do Engenheiro

Cabeça de pirolau

«Este tratado fez-nos progredir. Os outros já o disseram sobre a Europa. Não, não tenham dúvidas, acordem! Nós estamos mais fortes, a Europa está mais confiante depois do acordo de Lisboa», afirmou José Sócrates no Parlamento Europeu.

Fez-nos progredir? A quem? Ao liberalismo? Ao Capitalismo? Ao mundo novo dos Bilderberg? Realmente temos todos de acordar e escolher outro rumo para este país e para a Europa. Será que há alguém que olhe para este país, para esta Europa, para este mundo e não veja os conflitos, a fome, a miséria e a pobreza. Será que há alguém que olhe para este mundo e acredite que amanhã não estaremos pior do que hoje e não se pergunte que raio de mundo vamos nós deixar aos nossos filhos? Temos mesmo de acordar.

Quanto às vozes que se erguem em defesa de referendos, Sócrates apontou que a «ratificação é uma questão que tem a ver com cada um dos países», e por a Europa ser democrática é que é dado o direito de escolha a cada Estado-membro.

Será mesmo? Será que não foi acordado em segredo que não haverá referendo em lado nenhum? (só a Irlanda está obrigada a faze-lo por imperativos da sua constituição). Será que esse “direito de escolha a cada Estado-membro” não lhes foi já retirado. Será que não nos está a dizer mais uma das suas mentiras, Sr. Engenheiro? Claro que está e deveria ter vergonha de ter medo de falar verdade com o seu próprio povo. Diga a verdade, diga que decidiram que não vai haver referendo porque não querem correr o risco de haver um país onde possa não ser aprovado. Diga que não quer ver repetido o que aconteceu com a Constituição Europeia. Mas, deixe-se de retórica e diga a verdade. Ou será que de tanto mentir já não o consegue fazer?

«O que não posso aceitar como democrata é que quem se bate por referendos o faça tentando diminuir a democracia representativa, e a ratificação por via parlamentar», afirmou o primeiro-ministro, que ainda não anunciou de forma será feita a ratificação em Portugal do «Tratado de Lisboa», remetendo uma decisão para depois da assinatura solene, a 13 de Dezembro.

Sr. Engenheiro deixe-se de demagogias baratas que não lhe ficam bem. Aliás já pouca coisa lhe fica bem, mas todos os dias a democracia representativa funciona neste país. Todos os dias são aprovadas leis pelos deputados eleitos e ninguém anda a pedir um referendo a cada uma delas (se calhar devíamos). A democracia representativa é muito bonita e muito válida, mas estará sempre um degrau abaixo da vontade expressa pelos eleitores numa consulta eleitoral. Pedimos um referendo a este tratado porque mexe com a soberania nacional, porque o Engenheiro o prometeu na Campanha eleitoral. A rectificação por via parlamentar poderia ter sido possível se fosse essa a sua promessa, mas ela foi feita. Pode escolher todos os argumentos que desejar, pode jurar a Deus e a todos os santinhos, mas eu ouvi-o prometer. Eu já não tenho em grande conta, já o considero alguém por quem eu nunca poria as mãos no lume, mas se não cumprir com mais esta promessa, ficará para a história, não como um grande estadista, que não é, mas como o maior mentiroso da democracia portuguesa (e olhe que já tivemos alguns bem grandes).


Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

terça-feira, outubro 23, 2007

O Rato Lino

O Rato Lino

O Ministro das Obras Públicas e Transportes, Mário Lino, considera a greve dos pilotos como «inoportuna» e diz que apenas pode ser encarada como uma greve “mais com objectivos políticos do que laborais”. “Neste momento os sindicatos querem manter a greve, mas estas costumam acontecer quando as pessoas já não estão disponíveis para discutir ou já discutiram e não chegaram a acordo. Não estamos de maneira nenhuma nessa situação e por isso acho estranho que o sindicato convoque uma greve que vai criar efeitos muito negativos na TAP e no país”.

Que muitos dos engravatados que costumam passar pelas cadeiras do poder, digam asneiras resultantes da sua ignorância do que são sindicatos e do que é uma greve, já é difícil de entender num regime democrático, onde o direito á greve está consagrado na constituição. Agora que seja logo este ministro, a quem certamente na sua escola e militância no Partido Comunista foram ensinados todos os fundamentos e objectivos de uma greve, torna as suas palavras mais incompreensíveis. Oh Mário, não há greves inoportunas e sabes bem que todas as greves são e serão sempre politicas. É o b-a-bá do sindicalismo e tu sabes isso muito bem.
Engraçado é notar que os governantes se mostrem tão preocupados com esta greve e com os seus efeitos e se estejam nitidamente nas tintas quando se trata de autocarros, barcos ou outros quaisquer transporte público. Talvez por os utilizarem pouco, talvez por andarem demasiadamente confortáveis, de “cuzinho tremido” nos seus popós de luxo, enquanto o avião lhes faz falta para irem e virem nas visitas aos seus “parceiros europeus”.
Pena tenho eu, em ver a forma desigual como são tratados os trabalhadores consoante as consequências que as greves que fazem provocam. Um governo realmente democrático deveria considerar todas as greves de igual forma. Pena tenho eu, que os trabalhadores deste país continuem a olhar para as suas classes profissionais de forma separada, que não haja uma verdadeira união e solidariedade para que, quando justa, a luta de uns fosse sempre a luta de todos.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

A Purga laranja

A Purga laranja

Nem um único rosto se manteve nas presidências de comissão parlamentares atribuídas ao PSD. As mudanças foram ontem oficializadas e todos os deputados do núcleo duro barrosista ficaram de fora.
José Matos Correia não tem dúvidas que as saídas de Miguel Relvas e José Luís Arnaut das presidências das comissões de Obras Públicas e Negócios Estrangeiros, respectivamente, são de “ordem política”, dado que a justificação transmitida foi a de renovação. Lembra que, afinal, há uma “caça às bruxas, ou se não há, pelo menos parece”.
In”CM

Embora, quem faz o quê no PSD, seja um assunto que não me interesse nada, não pude deixar de me lembrar do que, algumas destas pessoas, falaram em relação a outras purgas da história. "Faz o que eu digo, não faças o que eu faço", parece ser o lema que melhor se adapta a esta gente.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

A caça à Raposa

A Raposa

Carneiro said...
Eu, que sou adepto de teorias da conspiração:
E se de repente as escutas telefónicas fossem atacadas de tal modo, por tudo o que seja "individualidade proeminente", visando criar um ambiente anti-escuta-telefónica?
Eu, que sou raia miúda, não tenho segredos por aí além. As escutas incomodam-me mais do ponto de vista dos princípios do que dos segredos - rascas e reles - que eu possa ter. (quem é que quer saber das minhas amantes?)
Mas haverá muita "individualidade proeminente" que convive muito mal com a possibilidade de poder vir a ser escutado.
Nada melhor para as "individualidades proeminentes" do que pôr a raia miúda em manifestações de rua contra as escutas.
É como a célebre factura detalhada da PT que por engano apareceu no processo Casa-pia. As "individualidades proeminentes" insurgiram-se. Apesar de só resultar daqueles registos a hora, duração e destino das chamadas. O que incomodou os gajos foi aquela factura permitir ver que no dia que pedroso foi posto em liberdade o presidente Sampaio telefonou duas vezes para o gabinete do juiz desembargador que o libertou, certamente para falar sobre o centenário de Miguel Torga, pois que como sabemos o principio da divisão de poderes é sagrado.
Para atacar as escutas, nada melhor do que por o procurador-geral a duvidar delas... Digo eu.

Recebi do amigo Carneiro este comentário ao meu post "Temos a Raposa no galinheiro" e, o mais preocupante é que ele pode estar certo. A pergunta a fazer é se devemos defender os nossos direitos à privacidade e à intimidade ou aceitar que sejam devassados para que quem nos governa, quem ocupa altos cargos possa ser vigiado? A pergunta é pertinente, mas a resposta só pode ser uma. Quem ocupa lugares públicos têm de ser gente honesta, e ainda há por aí alguma, não chegam é lá acima. Não é deixando que nos ataquem nos nossos direitos e na nossa dignidade que se resolve o problema. Facilitem a escuta a que ocupa cargos públicos e dificulte-se a quem não os têm. Combatam efectivamente a corrupção, penalize-se muito mais a corrupção feita por quem ocupa os cargos públicos. Acabem com a impunidade a que todos nós assistimos e em que nem um único caso acaba em condenação. Claro que é difícil pedir a quem legisla que o faça contra si próprio, mas isso só prova que temos de eleger para os seus lugares, gente honesta e que se candidate com o compromisso que fazer leis que realmente ataquem e acabem com a corrupção.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

segunda-feira, outubro 22, 2007

Troll-i-tadas do momento

O Troll da Educação

Ouvi aí algures que a Sinistra Ministra que gere a educação neste país mandou substituir a professora a quem, mesmo depois de sofrer de 3 cancros sendo este último na língua, continuava a ver o seu pedido de reforma ser recusado e obrigada a trabalhar. Não fez mais que a sua obrigação e todos nos devemos sentir satisfeitos por ver uma situação tão revoltante e injusta finalmente resolvida. Fez a sua obrigação, mas isto é diferente de cumprir a sua obrigação, porque essa não deveria ser a de resolver situações pontuais que consigam ser mediatizadas e chocar a opinião pública. A sua obrigação é de criar as condições para que estes casos nunca aconteçam, que a justiça, a compreensão, a compaixão, a solidariedade sejam letra de lei, para que nunca mais se repitam. Isto é um problema de toda a sociedade e não só de resolver de um caso que estava a desgastar a sua imagem pública e a sua, já miserável, popularidade. O Engenheiro veio em tempos anunciar-nos medidas que iam resolver todos os casos que têm surgido um pouco por todo o lado, mas parece que não resolveram. Talvez seja necessário um pouco mais de empenho, de esforço e de vontade. Já vimos, com o que fizeram com o tratado europeu, que quando querem conseguem fazer. Pena é que queiram tanto o que não devem e se estejam nas tintas para as pessoas deste país.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Temos a raposa no galinheiro

Escuta bem

Em entrevista ao semanário “Sol”, publicada na edição deste sábado, Pinto Monteiro considera que "as escutas telefónicas em Portugal são feitas exageradamente" e admite ainda ter dúvidas sobre se é também ele alvo de escutas. "Eu próprio tenho muitas dúvidas que não tenha telefones sob escuta. Como é que vou lidar com isso? Não sei. Como vou controlar isto? Não sei".
"Penso que tenho um telefone sob escuta. Às vezes faz uns barulhos esquisitos", chega a afirmar o procurador.
In”CM

Se o Procurador sente que está sob escuta e confessa que não sabe como controlar ou lidar com o assunto, que devemos nós pensar? Existem leis e até preceitos constitucionais que nos protegem deste perigo, mas pelos vistos não há garantias que sejam aplicados. É o próprio sistema que questiona a legalidade de que existe na actuação de quem existe com a função de garantir que a legalidade é cumprida. Afinal parece que temos raposas a guardar o galinheiro. Eu por mim estou bem nas tintas que me estejam a escutar, que oiçam as “grandes conspirações” que eu tenho por telefone ou E-mail. Espero mesmo é que oiçam aquelas em que mando á merda quem me estiver a escutar, que saibam o que penso deles. Não sou um criminoso e não tenho nada a esconder a não ser a minha privacidade. É chato estarem a entrar na minha intimidade, mas o que mais me incomoda ainda é o saber a qualidade da sociedade onde vivo. Uma sociedade “cusca”, “alcoviteira”. Uma sociedade que cada dia, e basta pensar na vídeo vigilância que já existe um pouco por todo o lado e que parece quererem estender pelas ruas fora, está mais transformada num Big-brother. Uma sociedade em que cada dia nos sentimos menos livres, mais desconfiados do nosso vizinho, mais triste e feia.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

O cowboi troca-tintas

O Pin-up do PSD
Já passou uma semana, horas e horas de tempo de antena nas televisões e ainda não tinha feito a Pin-up do Menezes. Depois de ouvi-lo falar ontem da decisão de uma comissão qualquer lá do PSD, em defenderem a não realização de um referendo ao Tratado Europeu, decidi que tinha de ser hoje. Para quem tanto acusa o PS dos Sócretinos de não cumprirem as promessas eleitorais o Menezes não começa lá muito bem. Pode dizer que a promessa não era dele, que tinha sido feita pelo pequeno Mendes, mas o compromisso foi feito em nome do partido e não a nível pessoal. Quem o ouviu no congresso a concordar com a Manuela Ferreira Leite, que a questão do Referendo deveria ser deixada nas mãos do PS para não terem de lutar do mesmo lado da barricada do Sócretino, não se pode deixar de lhe chamar troca-tintas e aldrabão. Não que isso me surpreenda, mas não deixa de ser significativo que lhe tenha bastado uma semana para começar a dar o dito pelo não dito. Mesmo o argumento apresentado, que a Europa tem urgência na rectificação, é no mínimo patético, já que a data limite para o fazer é só em 31 de Dezembro de 2008. Há todo o tempo do mundo para perguntar aos portugueses aquilo que pensam, bastando para isso que tivessem os nossos políticos uma verdadeira cultura democrática, considerassem como uma questão de honra o cumprimento dos seus compromissos e houvesse vontade política para isso. Mais que a mentira, irrita-me a ideia que passam de que nos podem tomar a todos por parvos, que não vimos que nos estão a querer enganar. Ao menos tenham a coragem de dizer aquilo que realmente pensam.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

domingo, outubro 21, 2007

Restos de colecção

A Sinistra MinistraSem tempo para mais, imagens que foram ficando perdidas noutros tempos.

PS: Há já algum tempo que não tenho podido colocar cá fora alguns dos comentários que tanto aprecio. Vou tentar reiniciar esta idéia... se o tempo me ajudar.

blueminerva said...
ADIVINHA


Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta;

Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.

Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.

Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
Abusa do poder... e é ministra.

QUEM É?

Ah grande Bocage!

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Há sempre alguém que resiste

Hoje resolvi tirar folga e por isso nem ouvi noticias. Ando farto de me sentir enojado pelas palavras desta corja que nos desgoverna, esta corja que nos impões a sua vontade, este povo que teima em não refazer a revolução, em acabar com a vergonha em que vivemos. Cheguei agora da "Voz do Operário" onde fui participar numa celebração aquela que foi uma das grandes vozes da liberdade, Adriano Correia de Oliveira. Fomos muitos a acompanhar, gente da Brigada, o Fausto, o Fanhai, o Freire, o Janita e muitos outros amigos que não esquecemos que sem luta não se pode vencer a opressão e o capitalismo. Valeu a pena e por isso o melhor que lhes posso aqui oferecer é uma imagem, feita à pressa a pensar na cimeira da assinatura do Tratado. Não estava lá o Adriano a cantar, mas todos saímos dali a sentir que vale a pena lutar, que "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não".

PS: Como não há bela sem senão, nesta homenagem a mão do PC foi demasiado evidente, o que só foi mau porque fez com que o nome de um outro grande lutador, outra grande figura de Abril, não fosse referida uma única vez. Falo do Zeca Afonso. É pena que não percam estes tiques, mas não se pode ter tudo, não é?

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

sábado, outubro 20, 2007

A falta de saúde da nossa saúde

O mau cirurgiãoO Tribunal de Contas (TC) fez uma avaliação arrasadora do acesso aos cuidados de saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e diz que as medidas avançadas pelos últimos governos para reduzir as listas de espera em cirurgia foram um insucesso. O Ministério da Saúde rejeita as críticas e afirma que a maioria dos aspectos negativos focados no documento foi entretanto resolvida.
In "CM"

O Ministro veio dizer-nos que tudo vai bem e que lá para os fins de 2008 veremos que tudo está resolvido. Permita-me que não acredite, estamos a ficar fartos de ver todos os indicadores agravarem-se, desde o desemprego, à pobreza, passando evidentemente pela saúde. Cada dia temos mais privado e menos público, cada dia pagamos mais por piores serviços, cada dia vemos mais ambulâncias transformadas em maternidade, cada dia vemos um interior mais abandonado. Cada dia vemos os impostos a subirem e o retorno que o estado nos dá a diminuir. Cada dia mais urgente é que esta gente seja corrida do poder.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

O Galo de Vilar -de-Maçada

Cagão

Sócrates caga em nós. Numa “época” de vómito noticioso, de tantos sorrisos de vitória que nos entram pela casa dentro, aí está ele a anunciar e a proclamar glória de mais este feito. Ganhou e como ele disse na entrevista ao mano Costa, o Ricardo, nem teve de jogar todos os trunfos, nem teve de tirar as cartas da manga. Cantou a sua vitória, tratou-nos como parvinhos porque acredita que as suas histórias nos enganam a todos, e tudo isso eu até lhe perdoo. Não votaria nele, claro, mas poderia ver tudo isso como simples demagogia politica. Mais difícil de perdoar é esta estratégia que tem utilizado a nível nacional e agora a nível europeu de assinar acordos com sindicatos, notoriamente em compadrio conseguido não se sabe bem como, por quem, e porquê. Sempre os mesmos, sempre igual, sempre à revelia de todos nós. Isto já não é aceitável, isto já é desonestidade. Agora, impossível de perdoar é o olhar para uma manifestação de mais de 200 mil pessoas, dizer que não concorda com aquilo que defendem e por isso caga nelas, segue o seu caminho, sem nada alterar, sem ligar nenhuma aos seus problemas, às suas ideias, aquilo que têm para dizer. Senhor da razão absoluta faz o que quer e o que pensa sem ligar a quem tenha outras ideias e outros caminhos a propor. Em relação ao Referendo, se ele pensa que deve ser aprovado para quê perguntar aos outros? Mesmo que só ele pensasse assim, certamente acreditaria que ele é que estava certo e todos os outros errados. Talvez pense mesmo que não valerá a pena fazer eleições, afinal ele considera-se o melhor para o país pelo que não interessa o que os outros pensam. Acredito que o próprio Salazar olhasse para si e para os outros com um sentimento idêntico. Acredito que a diferença está em que o Sócrates ainda não arranjou maneira de evitar que 200 mil pessoas se juntem. Isto de ajuntamentos de mais de uma pessoa começa a irritá-lo um bocadinho.
Mas nem vale a pena pensar muito neste pequeno hiato, que já devem estar a ser escritas as história da Meddie, a Casa Pia ainda vai espirrar mais um pouco, mais uns crimes, o futebol vai recomeçar e tudo vai voltar ao normal. Amanhã já todos falaremos da última bacorada do Santana, do golo fora de jogo ou do que aconteceu nesta ou naquela telenovela.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

O Passeio das rameiras

As putas e o Chulo

Sei que agora que acabou, já aí está o dia seguinte e tudo volta a ser como era. Sei que já falei aqui demais da Constituição Europeia, agora transvestida de um mero tratado. Só me apetece chamar nomes e impropérios a esta gente que, depois de o aprovar nas costas de todos nós, se prepara para o assinar em Dezembro e fazer rectificar na Assembleia recusando ao povo deste país o direito de manifestar a sua opinião. Este vendermo-nos a uma União Europeia controlada, não pelos interesses de todos os seus membros, mas de algumas almas pardas vindas dos confins dos infernos bildberguianos, faz-me sentir como uma rameira que vende o seu corpo e a sua alma. Como não posso eu deixar de me sentir revoltado contra quem me faz sentir que me transformam numa prostituta, colocado numa esquina da Europa a render para encher os bolsos de alguns “chulos”. Sinto vergonha do que os governantes desta Europa lhe estão a fazer. É por isso que não consigo deixar de manifestar aqui a minha revolta e que quando me sento em frente do computador só me apetece fazer-lhes o retrato daquilo que sinto.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

sexta-feira, outubro 19, 2007

O fim da Festa

O Fim da CeiaSei que ainda não acabou esta "Ultima Ceia" da corja que por cá está reunida, mas apeteceu-me deixar a minha imagem do fim da festa. Uma festa privada porque cá fora os 200 mil pé-rapados que se manifestavam não foram convidados para a festaça.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

O Carnaval fora de horas

Ontem foi certamente um dia especial, histórico, nas palavras do Durão Barroso. Vi as notícias e fiquei soterrado pela sua sequência e ritmo. Foi a festa, os abraços e os beijinhos. Derreteram-se em discursos, venderam-nos a alma e o corpo, e isso foi festa como se algo de muito bom tivesse sido alcançado. O Mano Costa, não o António de Lisboa, mas o do Ricardo da SIC, ao dar as noticias, irradiava felicidade concorrendo com a euforia socretina que por ali reinava. Nojo e os piores nomes, insultos e pensamentos foi o que me passou pela cabeça.
Depois, a grande surpresa, aquilo que muitos só tinham quase a certeza aconteceu, ficámos a saber quantos votos elegeram o Santana Lopes para líder parlamentar. Logo nos deram as reacções do próprio, do Menezes. Esperei, considerei inaceitável, que uma manifestação de mais de 200 mil pessoas tenha sido esquecida, sobretudo quando muito do que reclamavam tinha a ver com a reunião dos 27. Sem nunca saber qualquer notícia sobre a manifestação, fiquei a saber que a partir de agora podem as estradas nacionais (IP’s e IC’s) vir a ser sujeitas a portagens. Não lhes bastou irem quebrar as promessas com as SCUT’s, querem agora roubar-nos também quando nos deslocamos por itinerários principais e complementares. Não vimos imagens da manifestação de Lisboa, mas vimos a que foi feita pelos curdos, contra a possibilidade de virem a ser invadidos pela Turquia.
Desculpem não continuar, mas está ali o Sócretino a falar de novo e tenho de ir vomitar.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

A pobreza de espirito

O Sr. Silva veio ontem dizer que Portugal se deve sentir envergonhado por ter dois milhões de pobres e por estarmos no cu da Europa. Oh Sr. Silva, não é Portugal que deve estar envergonhado mas sim todos aqueles que desgovernaram este país, todos aqueles que como você defenderam estas politicas, que criaram as centenas de milhares de desempregados, que arruinaram a agricultura, que possibilitaram ao aparecimento das grandes superfícies e a morte do pequeno comercio, que convidaram as multinacionais mesmo que isso tenham morto as nossas pequenas e médias empresas, que esbanjaram todas as nossas riquezas e aceitaram apostar em politicas de salários miseráveis para permitir criar o rápido enriquecimento de uma casta de banqueiros e empresários, que defendem a precariedade no emprego, que inventaram os contratos a prazo, e que agora ainda nos querem impingir a flexigurança. É por isso que esse seu discurso não me convence, é por isso que não aceito que venha dizer que o estado não pode ser a solução para o problema e que deve ser a sociedade civil e descalçar a bota que nos enfiaram. Não acredito em soluções de caridadezinha, acredito sim em politicas económicas e sociais em que o homem seja colocado no centro dos objectivos e não o lucro fácil e rápido. Não adianta vir agora o Sr. Silva chorar lágrimas de crocodilo. Nós sabemos bem o que vale e sobretudo a responsabilidade que lhe cabe na pobreza criada.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

quinta-feira, outubro 18, 2007

A Cimeira da vergonha

Hoje a corja reúne-se em Lisboa para assinarem o novo Tratado Europeu. Vai cá estar todo o funcionalismo Bildeberguiano, da Angela Merkel, passando pelo sinistro Sarkozy, o estou-na-Europa-mas-só-dia sim-dia-não do Gordon Brown, o PolacoKaczynski e claro o nosso Cherne Barroso e o nosso Sócretino. Estes democratas da merda, que tanto parecem temer a opinião dos seus povos sobre o assunto, recusando-lhes o direito a um referendo, vão sorrir muito, dar muitas entrevistas e fazer a festa. Para nós fica a rua para aí podermos protestar contra o abismo para onde estamos a ser atirados por esta gente com o seu liberalismo capitalista e a sua submissão aqueles que desejam criar uma nova ordem mundial de senhores e escravos. Eu não vou deixar de estar presente para lhes demonstrar que não vou ceder sem luta, que enquanto tiver um pouco de força a minha voz não se calará. Temos de correr com estes "Vasconcelos" da actualidade e defenestrá-los se necessário. Gosto do meu país e não suporto vê-lo lançada nesta miséria de 2 milhões de pobres e governado por uma classe dirigente vendida a uma Europa cada dia menos democrática. É por isso que amanhã lá estarei na manifestação e peço a todos o que estejam contra o rumo que seguimos que estejam presentes também. Há que fazer frente a esta gente e todos não seremos demais.

Contribuição para o Echelon: NATOA, sneakers, UXO

A enxurrada

Vem ai a enxurrada dos fundos da EU. Vão ser 21 mil milhões que segundo o Ministro serão gastos na qualificação dos Portugueses a na competitividade. Ainda me lembro de outras enxurradas do género e dos milhares de cursos e cursinhos que na altura surgiram para qualificar os Portugueses. Ainda me lembro bem, do que foi mamar na teta da Europa nessa altura com os resultados que se vê. Se Portugal era iletrado, iletrado ficou no fim, com a diferença que as contas bancárias de alguns ficaram bem mais chorudas. É muito dinheiro e há por aí muito vampiro sequioso de lhe ferrar os dentes. Vícios antigos que não desaparecem com facilidade.
Quase que podia apostar que daqui a uns anos, quando nos perguntarmos o que aconteceu a tanto dinheiro, vamos ver um TGV e um aeroporto, uns ministros a dizer que é necessário apostar na formação e qualificação dos portugueses e um grupo de alguns, os mesmos de sempre, mais gordos e mais abastados.

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI

quarta-feira, outubro 17, 2007

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come

Vi hoje imagens do Ministro Rui Pereira, o das polícias, a tentar justificar a ida de dois PSP´s a um sindicato para recolher informações. Eu, que tanto pugno pela liberdade, gostava verdadeiramente que tudo aquilo não tivesse passado de um excesso de zelo de um qualquer funcionário, até queria verdadeiramente acreditar nisso. Preferia que todo este barulho não passasse de um aproveitamento de uma situação infeliz. O resultado do inquérito, embora “naif” no conteúdo, com a segurança do Engenheiro a pedir informações à PSD da Guarda e esta enviar dois guardas, á paisana, recolher informações e estes terem ido aquele sindicato por ser o mais próximo da esquadra, até o poderia aceitar na forma e esperar que em notas internas garantissem que não mais sucederiam “incómodos” destes para o governo. O Ministro falou e estragou tudo. Quando o ouvi falar que a ida da polícia ao sindicato, se prendia com o pedido de manifestação não ter sido feito com a antecedência necessária, mostrou logo que afinal o resultado do inquérito não era mesmo nada “naif”. Ainda tentou mostrar que tal actuação policial tinha como finalidade proteger os próprios manifestantes, mas perante as perguntas insistentes dos deputados, acabou por deixar sair a besta quando reagiu mais asperamente e quase a gritar afirmou veemente que tudo só tinha acontecido porque os prazos não tinham sido respeitados e a lei não tinha sido cumprida.
Agora fiquei mais preocupado sobretudo quando já fala em modificar a actual lei das manifestações e duvido que seja para melhor.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

Alucinações de um Presidente

Não me perguntem como consegui arranjar uma máquina que me possibilitou ter acesso à imagem daquilo que os olhos do S. Silva viam na altura em que se despedia de Luís Filipe Menezes, após a sua primeira audiência ao novo líder do PSD.
Já não conseguimos foi a outra imagem, aquela em que após um arrepio que lhe percorreu a espinha, Cavaco Silva chorou.

Contributo para o Echelon: spies, IWO, eavesdropping

Partilhe